Brigham Young: Sinais e Símbolos da Investidura

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre a importância dos sinais e símbolos ensinados durante a ordenança da investidura realizada apenas nos templos sagrados, durante a cerimônia da pedra fundamental do Templo de Lago Salgado em 6 de abril de 1853.

Brigham Young

Young explica como a importância principal da ordenança da investidura, como revelada ao Profeta Joseph Smith, é ensinar aos membros da Igreja os códigos secretos sem os quais não se pode entrar na presença de Deus (ênfases nossas):
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Primeira Presidência: Mórmons Não Podem Ser Comunistas

A Primeira Presidência d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou um editorial proibindo membros da Igreja de serem comunistas sob o título “Advertência aos Membros da Igreja” no seu jornal Deseret News em julho de 1936, e novamente no seu periódico The Improvement Era em agosto de 1936.

A Primeira Presidência da Igreja SUD (Out 1934 – Mai 1945): 1o Conselheiro Reuben Clark, Presidente Heber Grant, 2o Conselheiro David McKay

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40 Anos do Fim da Segregação Racial Mórmon

Celebramos hoje 40 anos desde o fim oficial do racismo institucional n’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Spencer Woolley Kimball, 12o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (30 Dezembro 1973 – 5 Novembro 1985), Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos (1972-1973), Apóstolo (1943-1973)

Nessa data, há 40 anos, o Profeta Presidente da Igreja SUD Spencer Woolley Kimball anunciou publicamente que a Igreja não mais discriminaria contra negros e encerraria a política de proibir a ordenação de homens afrodescendentes ao sacerdócio, a sua inclusão em cargos de liderança, e a inclusão de homens, mulheres, e crianças negras nos cultos em seus templos sagrados.

Capa do jornal universitário The Universe da Universidade de Brigham Young (Provo, Utah) em edição extra no dia 9 de junho de 1978 anuncia acima de uma foto do Profeta-Presidente Spencer W Kimball: PRETOS RECEBEM SACERDÓCIO – Deus revela nova política a Profeta SUD

Introduzindo Segregação Racial (1852)

Se a data do fim oficial da segregação racial SUD, popularmente conhecida como “proibição ao sacerdócio”, está claramente marcada nos anais da história como 9 de junho de 1978, o seu início é um pouco mais convoluto. A data mais aceita entre historiadores é 23 de janeiro de 1852, quando Brigham Young anunciou à Continuar lendo

Lorenzo Snow: Socialismo Mórmon

O então Apóstolo Lorenzo Snow, futuro Profeta da Igreja SUD, fez os seguintes comentários sobre o comunitarismo socialista mórmon ideal, no histórico Tabernáculo Mórmon em abril de 1878 (ênfases nossas):

Lorenzo Snow serviu como Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1898-1901), Conselheiro na Primeira Presidência (1873-1877), Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos (1889-1898), e Apóstolo (1849-1898)

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Leonard Arrington: Ezra Taft Benson e a Verdadeira História Mórmon

“Tive um sonho na noite de sexta de que havia sido demitido do meu cargo como Historiador da Igreja”, escreveu Leonard J. Arrington em 11 de setembro de 1972. “Isso pode ter sido provocado”, concluiu com humor, “por comer demais frango assado e/ou por um telefonema que recebi”.

Leonard J. Arrington (1917-1999) foi o primeiro não-Apóstolo, e até hoje o único não-Autoridade Geral, chamado para o ofício de Historiador da Igreja desde a instituição de tal chamado eclesiástico por Joseph Smith em 1842. Arrington ainda teve um trabalho fundamental na orientação de uma nova geração de historiadores mórmons até sua aposentadoria como Professor e Chefe de Departamento da Universidade Brigham Young (BYU).

Capa do primeiro volume de “Confissões de Um Historiador Mórmon”, editado por Gary Bergera. | Imagem: Cortesia de Signature Books.

A liberdade acadêmica e  intelectual proposta por Arrington não passou, porém, incólume. Alguns Apóstolos, como Ezra Benson, Bruce McConkie, Mark Petersen, e Boyd Packer fizeram feroz oposição ao seu trabalho, até que em 1982, ele foi desobrigado em reunião privada e seu novo substituto anunciado em Conferência Geral alguns meses depois, sem quaisquer menções ou votos de agradecimento a Arrington. Continuar lendo

O Que Esperar do Profeta Dallin Harris Oaks?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias anunciou ontem a formação de uma nova Primeira Presidência após o recente falecimento do Profeta e Presidente Thomas Monson. O novo Presidente da Igreja SUD, como é o costume estabelecido desde 1898 quando Lorenzo Snow reorganizou a Primeira Presidência 9 dias após a morte de Wilford Woodruff, é o até então Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos Russell Nelson.

Presidente Dallin Harris Oaks, Primeiro Conselheiro da Primeira Presidência e Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos da Igreja SUD sob a adminitração do Profeta Presidente Russell Nelson (à direita)

Nelson assume aos 93 anos de idade e, como era esperado, mantém um dos 2 conselheiros que serviram a seu antecessor Monson por uma década: Henry Bennion Eyring como Segundo Conselheiro. Assim como Joseph Fielding Smith há 48 anos atrás, Nelson chamou o novo Presidente do Quórum dos Doze Dallin Harris Oaks como seu Primeiro Conselheiro. Melvin Russell Ballard Jr. assumirá como Presidente Atuante dos Doze.

Da mesma maneira como Lee assumira a liderança da Igreja para um Profeta e Presidente nonagenário e frágil servindo tanto como Presidente do Quórum dos Doze e como Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência sem nunca haver servido neste quórum previamente, Oaks assumiu a liderança da Igreja SUD ontem igualmente sem jamais pertencer ao quórum presidente e obrigado a demoção de Dieter Uchtdorf com uma década de experiência. Considerando que Oaks, ainda por cima, é o primeiro na linha de sucessão no eventual falecimento de Nelson, Oaks tornou-se de facto o líder da Igreja SUD, se não o líder de jure.

O atual e futuro Profeta

Nascido Dallin Harris Oaks em agosto de 1932 em Provo, Utah, Oaks permaneceu em sua cidade natal até formar-se em Contabilidade pela Universidade de Brigham Young em 1954, quando mudou-se para Chicago, onde se formou em Direito pela Universidade de Chicago em 1957. Oaks seguiu em Chicago trabalhando em escritórios de advocacia e lecionando na mesma universidade até ser chamado pela Igreja SUD em 1971 para voltar para sua cidade natal como Presidente da Universidade de Brigham Young. Esta posição Oaks abandonou ao ser indicado pelo Governador de Utah para servir como membro da Supreme Corte do Estado de Utah em 1980, mas seu mandato durou apenas até 1984 quando foi chamado para o Quórum dos Doze Apóstolos por causa da morte de Mark E Petersen.

Em 1965 Oaks publicou artigo acadêmico demonstrando que Joseph Smith havia destruído ilegalmente a prensa do jornal Nauvoo Expositor¹. Em 1968 Oaks foi um dos fundadores da revista acadêmica mórmon Dialogue: A Journal of Mormon Thought, que incidentemente fora categorizada direta ou indiretamente como “apostasia” por vários Apóstolos como Ezra Benson, Bruce McConkie, e Boyd Packer, e serve até hoje como uma das inspirações para o Vozes Mórmons. Em 1975 Oaks publicou, com o historiador Marvin Hill, uma excelente análise do julgamento dos assassinos de Joseph Smith².

Oaks foi casado com sua namorada do colegial, June Dixon, por 46 anos com quem teve 6 filhos. 2 anos após o falecimento dela, Oaks casou-se novamente em agosto de 2000 com Kristen Meredith McMain, tornando-se na época o mais recente Apóstolo mórmon polígamo na história (até o segundo casamento do atual Profeta Russell Nelson em 2006).

O que esperar de Dallin H. Oaks como Profeta e de facto líder da Igreja SUD? Vejamos algumas notas que nós noticiamos apenas nos últimos anos a respeito dele: Continuar lendo

Heber C. Kimball: Como Conseguir Um Casamento Celestial

O Presidente Heber C. Kimball, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fez os seguintes comentários para missionários em perspectiva se preparando para sair ao campo missionário sobre como se deveriam comportar para “conseguir um casamento celestial“:

Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência (1847-1868)

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Igreja SUD Compra Manuscrito do Livro de Mórmon

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias adquiriu o chamado “manuscrito do tipógrafo” do Livro de Mórmon por USD 35 milhões. O valor, anunciado pela Comunidade de Cristo, é considerado o maior já pago por um manuscrito literário.

Primeiras páginas do manuscrito do tipógrafo, adquirido pela Igreja SUD.

“O manuscrito do tipógrafo”, afirmou Steven E. Snow, do Departamento de História da Igreja SUD, “é a mais antiga cópia sobrevivente de cerca de 72% do texto do Livro de Mórmon, já que apenas cerca de 28% da cópia anterior sobreviveram às décadas de armazenamento em uma pedra angular em Nauvoo, Illinois”.

A Comunidade de Cristo, sediada em Independence, Missouri, foi proprietária do manuscrito do tipógrafo de 1903 até a venda na semana passada. Até 2001, a denominação era conhecida como  Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias até 2001.

Dois manuscritos

Originalmente, dois manuscritos do Livro de Mórmon foram escritos. O primeiro, que historiadores chamam de “manuscrito original“, foi redigido enquanto Joseph Smith ditava (de acordo com testemunhas oculares, lia as palavras que apareciam na pedra de vidente colocada no fundo de um chapéu) por vários escrivões, entre eles Emma Smith e Oliver Cowdery.

Esse primeiro manuscrito foi enterrado em 1841 nas fundações da Mansão de Nauvoo, a qual Joseph Smith estava construindo para lhe servir de hotel e bar, e desenterrado após quatro décadas por sua família, sendo distribuído em partes entre descendentes e amigos. Menos de um terço do manuscrito havia sobrevivido sem danos causados por umidade e fungos.

O segundo manuscrito foi copiado por Oliver Cowdery do primeiro manuscrito, com correções e emendas ditadas por Joseph Smith, de modo a levar para a tipografia de E. B. Grandin apenas algumas páginas por vez durante o trabalho de edição, tipagem e impressão da primeira tiragem do Livro de Mórmon. Esse manuscrito, que permaneceu em posse da família de Joseph Smith após sua morte em 1844, historiadores intitulam de “manuscrito do tipógrafo“.

Cooperação entre “primos”

Em 2015, a Comunidade de Cristo havia autorizado A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, através do seu Departamento de História, a fotografar e preparar para publicação o segundo manuscrito do Livro de Mórmon. A publicação desse manuscrito permitiu acesso ao documento mais próximo ao original do livro ditado por Smith e que hoje, após milhares de alterações e revisões, é cultuado e reverenciado como escritura sagrada por milhões. Além de sua importância histórica, avaliações criteriorosas dessas mudanças e revisões servem de pistas sobre o processo evolutivo do pensamento e das crenças Mórmons.

Preço recorde

Antes da negociação entre a Igreja SUD e a Comunidade de Cristo, o preço mais alto já pago por um manuscrito havia sido de USD 30,8 milhões, quando Bill Gates adquiriu manuscritos de Leonardo da Vinci, conhecidos como Codex Leicester, em 1994.

Cadê os Livros? Parte 4: Perspectivas

Uma breve história e perspectivas para a publicação de livros mórmons

Grandes comunidades SUD se desenvolvem fora dos EUA

Em 1967, o México tornou-se o primeiro país em que não se fala inglês a ter mais de 50 mil membros da Igreja SUD. O crescimento continuou em ritmo acelerado depois disso. Devido a esse crescimento, a Igreja formou um departamento de tradução após a Segunda Guerra Mundial para traduzir correspondência e comunicação administrativa com as missões e os membros em espanhol, dinamarquês, holandês, francês, alemão, norueguês, samoano e sueco.

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Até 1974, o departamento estava traduzindo 17 mil páginas por idioma a cada ano, em cerca de 16 idiomas. Durante a década seguinte, uma série de novas traduções foram feitas nesses 16 idiomas, incluindo obras clássicas em que a Igreja tinha confiança, como Jesus o Cristo e As Regras de Fé, de Talmage, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, Doutrinas do Evangelho, Uma Obra Maravilhosa e um Assombro, de LeGrand Richards e obras relativamente novas, tais como O Milagre do Perdão e A Fé Precede o Milagre, de Spencer W. Kimball. Continuar lendo

Cadê os Livros? Parte 3: Editoração Mórmon Comercial

Uma breve história da publicação de livros mórmons

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Editoração mórmon, mas não pela Igreja SUD

Enquanto a Igreja limitou as publicações em inglês até depois da morte de Brigham Young em 1877, tipografias comerciais surgiram em Utah para satisfazer parte das necessidades de materiais mórmons. A mais importante delas foi George Q. Cannon and Sons, de propriedade de um membro da Primeira Presidência. Muito do que Cannon publicou estava relacionado às suas funções na Igreja. Talvez por não precisar de aprovação para o que publicava, Cannon passou da publicação de obras missionárias e doutrinárias para obras de edificação e entretenimento dos membros da Igreja. Continuar lendo

Cadê os Livros? Parte 2: O Período Inglês

A publicação de livros mórmons e o desenvolvimento da cultura mórmon fora dos EUA

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Imagem: Jessica Ruscello

Esta apresentação examina o desenvolvimento cultural mórmon fora dos Estados Unidos, através da lente da produção e distribuição de livros. Para compreender melhor a situação atual, apresentarei uma visão geral da história da publicação de livros por e para mórmons, prestando atenção especial à publicação de livros não escritos em inglês e publicados fora dos Estados Unidos. Depois, vou examinar o ambiente atual para a publicação de livros mórmons e finalizar com alguns caminhos possíveis para o desenvolvimento da publicação mórmon fora do idioma inglês. Continuar lendo

Cadê os Livros? Parte 1: O Período Formativo

A publicação de livros mórmons e o desenvolvimento da cultura mórmon fora dos EUA

Em janeiro de 1845, o Élder Parley P. Pratt publicou normas para as publicações oficiais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Preocupado com o grande número de livros e folhetos que estavam sendo publicados por membros da Igreja, ele escreveu:

Vocês não estão todos conscientes de que muitos, se não todos, dos nossos homens, mulheres e crianças estão virando autores, e publicando obras que pretendem representar a doutrina dos santos. Algumas delas são mal escritas, e algumas incluem muitos erros, e muitas das que são verdadeiras e úteis são empréstimos, em parte ou na totalidade, das nossas obras-padrão (…). Enormes somas são gastas por homens que têm pouca experiência no mercado editorial e, talvez, pagam o dobro pelo papel e a impressão, e tudo isso pago nas mãos de quem não sente nenhum interesse na nossa causa.

Desta forma milhares de dólares são desviados dos santos e dos élderes, ao passo que a causa do templo é negligenciada.

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Como editor de livros, vejo essas mesmas preocupações hoje nas políticas de publicação da Igreja, e ouço os ecos dessas mesmas preocupações nas políticas das empresas que publicam materiais para os membros da Igreja SUD. Como qualquer organização, a Igreja SUD quer controlar quem está publicando o que em seu nome e como esse material será publicado, quanto custará e como irá atingir seu público. Controle e custos, tecnologia, direitos autorais e problemas de distribuição ainda são questões importantes para a Igreja hoje.

No entanto, vejo também uma necessidade cultural concorrente. Na última década, México e Brasil ultrapassaram a marca de 1 milhão de membros. A Europa tem cerca de meio milhão de membros. E em todos esses casos, assim como em outras áreas em todo o mundo, a cultura dos membros da Igreja SUD se desenvolveu ao ponto de livros, músicas e outros materiais poderem ser — e, às vezes, de fato ser — produzidos e distribuídos. No entanto, no caso de publicações em espanhol ou português, relativamente poucas têm sido produzidas até agora, fora os materiais fornecidos pela própria Igreja. E materiais de natureza puramente cultural não existem em nenhuma língua além do inglês.  Continuar lendo

Historiadora Lança Novo Livro Sobre Poligamia Mórmon

Por que mulheres mórmons no século 19 aceitavam e defendiam a prática da poligamia, tida pela sociedade ocidental como uma perversão? Como essa sujeição se harmonizava com suas ideais de sufrágio universal e autonomia feminina?

Essas são algumas das questões abordadas pela historidora Laurel Thatcher Ulrich em seu novo livro, A House Full of Females: Plural Marriage and Women’s Rights in Early Mormonism, 1835-1870 (Uma Casa Cheia de Mulheres: Casamento Plural e Direitos das Mulheres nos Primórdios do Mormonismo, 1835-1870).

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Laurel Thatcher Ulrich examina uma colcha antiga. Foto: Erik Jacobs | Universidade de Utah

O título Uma Casa Cheia de Mulheres faz referência a uma entrada do diário de Wilford Woodruff, durante uma visita à Igreja, quando ele vê a Sociedade de Socorro local, presidida por sua esposa, costurando e fazendo colchas. A observação chamou a atenção da autora por sugerir o contraste entre a submissão das mulheres à ordem patriarcal e o ativismo feminino mórmon. Em 1870, Utah foi o segundo estado americano a garantir o direito de voto das mulheres, meio século antes do voto feminino ser garantido por uma emenda constitucional. Continuar lendo

Falece B. Carmon Hardy, Historiador da Poligamia Mórmon

É com pesar que noticiamos o falecimento de B. Carmon Hardy, um dos mais importantes e influentes historiadores mórmons, ocorrido no último dia 21 de dezembro. Hardy é especialmente celebrado pela sua pesquisa acadêmica sobre a poligamia mórmon do século 19 e início do século 20.

poligamia mórmon fotografia

O bispo Ira Eldredge e suas esposas Nancy Black, Hanna Mariah Savage e Helwig Marie Anderson, circa 1864.

Blaine Carmon Hardy nasceu em 1934, na cidade de Vernal, Utah, descendente de pioneiros mórmons. Durante a maior parte de sua juventude, viveu no estado de Washington, onde cursou o ensino médio e trabalhou em fazendas e ranchos. Graduou-se em História pela Washington State University, em 1957. Dois anos depois, concluiu seu mestrado em História Americana na universidade da Igreja SUD, Brigham Young University (BYU), havendo trabalhado com os professores R. Kent Fielding e Hugh Nibley. Hardy obteve seu doutorado da Wayne State University, no estado de Michigan, em 1963, pesquisando sobre as colônias mórmons no México.

Recordando sua jornada pessoal e o impacto da sua pesquisa sobre casamentos plurais após o Manifesto, Hardy escreveu: Continuar lendo