Camilla Kimball: Testemunha do Batismo

Em recente publicação oficial, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias traz o relato histórico em que uma mulher foi testemunha de um batismo. A política atual da Igreja não permite que mulheres sirvam de testemunhas em tais situações, exigindo a presença de dois homens, que possuam o ofício de sacerdote (16 anos) para cima, a fim de atestar a exatidão do ritual.

O casal Spencer e Camilla Kimball, circa 1960.

O casal Spencer e Camilla Kimball, circa 1960.

Na mais recente edição da revista Ensign (equivalente norte-americana da Liahona), o artigo Minha Jornada como Pioneiro da Índia inclui este interessante e inusitado detalhe de uma mulher como testemunha do batismo. Relatando sua conversão ao mormonismo, o pioneiro indiano Mangal Dan Dipty afirma ter sido batizado pelo então apóstolo Spencer W. Kimball. A esposa de Kimball, Camilla Eyring, foi a testemunha da ordenança:

(…) em janeiro de 1961, o Élder Spencer W. Kimball (1895-1985), do Quórum dos Doze Apóstolos visitou Delhi. Passei três dias viajando com ele para o Taj Mahal em Agra e a Dharamsala. Eu era como uma esponja absorvendo todas as lições do evangelho que ele ensinava. No último dia de sua visita, eu estava pronto para o batismo. Em 07 de janeiro de 1961, fui batizado pelo Élder Kimball no rio Yamuna; a Irmã Kimball foi a testemunha oficial, embora houvesse muitos curiosos. Fui confirmado naquela noite. [Ênfase nossa]

No início deste ano, o grupo Ordain Women (Ordene as Mulheres) iniciou uma campanha para que a Igreja SUD permita mulheres serem testemunhas nos batismos de seus filhos, ou outras ordenanças, ou quando missionárias, nos batismos de seus conversos e investigadores.

3 comentários sobre “Camilla Kimball: Testemunha do Batismo

  1. Só corrigindo ou acrescentando ao texto: ”… exigindo a presença de dois sacerdotes (rapazes com 16 anos no mínimo) portadores do sacerdócio Aarônico ou dois homens, portadores do sacerdócio de Melquisedeque, que atestem a exatidão do ritual”.

  2. Algumas perguntas de aspectos históricos e de situação cotidianas e tradicionais, por acaso mulheres judias na antiguidade não intercediam por seus filhos ou rogavam bênçãos para eles?Por acaso mulheres por questão de fé não poderiam conceder bênçãos aos seus filhos?Agora pode até parecer algo banal do dia-a-dia,contudo que filho não pede um “bênção mãe” mãe antes de dormir e por que tal bênção não teria validade?Uma mãe não deveria ser capaz de zelar plenamente por seu próprio filho(a)? O Sacerdócio não deveria ser para gerenciar a Igreja?

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