Brigham Young: As Esposas Prostitutas de Ezra T Benson

O Presidente Brigham Young fez os seguintes comentários sobre as esposas do Apóstolo Ezra Taft Benson em reunião privada, conforme anotou em seu diário o então Apóstolo Wilford Woodruff.

Brigham Young

Young, em conjunto com o Presidente Heber Kimball, acusam as esposas de Benson de “prostituições”¹, e Benson de mancomunação.
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Heber C. Kimball: Como Conseguir Um Casamento Celestial

O Presidente Heber C. Kimball, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fez os seguintes comentários para missionários em perspectiva se preparando para sair ao campo missionário sobre como se deveriam comportar para “conseguir um casamento celestial“:

Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência (1847-1868)

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A Companhia Pioneira de Brigham Young

Erastus Snow e Orson Pratt

Erastus Snow e Orson Pratt

Em 21 de julho de 1847, os dois batedores da companhia pioneira de Brigham Young celebraram gritando “hosana!”. Após cerca de três meses de viagem, eles haviam avistado o vale ao norte do Grande Lago Salgado. O mais velho, de 35 anos, estava a cavalo; o de 28, a pé. Orson Pratt e Erastus Snow estavam abrindo assim o caminho para mais de 30 mil mórmons fugindo dos Estados Unidos em busco de um novo lar.

No dia seguinte, a maior parte dos carroções da companhia desceu ao vale. Mas Brigham Young, doente, só chegaria no dia 24, data celebrada até hoje em Utah como o Dia dos Pioneiros. Continuar lendo

Heber C. Kimball: Deus Não Ama Monógamos

O Presidente Heber C. Kimball, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fez os seguintes comentários sobre monogamia e poligamia na Conferência Geral de abril de 1857, explicando como Deus abençoa senhores de idade que se casam com esposas plurais supostamente jovens:

Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência (1847-1868)

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Heber C. Kimball: São Brigham Young

O Presidente Heber C. Kimball fez os seguintes comentários sobre Brigham Young e seus conselheiros na Primeira Presidência, celebrando e descrevendo-os de maneira teologicamente muito similar ao posto canônico de “Santo”,  e com mais poderes que o Papa, para os Católicos:

Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência (1847-1868)

 

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Podcast Mórmon #3 – POLIGAMIA

A Associação Brasileira de Estudos Mórmons e o Vozes Mórmons dão seguimento ao projeto coletivo de podcasts para discussão de temas relacionados ao Mormonismo: o Podcast Mórmon.

Neste episódio Antônio Trevisan, Emanuel Santana e Marcello Jun discutem o passado e o futuro da pesquisa acadêmico-histórica de um dos aspectos históricos, sociais, e culturais mais marcante no Mormonismo: POLIGAMIA.

Podcast 03 versão 02

Em 1831, Joseph Smith teria recebido uma revelação ordenando homens casados a desposarem mulheres ameríndias poligamamente para gerar Lamanitas brancos. Entre 1833 e 1839, Smith relacionou-se com uma adolescente e uma mulher casada em segredo, mas a partir de 1841 começou a casar-se secretamente com múltiplas mulheres, iniciando oficialmente uma cultura polígama. Havendo iniciado os seus acólitos mais fiéis na prática, e elaborado toda uma teologia templária ao seu entorno, Smith construíra um legado que viria a definir o Mormonismo pelos próximos dois séculos.

Assista aqui o podcast na íntegra:

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Heber C. Kimball: esta terra

Heber Chase KimballQuando escaparmos desta terra, supomos que iremos ao céu? Vocês supõem que irão à terra de onde veio Adão, de onde veio Elohim, de onde veio Jeová? Não. Quando aprenderem a se tornar obedientes ao Pai que habita nesta terra, ao Pai e Deus desta terra, e obedientes aos mensageiros que Ele envia – quando tiverem feito tudo isso, lembrem-se de que não deixarão esta terra. Nunca a deixarão até que se tornem qualificados, e capazes, e capacitados para se tornarem vocês próprios um pai de uma terra.

Heber C. Kimball (Journal of Discourses 1:356)

O Conselho de Deuses e o Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton foi secretário do Conselho dos 50 e suas anotações pessoais constituem uma das importantes fontes sobre aquela organização. Durante nosso primeiro Podcast Mórmon, que tratou do Conselho dos 50, percebi a dificuldade de explicar – e mesmo de entender – a relação intrínseca que mórmons no séc. XIX viam entre a sua religião e outros aspectos da vida humana como economia e política.

A anotação feita por William Clayton em seu diário¹ é valiosa por mostrar a sua percepção do Conselho dos 50 como uma entidade que representava o núcleo de um futuro governo teodemocrático, mas era à semelhança de um governo divino anterior à formação da Terra. Em 10 de março de 1845, enquanto revisava as atas do Conselho, Clayton anotou em seu diário:

Enquanto escrevendo e copiando os registros do Reino, estava escrevendo estas palavras dadas pelo Élder H. C. Kimball no conselho no dia 04, “se um homem pisar fora dos seus limites, ele perderá seu reino como foi com Lúcifer e será dado a outros mais dignos”. Essa ideia me veio à mente. É doutrina ensinada por esta igreja que nós estávamos no Grande Conselho entre os Deuses quando a organização deste mundo foi contemplada e que as leis de governo foram todas feitas e sancionadas pelos presentes e todas as ordenanças e cerimônias decretadas. Agora não é o caso que o Conselho do Reino de Deus agora organizado sobre esta terra está fazendo leis e sancionando princípios que em parte governarão os santos após a ressurreição, e depois da morte não serão essas leis dadas a conhecer por mensageiros e agentes como o evangelho nos foi dado a conhecer[?]. E não há uma similaridade entre esse grande conselho e o conselho estabelecido antes da organização deste mundo[?].

 

1. An intimate chronicle: the journals of William Clayton. George D. Smith (ed.) Signature. Salt Lake, 1995.

Mortalidades: Mórmons e Reencarnação

Mórmons acreditam em reencarnação? A esmagadora maioria provavelmente não. E tal crença nunca foi considerada como uma doutrina característica do mormonismo. Mas um olhar histórico sobre o passado nos revela que muitos mórmons já partilharam da crença em múltiplas provações mortais.

A ideia de que o ser humano passa por mais de uma vida mortal parece existir nas mais diversas tradições religiosas ao redor do mundo. É interessante notar que mesmo em religiões que majoritariamente creem em uma única vida mortal, há aqueles que acreditam em reencarnação, como é o caso de algumas escolas cabalistas dentro do judaísmo.¹ Ainda que tenha sido sempre uma posição minoritária entre as autoridades gerais e nunca tenha chegado a fazer parte da doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o conceito de que há múltiplos nascimentos e mortes para o mesmo indivíduo já foi defendido por proeminentes líderes mórmons. Neste breve artigo, nos concentraremos em apenas dois nomes – os apóstolos Orson F. Whitney e Heber C. Kimball.  Continuar lendo

Uma Posteridade Branca e Deleitosa: Origens do Casamento Plural

William W. Phelps

William W. Phelps

A crença na origem israelita dos povos ameríndios e a prática do casamento plural são certamente duas características marcantes da experiência mórmon. Embora nenhuma das duas tenha uma origem exclusivamente mórmon, Joseph Smith deu a elas aplicações e sentidos únicos. Poucos entre nós estão familiarizados, no entanto, com a conexão histórica entre as duas doutrinas; tampouco a influência do Livro de Mórmon na instituição do casamento plural parece ter sido avaliada com a devida consideração.

A primeira revelação conhecida a aludir à prática da poligamia (ainda que sem mencioná-la explicitamente) ordenava que um grupo de missionários da jovem Igreja de Cristo buscasse esposas indígenas para que sua descendência pudesse retornar a um estado de pureza e retidão, conforme profetizado no Livro de Mórmon. O casamento divinamente ordenado entre mórmons e índios seria o meio de tornar isso realidade. Continuar lendo