Brasileiros e a Igreja no Século XIX

Meu avô Garcia foi passar alguns dias lá em casa. Assim que chegou, pediu-me para irmos juntos ao centro da cidade. Ele tirou uma camisa amassada da mala e ligou o ferro de passar. Minha mãe vendo aquilo sorriu e me alertou: pode ter certeza que vai demorar!

Não era tanto a menor agilidade de seu corpo senil o motivo da demora. Creio que, para alguém que havia chegado à idade adulta ainda no início dos anos 30, a lentidão da vida naquela época lhe permitiu acostumar-se a passar a roupa com o mesmo preciosismo com que pincela seus quadros.

Como um adolescente do final dos anos 90, eu achava tudo aquilo uma perda de tempo. Ofereci-me para ajudá-lo, mas ele recusou minha oferta. Não confiaria em mim para realizar uma tarefa tão importante. A julgar pelos amassados das roupas que uso, acho que meu avô tinha razão.

Fui para a sala e fiquei folheando os livros que ele havia trazido. Dentre eles, encontrei um Aurélio bem grande. Aquele dicionário era diferente dos que eu já vira, já que, além de cumprir sua função metalinguística, dava o uso da palavra procurada em algum clássico da literatura em língua portuguesa. Constatada a peculiaridade daquele Aurélio, fiquei imaginando o trecho e a definição que o primo do Chico Buarque daria a minha religião.

Mormonismo. [Do ingl. mormonism.] S. m. Seita religiosa norte-americana fundada em 1827 por Joseph Smith (1805-1844), e cujos membros, os mórmons , praticavam a poligamia, que a lei americana proibiu desde 1887. “Cheguei a lembrar-me do mormonismo, a amaldiçoada seita de José Smith” (Aluísio Azevedo, Livro de uma Sogra, p. 77)[1]

Apesar de muito jovem, já havia me acostumado a livros e revistas que depreciavam a igreja, mas ao ler aquilo no dicionário, que para mim era o que poderia existir de mais imparcial, fiquei chocado. Não tanto pela definição imprecisa, pois era a mesma de outro “pai dos burros” que já havia consultado. O problema foi saber que alguém que fosse pesquisar naquela fonte neutra seria induzido a entender minha religião como uma “seita amaldiçoada”. Lembro-me de olhar para o dicionário com uma decepção análoga a de César, conforme narrado por Suetônio e verbalizada na peça de Shakespeare: até tu, Brutus?

Alguns minutos depois, agora mais calmo, quis saber sobre esse tal de Aluísio. Os sites de busca ainda não estavam ao meu alcance com facilidade. Perguntei a meu pai quem era Aluísio Azevedo: “foi um escritor maranhense do final do século passado, autor de O Cortiço”, ele respondeu. Ainda hoje, quando o Google não dá conta, recorro ao velho. Se estiver sóbrio, ele só responde; se “alto”, ele declama.

Como na edição do dicionário do meu avô, pelo que lembro, não mencionava o nome do livro de Azevedo, demorei muito tempo para descobrir que aquele trecho que cita a igreja vinha da obra Livro de uma Sogra, publicado em 1895. A data do livro chamou a minha atenção, visto que era anterior à presença da Igreja em nosso país, antecedendo à chegada dos “Zapfs” em dezoito anos [2] e à dos “Lippelts” em quase trinta.[3]

Aluísio Azevedo


Inserido no contexto do Realismo /Naturalismo, Azevedo, por meio da personagem Olímpia, reflete sobre os laços matrimoniais. É seguida a tendência dos escritores do período que, influenciados pelas ciências experimentais da época, viam o homem como simples produto biológico, cujo comportamento era resultado da pressão social e da hereditariedade psicofisiológica. [4]

É sob a ótica do Naturalismo, com sua visão um tanto pessimista da existência humana, que Dona Olímpia, após refletir sobre os problemas da vida celibatária e monogâmica, analisa a prática mórmon do casamento plural.

“Cheguei a lembrar-me do Mormonismo, a amaldiçoada seita polígama de José Smith. Mas, no dogma dos mórmons, o caso essencial era precisamente contrário ao que me parecia indispensável à felicidade fisiológica da mulher e às conveniências individuais do filho. Lá o homem tem o direito de tomar quantas esposas lhe apeteçam, desde que as possa manter; a mulher, porém, essa há de contentar-se com um só marido, se é que se pode chamar um marido a um homem partilhado por vinte esposas. Um vigésimo de marido!

Ora, se um achava eu insuficiente para bem gerar todos os filhos de uma mulher, quanto mais a vigésima parte de um! Entretanto, lendo de boa-fé a exposição dos princípios filosóficos e religiosos dos mórmons, abalei-me com certos preceitos da moralidade conjugal por eles estabelecida e observada. Afirmam com orgulho que, no mundo civilizado, são os únicos bons e honestos cumpridores do sagrado mandamento de Deus: “Crescei e multiplicai-vos”, porque um varão pode procriar duzentos filhos, e uma mulher nunca mais de vinte.

Como, pois, exigir que seja uma só mulher a mãe de todos os filhos que produza um homem, quando precisa ela de dois anos para a gestação, parto e criação de cada um? Não será isso constranger o marido a uma destas três coisas: — ou condenar-se à esterilidade forçada, para não faltar a fé conjugal; ou transigir das regras da boa higiene, aproximando-se da consorte nos períodos em que não deve; ou procriar fora do casal, o que lhe fará ser pai de alguns filhos legítimos e, ao mesmo tempo, de muitos e muitos filhos inconfessáveis? Não seria melhor, mais digno e mais generoso, argumentam eles, que o homem, em vez de ter uma só mulher legítima e várias concubinas de ocasião, e que, em vez de ter filhos reconhecidos e filhos abandonados, aceitasse corajosamente as imposições do seu organismo e vivesse claramente, à luz da legalidade, com todas as suas consorciadas, sem subterfúgios desleais e dissimulações ridículas?”

Após isso, Olímpia acusa os mórmons de legislarem conforme seus interesses de homens. Ela cita personagens bíblicos nos quais os mórmons se espelham e chega a imaginar que caso chegasse a levar sua filha, Palmira, para Salt lake City, seria “como deixasse uma franga cair no galinheiro”.[5]

Por muitos anos, pensei ter sido essa a primeira menção à Igreja feita por um brasileiro.

Há não muito tempo, um amigo me mostrou uma citação ainda mais antiga. Trata-se do poema Guesa Errante, escrito pelo também maranhense Joaquim de Sousa Andrade, mais conhecido como Sousândrade. Curiosamente, um dos maiores estudiosos da vida e obra de Sousândrade é o recém desobrigado presidente do Templo de Recife, Frederick G. Williams, tataraneto do antigo membro da Primeira Presidência de mesmo nome.

O Guesa Errante foi publicado em Nova York quase vinte anos antes do livro do seu conterrâneo. Parte do poema de Sousândrade faz referência a outro brasileiro, que integrou o primeiro grupo de filhos da pátria a comparecer a uma reunião da igreja: S. M. Dom Pedro II.

Falaremos agora sobre a visita de D. Pedro aos Estados Unidos e, logo após, do poema de Sousandrade inspirado nessa visita.

Dom Pedro II

O ano era 1876. Os EUA comemoravam seu centenário de independência e, pela primeira vez, sediavam a Exposição Mundial. Sabendo dos planos do monarca brasileiro de visitar a nação estadunidense, o jornal New York Herald enviou o jornalista James O´ Kelly ao Rio de Janeiro para fazer a cobertura daquela que seria a primeira visita de um monarca em exercício ao país. [6]

Juntamente com sua consorte, S.M. Tereza Cristina, o Imperador partiu a bordo do navio inglês Hevelius , deixando o Império aos cuidados da Princesa Isabel. Queria viajar sem pompa como um cidadão comum. Chegou a afirmar que “Sua Majestade ficou no Brasil”, sendo nos EUA um “simples viajante”.[7] Também declarou: “Monsieur d´Alcantara é o nome sob o qual faço minhas viagens e não gosto de ser conhecido por outro”. [8]

O navio chegou a Nova York no dia 15 de abril, sendo recebido por uma comissão chefiada pelo Secretário de Estado Hamilton Fisher.[9] Após dois dias em Nova York, partiu para o oeste, em direção a São Francisco, como parte da realização, segundo Sua Majestade, do “desejo conhecer o centro da indústria e aprender algo que possa ser utilizado no meu país quando retornar”[10].Com ele estavam, além de O´kelly: Karl Henning, Luís Pedreira de Couto Ferraz, Arturo Teixeira de Macedo, Rafael Paiva e dois criados de nomes desconhecidos.[11] Esse deve ter sido o primeiro grupo com presença de brasileiros a assistir a uma reunião da Igreja.

Assim que soube que o monarca brasileiro passaria pelo território de Utah(a estrada de ferro passava por Ogden), o prefeito de Salt Lake City, Fermorz Little, fez uma reunião especial com o Conselho do município, com participação decisiva de Brigham Young, que era membro do conselho. Ficou decidido que entrariam em contato com Sua Majestade, e, se fosse verificada sua intenção de visitar a cidade, seria oferecida a ele toda hospitalidade. [12]

Um telegrama perguntando se o imperador tinha interesse de visitar Salt Lake foi enviado a Omaha, porém, a resposta recebida deixou dúvidas sobre se de fato D. Pedro passaria pela capital mórmon ou não.[13] Somente um dia antes da chegada do monarca, veio a confirmação de que ele visitaria Salt Lake City.[14] Sua Majestade chegou a Utah em 22 de abril.[15] No dia em que se comemora a descoberta do Brasil; os brasileiros descobriam a terra dos mórmons.

Boatos de uma suposta reunião secreta entre Brigham Young e o Dom Pedro começavam a se espalhar. Diziam, dentre outras coisas, que se tratava de um projeto de migração dos mórmons para alguma parte do imenso e pouco povoado Império Brasileiro: “há espaço para um povo com empreendedorismo, industriosidade e moral como os mórmons” [16]. Estes rumores se mostraram infundados, já que “o imperador não quis avistar-se com Brigham”. [17]

Chegando à cidade, o imperador foi conduzido ao teatro, onde assistiu a uma apresentação do humorista Alfred Bunnett. O camarote oposto do imperador estava ocupado, segundo O´Kelly, “por meia-duzia de filhas do Profeta, na flor da idade, moçoilas de cabelos dourados e face corada, capazes de pregar mais perigosamente o apostolado da poligamia se fossem ensinar o Evangelho a espertos incréus”. [18]

O jornalista do New York Herald narra uma curiosa cena na qual ficamos sabendo que o Imperador já ouvira sobre o líder mórmon ainda no Brasil: “[Dom Pedro] Ficou impressionado com a presença da família Brigham Young, notadamente, um rapaz de umas vinte primaveras que, disse S.M., tinha muita parecença com o retrato do Profeta, que já vira no Rio”. [19]

Após a apresentação, partiram para Walker House, onde passaram a noite. Na manhã do domingo, visitaram alguns pontos turísticos como os alicerces do templo, tabernáculo e Savage´s Art Galellery, adquirindo publicações da igreja e fotos de Utah. [20]

Naquela manhã, também visitaram a capela católica de Santa Maria Madalena.[21] Apesar da conturbada relação com o Papa Pio IX devido a questão maçônica, o Catolicismo ainda era a religião oficial do Brasil, e o imperador, em Salt Lake City, deve ter sentido um pouco do que é fazer parte de um grupo religioso não majoritário.

Mais de setenta anos antes de os mórmons chegarem, uma expedição liderada por dois padres franciscanos havia explorado o território de Utah. Porém, nas primeiras cinco décadas do século XIX , o Catolicismo no território se resumia na passagem de pessoas pelo local. No final da década de 1850 e durante a década de 1860, visitas esporádicas de sacerdotes vindos de outras partes atendiam às necessidades espirituais dos católicos do território, mas não ficavam lá por muito tempo. A igreja Católica em Utah só iria se estabelecer permanentemente no início da década de 1870 e ganharia força com a vinda do padre irlandês Lawrence Scanlan, três anos antes da visita do imperador.[22]

Foi o próprio Scanlan quem conduziu a missa assistida por Sua Majestade. O sermão do padre refletia a necessidade de auto- afirmação das confissões minoritárias. Segundo o´Kelly, o irlandês pregou sobre a sucessão apostólica e “atacou o Mormonismo”.[23]

Naquele mesmo dia, Dom Pedro visitou a reunião sacramental da ala 14, assistindo à parte do discurso do Elder Jonh Taylor. O´Kelly comentou sobre discurso do futuro presidente da Igreja: “ o apóstlolo Taylor(…) pronunciou uma oração em defesa da poligamia, aliás fraca e dispersiva e em mau inglês. Sustentou a tese de que a influência direta da divindade era tão necessária hoje como no tempo dos Profetas”.[24]Como se aproximava a hora de pegar o trem, o imperador teve que sair antes do término do discurso.

Enquanto esperava a partida do trem, o imperador se encontrou com algumas irmãs de caridade. A conversa foi sobre a Igreja Católica no Brasil e a missão em Utah. Dom Pedro se despediu das irmãs com uma doação para a missão católica local. [25]

Os jornais da cidade comentaram da falta de liberdade religiosa na América do Sul, resgatando um pouco daquilo que Parley P. Pratt havia constatado na sua tentativa malograda de levar a mensagem da Igreja ao Chile em 1851. [26]

Dom Pedro ficou maravilhado com o grande trabalho que os mórmons realizaram na construção da cidade, porém, os ensinamentos da igreja não o convenceram. Ele comentou que não foi capaz de entender como as pessoas davam créditos às revelações de Joseph Smith e Brigham Young e concluiu que aquilo não duraria.[27] Em uma carta enviada à princesa Isabel ele escreveu: “Não compreendo como podem os Ianques permitir a poligamia no coração mesmo dos Estados Unidos”.[28]

Joaquim de Sousa Andrade

Sousândrade escreveu o Guesa Errante ao longo de 40 anos. O poema foi publicado nos Estados Unidos em 1876-77 e em Londres na década seguinte, intitulado apenas como Guesa. [29]

Diferentemente de boa parte dos escritores brasileiros da época, que fizeram do Romantismo nacional um apoio a Dom Pedro II, Sousândrade era um republicano convicto, com aversão ao imperador.[30] A viagem do monarca aos EUA serviu de inspiração ao poeta, que dedicou quase trinta por cento das estrofes do Inferno de Wall Street (Canto X de O Guesa) a citar direta ou indiretamente o filho de Leopoldina. É com base nessa antipatia ao monarca que podemos entender um dos versos que citam o Mormonismo.

— Rochedo de New Marlborough !
Grutta de Mammoth ! a Mormão
Palrar antes fôras !
Desdouras
Púlpito ond‗ prégou Maranhão

[31]

Gruta de Mammoth é uma caverna do Kentucky, visitada por Dom Pedro II. Em uma das salas da caverna, chamada Catedral Gótica, pode ser vista uma projeção na rocha chamada o Púlpito à qual, acredita-se, Sousândrade se refere. A presença do imperador teria maculado (desdourado) aquele púlpito, onde o próprio Sousândrade, aqui chamado Maranhão, havia “pregado”. O poeta critica o fato de Dom Pedro II não ter se encontrado com o polígamo Brigham Young ( Mórmão) já que o conhecido caso amoroso do brasileiro com a Condessa de Barral o tornava semelhante ao profeta mórmon.[32]

DUQUE ALEXIS recebendo freeloves missivas; BRIGHAM:)

-De quantas cabeças se forma
Um grande rebanho mormão?
=De ovelha bonita,
Levita,
Por vezes s’inverte a equação

Sobre essa estrofe Frederick G. Williams comenta: “O Duque Alexis pergunta a Brigham Young, depois de receber propostas das free loves, qual deveria ser o tamanho de uma família polígama mórmon. A resposta é talvez uma alusão a sua décima-nona esposa, Ann Eliza Webb Young, que, em 1873, iniciou um processo de divórcio contra o profeta Brigham, um novo Moisés (da tribo de Levi) a conduzir seu povo no deserto de Utah. Ann se tornou o centro de muitas atenções por todo o país, proferindo conferências acerca de sua vida num harém mórmon”.[33]

Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior

Semana passada, Kent Larsen chamou minha atenção sobre outro brasileiro que visitou a sede da Igreja e escreveu sobre a poligamia mórmon: Afonso Celso Jr.

Confesso não ter lido diretamente o livro Vultos e Fatos (escrito em 1892 no qual é mencionado a igreja), porém, parte da impressão desse escritor mineiro pode ser conhecida através do discurso de posse de seu sucessor na cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, Clementino Fraga:

“Catequizado a valer pelo chefe mormônico para adotar a seita e ficar em Utah, nosso patrício, ainda solteiro, belo e jovem, de lá tornou fiel às suas crenças religiosas e monógamas, mas não deixou de confessar que as mulheres daquelas bandas são muito pouco femininas nos atrativos”

Essa impressão contrasta com a de O`Kelly, para quem as moças da Igreja pareciam bem atrativas. Sobre as mulheres mórmons também é dito:

“Todas as vezes que o Congresso Americano tenta abolir a poligamia mormônica, são as mulheres que tomam a dianteira no protesto, com a energia verbal de que são capazes.”

[34]

A impressão que os brasileiros tiveram sobre a Igreja no século XIX foi a de uma seita do oeste dos EUA, alheia ao que era considerado Cristianismo, cujos membros fizeram uma grande obra ao erguer uma cidade no deserto. A poligamia foi a sua doutrina mais marcante: praticamente, não há menção ao Mormonismo sem citá-la. Alguns de nossos compatriotas chegaram a visitar a Cidade do Lago Salgado e a ser ensinados diretamente por membros da Igreja; outros tomaram conhecimento por meio de jornais, nos quais os mórmons eram retratados quase sempre de maneira negativa. Assim como aconteceu na Europa, onde muitos ouviram falar sobre a igreja através de obras ficcionais como as de Conan Doyle [35] e Julio Verne[36], no nosso país, a excentricidade dos arranjos familiares mórmons serviu de inspiração para obras escritas por brasileiros que permitiram as pessoas saberem um pouco sobre a religião antes que ela chegasse ao país, já sem a prática que lhe deu visibilidade.

É isso, pessoal. Meu objetivo aqui não foi apresentar algo definitivo sobre o tema, uma vez que deve haver muito mais coisas espalhadas nos aguardando. Espero que este artigo sirva de inspiração para resgatarmos essa história ainda tão pouco explorada.

_

[1]FERREIRA, A. B. H. – Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. p. 946
[2]DA SILVA, Rubens Lima. “Os Mórmons Em Santa Catarina: Orígens, Conflitos e Desenvolvimento. Master’s Thesis, UPM, 2008. p. 75
[3]Idem, p. 64
[4]TUFANO, Douglas. Estudos de Língua e Literatura, 4ª.ed., 1991, v.2, Editora Moderna. P.128
[5] o texto na íntegra pode ser visto aqui.
[6] GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estdos Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 40
[7]Idem, pág 122
[8]Idem, pág 158
[9]Idem, pág 120
[10] WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág.338
[11]GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estdos Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 149
[12]WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 340
[13]Idem, pág 341
[14]Idem
[15]GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estdos Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 180
[16]WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 343-44
[17]GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estdos Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 181
[18]Idem, pág 180
[19]Idem,pág181
[20]Idem
[21]WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 349
[22]DWYER, Robert J. “Pioneer Bishop: Lawrence Scanlan, 1843-1915,” Utah Historical Quarterly.Volume 20, número 2 ,1952. p 135-58.
[23]GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estados Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 182
[24]Idem, pág 184
[25]WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 351
[26]Palmer, A. Delbert; Grover, Mark L. (1999). “Hoping to Establish a Presence: Parley P. Pratt’s 1851 Mission to Chile”. BYU Studies 38 (4): 130
[27]WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 351
[28]GUIMARÃES, Argeu. D. Pedro II nos Estdos Unidos.Editora Civilização Brasileira S.A. Rio de Janeiro, 1961. Pág 184
[29]Rocha, Marília librandi. MARANHÃO – MANHATTAN:a bridge between us and the U.S. A dissonant view of Brazilian Literature and Culture. Eutomia, ano I, N° 2, p 134
[30]Idem, p 133
[31]O texto pode ser lido na íntegra aqui
[32] Torres-Marchal, Carlos. Dom Pedro II no Inferno de Wall Street – I. Eutomia, Ano IV, N° 1, p. 10-11. Esse mesmo artigo cita uma reportagem publicada no New York Herald cujo sub-titulo era “Ele aprova o Mormonismo”. No texto lemos: O imperador pensa que o Mormonismo não está de forma alguma oposto ao conceito de civilização. Aqueles que não acreditam nas revelações de Joe Smith [Joseph Smith Jr., fundador do mormonismo] e Brigham Young tampouco podem entender por que uma sociedade poligâmica é permitida nos Estados Unidos.
[33]Williams, Frederick G. “Sousândrade em Nova York: Visão da mulher Americana”. Hispania 74, no 3 (1991): 553-54
[34]O discurso de Clementino Fraga pode ser visto aqui
[35]Cita o mormonismo em “Um estudo em Vermelho” de 1887
[36]Cita o mormonismo em “A volta ao Mundo em 80 dias” de 1872
.

7 comentários sobre “Brasileiros e a Igreja no Século XIX

  1. Muito interessante, Emanuel.
    Se não me engano, há algum tempo atrás, eu folheava uma revista A Liahona, quando me deparei com um breve tópico que mencionava a visita de Dom Pedro II à Salt Lake City. Seu artigo veio trazer muitas informações históricas importantes sobre este fato, que eu ainda não conhecia.
    Estava pensando a respeito das impressões destes brasileiros que estiveram em Utah, no século XIX, e penso que, muito dos preconceitos contra a doutrina mórmon, no Brasil, tiveram origem na percepção que estes brasileiros tiveram do mormonismo. Como você mesmo apontou em seu texto, mesmo antes da chegada do mormonismo ao Brasil, no século XX, já houvera, no século XIX infomações circulando em nosso país sobre a religião mórmon, mesmo que tenha sido de uma forma preconceituosa. Fato também que eu ainda desconhecia.
    Me lembro de aos 7 anos de idade, quando meus pais conheceram a “Igreja” e tornaram-se membros, que uma das primeiras coisas que minha mãe ouviu de várias pessoas, foi a pergunta sobre como ela havia se filiado a uma religião que permitia os homens terem mais de uma esposa.
    Acredito que seria muito interessante um trabalho/pesquisa a respeito da circulação dessas ideias e percepções sobre o mormonismo no Brasil não só na segunda metade do século XIX, mas também na primeira metade do século XX, quando a IJCSUD se estabeleceu no Brasil.
    Obrigado pelo excelente artigo.

    • Já começei tal estudo. Achei dezenas de artigos de jornal, escritos em portugês, sobre o mormonismo, incluíndo alguns de antes de 1875. Creio que o mais velho é de 1865. E tenho um na debate na Câmara dos Deputados do Brasil em 1869.

  2. Emanuel: Sua experiência com o dicionário me impulsionou para ver as definações contidas no meu grande dicionário de português, o Caldas Aulete Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa de Hamílcar de Garcia 2a edição Brasileira (5a edição), 1964.

    Este dicionário contem definições para os seguintes verbetes:

    Mórmon, s. m. e F. pessoa que professa o mormonismo; mormonista. || F. Mórmon. n. pr.

    Mormônico, adj. que diz respeito aos mórmones ou ao mormonismo. || F. Mórmon.

    Mormonismo. s. m. conjunto das máximas, ritos e costumes da seita protestante dos mórmones, que praticava a poligamia e colonizou nos meados do séc. XIX a região do Lago Salgado, na América do Norte. || F. Mórmon.

    Mormonista. s. m. e f. sectário do mormonismo; mórmon. || F. cf. Mormonismo.

    Neste caso, eu acho a definição mais ou menos sem ofensa e precisa (salvo a palavra “protestante”), mas acho as palavras “Mormônico” e “Mormonista” meio estranhas. E parece-me que hoje em dia o plural de Mórmon é Mórmons, e não mórmones, pois a última sai como uma palavra de espanhol.

    Eu acho que existe muito mais para explorar. Seria interessante se outros fossem ver como os outros dicionários definiram a palavra Mórmon e os outros verbetes semelhantes.

  3. Ótimo, Manuel — achei interessantíssimo.

    […] mas acho as palavras “Mormônico” e “Mormonista” meio estranhas. E parece-me que hoje em dia o plural de Mórmon é Mórmons, e não mórmones, pois a última sai como uma palavra de espanhol.

    Concordo, Kent. Nunca ouvi ninguém usar estas palavras. “Mórmons” é, sem dúvida alguma, a forma corrente. “Mormônico” e “mormonista” me parecem vocâbulos mais adequados a um contexto acadêmico; porém, já que não existem equivalentes em inglês (que eu saiba), não posso deixar de estranhá-los.

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