Sensibilidade, Ego e Verdade

"Vaidade", de Auguste Toulmouche.

“Vaidade”, de Auguste Toulmouche.

Texto de Graciela Bravo

Se passássemos a enxergar as coisas que passam despercebidas todos os dias, eu acreditaria na possível e esperada mudança. Mudança para sentimentos melhores, de forma bem ampla e eficaz, sem que pequenos gestos e ações tornem-se mecânicos e vazios. Sensibilidade deveria ser a palavra chave em nossas vidas. É aquilo que, muitas vezes, nos falta, é um dos caminhos mais curtos para o amor. Para mim, a companhia do Espírito está fortemente interligada à esse sentimento. Além disso, um pinguinho de noção faz muito bem a quem tem e aos que estão ao redor. Não acho que seja algo simples de desenvolver, e acrescento que minha intenção não é julgar ninguém, embora, às vezes, até pareça. A questão, tampouco, é julgar devida ou indevidamente. Cada um deveria cuidar de suas vidas e preocuparem-se em dar exemplo por meio de suas ações. Eu também luto contra isso e pela minha experiência, particularmente, sei que não é fácil. Acho que agora consigo entender as palavras de Hugh Nibley sobre o sacerdócio com maior clareza.

Gostamos de pensar que a Igreja se divide entre aqueles que o tem e aqueles que não o tem; mas é a mais pura tolice achar que podemos dizer quem o tem e quem não o tem. Nesta terra o sacerdócio não é nada, e assim que tentamos usá-lo para qualquer tipo de domínio ou autoridade, ele automaticamente é cancelado. Segundo o profeta Joseph Smith, um “fardo oneroso” e não um prêmio. No momento que se tenta exercer domínio pelo sacerdócio ele se torna nulo.

Havia comentado aqui no blog que sairia distribuindo esse texto na capela, mas isso foi um impulso pelo desejo de abrir a cabeça de certos membros. Farei isso, porém, através de uma abordagem mais leve, sem que pareça uma indireta. Quem sabe através de um belo discurso, cheio de amor e, principalmente, sem que o ego fale mais alto. Ego e sensibilidade são opostos. O primeiro restringe a percepção do todo impedindo a compreensão, quase parafraseando Hugh Nibley, ouso dizer que o ego anula a sensibilidade. Eu quero aprender a dar exemplo, e não indiretas. Faço uso da palavra ego aqui no texto como sinônimo de egoísmo e, principalmente, vaidade.

Outro assunto que me causa certa inquietação é o problema com a aceitação da realidade, ou melhor, com a aceitação do que é fato. Dentro e fora da capela, digo, entre membros e não membros também. Acho interessante as reações diversas e o jeito de cada um lidar com tais verdades. Obviamente, cada um tem os seus princípios, mas me parece que a forma de encará-las é quase sempre negativa. Isso ainda me causa estranheza. Muitas vezes um simples comentário é tomado como algo pessoal quando nada tem a ver. Estou tentando não perder todos os meus parafusos, nem sempre consigo. Penso em como projetamos nossas frustrações e imperfeições sobre os outros. Impressionante o fato de atribuir algo de errado ao outro quando o problema na realidade está com a gente. Tenho percebido isso com frequência, me incluo nisso também, mas me parte o coração quando crianças são envolvidas por conta da ignorância alheia e a falta de sensibilidade a qual mencionei. Gostaria de continuar discorrendo sobre essa parte final, mas em um outro momento. Obrigada por ter lido o meu texto até aqui!

Um comentário sobre “Sensibilidade, Ego e Verdade

Deixe um comentário abaixo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s