A Igreja SUD excomungou psicólogo cujo projeto público é ajudar membros da Igreja a manter sua fé enquanto sofrem com dúvidas sobre as práticas éticas, morais, e históricas de sua religião.

John Dehlin e esposa conversam com 200 amigos enquanto aguardam sua “corte de amor” na Estaca Logan do Norte. (Foto por Rick Egan do The Salt Lake Tribune)
Há pouco mais de uma década, John Dehlin vem mediando comunidades na internet para membros da Igreja sofrendo de crises de fé por dúvidas ou inquietações sobre questões históricas ou éticas. Seu tom conciliador, seus esforços para promover a fé Mórmon e incentivar membros a permanecerem na Igreja, e sua abordagem respeitosa lhe renderam milhares de fãs e a tácita aceitação da liderança da Igreja. Contudo, nos últimos dois anos, a Igreja encontrou-se sob maior e crescente pressão pública por causa da exposição da candidatura presidencial de Mitt Romney, do movimento a favor da ordenação de mulheres ao Sacerdócio, e da rápida deterioração da posição anti-gay da Igreja frente à sociedade e as leis norte-americanas. Dehlin, apoiando publicamente ambas destas últimas, encontrou-se progressivamente em posição contrária à liderança da Igreja, passando a ser ameaçado e coagido por meses, e finalmente sendo excomungado ontem.
Em nota oficial, a Igreja defende-se de críticas públicas contra essa manobra de censura entrando, contudo, repetidas vezes em contradição.

