Shopping missionário

Shopping missionário

Em Utah, há diversas empresas focadas no público sud. Na cidade de Orem, o Missionary Mall (“shopping missionário”) tem lojas de roupas e livrarias que buscam como principais clientes os futuros missionários e suas famílias. A loja Sister Missionary Mall (foto) oferece roupas e acessórios para a futuras missionárias. Com o crescimento do números de chamados missionários, após a redução da idade para o serviço missionário, o negócio também tem crescido.

9 comentários sobre “Shopping missionário

  1. ​A adoração no Templo de Jerusalém consistia principalmente em oferecer sacrifícios animais para o Deus Yahweh. Muitos dos fiéis que frequentavam o templo eram peregrinos, viajando dias e semanas para poder adorar Yahweh através dos rituais templários, atravessando desertos em caravanas ou em animais de carga ou a pé. Sem refrigeração artificial. Transportar animais para oferendas, para tais devotos, era quase uma impossibilidade. Para ajuda-los em sua devoção religiosa e templária, comerciantes se especializaram em vender animais aos peregrinos para que pudessem cumprir com seus deveres religiosos.

    Em não menos que 4 dos 4 Evangelhos canônicos, Jesus é ​​retratado como se opondo à esta comercialização da fé. Em nenhum momento diz-se que Jesus se opora à prática de sacrifícios animais como método de adoração templária, mas simplesmente ao lucro financeiro derivado do comércio em tôrno deste ato religioso.

    Assim como os mercadores no Templo de Jerusalém ofereciam serviços suprindo uma demanda comercial criada por uma tradição religiosa, estes comerciantes modernos lucram com as necessidades geradas por tradições Mórmons — neste caso, o serviço missionário. Tudo perfeitamente natural e capitalista. A grande e óbvia dúvida é como justificar tal postura capitalista vis-à-vis a teologia anti-capitalista de Jesus como claramente descrita no Novo Testamento.

    Mc 11:15–19, 27–33; Mt 21:12–17, 23–27; Lc 19:45–48, 20:1–8; Jo 2:13–16

    • Na verdade os versículos apenas diz que Jesus era contra o comercio dentro do templo, e não necessariamente contra a venda de animais para sacrifício. Mesmo porque seria uma impossibilidade toda uma nação caçar suas próprias oferendas dado ao tamanho do povo, e o estagio sócio-econômico da época.

      Dizer que Jesus era “anti-capitalista” e usar essas escrituras como base faz-se necessário usar de uma certa “liberdade criativa” pra essa afirmação. Única dedução possível a respeito da posição economica-politica de Cristo em sua primeira vinda é que ele era neutro. “Dai a Cesar o que é de Cesar, dai a Deus o que é de Deus”, esse Jesus Hippie anti-capitalista é uma fabula moderna.

      Agora acho curioso julgar essas iniciativas de pessoas, que observaram uma necessidade e um publico consumidor potencial, e empreenderam um negocio que gerou seu subsidio, e possivelmente sua subsistência, empregou pessoas, garantiu o sustento do seu lar (independente do grau de conforto) como algo errado e anti-cristão.

      [ironic mode on]

      “Pobre almas os donos desses negócios que visam um publico consumidor sud, mal sabem eles que o inferno lhe espera do outro lado. Se ao menos eles soubessem que capitalismo é pecado, talvez eles pudessem ter caçado e plantado seu próprio alimento e garantido sua integridade moral. Agora por conta de sua inépcia eles estão ainda mais condenados que os outros capitalistas que investiram em públicos não sud ou cristãos, como os donos das grandes gravadoras sertanejas e do funk carioca.”

      O 10º circulo do inferno lhes aguardam junto com os pastores neopentecostais e os cantores gospeis.

      [ironic mode off]

    • Qual solução você daria? Que os donos das lojas não obtivessem o lucro, ou que a Igreja monopolizasse a venda.
      Sugere que os animais deveriam ser doados na frente do templo. Eu não consigo visualizar um sistema perfeito, dentro da sua critica consegue visualizar alguma alternativa viável?

      • Luis Eduardo, você não teria uma pergunta mais simples aí?

        Não, eu não consigo visualizar um “sistema perfeito” e suspeito que isso seja perfeitamente impossível. Não, eu pessoalmente não sou contra o “shopping missionário” (embora creia que o Shopping Mórmon seja uma completa imoralidade, mas por outros motivos), da mesma maneira que entendo que a crítica aos mercadores do Templo de Jerusalém, atribuída a Jesus, fora completamente injusta pelo simples fato (como você mesmo aludiu) de que estiveram oferecendo serviços necessários aos fiéis peregrinos.

        A questão relevante aqui, ao meu ver, é a incongruência entre as práticas mercantilistas/capitalistas de Mórmons e a profissão da infalibilidade epistêmica e da prioridade ortodoxa dos textos canônicos. O Jesus do Novo Testamento, e até certa medida o Jesus da Doutrina e Convênios, não enxerga o mercantilismo (ou o capitalismo) com bons olhos. Esta discrepância deontológica precisa ser trabalhada e discutida, e não como é o presente costume Mórmon, ignorada ou dissimulada como inexistente.

      • Existem bem mais opções do que as apresentadas pelo Luis. Na minha opinião, a mais sensata seria fazer como Jesus ensinou.

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