Kate Kelly Excomungada

Foto: Salt Lake Tribune

Foto: Salt Lake Tribune

Fundadora do movimento Ordain Women (“Ordene as Mulheres”), Kate Kelly, 33, recebeu ontem (23/06) sua carta de excomunhão. “Eu sinceramente até o ultimo minuto achava que eles fariam a coisa certa”, afirmou. Kate recebeu a notícia por e-mail, em Salt Lake City.

O conselho disciplinar aconteceu na ala Vienna, estado norte-americano da Virgínia, onde Kate vivia, composto pelo bispo Mark Harrison, seu primeiro conselheiro Steve Moffitt e Kent Stevenson, que havia sido membro de um bispado anterior. O atual segundo conselheiro da ala, Lance Walker, recusou-se a participar do conselho.

Kate afirma que, no início de maio, havia solicitado que seus registros (“ficha de membro”) fossem transferidos da sua ala no estado da Virgínia para a cidade de Provo, onde ela e o marido estão vivendo. O pedido não foi atendido.

De acordo com a carta enviada pelo bispo, anunciando o resultado do conselho disciplinar, Kate foi excomungada por “conduta contrária às leis e ordem da igreja”. Kate Kelly, no entanto, afirma sua inocência: “Eu não fiz nada errado”, disse em entrevista.

A excomunhão de Kate Kelly pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está sendo noticiada pelos principais veículos de comunicação dos Estados Unidos e outros países, como o Washington Post, Time, New York Times, Fox, The Guardian e BBC. A Igreja hoje está fazendo o seu maior expurgo desde 1993.

 

49 comentários sobre “Kate Kelly Excomungada

  1. Não uso minha condição de líder para intimidar quem quer que seja, na verdade até foi um erro de minha parte citar sobre isso, na verdade não me importo com minha posição na Igreja, chamados da igreja não quer dizer que você sabe muita coisa, e acredito que ter citado sobre o meu chamado na Igreja pode ter feito com que alguns se escandalizassem. Sobre isso peço sinceras desculpas a todos se eu passei uma ideia de arrogância em meu comentário. Ao Sr. Antônio Trevisan Teixeira também peço desculpas por citá-lo, acredito que tem coisas que não precisam ser ditas e que não possuo o direito de achar que alguém que não está sobre nossa jurisdição, necessite de ação disciplinar.

    Mas sobre um comentário do Sr. Teixeira sobre que o Salvador não escreve os manuais, e não está aqui para administrar as coisas da Igreja, isso eu discordo totalmente. Também discordo algumas de suas idéias que ao meu ver silenciosamente induzem as outras pessoas a se rebelarem contra os líderes e a murmurarem, são essas coisas que caracterizam o começo da apostasia na Igreja.

    Este esta corrigido.

    • Dennys Roa,

      Para mim ficou bem claro que você se alinha completamente às práticas e diretrizes SUD vigentes. É sua opinião e ponto de vista. Defendo que você tenha esse direito.

      Percebi também que confia na ‘infalibilidade’ de líderes ‘superiores’, embora em certo ponto demonstre saber que cometemos erros (não importa se com ou sem chamado). Ao meu ver não questiono autoridades, e faço meu trabalho conforme me pedem, a justiça a Deus pertence. O que faço, quando necessário, é deixar claro em que discordo (e os meus argumentos), com meu ‘superior’. Ele então que faça o que lhe aprouver, e pra mim eu sigo meu caminho, sem rusgas ou atitudes de cunho pessoal.

      Pelo comentário referindo-se ao Antônio Teixeira e aos demais (não citados), fico feliz que não frequente minha ala ou esteja no bispado dela, pois haveria vários conselhos para meus irmãos. Talvez você saiba ou não, mas eu tenho a ideia clara da quantidade de coisa ‘estranha’ que ouço e vejo (nas escolas dominicais, discursos, vida pessoal) que poderiam ser consideradas apostasia.

      Mas sabe qual é o problema, a maioria dessas coisas são, digamos, de cunho preconceituoso ou farisaico, e como isso parece estar entranhado e impregnado na comunidade SUD, algumas apostasias até passam ‘batido’. (não preciso entrar em detalhes sobre isso).

      Além do mais, nossas apostasias triviais de ala consistem em ‘panelinhas’ para derrubar o bispo ou discordar de uma família, inclusive ‘aconselhando e conseguindo’ algum sucesso ao persoadir alguma ‘revelação’ sobre esse líder ou família junto aos seus familiares e outros líderes.

      Ainda, seu raciocínio comete um engano ao não lembrar de um fator presente em ‘julgamentos’: a paixão. Ela é presente quando se conhece e se convive com as partes citadas. Ao meu ver, conselhos de ‘amor’ seriam dignos desse nome se fossem realizados por pessoas alheias ao caso. Verdade que líderes e parentes diretamente ligados ao caso são fortemente desaconselhados a fazerem parte destes conselhos, mas não me lembro de uma regra clara ou ‘fiscalização’ nesse sentido. Você mesmo parece demonstrar essa paixão pelo julgamento ao desejar submeter pessoas aqui desse grupo a esses ‘julgamentos’. Talvez (infiro eu) porque sente sua fé e crenças ‘afrontados’ por postagens aqui, e sentir-se assim é natural.

      E pra finalizar, posso citar a mim mesmo, o quanto esse tipo de coisa abalava meu emocional há alguns anos… A Igreja SUD simplesmente nos ensina a ignorar e ‘prestar testemunho’ (tem um ‘pavor ou medo’ de perder fiéis notável), mas não nos dá uma atitude correta e coerente para sobrevivermos à nossa própria história, fazendo inclusive de tudo para que a ignoremos.

      O que aprendi, e hoje tento passar para novos membros e jovens, é que aprendam a lidar com isso tudo e não vivam com medo, mas aprendam a beleza de sua fé com todas as imperfeições de sua história humana. Um dia eles serão líderes, a maioria não irá apostatar e irá conhecer melhor sua fé e seu Deus, e será realmente livre para representar o Cristo ao mundo. Aprendi (e você tem todo direito de discordar de mim) que é melhor criar vacinas para as pessoas (de acordo com sua capacidade pessoal de imunidade) e não isolá-los numa bolha de ‘pureza ingênua protetiva’ (que não pertende a esse mundo).

      Para mim esse site é o mais respeitoso que já vi sobre minha fé, e as pessoas que aqui convivem (em especial as que não são da SUD ou dela se retiraram) contribuem muito para meu amadurecimento, inclusive fazendo-me lembrar de meus deveres espirituais e do sacerdócio.

  2. “O atual segundo conselheiro da ala, Lance Walker, recusou-se a participar do conselho. Kate afirma que, no início de maio, havia solicitado que seus registros (“ficha de membro”) fossem transferidos da sua ala no estado da Virgínia para a cidade de Provo, onde ela e o marido estão vivendo. O pedido não foi atendido.”

    Esta informação nos dá a plena convicção que o julgamento é NULO. O registro (ficha de membro) deve espelhar os fatos, e o fato é que ela havia se mudado para outra cidade e não mais estava sob a jurisdição eclesiástica do Conselho que a julgou.
    Ademais, ela não teve “culpa” se a Administração Eclesiástica não remeteu imediatamente sua ficha de membro para a nova Ala que ela frequentava. Agrava ainda mais o fato de que ela informou ter se mudado e pediu a remessa de seus registros, não podendo alegar a Autoridade que a julgou desconhecimento de que ela já estava sob a jurisdição de outro Bispo.
    Em um país como os EUA em que as regras de um julgamento são tão valorizadas, é no mínimo estranho esse “deslize”.
    É interessante lembrar os inúmeros estudos sobre o julgamento de Jesus que apontam sua nulidade em razão de violações dos dispositivos da lei mosaica. Não terá ocorrido o mesmo com o julgamento de Kate Kelly?

    • Mas se o processo iniciou-se quando ela ainda era membro da Ala Vienna, na Virgínia, o fato dela mudar de endereço não altera a jurisdição, pois a autoridade para julgar fica definida no momento em que ela é notificada do processo para defender-se. Se foi isso que ocorreu, não há a nulidade que apontei no comentário anterior.

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