Kate Kelly apelará à Primeira Presidência

Imagem: Katrina Barker Anderson

Imagem: Katrina Barker Anderson

Feminista excomungada por defender ordenação de mulheres ao sacerdócio apelará à liderança máxima da Igreja sud

Líderes sud no estado americano da Virgínia negaram o apelo feito por Kate Kelly para rever sua excomunhão, realizada por um bispado em junho deste ano.  Seu ex-presidente de estaca, em carta do último dia 30 de outubro, afirma que a ativista poderá recorrer à Primeira Presidência, explicando o que houver considerado injusto no processo de excomunhão.

Kelly afirmou não estar surpresa com a decisão, uma vez que o presidente de estaca foi quem teria iniciado o processo de excomunhão. Ela declarou que irá apelar à Primeira Presidência da Igreja e que seu processo disciplinar machucou “milhares de mulheres”.

12 comentários sobre “Kate Kelly apelará à Primeira Presidência

  1. Ela, Kate Kelly, desejava apenas uma coisa: saber onde está a revelação que suspendeu a ordenação das mulheres na igreja (existente no passado da igreja) e, solicitou em particular e publicamente que o presidente Thomas Spencer Monson (profeta, vidente e revelador; portador de todas as chaves) buscasse em oração, uma revelação a respeito do tema definindo a questão – após a própria igreja reconhecer publicamente que não existe na igreja nenhuma revelação a respeito do assunto. Foi excomungada por “conduta contrária às leis e ordem da igreja”. Observe que não foi por apostasia (antagonismo doutrinário) e sim, por estar em desacordo com “leis e ordem da igreja” que, em determinado momento Histórico, muda de direção sem revelação e interrompe abruptamente a ordenação de mulheres em uma atitude, a meu ver, machista e autoritária. Atitude que se reflete ainda hoje, partindo de líderes homens e em pleno século XXI, contra Kate Kelly.

  2. Concordo plenamente com o seu comentário, amigo Evandro. Infelizmente, é o que ainda se observa em pleno século XXI, muita discriminação e poderio de autoridade machista contra os seres humanos indefesos. E ainda se acham os donos da verdade, como se a humanidade fosse composta só de homens. Eu não vejo mal nenhum em uma mulher exercer o Ofício do Sacerdócio. Quem sabe, ela exercesse com muito mais humildade e com espírito de obediência e santidade, do que certos homens que se intitulam profetas e videntes.
    Fica aqui o meu apoio e a minha solidariedade em defesa daqueles que se sentem humilhados e discriminados por quem se dizem ser os donos da verdade.
    Um abraço,
    Araújo

    • Concordo que as mulheres fariam um trabalho divino. Minha esposa eu servimos na igreja, ela teve muitos conflitos com os Bispos por serem negligentes, um exemplo de esperar por 8 meses para chamarem uma conselheira. Ela era única em toda estaca a preparar o calendário de atividades, com datas e orçamento dos custos; com isso acontecia conflitos de atividades pela falta de planejamento de quem estava “acima”. Como diz o Boris Casoy (canal Band) isso é uma vergonha.

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