Feminista excomungada por defender ordenação de mulheres ao sacerdócio apelará à liderança máxima da Igreja sud
Líderes sud no estado americano da Virgínia negaram o apelo feito por Kate Kelly para rever sua excomunhão, realizada por um bispado em junho deste ano. Seu ex-presidente de estaca, em carta do último dia 30 de outubro, afirma que a ativista poderá recorrer à Primeira Presidência, explicando o que houver considerado injusto no processo de excomunhão.
Kelly afirmou não estar surpresa com a decisão, uma vez que o presidente de estaca foi quem teria iniciado o processo de excomunhão. Ela declarou que irá apelar à Primeira Presidência da Igreja e que seu processo disciplinar machucou “milhares de mulheres”.

Ela, Kate Kelly, desejava apenas uma coisa: saber onde está a revelação que suspendeu a ordenação das mulheres na igreja (existente no passado da igreja) e, solicitou em particular e publicamente que o presidente Thomas Spencer Monson (profeta, vidente e revelador; portador de todas as chaves) buscasse em oração, uma revelação a respeito do tema definindo a questão – após a própria igreja reconhecer publicamente que não existe na igreja nenhuma revelação a respeito do assunto. Foi excomungada por “conduta contrária às leis e ordem da igreja”. Observe que não foi por apostasia (antagonismo doutrinário) e sim, por estar em desacordo com “leis e ordem da igreja” que, em determinado momento Histórico, muda de direção sem revelação e interrompe abruptamente a ordenação de mulheres em uma atitude, a meu ver, machista e autoritária. Atitude que se reflete ainda hoje, partindo de líderes homens e em pleno século XXI, contra Kate Kelly.
Concordo plenamente com o seu comentário, amigo Evandro. Infelizmente, é o que ainda se observa em pleno século XXI, muita discriminação e poderio de autoridade machista contra os seres humanos indefesos. E ainda se acham os donos da verdade, como se a humanidade fosse composta só de homens. Eu não vejo mal nenhum em uma mulher exercer o Ofício do Sacerdócio. Quem sabe, ela exercesse com muito mais humildade e com espírito de obediência e santidade, do que certos homens que se intitulam profetas e videntes.
Fica aqui o meu apoio e a minha solidariedade em defesa daqueles que se sentem humilhados e discriminados por quem se dizem ser os donos da verdade.
Um abraço,
Araújo
Concordo que as mulheres fariam um trabalho divino. Minha esposa eu servimos na igreja, ela teve muitos conflitos com os Bispos por serem negligentes, um exemplo de esperar por 8 meses para chamarem uma conselheira. Ela era única em toda estaca a preparar o calendário de atividades, com datas e orçamento dos custos; com isso acontecia conflitos de atividades pela falta de planejamento de quem estava “acima”. Como diz o Boris Casoy (canal Band) isso é uma vergonha.