Apóstolo Mórmon Quebra Regra da Igreja

O Apóstolo  D. Todd Christofferson foi flagrado quebrando uma regra explícita e oficial da Igreja Mórmon.

Reportagem do jornal The Salt Lake Tribune encontrou nos relatórios oficiais de prestação de contas da campanha do candidato Richard Nelson ao cargo de conselheiro estadual de educação de Utah uma contribuição de USD 250 do Apóstolo.

 

A doação é perfeitamente legal para o cidadão Christofferson, porém a política oficial d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, atualizada há 5 anos atrás, proíbe envolvimento político de seus líderes eclesiásticos profissionais (i.e., em tempo integral, como as Autoridades Gerais), incluindo doações para campanhas políticas:

 

“Autoridades Gerais e oficiais gerais da igreja e suas esposas e outros líderes eclesiásticos servindo em tempo integral não devem participar pessoalmente em campanhas políticas, incluindo promover candidatos, ajudando em arrecadação de fundos, discursar a favor ou mesmo endossar candidatos, e fazer contribuições financeiras.”

Por email ao jornal The Salt Lake Tribune, Christofferson reconheceu ter violado a regra oficial da Igreja:

“Ao realizar essa doação, o meu raciocínio era em fazer algo para aplaudir o engajamento cívico de um amigo. Talvez porque a eleição para o conselho de educação seja apartidário, a regra concernente abster-se de envolvimento político para autoridades gerais nem passou pela minha cabeça, mas de qualquer modo, foi uma falha minha.”

Eric Hawkins, porta-voz da Igreja SUD, afirmou não ter sido informado de nenhuma violação desta regra desde sua atualização em 2011 até esse episódio. Hawkins, inclusive, salienta que a regra extende-se às esposas dos líderes, porém não a seus demais parentes ou filhos. Por isso não haviam levado em consideração quando uma doação de USD 2.500 de Quentin L. Cook, filho do Apóstolo Quentin L. Cook e não o Apóstolo em si, apareceu na prestação de contas da candidata Erin Preston para o mesmo cargo.

A afirmação de Christofferson de que campanhas para conselhos estaduais de educação são apartidárias não é exatamente uma afirmação desonesta, considerando que em teoria elas deveriam ser apartidárias, mas todo mundo sabe (inclusive o Apóstolo) que, na prática, elas são claramente partidárias. Vários estados discutem justamente esse problema do partidarismo político em tais eleições,  e especialmente o estado de Utah [ver, por exemplo, aqui e aqui e aqui]. 

Resta saber se haverá algum tipo de punição ou reprimenda por parte da Primeira Presidência, ou mesmo do Quórum dos Doze, por essa violação explícita das regras da Igreja. Como se tratam, por exemplo, missionários de tempo integral que violam as regras da missão?

9 comentários sobre “Apóstolo Mórmon Quebra Regra da Igreja

  1. Vai ter até benefícios, pq na missão fui p uma área q tava “queimadaço” por causa de 2 duplas de missionários. Meu presidente na época levantou até minha “moral” e do meu companheiro tbm q estávamos indo p uma área difícil e que estaria nos mandando e disse q éramos os melhores da missão (–)’.
    Na primeira reunião de zona vê nos as duplas no escritório da missão ai… sabe né. Me iludi um pouco com a liderança.

    • O título pode até ser sensacionalista, mas de fato é exigido muito dos missionários que sigam 100% das regras e quando não o fazem há punição por parte da presidência da missão e/ou desconfiança dos membros.

      Ah! US$250 é uma quantia muito maior que a “mesada” dos missionários.

      • Se não tivesse quebrado, ele mesmo não teria reconhecido. E antes que digam que é cota banal e valor tão pequeno, afirmo que já perdi as contas de quantas vezes me deram xingada, puxao de orelha ou até repreensão pública por coisa bem mais besta e simples do que isso. E a frase que vem junto, “se não faz bem no pouco imagina no muito”, “Deus exige que ande no fio da espada…”.

      • Acho que não expressei bem meu ponto de vista.

        De fato é um apóstolo mórmon que quebrou uma regra da Igreja, por isso merece SIM ser punido.Se eu, que estava num cargo de liderança na missão (líder de zona) era criticado por qualquer errinho que cometia POR QUALQUER UM (membros, assistentes do presidentes, sisteres líderes treinadores, líderes de distrito e missionários “normais”), por que ele deveria ser protegido? Isso sem contar os casos fora da missão: quando um secretário, por exemplo, comente um equívoco so falta ser chamado de iníquo, mas quando o bispo se equivoca “todo mundo erra”, né?

Deixe um comentário abaixo:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.