Quanto Ganha um Apóstolo Mórmon? (Parte 2)
Há uma nova peça de informação, ainda de uma fonte anônima (porém muito boa), que dá uma nova dimensão à pergunta recém discutida neste fórum: quanto ganha financeiramente um Apóstolo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Santos dos Últimos Dias?
Apesar da Igreja se orgulhar de depender de um clero exclusivamente voluntário, não profissional e não remunerado em âmbito local e regional, onde as funções eclesiásticas são preenchidas por líderes voluntários, a estrutura administrativa da Igreja depende de um exército de profissionais e a liderança máxima da Igreja constitui claramente um clero remunerado.
No ano passado, um membro do Primeiro Quórum de Setenta havia confidencializado ao historiador e ex-diretor do Sistema Educacional da Igreja Grant Palmer que, entre outras coisas, um Apóstolo recebe, ao ser chamado para o Quórum dos Doze, uma soma de USD 1 milhão para quitar quaisquer dívidas ou pendências em sua vida pessoal, sem amarras.
Rumores dessas confidências começaram a correr à boca pequena e, por sorte, eu tenho 3 amigos pessoais com quem converso semanalmente, que são também amigos pessoais de Palmer. Consegui, através deles, não apenas confirmar a maioria dos rumores (incluindo esse valor), mas também descobrir a identidade desta Autoridade Geral. Não obstante, Palmer insistiu (e ainda insiste) em respeitar a anonimidade oficial deste líder eclesiástico, bem como de suas confissões pessoais, e portanto senti-me constrangido de publicar tais informações neste site.
Contudo, os rumores persistiram, e alguns ganharam novas (e fictícias) dimensões, como ocorrem frequentemente com rumores, chegando a ponto tal que o próprio Palmer decidiu estabelecer os parâmetros reais das conversas publicamente. Uma vez estabelecida publicamente, e determinado diretamente que se tratava de informação originada nele, sinto-me livre para divulgar aqui esta informação.
Existe ainda, obviamente, um caveat lector: esta informação lhe foi passada por este Setenta sob condição de anonimidade, e ocorreu numa situação informal sem apresentação de documentos financeiros ou legais. Há vários aspectos desta história, tanto publicadas como as que me foram passadas em privado, que sugerem que a fonte é real e bem informada, além de confiável. Palmer, nos holofotes do escrutínio público há quase uma década, sempre demonstrou-se honesto e comedido, qualificando e embasando suas colocações honesta e abertamente.
O Setenta em questão apresenta, como qualquer pessoa, seu viés pessoal e eu não pretendo discutir aqui as suas especulações e impressões pessoais. Basta-me, no presente, discorrer sobre o valor monetário oferecido como bonus para o chamado apostólico.
Afinal, não se pode esperar que um Apóstolo simplesmente abandone seus barcos e suas redes e ande pregando sem bolsa ou alforje!
Se deixam seus afazeres proficionais ,para trabalhar na igreja,nada mais justo que tenha alguma remuneração como a ajuda de custo.Afinal precisam vestir -se,alimentar-se,manter os mesmos padrões que estavam habituados.Não vejo nada errado nisto .
Não vejo problema em receberem salário ou ajuda de custos.
O problema é a Igreja não divulgar isso, não demonstrar aos membros o quanto está sendo pago as autoridades gerais.
Acho muito engraçado o Bispo fazendo o relatório que o irmão pagou o seu dízimo enquanto a Igreja não faz e penso que nunca fará a divulgação de onde está sendo empregado a receita proveniente dos dízimos e os salários pagos as autoridades gerais.
As empresas de propriedade da Igreja , isso então nunca será divulgado.