Dignidade Tem Preço?

Qual é o maior mandamento?

Queridos amigos, gostaria que todos aqui meditassem.

Sei que muitos logo pensarão na escritura em que Cristo fala sobre o maior mandamento.

Porém, na Igreja que leva o nome de Cristo não é esse mandamento que se tornou o mais importante.

Venho observado uma situação que ocorre há algum tempo que me tem mostrado qual o maior mandamento atual para os lideres da igreja.

Atualmente, nas entrevistas para se conseguir uma recomendação para o templo, o mandamento que mais barra os membros de serem “dignos” de entrar na Casa do Senhor é o dízimo.

Para um membro da Igreja ser considerado uma pessoa "digna", deve submeter-se à uma entrevista e provar que segue todas as regras da Igreja

Para um membro da Igreja ser considerado uma pessoa “digna”, deve submeter-se à uma entrevista com um homem e provar que segue todas as regras da Igreja

Percebo que, nos dias de hoje, a recomendação tem, literalmente, seu preço. E, se este não for pago, você não tem direito de estar na presença de Deus. Percebo que, há algum tempo, os “irmãos” que não pagam os dízimos estão sendo cobrados, inclusive os dízimos atrasados!

Fiquei indignada, recentemente, com a cobrança de uma família para que pagassem 2 anos inteiros de dizimo para que pudessem entrar nos rols dos “membros dignos”.

A minha impressão é que tal cobrança vem se tornado padrão na igreja.

Qual a opinião de vocês sobre o assunto?

 

 

(Texto submetido por Priscila)

83 comentários sobre “Dignidade Tem Preço?

  1. As normas da Igreja dizem que o dízimo é anual, se algum líder estiver fazendo cobrança de anos anteriores ele está errado, então o erro é do líder e não da Igreja.
    Mas o dízimo é o que mais barra, porque as pessoas não estão devolvendo seus dízimos. Diferente de qualquer uma das perguntas da entrevista, o dízimo pode ser observado e é mais fácil de perceber uma falha por ser algo tangível. Na bíblia é ensinado que quem não paga seus dízimos e ofertas rouba a Deus. Quem rouba é o que? Será que alguém que rouba realmente é digno de entrar no templo? Se uma pessoa rouba de outra forma, o líder não consegue identificar a não ser que seja confessado, mas relatório de dízimo pode mostrar que essa pessoa rouba de Deus. Mais do que certo barrar, assim como nas demais perguntas.

    • Perfeita resposta! Dispensa comentários!!! As pessoas publicam informações com base em erros de um líder como sendo comum de toda a Igreja. Mas isso só comprova a veracidade da Igreja, uma vez que, assim como Cristo e os apóstolos foram perseguidos, não seria diferente na nossa dispensação, como aconteceu com os pioneiros e estava previsto que aconteceria nos últimos dias.

      • Concordo plenamente com vc. faz tempo que venho notado certas bizarrices dentro de minha ala e uma série de outras em outras unidades.

        Creio que a Restauração aconteceu, que Joseph foi o escolhido para inicia-la, no LDM no Templo e nas doutrinas de Salvação do Reino, mas creio que falando como estrutura humana (gerida por homens e nem sempre inspirada) a Igreja é falha e muito falha!

        Fechar os olhos pra isso não vai mudar nada. Uma apostasia geral sei que não acontecerá, mas que um grande processo de apostasia individual está atacando especialmente lideres, isso sim está! Saber disso em nada diminui minha fé em Cristo, ou na Restauração! Pelo contrário, me faz mais ainda desejar transformar meu lar numa Sião em miniatura, pois é lá que ensino minha família, e aprendo com eles.

        Confesso aos irmãos que minha fé na Restauração continua cada dia mais forte, ela amadureceu muito, mas pra mim e minha família Igreja (capela) no domingo é mera formalidade! um mal necessário por causa do sacramento. Minha esposa disse que se pudesse tomaria o Sacramento em casa e guardaríamos o dia santificado do mesmo jeito.

        Mas creio que em relação ao assunto levantado o dízimo é um mandamento que vivo e sempre fui super abençoado! eu não tenho fé nisso, tenho conhecimento perfeito! e olha que to longe de ser rico de grana!

        Creio que lideres despreparados tem feito confusão, não acredito que seja uma prática geral. Continuo crendo que de um jeito ou de outro o Senhor está a testa de sua Obra e mais cedo ou mais tarde vamos ter respostas pra tudo.

        Abs

    • Essa escritura em Malaquias nao se refere as pessoas que pagam ou deixam de pagar o dizimo mas sim aos Levitas sacerdotes que estavam se usufruindo do dinheiro do dizimo, o dizimo ja havia sido pago pelos fieis mas os sacerdotes estavam roubando o dinheiro do dizimo. A verdadeira doutrina do dizimo se encontra em D&C 119. Fica claro que o Senhor espera que pagamos e o dizimo sendo uma decima parte daquilo que temos acressimo ou seja o “surplus” em ingles, infelizmente no portugues eles mudaram para “renda anual” Mas desde o comeco o dizimo sempre foi pago depois que as necessidades basicas da familia foram supridas. Na Igreja o dizimo comecou com o Bispo Edward Partridge que declarou o dizimo como ser 2% depois das despesas familiares serem pagas mas como isso foi apenas uma ideia do homem, demorou alguns anos para finalmente Joseph Smith levar o assunto ao Senhor e isso aconteceu qd ja havia mais de 10 mil membros e se encontravam em Missouri, foi ai que a revelacao foi dada e se encontra na sessao 119 de D&C, infelizmente alguns meses depois da morte de Joseph Smith e 2 anos depois de o Senhor ter revelado como os membros deveriam pagar o dizimo, a primeira presidencia ja havia modificado esse mandamento e por coincidencia tambem votaram em sua propia exencao em pagar o dizimo ou seja eles talvez nao entenderam que no verso 4 o Senhor havia deixado bem claro que essa seria uma lei PERMANENTE para eles e que qualquer mudanca so poderia ser feito atraves de revelacoes o que nunca houve. Outra heresia ensinada dentro da igreja e que nao e encontrada en nenhuma escritura e portanto nao e doutrina e o fato de contantemente lideres dizerem que os membros devem pagar o dizimo antes de pagar suas propias contas ou mesmo de cuidar de sua propia familia, o Senhor jamais revelou isso em lugar algum. Em Ingles a sessao de Doutrina e Convenio deixa claro que o surplus nao significa 10% de sua renda total liquida ou bruta, mas todos na epoca de Joseph Smith entenderam a lei do dizimo como sendo 10% depois de suas necessidades serem atendidas, ou seja se uma pessoa ganhou 20 mil reais no ano e para suster sua familia e todas suas necessidades ela usou 13 mil entao ela deve pagar 10% do seu surplus 7mil, para isso os membros devem ser honestos em seus dizimos sabendo disntiguir o que e necessidade e o que nao e, ao deduzir suas necessidades nao podemos achar que tv a cabo, carro de luxo etc.. sejam necessidades. Se pagarmos o dizimo corretamente teremos recursos de ajudar os pobres que e um mandamento maior. Em D&C o dizimo nao foi designado para ajudar os pobres mas sim para manter a igreja funcionando e hoje em dia os membros estao pagando dizimo de forma exessiva.

      • Oi Fábio, obrigado pela colaboração, mas creio que o que diz em Malaquias não se limita apenas aos levitas, penso assim por causa do versículo 10, “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. Acho que ele não prometeu as bençãos do dízimo para os que o recebem, mas sim para os que contribuem, sendo assim essa escritura se aplica a todos nós, é o que eu pude entender da escritura. A questão de pagar o dízimo em cima da renda bruta ou líquida é muito divergente, eu por exemplo, apenas retiro o valor que eu tenho como despesa para o meu trabalho, no caso as passagens para o transporte coletivo e pago os 10% no restante, mas conheço pessoas que pagam em cima da renda bruta assim como pessoas que pagam em cima do valor que sobra depois de pagarem suas contas fixas. Vamos responder por nossos atos individualmente, eu penso ser correta a forma com que eu contribuo, mas cada um tem o direito de pensar como bem entender, mas o que eu oro é para que todos nós não deixemos que nossos interesses falem mais altos e que busquemos uma resposta do Senhor para sermos honestos no pagamento dos nossos dízimos e ofertas. Boa tarde a todos. Abraço!

  2. Um grande amigo resolveu, depois de uma leitura de D&C 104, salvo engano, que ajudaria mais os pobres. Ele a esposa e filhos começaram a doar um lanche com suco nas noites frias e tristes da cidade.

    A coisa tomou tal proporção que começou a ser dispendioso. Ele, então, deixou de pagar a oferta de jejum, pois pensou que estava fazendo algo pelos pobres.

    O Bispo completou seu tempo de chamado e o Presidente da Estaca enviou o nome dele para a substituição. Alguns dias depois a Presidência de Área entra em contato negando o envio do nome do irmão para Salt Lake pelo fato que havia mais de 1 ano que ele não doava nada para o fundo de jejum (ele é fiel ao dízimo). Quando foi explicado a situação, a resposta foi que o procedimento do irmão não é o padrão da igreja. Precisa doar a oferta primeiro para a igreja e a igreja que decide o que fazer.

    Resultado: o irmão continua alimentando os pobres e o Bispo é um homem sem nenhuma caridade.

    Hoje funciona assim o conselho a respeito dos pobres: ide, vende tudo o que tens e doa para a igreja. Os pobres Ele decide, sua caridade não nos importa e a mão direita não saber o que a esquerda faz esquece. O registro da igreja está em primeiro lugar.

  3. Há cerca de sete anos, ouvi de um bispo que eu só poderia obter uma nova recomendação se pagasse o dízimo retroativamente. Ele afirmou que não era uma exigência dele, bispo, mas da Primeira Presidência e que sabia de pessoas que estavam “vendendo até a geladeira” para quitar suas dívidas com a Igreja e poder entrar no templo novamente.

    Isso aconteceu comigo em Porto Alegre, RS. O bispo tinha menos de 30 anos, sem filhos. Seria interessante mapear onde isso tem ocorrido, ver se bispos agindo dessa forma possuem um perfil em comum e tentar entender como a prática se alastra.

    A propósito, há algum discurso de Conferência Geral ou história motivadora publicada pela Igreja que sugira esse endividamento com o dízimo?

    • Este artigo da Liahona não fala de pagamento retroativo, mas afirma que uma família deve, se necessário, endividar-se com outras contas ou comer menos para pagar o dízimo:

      “Se para pagar o dízimo for preciso deixar de pagar a conta de água ou de luz, paguem o dízimo.
      Se para pagar o dízimo for preciso deixar de pagar o aluguel, paguem o dízimo.
      Mesmo que se para pagar o dízimo for preciso usar o dinheiro que ia pôr comida na mesa da família, paguem o dízimo. O Senhor não os abandonará”. [Ênfase nossa]

      • E não abandona mesmo. Só quem já passou por essa prova pode dizer os milagres que acontecem quando somos dizimitas de coração aberto, demonstrando fé e amor aos mandamentos do Senhor. Amo esse discurso.

      • Pura heresia Antonio, Podemos revirar as escrituras o dia todo e jamais encontraremos O Senhor ensinando isso. De fato com relacao a ofertas o Senhor pede que primeiro reconciliamos com o proximo antes de fazer qualquer oferta.

      • Lucas: 21. 1. Jesus, levantando os olhos, viu os ricos deitarem as suas ofertas no cofre; 2. viu também uma pobre viúva lançar ali dois leptos; 3. e disse: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos; 4. porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento.

        Antônio e Fábio,

        O próprio Jesus aprovou a atitude de fé da viúva pobre ao tirar do seu próprio sustento para fazer sua oferta.
        Retornem às escrituras antes de se escandalizar e condenar como heresia os ensinamentos de Cristo.

      • Moroni, não creio que cristo pregue sobre o dizimo nesse capitulo de Lucas, ele prega sobre o coração da viúva em dar tudo o que tinha , e faz uma reflexão sobre os pobres, e ricos.O que dão sobras e os que dao por amor . Essa e apenas uma linha de pensamento. Vemos em outras passagens do novo testamento que a lei do dizimo não existia mais, isso ocorre após a morte de Cristo e sua ressureição tem diversas escrituras que falam sobre isso.porem a reflexão que devemos fazer porque dar dizimos hoje? Tal dinheiro est sendo usado para ajudar as viúvas e necessitados? Ajudar e um dos princípios do dizimo.

  4. Nossa, fiquei chocada com esse relato.
    O não pagamento do dízimo não faz de alguém mais ou menos digno, e não deveria ser requisito para as visitas ao templo.
    Resumidamente, em Ensinamentos do Profeta Joseph Smith consta que se prosperarmos nos negócios e tivermos meios, condições para suprir necessidades básicas devemos ofertar o dízimo para os pobres da Igreja. p.70
    Com certeza, o Senhor não quer que passemos necessidades tampouco que fiquemos inadimplentes.
    O dízimo é um convênio sagrado e realmente acho que, apesar de clichê é dando que se recebe, de uma forma ou outra.
    O desagradável e desconfortável quanto à nossa oferta é que se o valor for baixo você não é bem sucedido, portanto, não é abençoado por Deus e se for uma oferta razoável você recebe tratamento diferenciado pelos líderes e irmãos.
    A nossa oferta, infelizmente, nos classifica porque, sem dúvida, a informação acaba vazando, se espalhando, por bem ou mal.

    • Oi Graciela, interessante seu raciocínio, mas penso que a entrada no templo deve ser barrada sim. Na bíblia é ensinado que quando não pagamos os dízimos e ofertas estamos roubando a Deus e quando estamos roubando não podemos responder afirmativamente a pergunta que nos é feita na entrevista para o templo para verificar se somos honestos em todas as coisas.

      • Não podemos, Marcel?
        Eu não posso responder nada pelos outros, eu respondo por mim. Eu penso que alguém que por algum motivo não esteja ofertando o seu dízimo, pode sim, responder às perguntas com sua consciência tranquila. Essa pessoa deve ter as suas razões. Isso para mim, não tem a ver com desonestidade ou indignidade, portanto, não se estaria sendo desonesto como você mencionou. É uma questão de ponto de vista. Cada um tem seus valores pessoais e suas interpretações particulares das escrituras, Marcel. 😉 Abraço.

      • Isso mesmo Graciela, cada um pode ter seu motivo, cada um com sua interpretação. Mas a Igreja não pode ficar a mercê da interpretação de cada membro, não gosto nem de imaginar como seria, conheço membro que diz que nem podemos usar extrato de tomate. rsrsrs Nunca achei correto pagar o dízimo, porém quando buscamos a orientação do Senhor podemos saber o que ele espera de nós.

    • Graciela, não é á toa que é preciso uma boa preparação para entrar no templo e realizar os convênios.
      Pensa comigo, uma pessoa que não consegue guardar o mandamento do dízimo provavelmente também não vai estar preparada para guardar um convênio com o Senhor que exige muito mais do que 10% da renda.
      Então, no dia que essa pessoa estiver preparada guardando esse mandamento menor (dízimo) pode estar preparada para guardar um convênio maior.
      O texto estaria mais adequado se fosse trocada a palavra “digno” por “preparado”.

      • Não.

        Justamente porque o adjetivo usado pela Igreja SUD e pelos membros da Igreja SUD é “digno”.

        Escolher usar o adjetivo “digno” ao invés do adjetivo “preparado” significa exatamente um julgamento de valor que a Igreja SUD e, consequentemente, os membros da Igreja SUD desejam expressar.

        Se você estivesse argumentando que seria “mais adequado” para a Igreja SUD se ela “troca[sse] a palavra ‘digno’ por ‘preparado'”, teria razão. Como você está argumentando que o “texto” acima deveria “troca[r]” um têrmo oficialmente utilizado pela Igreja e popularmente abraçado pelos membros por um que ninguém na Igreja usa nesse contexto, então você está 100% errado.

  5. O grande problema na igreja e a falta de conhecimento dos lideres,aqui no caso o Bispo que exigiu isso dessa família. Fui Bispo e sei que esse não e o procedimento que deve seguir..Se uma família ficou 2 anos sem pagar o dízimo. ela já sofreu a penalidade de não receber as benção da lei do dízimo.Pagar os atrasados não caberá a essa receber as bençãos dos dízimos atrasados.Mais uma meta de começar a viver a lei e mostrar arrependimento e o certo a fazer.A liderança da igreja e muito falha na falta de conhecimento e sensibilidade dos líderes causam esse tipo de constrangimento.
    “Louco e o homem que segue seu líder cegamente sem ter a certeza que ele anda nas pegada do Salvador

      • Antônio.
        O grande problema na liderança da igreja e que acham que o a revelação vai ajudar em todas as coisas D&C 58:26,27 ( Pois eis que não é conveniente que em todas as coisas eu mande; pois o que é compelido em todas as coisas é servo indolente e não sábio; portanto não recebe recompensa.
        Em verdade eu digo: Os homens devem ocupar-se zelosamente numa boa causa e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade e realizar muita retidão)
        .É por isso não buscam conhecimento,nem nas escrituras e nos manuais e boletins adendos desses manuais.
        D&C 109:7 ( E como todos não têm fé, buscai diligentemente e ensinai-vos uns aos outros palavras de sabedoria; sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé; )
        Conheci bispo que nem abriam as correspondências e quando abriam não tiravam os boletins. do sacos plásticos e muito menos distribuíam para a liderança.Esse e o preço que se paga por ter um clero chamado por inspiração,que muitas vezes pode ser transpiração pois a falta de homens preparados para servir. A falta de empenho de comprometimento e o mais importante de CARIDADE (O puro amor de Cristo).
        Se todo bispo entendesse João 21:16-17 “Apascenta as minhas ovelhas”.Muita coisa seria diferente na Igreja.

      • Eu gostaria que minha assinatura fosse retirada. Não pertenço mais ao universo mórmon e não tenho mais nenhum interesse na igreja.

  6. Aqui onde moro baseado no tempo que frequentei digo que o povo não paga o dízimo porque simplesmente não tem dinheiro, aqui os missionários só batizam pessoas incrivelmente ignorantes que só ganham um salário e muitas vezes nem isso, 10% faz SIM muita diferença para eles, sem falar que o esvaziamento da igreja é cada vez maior e mais visível, logo, eles precisam “explorar” financeiramente ainda mais os poucos que estão lá, “vendendo até a alma” para enriquecer esses parasitas ricos dessa igreja.

    Igual ao Edir Macedo, não vejo diferença alguma.

  7. Acredito que a maioria das pessoas, em especial alguns inativos ou menos ativos (ou então aqueles que questionam ‘demais’, embora ainda esteja frequentemente nos ‘cultos’) já notou esse tipo de ‘importância máxima’ dada ao dízimo em detrimento aos demais princípios e padrões cristãos (especialmente os pregados entre nós SUDs). Acontece algo parecido com a questão dos tais ‘padrões’ (que não trata apenas de roupa, mas parece que isso é o mais importante) com os jovens.

    Ao meu ver, um dos problemas de início disso é justamente o fato do clero leigo. Muita falta de noção, de bom senso, de estudo do evangelho e até mesmo falta de leitura do tal ‘manual de instruções [canonizado]’ pela igreja. Sim, uma leitura mais apurada dos textos dos próprios manuais ajudaria a ver que, na boa linguagem escrita, o que não está cobrado ali passa a ser algo a critério de cada um.

    Por exemplo do meu parágrafo anterior: na entrevista da recomendação, em suas instruções de execução (atualmente), nada se fala sobre conferir registros financeiros, contracheque ou sondar por perguntas adicionais a vida financeira do entrevistado. Pelo que se consta, em bom português (advogados devem concordar comigo) que as única perguntas existentes devem ser respondidas com ‘sim’ ou ‘não’ [e o que passa disso é maligno… :D, desculpem, não resisti ao gracejo com a paráfrase].

    Há alguns meses, ainda como conselheiro no bispado, discursei sobre o dízimo, e para surpresa dos demais expliquei claramente tudo que o dízimo não é. Entre elas:
    – Não é prestação (que após atrasada deve ainda assim ser quitada, independente de como);
    – Não é indulgência (nem por pecados e nem por ‘pedacinho do céu’];
    – Não é mensalidade (para dar direito de participar do clube);
    – Não libera a pessoa para cometer qualquer outro pecado e ainda assim frequentar o templo;
    – Não garante ‘cesta básica’ quando a pessoa precisar de ajuda;
    – Não deixa o dizimista rico (muito pelo contrário, dependendo do conhecimento de economia doméstica do indivíduo);

    Enfim, embora haja um ou outro que mostre fazer ir justamente pelo caminho contrário ao que discorri, pelo menos aqui na Estaca esse problema não está tão ruim como nos demais relatos.

  8. Durante toda a minha vida aprendi que o dízimo é um mandamento temporal e espiritual ao mesmo tempo, com consequências em ambos aspectos. Aprendi que se uma pessoa não vive a lei do dízimo, ela deve se arrepender e passar a viver dali para a frente, mudar a atitude, mudar o coração, DALI EM DIANTE. Nunca aprendi sobre retroativos de dízimo, e a única vez que ouvi falar sobre esta prática foi com um bispo inexperiente e totalmente equivocado. Uma pergunta: Digamos que eu não tivesse pagado de janeiro a junho e agora resolvesse quitar a “dívida”. Como seria feito o lançamento no relatório? Há um campo específico para isso? Porque se não há, no relatório anual vc continua como dizimista parcial? Parece simples, mas implica numa série de desdobramentos.

    • Simplesmente ignore os meses faltantes, explique-se com o Senhor e o deixe sondar seu coração a respeito, com honestidade, e poderá perceber por si mesma que ainda és uma dizimista integral após seu arrependimento.

      Esse negócio de restituição não se encaixa nesse caso, pois você não pode ter roubado algo que não chegou a ter. Perder dinheiro por ígneas financeira ou mesmo até um pouco de consumismo egoísta é alvo que precisa ser corrigido, mas não se caracteriza como roubo, logo não há o que devolver.

      Em outras palavras, comece e tente não parar, se parar recomece de novo, mas em geral em todos esses casos vc e é integral, a não ser que tenha os recursos e prefira gastar com outra coisas sem qualquer remorso. Mas daí é com você, saiba julgar-se.

  9. Percebo que a pratica de cobrar dizimos atrasados se tornou comum, procurei em vários manuais e nada encontrei, porém, conheço pessoas de alas e estacas diferentes que passaram pela mesma cobrança.

  10. Fiquei ponderando sobre o irmão que em vez de dar ofertas e pagar o Dízimo, dá um lanche aos pobres, já passou pelo Templo, e se lembra de uma parte dos convênios que fala sobre esse tema.Como eu já passei pelo templo.Lembro bem das palavras que ouvi lá,também me foi oferecido a sair e não fazer convênio nenhum.Vale lembrar que pagamos o dízimo além da fé e da fidelidade , pagamos o dízimo pelas promessas que fazemos no templo.Pagamos o dízimo e defesa de nossa integridade pessoal e individual.Isso nos enche de valor e honra.Vale lembrar que o reino terrestrial é um reino ótimo e com glória.Podemos abrir mão de muitas coisas na igreja que achamos difíceis ou não concordamos para entrar neste reino, que deve ser muito lindo e bom e com pessoas boas e maravilhosas.Pessoalmente quando discordo com algo na liderança ou na igreja o primeiro ser que vou reclamar é com o Senhor e assim todo membro deve fazer , antes se relacionar com os membros ou a organização devemos nos relacionar com Jesus Cristo e não confiar somente nas nossas limitadas percepções e ponto de vista.Sei que sou polemico na ala, na estaca e sede da igreja.Já mandei 3 cartas para primeira presidência e nem precisei ficar preocupado,pois o Senhor Deus fez questão de me respondê-las.Assim é viver pela fé . Primeiro nos preocupamos com nossa relação individual com o Senhor, então a relação com a humanidade será mais tranquila.

    • Certa vez , li um comentário no site da igreja sobre as autoridades trocarem seus ótimos salários por outro bem menor pago pela Igreja. Confesso, caiu todos os butiás do meu bolso, fiquei chocada comigo mesma, pela minha ignorância. Então, enviei uma pergunta para a Igreja no site oficial, se o pagamento dos salários das Autoridades Gerais saía dos dízimos? Eles responderam-me que sim, que o salario deles era pago com o dízimo, mas que eram dízimos dos EUA e do Canadá. Fiquei muito decepcionada, cheguei a sentir-me um tanto traída, especialmente porque ainda lembro de um discurso de Boyd K. Packer que dizia que “Nesta Igreja não há clero profissional, ninguém recebe ou ganha salário para servir.” Foi duro constatar que acreditei durante tantos anos numa mentira, pois não lembro de ler ou ouvir alguma mensagem ou discurso que esclareça ou admita que as Autoridades Gerais são pagas sim, para servir na Igreja. Sempre ouvi que o dinheiro do dízimo vai para manutenção das capelas, livro de mórmon, etc. Falta transparência na Igreja, falta transparência quanto á aplicação dos recursos. Deveria haver uma prestação de contas a todos que pagam dízimos e ofertas ou mesmo na Conferencia Geral. Seria uma atitude íntegra.

      • Cara irmã Lisiane, compreendo perfeitamente o seu desconforto em relação à questão do dízimo cobrado pela IJCSUD, assim como o dos demais membros que escreveram sobre o tema. Lá em Malaquias 3 aprendemos que os dez por cento de nossos rendimentos devem ser levados à “casa do tesouro”. Em nenhum momento Deus diz que “casa do tesouro” é uma igreja, e muito menos que se trata da IJCSUD. Porém, fica claro que tais fundos devem ser para “mantenimento” de seu reino na terra, e que aqueles que desejarem poderão testar Deus no compromisso de beneficiar financeiramente os dizimistas fiéis. Tenho acompanhado a maneira como a Presidência e outras autoridades gerais tratam o assunto e verificado, em primeiro lugar, que as prestações de contas que eram realizadas no início de cada conferência geral, mesmo que em caráter bem genérico, não são mais; em segundo lugar, que fundos muito expressivos vêm sido aplicados em empreendimentos que não guardam nenhuma relação com a manutenção da Igreja, como shopping centers e hotéis; em terceiro lugar, que os dízimos arrecadados em cada país são convertidos em dólar e enviados aos Estados Unidos, onde são depositados à conta de uma empresa que tem como único dono o presidente da Igreja, o qual, assim, pode usá-los discricionariamente. Na minha opinião, essa falta de transparência em administração financeira conduz a discrepâncias de difícil aceitação, como o condicionamento da ida de um membro ao templo à atualização dos seus dízimos. Ora, esse deveria ser um assunto entre o membro e Deus, unicamente, e não objeto de intervenção de homens, ainda que bispos ou presidentes de ramo. Outra discrepância: o Brasil é um ´dos países onde mais se batiza, mas onde os missionários precisam utilizar transporte coletivo ou andar a pé na realização de sua obra de proselitismo, ao contrário de países desenvolvidos, onde praticamente não há mais batismos de nacionais (poucos de imigrantes estrangeiros), mas onde os missionários têm seus próprios carros. Sinto-me tentado a classificar esse sistema como neocolonialista, para dizer o mínimo, mas antes disso tomei a decisão de não mais pagar o dízimo à Igreja e sim utilizar as quantias correspondentes em obras visando ao bem estar de meus semelhantes. Tenho me sentido muito melhor, e Deus, até agora, não parece ter ficado aborrecido…

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