Quem serviu uma missão já leu e releu por diversas vezes a conhecida “Bíblia branca”. Seus padrões conforme a sua introdução foram “aprovados para missionários pela Primeira Presidência e Quórum dos Doze Apóstolos”.

Missionários com chapéus e óculos de sol (Imagens: lds.org)
Alguns desses padrões são para proteção física e espiritual dos missionários. Acredito que muitos deles são lembrados no campo missionário e após seu regresso. Porém, há dois ensinamentos importantes que por descuido ou rumos na vida são esquecidos.
Na página 38 temos a seguinte advertência:
“É também sua responsabilidade fortalecer os conversos na Igreja. Talvez não seja possível visitá-los, no entanto, poderá escrever-lhes ocasionalmente para fortalecê-los. (…) Quando retornar para casa, não se esqueça daqueles a quem você ensinou. Seja digno de sua confiança o tempo todo. Escreva-lhes ocasionalmente e incentive-os a permanecerem fiéis.”
Na página 57 onde fica a seção sobre a “Liderança da Missão” há uma explicação sobre designações mal compreendida entre muitos missionários e menos ainda entre os membros leigos:
“A designação de liderança nunca deve ser vista como uma forma de obter reconhecimento ou progresso pessoal, mas sim como oportunidades de servir aos outros (…) Um assistente do presidente não é mais importante que qualquer outro missionário.”
Às vezes me pergunto como estão aqueles que um dia foram missionários nessas duas questões. Vocês mantem contato com seus conversos nas redes sociais? Onde residem os membros conseguem analisar que um chamado não é sinônimo de prestígio mas, de trabalho na Obra?
Eu particularmente sempre procuro manter contato com os conversos;de longe realmente não dá para fazer muito a não ser como diz o manual: Escreva-lhes ocasionalmente e incentive-os a permanecerem fiéis.”
Após trinta anos de retorno do campo missionário, não tenho contato com ninguém. Nem com ex companheiros, nem com conversos. Posso acrescentar que o que mudou foi minha perspectiva sobre muitas coisas relacionadas á igreja.