Spencer Kimball: Por que Pompéia foi destruída?

Pompéia foi uma próspera cidade na Antigüidade dentro do Império Romano. Devido à terrível explosão do vulcão Vesúvio, a cidade se tornou em ruínas e milhares de seus habitantes morreram em instantes, queimados pelas ondas piroclásticas ou por toneladas de cinzas vulcânicas¹.

Ruínas do Foro de Pompéia, com Templo de Júpiter ao fundo e, atrás deste, o Monte Vesúvio. (Foto: Marcello Jun)

Ruínas do Foro (praça central) de Pompéia, com o Templo de Júpiter em primeiro plano e, ao fundo, o Monte Vesúvio. (Foto: Vozes Mórmons, Direitos Reservados)

O presidente da Igreja SUD, Spencer W. Kimball, em seu livro O Milagre do Perdão², ofereceu sua opinião profética sobre o porquê teria ocorrido aquele desastre natural, definindo-o como vontade divina³:

“Após passar alguns dias entre as ruínas de Roma, descemos até a cidade de Nápoles para lá escalar o Vesúvio e ver Pompéia. Subimos até onde foi possível de táxi e depois escalamos o restante do caminho até o topo. Ficamos de pé sobre a cratera e a menos de um metro abaixo de nossos pés estava e massa incandescente e revoltosa de lava. (…) O Vesúvio ainda continuava ativo. Então lembramo-nos que no ano 79 d.C o Senhor permitiu que ele explodisse e estourasse, literal e figurativamente.

A cidade de Pompéia, conforme viemos a saber através de observação direta era um local mundano. Os políticos, os abastados, os figurões, vinham de Roma para Pompéia às margens do Mediterrâneo. Lá gastavam todo o dinheiro e tempo que podiam num viver prodígio e desenfreado.

Na ocasião que lá estivemos Pompéia já havia sido escavada. As ruas de pedra mostram as marcas das rodas das bigas. (…) Fomos até padarias onde os alimentos eram preparados. Fomos as casas onde moravam. Fomos aos teatros e aos banhos públicos. Os bordéis e casas de prostituição estavam vazios e trancados com cadeado e ostentavam letreiros que diziam em italiano, “Somente Para Homens”. Esses lugares de vergonha permaneceram após 19 séculos, um testemunho de degradação daquele povo; (…)

Então compreendi porque Pompéia fora destruída. Chegou um tempo em que ela simplesmente tinha que ser destruída. (…) Mas Pompéia não queimou por completo. Ela não estava no caminho da torrente de lava, mas, as escórias e cinzas foram aos poucos caindo e cobrindo completamente a cidade. As pessoas morreram sufocadas. Os corpos foram encontrados mais tarde agarrados uns aos outros num abraço mortal. Nos prédios havia cães e gatos e foram encontrados como morreram cobertos em cinza, de forma que quando estavam nos seus respectivos lugares. (…) Pompéia foi destruída. Eu acho que sei o motivo. Foi por causa da iniquidade e depravação. Creio que essa cidade deve ter atingido a mesma situação lamentável de Sodoma e Gomorra.” — Spencer W. Kimball  


NOTAS
[1] A importância histórica do sítio arqueológico de Pompéia (e do vilarejo vizinho de Herculano) se dá justamente por causa desse súbito acúmulo de toneladas de cinza vulcânica.  Reencontrada e escavada apenas no século 18, ambas cidades ficaram preservadas por mais de 1 600 anos em ambiente pobre em ar e umidade, permitindo a excelente preservação de artefatos como móveis, pinturas, utensílios domésticos, artesanatos, frutas e alimentos, arte, e objetos de uso cotidiano, além das estruturas arquitetônicas propriamente ditas. Inclusive, moldes de gesso derramados nos vãos da cinza vulcânica endurecida permitiram ainda reconstruir os corpos de mais de 1 000 vítimas romanas. Por causa desse desastre natural, arqueólogos e historiadores obtiveram, e obtém, importantes informações sobre a riqueza da vida social e cultural de cidadãos romanos durante o auge do Império Romano e o primeiro século da Era Comum.
[2] Além das publicações curriculares, poucas obras são incluídas entre os livros publicados pela Igreja SUD traduzidos para o português. Esse livro de Spencer W. Kimball foi escolhido para ser uma dessas, e ainda é citado em manuais oficiais atuais, e é publicado e vendido pela Igreja até hoje com entusiasmo (Propaganda no site da editora da Igreja SUD ‘Deseret Book‘):

Em ‘O Milagre do Perdão’, o Presidente Spencer W. Kimball dá uma explicação penetrante do arrependimento e do perdão e esclarece as suas implicações para os membros da Igreja. Sua abordagem aprofundada mostra que a necessidade de perdão é universal; retrata as várias facetas do arrependimento; e enfatiza alguns dos erros mais graves, em particular sexuais, que afligem ambos a sociedade moderna e os membros da Igreja.

[3] Kimball, Spencer W., O Milagre do Perdão, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1969, p. 138-139 (Impresso no Brasil).


Leia mais sobre as opiniões de Spencer W. Kimball:

Sobre Sexo Oral;

Sobre missionários que se apaixonam;

Sobre Ameríndios (Lamanitas);

Sobre Moças Vítimas de Estupro;

Sobre Sexo Recreacional.

12 comentários sobre “Spencer Kimball: Por que Pompéia foi destruída?

  1. É fácil dizer que Deus destruiu Pompeia porque eles eram promíscuos, que adoravam a sacanagem…mas será que todos eram assim mesmo? Será que Deus usou o mesmo princípio usado para com Sodoma e Gomorra? Sera que não tinha pessoas de bem por lá?
    Mas no meu ponto de vista, Deus hoje tá meio devagar, pois a iniquidade tá mil vezes pior e pouca coisa esta sendo feita.
    Como ser humano posso dizer sem sombras de dúvidas que todas as pessoas que morrem em catástrofes (tsunamis, terremotos, deslisamentos etc) nem todas são pervetidas ou devassas…
    Há muito tempo ouvi dizer que o profeta sud é um profeta para o mundo inteiro, mas não acredito mais nisso, pois se fosse mesmo, ele com certeza diria “Assim diz diz o Senhor oh povos da terra” pois a iniquidade é bem maior hoje do que em qualquer época. Mas nós apenas ouvimos os mesmos conselhos chatos de sempre.
    Pompeia foi destruída por que estava no lugar errado e por que naquele dia chegou a vez de seus habitantes.

  2. Os desastres naturais, matando bons e maus indistintamente, são o mais forte argumento da inexistência do deus antropomorfizado das religiões, que pune os maus e premia os bons.
    Se Deus é onipotente e onibenevolente, ele poderia causar desastres naturais seletivos matando apenas os que merecessem, e não indistintamente.
    Nesse ponto chegamos finalmente à grande questão: se deus existe, o que ele é? (e não quem ele é?)

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