Três mulheres farão parte de comitês formados pelas autoridades gerais d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A decisão inédita tornará permanente a participação de presidentes das chamadas organizações auxiliares em comitês até então exclusivamente masculinos. A decisão foi anunciada no ultimo dia 18.
A presidente geral da Sociedade de Socorro, Linda K. Burton, integrará o Comitê Executivo do Sacerdócio e da Família. O Comitê antes era chamado de Comitê Executivo do Sacerdócio e teve seu nome modificado com o novo anúncio.
A presidente geral da Organização das Moças, Bonnie L. Oscarson, fará parte do Comitê Executivo Missionário, refletindo a mudança na idade missionária ocorrida em 2012 e o aumento do número de mulheres servindo missões a partir dos 19 anos.
A presidente geral da Primária, Rosemary M. Wixom, servirá no Comitê Executivo do Templo e História da Família.
Os comitês são responsáveis por elaborar e supervisionar políticas da Igreja em relação a orçamento, obra missionária, templos e currículo. A inclusão feminina tem sido celebrada como um importante passo para a maior participação das mulheres na Igreja.
Na moderna Igreja mórmon, mulheres enfrentam dificuldades para serem ouvidas pela liderança eclesiástica masculina. Mesmo uma presidente geral da Sociedade de Socorro falou sobre o status secundário relegado à organização, excluída da tomada de decisões. Mais recentemente, um apóstolo afirmou que mulheres não deveriam falar demais nas reuniões de conselho locais. A distinção se manifesta até na linguagem: mesmo as três mulheres que presidem mundialmente as organizações auxiliares não são chamadas pelo título “presidente”, mas “irmã”. Elas tampouco são “autoridades gerais”.
Por outro lado, a Igreja SUD tem cedido discretamente a anseios por uma maior participação feminina, permitindo que mulheres orem em Conferências Gerais, incluindo as presidências gerais femininas no quadro de líderes gerais da Igreja, fazendo da Reunião Geral das Mulheres parte das Conferências Gerais e outorgando funções de liderança a jovens missionárias.
“Estamos confiantes de que a sabedoria e discernimento dessas presidentes gerais de organizações auxiliares darão uma valiosa dimensão ao importante trabalho alcançado por esses conselhos”, afirmou a Primeira Presidência sobre a inclusão das mulheres aos três comitês.
Os demais comitês internos permanecem totalmente masculinos, como, por ex., o Comitê Para Fortalecimento dos Membros, que supervisiona a disciplina, e o Comitê Executivo de Correlação, que avalia publicações e outros materiais oficiais.
Atualizado em 21/08/2015.

Fui de uma epoca onde questionar as “revelações” era motivo no mínimo de advertência. O Bispo logo advertia contra a apostasia, pois pensar o contrário era sinal que você estaria entrando em apostasia. O tempo passou, uma compreensão Cristã se desenvolve com mais fé, e os fatos contraditórios explodem na sua mente, e assim você se liberta.
A igreja Mórmon resolverá o problema da mulher com uma revelação divina dada a um profeta(presidente da Igreja) no futuro.Da mesma forma que ocorreu com os negros que tinham restrições sacerdotais. Resolver problemas com revelação profética é um privilégio mórmon. As denominações protestantes vivem o dilema de se perpetuarem numa leitura fundamentalista da bíblia ou desrespeitar “o está escrito” do livro sagrado.
O bom de tudo isso é que você acredita que um dia será resolvido o que você julga um problema, sobre a condição da mulher na igreja mórmon. O que você chama de “revelação”, eu chamo de lógica ou pressão
social.
Minha visão é teológica,a sua sociológica. Entendo sua visão e concordo,porém a nível religioso pressões sociais jamais serão admitidas como fator de mudanças. A justificativa final sempre será a vontade de Deus,a revelação divina.
dhan Silvhard, acho que uma revelação que surge após a pressão da sociedade ou porque se não fizer isso vai perder muitos membros, talvez não seja muito inspiração e sim adaptação dos padrões da igreja à voz do mundo. Não dá para querer ser machista em quanto a sociedade está com um pensamento de igualdade de gêneros. A Igreja sabe que que não fizer essas adaptações, vai perder muito e precisa, cada vez mais, atrair mais membros. Algo que percebo é que as ditas “revelações” do passado, hoje não valem mais nada. Se pessoas pregaram várias vezes sobre a inspiração do espírito quanto a não ter homem negro com o sacerdócio ou o casamento plural e depois ver tudo isso sendo liberado pela igreja, pois se não acontecer, como ela iria entrar nos países latinos, africanos? A pressão sofrida vai sim, fazer com que, futuramente, tenhamos mulheres do quorum dos setenta, mulheres com o sacerdócio e até mulheres no quorum dos doze.