Estudar aos Domingos?

Membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são convocados a “guardar o Sábado” como ordenados pelos “dez mandamentos“.

Joseph Smith lendo Fawn Brodie?

Joseph Smith estudava aos domingos?

Assim como a maioria dos Cristãos, e diferentemente da maioria dos Judeus, Mórmons “guardam o Sábado” aos Domingos, ao invés do Sábado propriamente dito. Contudo, em semelhança aos Judeus, as definições sobre como se deve “guardar” o dia religioso, é motivo constante de debate e reflexão.

Recebemos recentemente uma carta de uma leitora pedindo ajuda ou orientações e gostaríamos de compartilhar essa história para que mais pessoas pudessem oferecer sugestões.

Sou ex-missionária, servi há alguns anos em Porto Alegre Sul, sou membro desde os dezoito anos. Tenho acompanhado este site há algum tempo e tenho algumas perguntas a fazer, mas hoje, em especial, quero, acho que talvez até desabafar. Bem, eu fiz uma prova de concurso aqui no Estado onde moro, do Tribunal de Justiça, nível médio, mas com ótimo salário. Eu rodei na prova, visto que era muito concorrido e eu nunca na minha vida tinha estudado Direito. A questão é que eu costumava estudar aos domingos também, até que, num domingo, teve uma reunião com a liderança da Soc. Soc. só pra minha ala e eu sou a líder de solidariedade na organização. Aí, depois da reunião, a presidente da Soc. Soc. da Estaca me chamou e perguntou se eu estudava aos domingos, e eu disse que sim. Ela, então, falou pra não fazer isso e tal, e que era errado. Enfim, parei, e confesso que foi um pouco bom pra descansar, porque eu estudava até dez horas por dia durante a semana, mas quando parei, apesar do descanso, eu me sentia com uma pontinha de dúvida. Será que é errado mesmo estudar aos domingos algo que não seja referente ao Evangelho e deixar de fazer as visitas e demais coisas referentes à isso? Gostaria de saber de vocês: O que pensam a respeito de estudar aos domingos? Eu não me lembro de ter ouvido algum líder falar sobre isso, se tiver algum discurso nesse sentido, eu desconheço. Bem irmãos, essa uma das minhas dúvidas, mas tenho muitas outras mas por enquanto vou deixar essa e gostaria sinceramente que vocês me dissessem algo sobre isso. É errado, é pecado estudar aos domingos ou vai da consciência de cada um?

Quais orientações poderíamos passar para essa moça? Quais as práticas pessoais dos Mórmons brasileiros sobre esse assunto?

O Presidente Spencer W. Kimball abordou o assunto assim:

“Espero que os alunos irão utilizar o Sábado para estudar apenas em emergências… Eu acredito que, em geral, com a organização cuidadosa de tempo durante a semana, a maioria dos estudos pode ser feito em dias de semana, deixando o Sábado para o culto… Pode haver momentos em que sente-se forçado a estudar, quando se sente um boi na lama. Eu estou expressando apenas minhas opiniões pessoais sobre este assunto, mas já que estamos falando para os alunos, é a minha esperança de que o seu estudo possa ser feito em sua época apropriada e não como um processo intensivo um pouco antes de ir nas manhãs de segunda-feira.”

O Apóstolo James E. Faust também abordou o tema:

“Ao longo de uma vida de observação, ficou claro para mim que o agricultor que observa o Sábado parece fazer mais em sua fazenda do que ele faria se ele trabalhasse sete dias. O mecânico será capaz de despejar mais e melhores produtos em seis dias do que em sete. O médico, o advogado, o dentista, o cientista vãorealizar mais com a tentativa de descansar no Sábado do que se ele tentasse utilizar todos os dias da semana para o seu trabalho profissional. Gostaria de aconselhar todos os alunos, se eles puderem, para organizar seus horários para que eles não estudem no Sábado. Se os alunos e outros buscadores da verdade fizerem isso, suas mentes serão vivificadas e o Espírito infinito vai levá-los para as verdades que eles desejam aprender. Isto porque Deus santificou o dia e abençoou-o como uma aliança perpétua de fidelidade “.

Não obstante as declarações acima, outras mais comuns e frequentes costumam ser ambíguas sobre o assunto. Por exemplo, a Enciclopédia publicada oficialmente pela Igreja SUD apenas diz:

O Sábado é um dia santo para se fazer as coisas dignas e sagradas. A abstinência do trabalho e recreação é importante, mas insuficiente. O Dia do Senhor exige pensamentos e atos construtivos, e se alguém simplesmente fica à toa sem fazer nada no Sábado, ele está quebrando-o. Para observá-lo, deve-se ficar de joelhos em oração, preparar aulas, estudar o evangelho, meditar, visitar os doentes e aflitos, escrever cartas para os missionários, tirar uma soneca, ler materiais sadios e ir a todas as reuniões desse dia que lhe são designadas….

Recentemente, o Apóstolo Russell M. Nelson ofereceu ainda mais ambiguidade e incentivo a personalização individual de próprias regras de conduta idiosincrática:

Até que ponto santificamos o Dia do Senhor? Quando eu era bem mais jovem, estudei o trabalho de outros que tinham compilado listas de coisas para fazer e coisas para não fazer no Dia do Senhor. Foi só mais tarde que aprendi nas escrituras que minha conduta e minha atitude no Dia do Senhor constituíam um sinal entre mim e meu Pai Celestial. Com esse entendimento, não precisei mais de listas do que fazer ou evitar. Quando tinha que tomar a decisão sobre uma atividade ser ou não adequada para o Dia do Senhor, simplesmente me perguntava: “Que sinal quero dar a Deus?” Essa pergunta fez com que minhas escolhas para o Dia do Senhor ficassem bem claras… É preciso autodisciplina para não fazer a nossa “própria vontade” no Dia do Senhor. Pode ser que tenhamos de nos privar de algo que gostamos. Se decidirmos deleitar-nos no Senhor, não permitiremos tratar esse dia como outro qualquer. As atividades rotineiras e recreativas podem ser realizadas em outra ocasião.

Apesar de passar a maior parte desse discurso, ironicamente, elaborando uma “lista do que fazer ou evitar”, Nelson sugere que a questão é invididual e pessoal.

Sendo assim, pode alguém determinar para outra pessoa como esta outra pessoa deve ou não deve “guardar o Sábado”? Não seria o dever, e o privilégio, de cada indivíduo determinar para si mesma como fazê-lo? Não seriam estudos e investimentos intelectuais como uma empreitada religiosa, honrando os dons e talentos com os quais fomos desmerecidamente abençoados? Não são os estudos seculares “materiais sadios”? “A glória de Deus é inteligência”, não é o que dizem as escrituras? E elas não nos ensinam que devemos “busca[r] diligentemente e ensina[r-n]os uns aos outros… nos melhores livros busca[r]… conhecimento… pelo estudo…”?

O que você acham? Estudar aos Domingos honra o mandamento para “guardar o Sábado”?

29 comentários sobre “Estudar aos Domingos?

  1. Em todos os casos, mesmo que em alguns implicitamente, as Autoridades Gerais sempre buscam se inclinar à estrita observância no que diz respeito a não estudar no Dia do Senhor. Nas citações encontradas logo abaixo (principalmente na última), por exemplo, por mais que se deixe o membro responsável por suas próprias escolhas; é interessante notar que experiências pessoais de tais líderes buscam influenciar e/ou persuadir os membros a considerarem suas experiências pessoais como um exemplo mais reto e mais harmônico com os mandamentos de Deus; que consequentemente, nesse caso em específico, pretendem demonstrar que não estudar no Dia do Senhor é a decisão correta a ser feita. Vejamos:

    Na Liahona de outubro de 2004, no artigo intitulado “Estabelecer Padrões Eternos” o Élder Earl C. Tingey, da Presidência dos Setenta, disse:

    “Vocês que são estudantes devem decidir qual deve ser seu padrão no tocante ao estudo no Dia do Senhor. Falo por experiência própria, por ter frequentado três universidades diferentes, entre elas a faculdade de Direito e uma pós-graduação em Direito Comercial. Durante parte desse tempo, servi como bispo e trabalhei em Nova York como advogado. Eu tinha todas as tentações e oportunidades para estudar no Dia do Senhor, mas fiz disso um simples ato de fé e princípio e decidi nunca estudar no domingo. Sinto que o Senhor honrou meu compromisso. Consegui concluir todos os meus estudos e tive sucesso onde precisei.”

    Na Liahona, Janeiro de 2008, no artigo intitulado: “Estabelecer Prioridades”, o Élder Won Yong Ko, dos Setenta, disse:

    “Por exemplo, enquanto estava no ensino médio, decidi que não estudaria aos domingos. Eu estudaria até a meia-noite de sábado e então pediria a minha mãe que me acordasse cedo no domingo de manhã. Santifiquei o Dia do Senhor. Algumas vezes me senti um pouco desconfortável por saber que meus colegas de escola estavam estudando durante o dia inteiro. Na Coréia, cursar uma boa universidade é um objetivo sério. Mas, mesmo que tivesse um teste na segunda-feira, eu não estudaria no domingo. Como eu tinha um dia a menos de estudo, precisava ter maior concentração nos outros dias. Por causa disso, acho que fiz melhor uso do meu tempo de estudo. No final, fui um dos melhores alunos do ensino médio na escola e consegui entrar para uma das mais prestigiadas universidades coreanas.”

    Na Liahona, lulho de 2008, no artigo intitulado “A Mão Orientadora de Deus” Élder Wolfgang H. Paul, dos Setenta, disse:

    “Depois do serviço militar, fiz estudos de administração militar no governo da Alemanha Ocidental. Foi muito difícil, mas adquiri uma sólida formação em áreas como finanças, imóveis, direito e assim por diante. Tinha também um chamado na presidência do distrito. Enquanto meus colegas estudavam intensivamente aos domingos, eu cumpria responsabilidades da Igreja e me dedicava à família. Foi penoso, mas as promessas do Senhor são verdadeiras e podemos confiar nelas. Saí-me tão bem quanto meus colegas.”

    No Manual Básico da Mulher SUD, “Lição 4: O Dia do Senhor,” diz:

    O Élder Dallin H. Oaks, conta uma experiência de quando era estudante:

    “Quando saí da Universidade Brigham Young para estudar na de Chicago, minha mãe me lembrou de que meu pai nunca havia estudado no domingo, durante todo o tempo que cursou a faculdade. Disse-me ela, casualmente: ‘Filho, se quiser desfrutar essa bênção, deve planejar suas atividades para nunca estudar ou fazer qualquer coisa no domingo, exceto partilhar do alimento espiritual que está à sua disposição no Dia do Senhor’.

    “Foi nessa ocasião que decidi guardar fielmente o Dia do Senhor, a fim de qualificar-me para as bênçãos de crescimento espiritual e da companhia do Espírito, concedidas àqueles que santificam fielmente o Dia do Senhor. Testifico que recebi essas bênçãos de maneiras incomensuráveis em inúmeras ocasiões.” (“The Blessing of Commandments”, Speeches of the Year, 1974, p. 219)”

    Em meio a tantas declarações afirmando a importância de não excetuar o estudo como uma boa prática do Dia do Senhor, creio que estudar nesse dia deve ser uma decisão muito difícil para aqueles que estão vivendo esse dilema.

    • Nao acredito que o Pai Celestial esteja muito preocupado se vc estuda ou nao no domingo, todo conhecimento que obtemos e considerado espiritual. Cabe a cada membro decidir por si o que fazer no domingo, o mais importante e o que esta no coracao. Todos esses discursos da Liahona nao tem fundamento nas escrituras e portanto nao e doutrina por mais que os membros achem que seja. O manual da mulher; a Liahona e a mae do Elder Oaks nao estao autorizados para estabelecer novas doutrinas. Isso nao significa que seus conselhos sejam rejeitados mas o ponto aqui e o que e doutrina e o que nao e, se vamos pedir, ordenar ou influenciar as pessoas viver certas regras entao que seja apresentada como uma revelacao vindo do Senhor. Se o Deus todo poderoso nao deseje que seus filhos estudem no domingo, nao usem camisa de cor amarela ou que mulheres nao usem mais de dois brincos, ele certamente revelara sua vontade sobre o assunto, ate que ele revele os membros devem seguir suas vidas de acordo com o que acham melhor. Imagine uma pessoa nao passar na faculdade porque o unico dia que tinha para estudar era o domingo? Se essa pessoa tiver seu futuro prejudicado por uma tradicao (nao baseada em doutrina) sera que a igreja mais tarde vai ajudar essa pessoa? NAO, entao que cabe a pessoa fazer o que e melhor para o seu futuro. Os mandamentos maiores sao amar a Deus com o coracao e amar o proximo, o resto nao fara muita diferenca no dia do julgamento final.

      • Fabio, o propósito de eu ter postado as citações acima, teve apenas o objetivo de expandir mais nosso entendimento sobre o posicionamento atual das Autoridades Gerais a respeito do tema discutido. Não foi minha intenção defender nenhum lado nessa questão. Espero que tenha ficado claro isso.

        Ademais, eu concordo em partes com você quando você diz que “todos esses discursos da Liahona nao tem fundamento nas escrituras e portanto nao e doutrina por mais que os membros achem que seja”, justamente pelo fato de ser muito larga a compreensão do que é escritura dentro da igreja Sud.

        Uma vez que você estabelece que para ser doutrina, algo [dito e/ou escrito] devem estar fundamentados nas escrituras, então, consequentemente, vem a pergunta: o que é escritura?

        Para harmonizar a resposta dessa pergunta com o que pensa a Igreja, segundo o que podemos encontrar no manual do SEI: Doutrina e Convênio Manual do Aluno, p. 144, a resposta é:

        “Escritura é a mente e vontade de Deus revelada através de seus servos. Pedro afirmou: “Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade de homem algum, mas homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21). Tal escritura tem sido escrita e preservada nas obras-padrão como jóias preciosas de verdade eterna. As obras-padrão, entretanto, não se constituem na única fonte de escritura, pois, conforme o Presidente Joseph Fielding Smith ensinou, “quando um dos irmãos se ergue diante de uma congregação hoje, e a inspiração do Senhor está sobre ele, ele fala aquilo que o Senhor quer que fale. E é tão escritura como tudo quanto encontrais escrito em quaisquer destes registras; no entanto, nós os chamamos de obras-padrão da Igreja. Dependemos, naturalmente, da orientação dos irmãos que têm direito à inspiração.”

        “Na Igreja, há um só homem de cada vez com direito de dar revelação para a Igreja, e este é o seu presidente. Isto, porém, não impede qualquer outro membro desta Igreja de falar a palavra do Senhor, conforme é salientado aqui nesta revelação, seção sessenta e oito; mas a revelação a ser dada como estas revelações neste livro, para a Igreja, virá pelo oficial presidente da Igreja; todavia, a palavra do Senhor, quando falada por outros servos nas conferências gerais e de estaca, ou seja, onde for que falem daquilo que o Senhor lhes houver colocado na boca, é a palavra do Senhor exatamente como os escritos e as palavras de outros profetas em outras dispensações.” (Doutrinas de Salvação, vol. I, p. 202.)”

        “O Élder Harold B. Lee expandiu o conceito do que consiste uma escritura, quando declarou: “Não deveis pensar que toda palavra proferida pelas Autoridades Gerais é inspirada, ou que os Irmãos são inspirados pelo Espírito Santo em tudo o que lêem e escrevem. Mas tende uma coisa em mente. Não me importa qual seja a posição desse líder, se ele escreve ou fala algo que vai além daquilo que podeis encontrar nas obras-padrão da Igreja, a menos que essa pessoa seja um profeta, vidente e revelador – por favor, gravai bem essa exceção – podeis imediatamente dizer: ‘Ora, essa é a sua opinião pessoal.’ E se ele disser algo que contradiz aquilo que se encontra nas obras-padrão da Igreja (creio que é por isto que as chamamos de ‘padrão’ – pois é um meio de avaliar tudo o que os líderes ensinam), podeis saber por esse mesmo sinal que é um ensinamento falso, não importa qual seja a posição do homem que o ensinou.” (The Place of the Living Prophet, Seer and Revelator, discurso ao corpo docente do Seminário e Instituto, 8 de julho de 1964, p. 14. )”

        O Presidente J. Reuben Clark, Jr., respondeu a uma importante questão:

        “Como podemos saber se as coisas que os líderes falaram foram ‘inspiradas pelo Espírito Santo?”

        “Tenho pensado nessa questão, e a resposta, até onde posso determinar, é a seguinte: Podemos saber quando os oradores são ‘inspirados pelo Espírito Santo’ somente quando nós mesmos somos ‘inspirados pelo Espírito Santo.”

        “Desta maneira, isto transfere completamente a responsabilidade de determinar quando eles falam assim, deles para nós.” (When Are the Writings ar Sermons af Church Leaders Entitled ta the Claim af Scripture! – Discurso ao pessoal do Seminário e Instituto, 7 de julho de 1954, p. 7.)”

        Como podemos ver acima, o conceito de escritura dentro do contexto Sud é bem mais amplo do que alguns podem pensar. Vale lembrar que cada citação postada em meu primeiro post se encontram presente em uma das mais importantes publicações oficiais da igreja [Liahona], o que dá muito mais respaldo a tais declarações para que elas possam ser encaradas como de caráter escriturístico, e não como meras opiniões. Ademais, como acima o Élder Harold B. Lee disse “não me importa qual seja a posição desse líder, se ele escreve ou fala algo que vai além daquilo que podeis encontrar nas obras-padrão da Igreja, a menos que essa pessoa seja um profeta, vidente e revelador – por favor, gravai bem essa exceção – podeis imediatamente dizer: ‘Ora, essa é a sua opinião pessoal”; isto posto, a última citação que postei, isto é, a que o Élder Dallin H. Oaks conta uma experiência de quando era estudante, faz com que ele entre nessa exceção que o Élder Harold B. Lee frisou: “a menos que essa pessoa seja um profeta, vidente e revelador”, portanto, pela própria lógica e definição do Élder Lee, o que o Élder Oaks disse deveria ser considerada como escritura unicamente pela posição de Apóstolo que este líder ocupada, sendo assim um profeta, vidente e revelador.

    • Li seu post abaixo em resposta ao meu comentario, se eu entendi bem me parece que muitas pessoas na igreja acredita fielmente que o Presidente da Igreja seja de fato um Profeta,Vidente e Revelador, mesmo nao produzindo nenhuma profecia, revelacao ou visao. O simples titulo de Presidente da Igreja, ou mesmo o titulo de Profeta nao o da o direito de modificar doutrina ja estabelecidas atraves de revelacoes, se uma revelacao foi dada pelo Espirito ou por um mensageiro divino, ela so podera ser modificada da mesma forma, por isso que uma revelacao jamais contradiz revelacoes dadas no passado. Um exemplo evidente disso foi a revelacao em D&C sobre a lei do dizimo para a Igreja, dois anos apos a morte do Profeta JS, lideres com titulos de Presidente, Profetas e Apostolos decidiram por conta propia alterar a lei do dizimo, mesmo o Senhor declarando que a lei dada deveria permanecer para sempre, sem revelacao nenhuma eles alteraram a lei para seu propio beneficio e 4 anos mais tarde decidiram ir alem e votar em sua propia isencao de pagar o dizimo. Ha muitas outras alteracoes que contradizem revelacoes dada ao Profeta JS. Se o Presidente da Igreja e um Profeta chamado por Deus e nao por homens, por hirarchia ou qualquer outra forma, ele teria que produzir revelacoes cada vez que algo fosse alterado na doutrina da Igreja, subir no pulpito e simplismente dizer algo nao constitui em revelacao. Todos os Profetas da historia da humanidade, quando receberam revelacoes, eles declararam tais revelacoes para o mundo sem medo e apresentaram as mesmas como vindo direto de Deus, jamais eles usaram suas propias ideias, jamais precisaram de auxilio do departamento de publicidade da Igreja, jamais precisaram de teleprompters. O dia que o Presidente Monson subir ao pulbito ou sair na rua e declarar ter de fato recebido uma revelacao direta do Senhor e declarar ousadamete para o mundo, ai poderemos saber se ele realmente tem o dom de profecias e revelacoes. Agora nao estou de nenhuma forma dizendo que os lideres da Igreja nao recebam inspiracao assim como lideres de outras organizacoes religiosas como o Papa entre outros mais. Deus inspira pessoas em todos lugares mas seus Profetas sao completamente diferentes de lideres religiosos, de fato se olharmos para a historia, os verdadeiros Profetas sempre surgiram fora do mundo eclesiastico, eles nunca foram populares, ao contrario, foram perseguidos, alguns tiveram que se esconder do mundo, enfim, sabemos disso muito bem, afinal e para isso que temos as escrituras. Obrigado pelo seu comentario.

  2. Euzinha, eu nao entendi seu comentario, se eu disse algo errado ou algo nao baseado em doutrina, por favor me diga? Meu comentario se refere ao papel de um Profeta, Apostolo, Vidente e Revelador cujo trabalho e justamente profetizar e revelar a vontade do Senhor para os membros e o mundo, afinal sao para isso que eles foram chamados. Um apostolo usar o dinheiro do dizimo para uma viagem internacional e dar uma mensagem como essa e no minimo um desperdicio, nao imagino Nefi, Moises, Pedro, Paulo e outros Profetas e Apostolos viajando milhares de km para dizer aos Lamanitas ou aos Romanos que cor de camisa eles devem usar. O problema na igreja atual e que os membros estao acostumados a ouvirem historias e discursos reduntantes que eles esqueceram que a cada conferencia eles levantam a mao para apoiar os lidres como PROFETAS, VIDENTES E REVELADORES. Vale lembrar que Nefi, Lehi, Isaias, Moroni, Mormon e mesmo o Salvador avisou que a igreja dele iria novamente se corromper nos ultimos dias. Para ser justo, nao estou dizendo que o E. Bednar seja uma pessoa do mal, que ele nao tenha dando conselhos uteis aos jovens, que ele nao seja inspirado ou algo assim mas outros lideres de diferentes religioes fazem o mesmo e a nossa igreja foi fundada e estabelicida sobre o alicerce de revelacoes e isso nao tem acontecido desde os dias da restauracao.

Deixar mensagem para Fabio Cancelar resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.