Russell Ballard: Proibido Jogar Pokémon Go

O Apóstolo M. Russell Ballard condenou recentemente o uso do jogo ‘Pokémon Go’ entre membros da Igreja em discurso para uma transmissão de conferência regional.

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Para quem ainda não conhece, ou ainda nunca jogou, o jogo é um aplicativo de celular que virou febre no mundo, e no Brasil, com milhares de jogadores “caçando” bichos virtuais pelas ruas.

E, de acordo com o Apóstolo Ballard, o jogo é prejudicial para
membros da Igreja e é uma ferramenta de Satanás para desviar os filhos de Deus.

Ouça e leia o trecho em questão aqui:

“Lembrem-se, o Senhor nos aconselhou a encontrar tempo para ‘aquieta[r-se] e sabe[r] que eu sou Deus’. Agora, alguém descobriu mais uma maneira de manter os membros da família ocupados longe do que mais importa. Existe algo chamado “Pokémon Go”. Eu não entendo isso, e não me pergunte nada sobre isso. Eu só sei que é mais uma coisa que tem os jovens, e um monte de pessoas mais velhas, olhando para baixo em seus smartphones, tentando encontrar pokemon, eu acho, em vez de olhar para cima para ver as belas criações de mundo maravilhoso de Deus – e a vocês rapazes, ou mesmo alguém que queiram conhecer, namorar e se casar, com quem possam ter um relacionamento no mundo real que resulte em bênçãos eternas.”

Ouça o discurso inteiro aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=nUbttoAuSbE

Diferentemente dessa avaliação apostólica, o jogo tem sido elogiado justamente por sua capacidade de incentivar uma exploração pedestre maior do mundo externo e uma interatividade com outras pessoas.

Vejamos, por exemplo, o que diz a Dra. Ana Escobar, médica Professora de Pediatria da Universidade de São Paulo:

Duas perguntas pairam no ar nos tempos de caça aos monstrinhos:
 
1. A “febre” “Pokémon Go” deve ser prevenida e evitada? 
 
2. Pode causar algum efeito colateral indesejável no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças?
 
O mundo eletrônico está aí, sem a menor chance de retrocesso. Ao contrário. O que mais desejamos é que progrida cada vez mais, trazendo mais conforto e agilidade para nossas vidas. Esse é o futuro, esse é o caminho que seguiremos, inexoravelmente, quer queiramos ou não. Portanto, essa “febre” não deve nem pode ser evitada. 
 
Os eletrônicos podem, sim, ajudar o raciocínio lógico e espacial das crianças. É uma forma de linguagem imprescindível no mundo de hoje. 
 
Foi uma sacada genial tirar as crianças do sofá e da frente de telas imóveis  e fazê-las  voluntariamente andar, correr e socializar com outros “caçadores”. 
 
O melhor a fazer, sempre, é ensinar às crianças brincar com inteligência e principalmente com regras bem definidas quanto ao tempo em que se gasta caçando os monstrinhos. Estima-se hoje que o tempo de recreação com eletrônicos não deve ultrapassar 2 horas por dia, nas crianças em idade escolar.
 
Portanto, respeitados os limites do bom senso, não há razões para se evitar ou proibir a “febre” do “Pokémon Go”. Definidas as regras básicas, pode até estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional na medida em que, como resultante, esperam-se momentos divertidos e animados que, certamente, contribuirão para o bem estar e consequentemente saúde de todos!

Qual postura acima lhe parece mais saudável, a do Apóstolo Ballard ou a da Dra. Escobar?

36 comentários sobre “Russell Ballard: Proibido Jogar Pokémon Go

  1. Eu concordo com a posição da doutora. As crianças precisam de um horário estipulado para os jogos, as brincadeiras, estudo, momento de pausa para as refeições, para compartilhar com a família…
    Muitos adultos também são adeptos do Pokemon Go, penso que perder horas com isso não seja muito produtivo, mas cada caso é um caso. Inicialmente, quando eu soube da “febre” do jogo, considerei como mais um besteirol, “imagina se eu vou pagar mico, no meio da rua, atrás de Pokemon”…kkk Afinal, existem muitos adultos que curtem cosplay, jogos infantis, filmes de animação. Não vejo problema algum, até acho bem legal. Eu adoro filmes de animação. Voltando às crianças, quando vi uma reportagem que relatava a melhora significante delas nos hospitais, crianças que não saiam da cama, mudei de opinião naquele instante.
    Eu não curto Pokemom Go, mas problema nenhum com adultos que não tem vergonha de pagar king-kong. 🙂 Quanto às crianças, limites sempre farão parte de uma saudável educação.
    A mim, parece que o Elder Russel Ballard posiciona-se, claro, aconselhando ao não uso do aplicativo, a encontrar coisa mais produtiva a ser feita. Eu questiono o que pode ser mais produtivo às crianças do que brincar com algo que realmente as divirta… Por outro lado, penso que as crianças não deveriam ser estimuladas ao consumismo, mas essa já é outra temática.

  2. Pode ter sido um bom conselho, eu nao sei jogar Pokemon mas so espero que os membros mais fanaticos nao comecem achar que isso foi dado por revelacao.

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