Jovem Processa Igreja no RJ

T[ribunal de] J[ustiça] nega indenização a homem humilhado por ter se negado a casar

O desembargador André Emílio Ribeiro Von Melentovych, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, manteve a decisão de negar o pedido de indenização de um homem contra a Associação Brasileira D’a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

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Abraão Faz 45 Anos

HipocéfaloNesta semana (dia 27) comemoramos o aniversário de 45 anos de quando o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque devolveu para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias os papiros originais usados por Joseph Smith, jr., para produzir o Livro de Abraão.

Esse evento foi comemorado com grande antecipação e efusivos sentimentos de antecipação, esperança, e até uma sensação de validação. Por mais de um século, estes antigos documentos haviam sido dados como perdidos, e subitamente em 1967 não apenas haviam sido re-encontrados, mas haviam sido retornados à Igreja!

Contudo, tão logo passou a euforia e o regozijo inicial, recaiu sobre a Igreja o que apenas pode ser descrito como “desconforto” sobre o documento, levando a quase silêncio da instituição oficial, e a décadas de esforços intensos (e inúteis) de dúzias de apologistas.

Como houve bastante interesse em comentários passados, em outros posts, sobre discutir a importância desse achado arqueológico, eu acho que essa data importante é a perfeita oportunidade (desculpa) para abrirmos espaço para essa discussão. Segue abaixo apenas uma breve introdução ao tema.

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Prepare-se para a IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

Você já se agendou para a IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons? Ela acontece no dia 19 de janeiro de 2013, em São Paulo.

O tema da Conferência de 2013 será “A Relação entre Sede e Periferia na Igreja SUD”.

A Conferência é gratuita e aberta a todos os interessados. Continuar lendo

O Estereótipo Mórmon – Como Parece No Brasil?

Nos blogs do autodescrito “bloggernacle,” na maioria escritos em inglês, o “momento mórmon” não é nada novo. A mídia norte-americana também já vem explorando esse tema faz anos.

Então, por que falar mais disso nos Vozes Mórmons?

Bem, pelo menos da minha parte, o motivo é que estou bem insatisfeito com um lado dessa conversa pública sobre o mundo mórmon: estão esquecendo (na maior parte) o melhor aspecto dele, a cultura e vida dos mórmons fora dos EUA.

O Estereótipo Mórmon

A maioria aqui já sabe daquilo que vou descrever agora — há um estereótipo dos mórmons prevalece muito nos EUA, e aqui não estou falando das percepções erradas que as pessoas têm sobre a gente (especialmente sobre a prática continuada de poligamia) ou dos padrões e normas de vida que são identificados com membros da Igreja (como a Palavra de Sabedoria, o uso de garments, e outros mais) — estou falando das características estereotipadas que vão além de tudo isso, e que enchem o saco ainda mais porque têm alguma base na realidade. Aqui nos EUA, este estereótipo é mais forte com respeito aos homens (em parte, eu acho, por causa da ênfase da Igreja desde os anos 50 no princípio que diz que a mulher deve se manter em casa, e por isso fica fora do olhar público). Então, como parece este estereótipo do homem mórmon?

Branco. Pelo menos classe média, senão rico. Casado cedo com um monte de filhos (ou pelo menos com a expectativa de tal). Homem de negócios, muitas vezes com MBA na mão. De política conservadora, normalmente registrado nos EUA como Republicano ou Libertário.

Esse estereótipo é forte não só porque é refletido no mórmon atualmente mais famoso do mundo, Mitt Romney, mas porque é também refletido em muitos outros (A familia Huntsman, com o ex-governador de Utah Jon, Jr. e seu pai, Jon, Sr., fundador de uma empresa bem sucedida de química; a família Marriott, com a sua rede enorme de hotéis de luxo; Nolan Archibald, CEO de Black & Decker; David Neeleman, fundador das linhas aéreas JetBlue e Azul; e tantos outros).

Pessoalmente, sou muitas destas coisas–sou branco, criado numa família de classe média alta com pais que são professores universitários, casei mais ou menos cedo (aos 25 anos) e eu e minha esposa queremos três filhos, senão mais.

Ao mesmo tempo, não sou muito a fim de uma carreira de negócios (para mim, parece igualzinho ao sétimo grau do inferno descrito por Dante). Minha política vai mais ao lado dos socialistas e hippies (posso indicar meus pais como os responsáveis disso, que se descrevem como “hippies mórmons” e se encontraram em São Fransisco no início dos anos 70 — cresci ouvindo Bob Marley desde o ventre).

Mas estou começando a fugir do tema — se já eu fujo desse estereótipo como homem branco de classe média, quanto mais mórmons negros, mórmons pobres, mórmons asiáticos, latino-americanos, ou mais especificamente nesse caso, mórmons brasileiros, com toda a diversidade que esse grupo já tem em si? Sei pela minha experiência que há muitos mórmons brasileiros que se acercam desse estereótipo (entrando pelos negócios, torcendo politicamente pela centro-direita), muitas vezes em parte pelo incentivo de líderes da Igreja dos EUA, mas o que adorei sobre minhas experiências na Igreja durante os anos que já passei no norte e nordeste do Brasil (antes, durante e após a missão) é a diversidade de gente que entra pelos portões a cada domingo. Não é que esta diversidade não exista também em várias partes ou diversas alas nos EUA — adorei minha ala no Harlem quando fui professor da escola primária em Nova Iorque, onde tinha uma mistura gostosa de gente negra, latina e imigrante de toda parte (Haiti, Gana, Nigéria, República Dominicana, e toda parte da América Latina). Também adorei o ano em que minha esposa e eu passamos na Reserva Indígena da Tribo Navajo, onde também fui professor da escola primária. E ainda nem falei da diversidade de experiência e opinião que existe nos cantinhos de qualquer ala ou ramo nos EUA, mesmo que muitas vezes essas pessoas tenham receio de abrir a boca durante a Escola Dominical. O problema é que nos EUA, mesmo que você saia do estereótipo, ele ainda existe no pensamento da sociedade como todo.

Pelo menos ao meu ver (e estou ansioso para ser corrigido) parece que o maior estereótipo mórmon que existe no Brasil é dos missionários, não dos membros, e por falta de expectativa cultural do que seja “normal” entre os mórmons, há mais espaço para todo tipo de gente.

O que vocês acham? Sei que isso pode variar em várias partes do Brasil, como meus amigos Marcello e Antônio me mostraram quando conversamos no podcast da Mormon Matters na semana passada. Eles me disseram que na experiência deles em São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul, onde a Igreja é melhor estabelecida, não há muita tolerância para diversidade de opinião que saia da ortodoxia.

Quero chutar esta pergunta para todos vocês: além de viver os padrões da Igreja, há um estereótipo de um “estilo de vida mórmon” no Brasil aos quais os membros são comparados?

Entrevista com Fundadores da ABEM

O excelente podcast norte-americano ‘Mormon Matters’, dedicado a explorar atualidades e cultura Mórmon, entrevistou dois dos fundadores da ABEM e administradores do Vozes Mórmons, para explorar suas histórias pessoais, a fundação e missão da ABEM e o Mormonismo no Brasil.

Ouça a entrevista, em três partes, aqui.

Acompanhe o brilhante podcast ‘Mormon Matters’ aqui.


“Mormon Matters” pode ser traduzido como “assuntos Mórmons”. O podcast é curado por Dan Wotherspoon, editor da famosa revista ‘Sunstone’ entre 2001 e 2008, e encontra-se entre os sites, blogs, e podcasts mais populares no segmento Mórmon.

O Pensar dos Membros

Há mais de uma semana fui visitar a Hill Cumorah Pageant, um espetáculo ao vivo sobre o Livro de Mórmon realizado mesmo no monte Cumorah onde Joseph Smith encontrou as placas de ouro. Apresentado cada ano desde os anos 1930 (este ano é a 75a apresentação do espetáculo), ele iniciou-se por membros da Igreja em New York City (500 km do monte Cumorah). Por vários anos estes membros organizavam o espetáculo em New York City, ensaiavam lá, desenhavam e preparavam o scenário lá, e levavam tudo de New York para Palmyra para apresentar a peça—tudo sem o apoio da Igreja, que apenas lhes concedeu o uso do terreno.

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Um Diagrama do Reino de Deus

Um Diagrama do Reino de Deus

Orson Hyde

O diagrama acima mostra a ordem e a unidade do reino de Deus. O Pai eterno senta-se à cabeça, coroado Rei dos reis e Senhor dos senhores. Onde quer que as outras linhas se encontrem, senta-se um rei e sacerdote para Deus, possuindo governo, autoridade e domínio abaixo do Pai. Ele é um com o Pai, pois seu reino é somado ao de seu Pai e torna-se parte dele. Continuar lendo

Desafio de história mórmon: Joseph e a Bíblia

Você, leitor(a), está convidado(a) a testar seus conhecimentos de história mórmon.

Um dos pressupostos doutrinários da restauração é a antiga corrupção das escrituras bíblicas, certo? Joseph Smith afirmou que elas não haviam chegado aos leitores modernos em sua forma original. Ele também criticava as traduções modernas e afirmou que, dentre as traduções que havia conhecido, uma seria a melhor. Nossa pergunta é: que tradução Joseph Smith considerava a mais correta?

Pergunta bônus: o que ele queria dizer com “mais correta”?

Veja aqui o desafio anterior.

Aprenda mais sobre a história mórmon no Brasil.

Apostasia pessoal

Apostasia é um conceito frequentemente empregado por santos dos últimos dias para se referir, (1) num sentido histórico, à transformação do cristianismo original e sua perda de autoridade divina e, (2) num sentido individual, a uma forma de decadência espiritual ou desobediência a princípios divinos. Continuar lendo

Mórmons que se candidataram à presidência dos EUA

Mitt Romney não é o primeiro mórmon a almejar a  presidência dos Estado Unidos. Antes dele, outros oito mórmons tentaram a corrida presidencial, sem contar outros dois que à época de sua candidatura não eram membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Começando com Joseph Smith, que concorreu sem filiação partidária, os candidatos listado a seguir refletem a ampla diversidade de posições politicas ao longo da história mórmon. Continuar lendo

Aniversário: Ano 1

Hoje o site Vozes Mórmons completa seu Primeiro Aniversário!

Para comemorar, gostariamos de agradecer a todos que postaram textos e comentários, e que enviaram links para seus amigos dos textos e comentários.

Neste um ano de existência, tivemos quase 22 mil visitantes, e mais importante, várias discussões interessantes e inteligentes. Este fórum é aberto para todos Mórmons, de todos tipos, e todos que se interessam por Mormonismo, de qualquer maneira, e toda opinião e todo comentário ajuda a aumentar o nível da conversa.

Gostariamos de fazer algumas menções a título de retrospectiva, para comemorar essa ano que passou. Umas listas de Top 10 do primeiro ano do Vozes Mórmons!

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Jeová, o Pai

No meu post anterior, mostrei como, de acordo com algumas escrituras bíblicas, Cristo não pode ser considerado o Deus que interagiu com os antigos israelitas. O “Deus de Abraão, Isaque e Jacó” para os autores do Novo Testamento é o próprio Pai e não seu Filho. Nesta continuação do tema, busco novamente na relação do Novo Testamento com a bíblia hebraica a identidade de Jeová como o Pai; também utilizo uma importante escritura de Doutrina e Convênios para mostrar como Joseph Smith também usava o termo Jeová para se referir ao Pai. Continuar lendo

Uma Posteridade Branca e Deleitosa: Origens do Casamento Plural

William W. Phelps

William W. Phelps

A crença na origem israelita dos povos ameríndios e a prática do casamento plural são certamente duas características marcantes da experiência mórmon. Embora nenhuma das duas tenha uma origem exclusivamente mórmon, Joseph Smith deu a elas aplicações e sentidos únicos. Poucos entre nós estão familiarizados, no entanto, com a conexão histórica entre as duas doutrinas; tampouco a influência do Livro de Mórmon na instituição do casamento plural parece ter sido avaliada com a devida consideração.

A primeira revelação conhecida a aludir à prática da poligamia (ainda que sem mencioná-la explicitamente) ordenava que um grupo de missionários da jovem Igreja de Cristo buscasse esposas indígenas para que sua descendência pudesse retornar a um estado de pureza e retidão, conforme profetizado no Livro de Mórmon. O casamento divinamente ordenado entre mórmons e índios seria o meio de tornar isso realidade. Continuar lendo

Misticismo e ortodoxia

O mormonismo tem sido uma tradição religiosa marcada por duas grandes tendências: o misticismo e a ortodoxia. Das revelações e outras experiências sobrenaturais de Joseph Smith até a formação de uma complexa estrutura que governa a Igreja em escala mundial, houve um extenso caminho a ser percorrido, ao longo do qual a ênfase original na revelação direta e a responsabilidade individual de cada membro por sua orientação espiritual foi sendo relativizada em certos pontos. Ainda que não sejam palavras ou conceitos comumente usados entre os santos dos últimos dias, misticismo e ortodoxia estão presentes na história mórmon mais do que se poderia imaginar. Neste breve artigo, tentarei esboçar como essas duas tendências se manifestaram e manifestam na Igreja sud. Continuar lendo

Mulheres e o sacerdócio

Não deixo de me sentir um pouco constrangido ao parabenizar as mulheres no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Isso porque originalmente é uma data que tem mais a ver com denúncia e reivindicação do que com uma celebração em que se pode enviar flores. É mais ou menos como dar parabéns aos negros pelo Dia da Consciência Negra, ou aos indígenas pelo Dia do Índio. Soa um pouco irônico.

De qualquer forma, eu expresso a minha gratidão pelas mulheres que estão à minha volta e que tornam a minha vida bem mais rica e interessante,  numa sociedade que ainda abusa delas de tantas formas diferentes -física, emocional, espiritual. Será que participamos e perpetuamos algumas formas de abuso? Continuar lendo