J. Golden Kimball: Preguiça Mental

Trechos do discurso de J. Golden Kimball na Conferência Geral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Abril de 1904. Kimball servia como Autoridade Geral, sendo membro do primeiro Quórum dos Setenta.

j golden kimball

“Eu me sinto, ou pelo menos imagino, muito como o homem parado por um ladrão, olhando pro cano do revólver. Eu ficaria quieto e de boa vontade com as mãos pra cima, mas durante esse tempo pensaria muito profundamente sobre o que eu faria se me fosse dada a liberdade. Estamos numa posição similar hoje, mas todos os homens nos Estados Unidos não podem impedir um homem de pensar. Não há Apóstolos suficientes na Igreja para nos impedir de pensar, e eles não estão dispostos a fazer isso; mas algumas pessoas imaginam que, porque temos a Presidência e os Apóstolos da Igreja, eles pensarão por nós. Há homens e mulheres tão preguiçosos mentalmente que quase nunca pensam sozinhos. Pensar exige esforço, o que deixa alguns homens cansados e esgota suas almas. Agora, irmãos e irmãs, temos à nossa volta tais condições que exigem não só pensamento, mas a orientação do Santo Espírito. Santos dos Últimos Dias, vocês devem pensar por si mesmos. Nenhum homem ou mulher pode permanecer nesta Igreja luz emprestada. Acredito fortemente na seguinte declaração feita pelo meu pai a Casa do Senhor em 1856:

“Achamos que estamos seguros nas câmaras dos montes eternos, mas chegará o tempo em que estaremos tão misturados que será difícil distinguir o rosto de um Santo do rosto de um inimigo do povo de Deus. Então, irmãos, estejam atentos para a grande peneira, pois haverá um grande momento de peneirar, e muitos cairão; pois lhes digo que há um teste, um teste, um TESTE vindo, e quem será capaz de aguentar?”

(…) Eu lhes digo que se há alguma coisa na terra que precisamos na Igreja, nesta época em que vivemos, não é dinheiro ou poder temporal, é uma elevação espiritual, e ela deve acontecer em Sião, ou então haverá uma apostasia.” — J. Golden Kimball

(Conference Report, Abril 1904, pp. 28-29)

4 comentários sobre “J. Golden Kimball: Preguiça Mental

  1. O ato de pensar é para poucos. É o trabalho mais difícil que existe. Mas embora concorde com alguns pontos da nossa liderança. as vezes penso que tudo isso que aprendi na igreja pode ser falso. Que talvez esteja sendo enganado. Claro que para muito o ato de pensar ao contrário já consiste que podemos ser um apóstata em ascensão. Mas é verdade muitas coisas na igreja me deixam com a pulga atrás da orelha. Será que tudo isso vai realmente me levar de volta a presença de Deus? ou apenas estou sendo usado por uma sociedade muito esperta, com anos de experiência na arte de enganar? Ou realmente tudo é verdadeiro? Ficam as perguntas.

  2. Como professora do atendimento educacional especializado frequentemente uso com meus alunos, expressões do tipo: “Pense um pouco mais, você consegue”, “Tente pensar noutra possibilidade” ou “Como chegou a este resultado?”. Faço isso para incentivar os alunos à pratica “do pensar”, a imaginar novas possibilidades,a fazer novas relações e conexões mentais com o conhecimento que já se apropriaram.. Basicamente pensar é usar a capacidade cognitiva para estabelecer novas relações com o conhecimento, avaliar, estabelecer juízos a cerca de determinado assunto ou fato. No ambiente escolar também ouve-se expressões do tipo: “os alunos não pensam”, e eu, na maioria das vezes, sou a defensora deles, porque busco esclarecer com meus colegas a fase do desenvolvimento que os alunos se encontram e o seu nível de pensamento, a imaturidade emocional e a pouca habilidade quanto as interações sociais ,digo isso, porque trabalho com alunos do Ensino Fundamental e Médio, ou seja, crianças e adolescentes que ainda estão em formação , ainda no processo de desenvolvimento. Já um adulto, sem deficiência, tem suas habilidades cognitivas formadas, personalidade, emoções. J. G, Kimball incentivou os membros da Igreja a usarem a capacidade de pensar, porém eu não sei, se já naquela época, era ensinado o dogma da “obediência cega”, pois na minha opinião, este dogma favorece a letargia intelectual dos membros, pois há uma transferência de responsabilidade aos Apóstolos e Profetas que pensam por eles. Para que a tão desejada evolução espiritual se desenvolva há que se libertar dos dogmas, especialmente este que citei.

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