Mórmons Que Amam Os Gays

Apesar da discriminação oficial por parte de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, há muitos Mórmons que amam e apoiam os seus amigos e familiares que são gays, lésbicas, ou transgêneros.

Muitos membros da Igreja SUD apoiam a legalização do casamento homosexual, e alguns até defendem a mudança das doutrinas da Igreja para permitir casamento homossexual no templo. Há algumas semanas, alunos da BYU produziram um vídeo com alunos da BYU que são gays ou lésbicas.

Outros Mórmons, como a Comunidade de Cristo, já aceitam plenamente seus irmãos e irmãs na comunidade glbt.

Agora, um nova série de vídeos produzidos pelo Projetos Mormon Stories e Empathy First demonstram testemunhos de vários Santos dos Últimos Dias que se arrependeram das décadas de discriminação e preconceito contra gays:

 

Vídeo Original

 

Vídeo Legendado

 

O site tem até agora 14 testemunhos que valem a pena assistir. Eu espero que um de vocês, mais tecnológicamente habilidoso, se voluntarie para por legendas em português, por que são todos comoventes e inspiradores. No jargão Mórmon, “cheios de espírito”!

Como disse a irmã Andréa no final deste clipe acima: “Eu apenas oro para que, quem quer que assista isso, você aprenda a se amar e se apreciar como pessoa, e enxergar a sua própria divindade, seu eu interior, seu espírito, assim como você realmente é. Eu digo isso em nome de Jesus Cristo, amém.”

Vai melhorar.

 

Leia também BYU: Campanha Vai Melhorar e mormonsandgays.org

123 comentários sobre “Mórmons Que Amam Os Gays

  1. Obrigada pela sugestao e com certeza vou fazer curso de especializacao porque depois de 15 anos de estudo no Brasil e exterior nao aprendi esses conceitos basicos de psicologia. Ah me poupe.
    O meu intento nao e ficar aqui argumentando com voce ” ah com embasamento cientifico ou racional” sobre minha crenca religiosa. Meu objetivo era demonstrar que minha crenca e fe (e de outras religioes) em geral nao sao explicadas cientificamente. Ninguem ainda conseguiu provar que Deus existe, que ha vida apos a morte, etc.
    Acredite, eu ja tive esses argumentos, debates e muitas outras coisas do genero com pessoas assim como voce.
    Eu poderia escrever horas aqui sobre psicologia e nero-cognicao mas o meu objetivo no comentario nunca foi usar argumentos “racionais ou cientificos” mais sim de fe e crenca porque e isso que faz com que pessoas sejam fieis a uma religiao e acreditem em Deus.
    Se voce acha que a falta desses conceitos nos meus comentarios significa ignorancia nao tem o menor problema.Nao espero que voce compreenda.
    So acho que voce precisa de uma doze de humildade. Por voce ter me atacado e dizer que eu preciso fazer curso de especializacao demostra presuncao da sua parte e nao um dialogo onde pessoas diferem. Voce nao sabe tudo e nem e o dono da verdade.
    Honestamente “its a turn off”

    • Patrícia, a questão segue que você ainda não apresentou nenhum argumento que prove o contrário:

      porque depois de 15 anos de estudo no Brasil e exterior nao aprendi esses conceitos basicos de psicologia

      Se aprendeu, esconde bem.

      demonstrar que minha crenca e fe (e de outras religioes) em geral nao sao explicadas cientificamente

      Se você se estudasse psicologia e ciências neuro-cognitivas, saberia que sim, são. Aliás, os melhores estudos (antes do RNMf) são de 30-40 anos atrás.

      Ninguem ainda conseguiu provar que Deus existe, que ha vida apos a morte, etc.

      O que tem isso haver com explorar crenças e fé cientificamente? Crenças e fé são construções neurológicas e epistêmicas, plenamente testáveis, e portanto disponíveis à investigação científica. Conceitos metafísicos são, por definição, indisponíveis.

      Acredite, eu ja tive esses argumentos, debates e muitas outras coisas do genero com pessoas assim como voce

      Não. Não acredito. Você não demonstra nenhum sinal de ter sido exposta a qualquer discussão informada nos assuntos de psicologia, epistemologia, neurociências, ou ciência em geral.

      Eu poderia escrever horas aqui sobre psicologia e nero-cognicao

      Não precisa escrever horas. Um único argumento decente e informado já seria suficiente.

      mas o meu objetivo no comentario nunca foi usar argumentos “racionais ou cientificos” mais sim de fe e crenca porque e isso que faz com que pessoas sejam fieis a uma religiao e acreditem em Deus.

      Sim, mas nós não estamos discutindo aqui “fé e crença” ou mesmo “acredit[ar] em Deus”, mas sim preconceito contra homossexuais. Você sentou para comentar num artigo sobre preconceito social contra homossexuais e escreveu um monte de asneira completamente irrelevante ao assunto e sem qualquer fundamentação racional ou lógica. O lugar para “prestar testemunho” sobre fé e Deus é na Sacramental de Domingo. Aqui nós discutimos racional e logicamente.

      Se voce acha que a falta desses conceitos nos meus comentarios significa ignorancia nao tem o menor problema.

      Não, de modo algum. Em nenhum momento eu lhe imputei ignorância sobre fé e crença e Deus. Imputei-lhe ignorância em psicologia. E até aqui, você não defendeu nenhuma de suas opiniões preconceituosas e ignorantes iniciais com nenhum argumento minimamente válido do ponto de vista psicológico, científico, ou racional.

      So acho que voce precisa de uma doze de humildade

      Dose é com “S” e não “Z”.

      Por voce ter me atacado e dizer que eu preciso fazer curso de especializacao demostra presuncao da sua parte e nao um dialogo onde pessoas diferem

      Não te ataquei e não presumi nada. Baseado nos seus comentários iniciais, ninguém com um mínimo de compreensão de princípios básicos em psicologia argumenta asneiras daquelas. A menos que você esteja propositadamente escondendo sua erudição acadêmica, a qual outra proposição poderia chegar?

      E, depois de haver questionado sua educação formal, você sequer se deu o trabalho de esboçar um único mísero argumento coerente e relevante que me demonstrasse que estivera errado ao concluir sobre sua capacitação acadêmica. De novo, o que poderia eu concluir?

      Voce nao sabe tudo e nem e o dono da verdade.

      Certamente que não. Mas ao menos eu tenho conhecimentos básicos em psicologia e neurociências.

      Honestamente “its a turn off”

      É “it’s” porque é uma contração do verbo “it is”, e não o pronome possessivo “its”.

      • Concordo na maior Parte no que diz, mas falar do erro de português é ad hominem, você não precisa disso

    • Falácia lógica estrutural de “Tratamento Especial” (em inglês, Special Pleading) para proteger uma falácia lógica não estrutural de viés cognitivo (incluindo viés de confirmação, viés de crença, e privilégio epistêmico).

      Como eu já disse antes, princípios básicos de Psicologia. Primeiro ou segundo semestre de graduação (i.e., undergraduate).

      Preconceitos são, usualmente, enraizados em ignorância. A sua homofobia, Patrícia, não é diferente.

      • Marcello, nao preciso usar a psicologia, a ciencia ou os argumentos racionais para justificar a minha crenca. Meu ponto exato e esse de que a a fe e independente e a crenca nao depende de nada disso pra ser viva e real na vida de uma pessoa. Com certeza voce discorda e quer argumentar mas eu nao. Respeito a sua visao e entendo perfeitamente de onde vem. Se voce me acha ignorante, homofobica(lol) tudo bem.Nao faz a menor diferenca pra min e como ja disse nao espero que voce entenda

      • Sim, Patrícia. Sua fé e sua crença no metafísico (i.e., Deus, vida pós-mortal, etc.) realmente não necessita de psicologia, ciência ou argumentos racionais.

        Não, Patrícia. Seu preconceito contra homossexuais, sim, necessita de psicologia, ciência ou argumentos racionais. Dos quais você não apresentou nenhum.

        Você consegue entender que há diferença entre acreditar no intangível que lhe prouver (e.g., fadinhas, discos voadores, duendes no final dos arcos-íris) e propor discriminação contra uma classe inteira de pessoas? A primeira é uma crença pessoal e imaterial, portanto inconsequente para o resto do mundo além do crente em si. A segunda estabelece e influencia um padrão de comportamento social (e legal) que afeta outras pessoas e outros grupos de pessoas.

        (PS: A forma obliqua tônica do pronome da 1a pessoa singular é “mim” e não “min”.)

        (PS 2: Eu entendo muito bem do que você esta falando, talvez até melhor do que você — a necessidade de resolver a dissonância cognitiva é um imperativo psicológico forte demais. Aliás, leia aqui e talvez se entenda melhor!)

      • Eu acredito na liberdade de escolha de cada um e que todos temos direito de viver a vida como bem queremos. Eu nao odeio gays e os respeito mas simplesmente acredito e apoio o casamento entre homen e mulher. O discurso do Elder Anderson na Conferencia Geral de hoje de manha ilustra bem os motivos pelos quais eu e muitos membros da igreja acreditamos nesse tipo de casamento, entao a unica coisa que posso te dizer e que minha opiniao e baseada em minha religiao e no plano de salvacao. Simples assim!!!!!! Se a maioria das pessoas aceitam o casamento gay tudo bem nem mesmo Deus de acordo com os ensinamentos da igreja, interfere nas escolhas pessoais de cada um.Eu nao odeio, somento discordo e minha base pra isso e a minha crenca religiosa. Liberdade Religiosa como voce sabe foi algo conquistado com muita luta.

        Muito obrigada mas se eu quizer melhorar meu portugues eu contrato um professor nao preciso que voce me corrija. Estou bem! Esta sendo muito bom pra mim voltar a escrever em portugues depois de 16 anos.. Estou surpresa de o quanto eu ainda me lembro,

      • Então, Patrícia… Esta posição exposta sua é bem mais nuanceada que a sua proposição inicial e merece consideração. Não obstante, ela está equivocada em 3 pontos, provavelmente não por culpa sua mas por falha nas informações que a sustentam.

        1) Você esta estruturando o seu raciocínio em torno do tema “liberdade de religião”. Eu suponho que isso decorra do argumento desonesto que o Dallin Oaks vem defendendo em inúmeras oportunidades nos últimos 5 anos.

        A questão nem de longe passa pela liberdade religiosa. Toda instituição religiosa, e todo religioso, tem e deve ter a liberdade de crer no que lhe prouver, por mais absurdo e irracional que possa parecer a outrem. Ninguém, em nenhum momento da história dos Estados Unidos, seriamente defendeu a proibição do preconceito religioso contra homossexuais. Em nenhum momento, nenhuma lei ou projeto-de-lei a favor de direitos civis para homossexuais tentou ou iniciou cerceamento dos direitos religiosos daqueles que mantém preconceito contra gays.

        Ademais, você tem e deve ter o direito de acreditar que gays vão para o inferno ou que gays não devem constituir família, o que não significa que eu não tenho direito de classificar tal crença como imoral, anti-ética, e irracional. Criticar crenças religiosas não é o mesmo que cercear liberdade religiosa. Dallin Oaks sabe disso, posto que é jurista competente, e por isso sabemos que ele está sendo desonesto quando defende esta ideia estapafúrdia. Ele, e seus colegas na coligação anti-gay, estão tão somente manipulando os sentimentos dos seus constituintes porque sabem que pessoas decentes como você não são a favor de sacanear outras pessoas, mas irão se unir para defender seus próprios direitos.

        2) Você pode achar que não “odeia” gays, mas quando você os julga como menos importantes que você, e julga suas famílias como menos importantes que a sua, e quando você apoia legislação que os fere pessoalmente e fere suas famílias, as suas ações dizem “ódio” mesmo que em seu coração você não o sinta. E, no final das contas, o que realmente importa aqui não é o que você pensa, mas o que você faz. Se, por acaso, você acreditasse, no seu âmago, que gays todos são filhos de Satanás mas agisse com decência e tolerância para com eles, eu duvido que qualquer pessoa a repreenderia por isso. Suas crenças são suas e de foro íntimo, suas ações e seus votos são públicos e afetam a todos nós.

        3) Você ignora, ou finge ignorar, que a Igreja não é “neutra” em relação a gays. A Igreja é ativamente contra gays. A Igreja sai do seu caminho para ferir homossexuais (e estamos, aqui, ignorando o passado histórico hediondo de torturas físicas e psicológicas por décadas, mas focando apenas na atualidade) e ferir suas famílias. A Igreja investe dinheiro e recursos para passar leis que aflijam danos morais e psicológicos em gays e suas famílias — e não é, nem de longe, o caso de “viva e deixe viver” entre gays e a Igreja SUD.

        E por estes motivos o discurso de Neil Anderson (aliás, o resumo do discurso foi meu — dê uma lida) é repreensível e imoral. Sim, ele deixou a posição atual da Igreja bem clara, e sim, todo SUD tem o direito legal de concordar com ele, mas isso não o torna menos repreensível e imoral.

      • Marcello, passei por aqui e não pude deixar de notar algo em seu blog.
        Com relação ao homossexualismo, a bíblia é clara em sua posição, logo dizer que quem condena o ato homossexual é preconceituoso é o mesmo que dizer que Deus é preconceituoso. Digo isso não só por causa do homossexualismo, mas também pelos outros fatos que estão na biblia, como a destruição de Sodoma e Gomorra porque eles eram orgulhosos e não ajudavam os pobres, como a destruição do povo que habitava Canaã (inclusive as crianças e seus animais), pelo fato de adorarem outros deuses e não ser do convênio, a lei de Moisés que penalizava com a morte as adulteras, etc..
        Eu sou membro da igreja e acredito ser pecado o homossexualismo, tenho bons amigos Gays, os respeito e eles a mim, mas não acho que a igreja deveria aceitar o ato homossexual pois é pecado assim como é pecado o adultério, a quebra da palavra de sabedoria ou mesmo a mentira (como foi apontado por alguns comentários anteriores).
        Acho que muita gente se preocupa em dizer pra Deus o que Ele tem que fazer no lugar de escutar Dele o que Ele quer que façamos, não é à toa que Ele chegou no lugar que está.
        Porque a sociedade hoje aceita o sexo fora do casamento a religião tem que aceitar? Poque a sociedade hoje acha normal mentir, a religião tem que achar normal e aceitar? Porque a sociedade hoje acha normal o adultério a religião tem que achar?
        Porque a sociedade acha normal furar uma fila, a religião tem que achar isso honesto e aceitar?
        Porque a sociedade hoje aceita o ato homossexual a religião tem que aceitar?

        Não é Deus que tem que seguir a sociedade e sim nós que temos que buscar a Ele.

        Por fim, não quero justificar a veracidade de minha religião com base em qualquer fato ou comentário, mas gostaria que respeitassem nossas crenças assim como a religião ensina que preciso respeitar a alheia, a final não é preconceito perseguir a religião da mesma forma como é preconceito perseguir a pessoa que é homossexual?

        Abraço,

        José

      • José, obrigado pelos seus comentários e por sua argumentação clara e bem concatenada. Eu gostaria de levantar algumas considerações que talvez tenham lhe escapado:

        1) Quando você diz que “quem condena o ato homossexual… [diz] que Deus é preconceituoso”, você está cometendo uma falácia lógica não-estrutural de “falsa dualidade” ou “falsa dicotomia”.

        As escrituras exibem claros preconceitos raciais, e os profetas Mórmons (até o passado recente) também demonstravam viés racista. A Bíblia apoia escravidão humana, estupro de mulheres, tortura de infiéis, abandono infantil, e genocídio. Você tem a opção de acreditar em um Deus que tolera todo este tipo de imoralidade, ou você tem a opção de acreditar que os homens que O representavam toleraram, em seus respectivos períodos culturais, tais atrocidades, e interpretavam Deus à sua maneira. Você tem a opção, também, de acreditar que Deus não fora representado por nenhum deles. Você também pode acreditar que Deus fora representado por eles, mas apenas em algumas instâncias e não em outras (ver Bruce McConkie).

        Agora, forçar a questão em uma dicotomia simples ignora outras opções que são igualmente válidas, igualmente lógicas, e igualmente racionais.

        2) Quando você diz que “a Bíblia é clara” sobre qualquer tema, você está ignorando séculos de estudos bíblicos e dúzias de séculos de tradições teológicas que demonstram que não há nada de “claro” (ou coeso ou sistemático) na Bíblia (ou no conjunto de textos que nós denominamos de Bíblia). O caso em questão é ainda mais simbólico, tendo em vista a farta literatura teológica e acadêmica que argumenta precisamente que a Bíblia não traz instruções contra homossexualidade especifica e claramente. A própria existência de rica tradição de debate e discussão prova o quão equivocado a expressão “a Bíblia é clara” realmente é.

        3) Quando você diz que “não é Deus que tem que seguir a sociedade” mas sim vice-versa, você está ignorando centenas de exemplos históricos — e vários estudos científicos — que sugerem que as interpretações da “vontade de Deus” estão sempre mais alinhadas com percepções sociais, culturais, intelectuais correntes do que o contrário. Incumbe, portanto, ao religioso perguntar-se quanto de sua crença é realmente “a vontade de Deus” e quanto é simplesmente percepções, viés, e preconceitos vigentes no contexto sócio-cultural corrente (especialmente, de seus líderes espirituais).

        4) Você tem todo o direito de acreditar no que lhe bem prouver, assim como a Igreja tem o direito de acreditar e ensinar com preceito de fé o que ela bem quiser. Se você — e a Igreja — quiser acreditar que homossexualidade é pecado, está em seu direito. Ninguém, absolutamente ninguém, está defendendo a revogação de sua liberdade religiosa de crer no que lhe parece certo.

        Não obstante esta liberdade de crença, ninguém é obrigado a crer no que você — ou a Igreja — crê. Ninguém é obrigado a respeitar sua crença como racional, ético, moral, decente, ou inteligente. Se você — ou a Igreja — opta por manter crenças homofóbicas (ou racistas ou machistas, etc.), deve sempre ter este direito e liberdade, mas também deve estar ciente de que outras pessoas discordarão, e elas devem sempre ter este direito.

        Ademais, há dois problemas fundamentais que você se esqueceu de considerar. O primeiro é que, enquanto as suas crenças homofóbicas não afetam a ninguém (talvez, possivelmente, um filho ou uma filha LGBT), as crenças institucionais da Igreja afetam centenas e milhares de pessoas e famílias, causando dor e sofrimento completamente desnecessárias. O segundo é que, além da crer e ensinar suas crenças homofóbicas, a Igreja impõe, através de sua influência política e financeira, leis homofóbicas que impactam centenas de milhares de não-Mórmons.

        Sendo assim, além da Igreja expor-se à criticas por parte do segmento da sociedade pensante, ela o convida por impactar negativamente na vida de seus membros e tentar forçar a vida de não-membros para enquadrar-se no seu estilo-de-vida escolhido.

        O grande problema de se ater à crenças que envolvem preconceito e ignorância (e.g., homofobia, racismo, machismo, anti-ciência, etc.) é que, com o passar do tempo e o avançar do conhecimento humano, elas ficam progressivamente mais indefensáveis. Para instituições grandes e ricas, como a Igreja SUD, a tentação de tentar forçar a sociedade circundante a aceitar suas crenças idiosincráticas (e ultrapassadas) é muito grande. E naturalmente provoca reações.

        5) Finalmente, você postula uma pergunta retórica que é singularmente importante.

        “…[A]final não é preconceito perseguir a religião da mesma forma que é preconceito perseguir a pessoa que é homossexual?”

        A resposta é simplesmente NÃO.

        Não, porque a definição de preconceito é uma “ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial; opinião desfavorável que não é baseada em dados objectivos”. A ideia ou conceito de que a Igreja SUD é homofóbica, de que a crença SUD sobre homossexualidade é homofóbica, e de que a campanha SUD contra homossexuais é imoral não é formada “antecipadamente” pois é baseada em fatos passados e correntes, não é “sem fundamento” pois é formada em fatos reais e observáveis, não é “sem fundamento sério ou imparcial” pois é facilmente demonstrada e arguida até por quem nunca teve contato com a cultura SUD, e é completamente “baseada em dados objectivos”.

        Chegar à uma conclusão racional ou de julgamento moral após considerar os fatos relevantes e ponderar as variáveis em questão não constitui preconceito. Opor-se à prática anti-gay da Igreja SUD é um “pós-conceito”.

        Por outro lado, a postura SUD oficial sobre homossexuais é preconceituosa pois não é baseada em quaisquer “fundamento[s] sério[s] ou imparci[ais]”, sendo repetidamente rejeitada por estudos após estudos científicos, não depende de quaisquer “dados objectivos”, e é necessariamente “formado antecipadamente” pois não considera estudos ou argumentos racionais e lógicos. Sempre que se julga pessoas baseando-se em suas filiações tribais (e.g., gays, lésbicas, mulheres, Negros, Ameríndios, etc.), sucumbe-se a preconceitos.

        Certamente seria preconceituoso de minha parte de se dissesse que todo Mórmon é homofóbico, ou mesmo que toda Autoridade Geral Mórmon é homofóbica. Mas a homofobia institucional da Igreja SUD é inegável.

        E, finalmente, eu não considero que discordar de alguém ou de alguma instituição seja o mesmo que “perseguir” ninguém. Liberdade de crença e expressão é uma via de mão dupla. Além do que, no debate público sobre homossexualidade ninguém está tentando passar leis que obriguem a Igreja SUD a mudar de crenças, ao contrário da Igreja SUD que há décadas se esforça para passar leis que obriguem pessoas LGBT a seguirem as crenças normativas dela. Quem persegue quem?

    • Marcello,

      Obrigado por dedicar tempo à meu comentário. Queria argumentar em cima dos pontos que levantou:

      Ponto 1) Concordo com o que você citou sobre a representação de Deus pelo homem, mas não sei se notou tomei este cuidado, a destruição de Sodoma e Gomorra não poderia ter sido feita por homem com a tecnologia da época (e cenário descrito nas escrituras), foi obra de Deus. A destruição dos povos que habitavam a terra de Canaã foi ordenada por Deus (ou você acha que ele consentiria abrindo o Jordão ou derrubando as muralhas de Jericó para uma obra que ele não ordenou?) e Moisés foi reconhecido pelo Senhor no monte da transfiguração como profeta, o que não aconteceria se ele colocasse pensamentos dele nos mandamentos como se fossem do Senhor.
      Agora em comentários passados você citou a história de Jonatas e o filho de Salomão como justificativa de sua posição, mas essa história eu não vejo representatividade clara autorizada por Deus ao homem nas escrituras.
      Agora sim, cada um pode acreditar em Deus na forma como quer.

      Ponto 2) Você está certo com relação ao ignorar séculos de estudos bíblicos e dúzias de séculos de tradições teológicas que demonstram que não há nada de “claro” (ou coeso ou sistemático) na Bíblia (ou no conjunto de textos que nós denominamos de Bíblia). Ignoro até que me provem que esses estudos são aprovados por Deus. Algum desses estudos foi assinado por Deus ou um profeta Dele? Algum desses teólogos confirmaram ser líderes chamados por Deus para guiar a sua igreja como ele sempre faz? (Amos 3:7). Se não vou continuar ignorando. Aliás, você sabia que o homem tem direito de receber revelação individual? (Tiago 1:5) ou os teólogos ignoram esta escritura também? Você pode perguntar a Deus sobre o homossexualismo e se o fizer com fé desejoso de defender a sua revelação vai receber seu testemunho a respeito.
      As escrituras que me referi quando disse que a bíblia é clara são Lev. 18:22 (20:13), I Cor. 6:9-10, Gênesis 1:27-28 (Moises 2:27-28); Gênesis 2:18 (Mateus 19:5).

      Ponto 3) Quanto a este ponto, você mais uma vez está certo no que diz que ignoro vários estudos científicos — que sugerem que as interpretações da “vontade de Deus” estão sempre mais alinhadas com percepções sociais, culturais, intelectuais correntes do que o contrário. Quem publicou estes estudos científicos o fizeram por revelação? Ou são profetas chamados por Deus? Se não foram, continuarei ignorando, afinal Deus falou que não devemos confiar no braço da carne, logo devo agradecer-lhe por seu comentário, pois fortaleceu meu testemunho da necessidade de profetas modernos chamados por Deus para guiar Sua igreja e Seu povo aqui na terra.
      A respeito dos pontos 2 e principalmente 3 sugiro que leia Helamã 13:26-28 e a última linha do 29.

      Ponto 4) Eu sinceramente não entendi a sua posição, pois você diz que a igreja pode achar que é pecado o que quiser, mas diz que por achar que o homossexualismo é pecado essa crenças institucionais da Igreja afetam centenas e milhares de pessoas e famílias, causando dor e sofrimento completamente desnecessárias.
      Tenho amigos homossexuais que são membros, participam das atividades da igreja, assistem as reuniões, assistem a aula que lhe compete (pelo sexo que está em sua certidão de nascimento), recebem visitas de mestre familiar (e professora visitante se for o caso), tem amigos na igreja, fazem noite familiar, oram, jejuam, etc.. como qualquer outro membro. Passaram por processo disciplinar e, como patrte deste processo, eles não devem tomar o sacramento, ter chamado, prestar o testemunho, discursar ou fazer oração no púlpito e segundo sua vontade de arrependimento são excomungados ou desassociados como qualquer outro membro que comete algum pecado. Eles tem acompanhamento de um líder, apoio e amor da família e amigos, que tipo de dor e sofrimento você se refere? Se for a do processo disciplinar, ela se aplica a qualquer membro que cometa pecados e passe pelo processo.
      Alguns não se sentiram confortáveis com o fato da igreja considerar o homossexualismo pecado e deixaram de ir à igreja por não concordar, mas não acho isso sofrimento.
      Se algum membro ou líder fizer diferente do que é ensinado pela igreja com um homossexual, este membro precisa se arrepender pois não é o que a igreja ensina.
      Quando a mulher adultera que ia ser apedrejada foi defendida por Cristo, ele não falou a ela que o pecado tinha sido perdoado de imediato, mas falou que não a condena e a aconselhou a não pecar mais. Asim é a postura oficial da igreja, e isso é causar dor e sofrimento?
      Se você estudar os materiais oficiais a respeito do tema, verá que a igreja aconselha os membros e a família a tratar os homossexuais com amor e não discriminá-los.
      Eu acho que causar dor seria se a igreja fizesse guerra contra os homossexuais, perseguissem, espancasse, ou expulsá-los à foça das reuniões e atividades, o que não acontece, muito pelo contrário. Por exemplo, a pesar de ser incentivado a não tomar o sacramento ou prestar o testemunho, o sacramento lhe será servido (ficando a seu critério tomar ou não) e se ele subir para dar o testemunho não será barrado ou expulso. Se algum líder fizer diferente disso está erado e precisa se arrepender.
      Qualquer comportamento homofóbico na igreja provém das pessoas que deliberadamente descumprem o que aprenderam na igreja.
      Onde você vê homofobia nisto?
      A igreja não obriga os não membros a viver o que julga certo, se um não membro quiser entrar para a igreja deve aceitar e viver o que se pede, mas não é obrigado a aceitar nem a se batizar. Quanto às leis vou comentar mais abaixo.
      Sobre o ultimo parágrafo, discordo, minha opinião é que com o passar do tempo e o “avanço” do conhecimento humano, o homem começa a achar que sabe mais do que é bom que o próprio Deus (ainda que de forma inconsciente) perdendo a capacidade espiritual e a luz de Cristo que lhe foi dada para julgar o certo do errado. (2 Néfi 9:28-29). As coisas não estão ficando indefensáveis, apenas quem está contra está se tornando a maioria. (Alma 10:19).
      De qualquer forma, as escrituras dizem que no último dia viriam tempos trabalhosos, mas como disse Néfi, a igreja do Cordeiro apesar de ser minoria vai vencer no final.

      Ponto 5) Você apresentou o conceito de preconceito, mas esqueceu de uma coisa. Eu tenho dados objetivos e já os apresentei. Você que não os aceita, mas tem milhões de pessoas que os aceitam, isso não é um embasamento suficiente para esses dados?
      Você em um comentário anterior tentou justificar sua posição usando a natureza, isso pra mim não é lógico nem racional, senão vai ter mulher matando marido depois de acasalar como as abelhas ou gente cometendo incesto justificando nos cachorros, etc…
      Neste comentário você comentou que uma coisa é fazer sexo por prazer/amor e e outra para procriação, imaginei como seria isso na sociedade. Dois homens se casam e querem ter um filho, contratam uma mulher (deve ter um catálogo, dado que não existe amor no jogo) aí ele tem uma relação com ela cometendo um adultério, será que Deus aprova isso? Existe a opção de inseminação artificial, mas na natureza isso não existe, logo está fora de cogitação. A opção para não cometer adultério seria a poligamia, mas vi que você é contra. Talvez a única maneira de não cometer pecado seria abolir o casamento. Ainda assim, o filho que nascer não vai ser uma metade sua e uma de quem se ama.

      Sobre o último parágrafo, ninguém está obrigando a igreja ainda, mas das pequenas coisas provêm as grandes. Nós temos profetas que sabem como será o futuro, porque lhes é dado por Deus saber. Recomendo que você espere e veja o que vai acontecer no futuro, não temos fatos hoje, mas sei que a igreja está zelando para quando este futuro chegar ela ter feito sua parte e se isentado das consequências perante Deus, que cairão na cabeça dos devidos responsáveis. De qualquer forma, espero que você consiga discernir o que é processo aberto oficialmente pela igreja ou aberto por outra organização ou membro.

      Por último, queria comentar que não vi nenhuma referência às escrituras nos seus argumentos, além disso quando entrei neste site achei que seria um site imparcial, mas vi que tem um viés contra a igreja. Eu tenho um testemunho da igreja, mas isso não me dá o direito de fazer um site e ficar apontando o que acho errado nas outras religiões. A Igreja de Jesus Cristo acredita no propósito divino das demais religiões e por isso não buscamos destruir a fé de seus fiéis. O propósito da Igreja de Jesus Cristo é levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem, se entrar nos sites oficiais da igreja verá que todo ele leva seus visitantes a Cristo. (Fica uma sugestão para um novo fórum) Sempre fortalece meu testemunho da igreja entrar em sites contra a igreja e ver que todos no fundo tem o propósito de destruir a fé e estimular a dúvida. Quando Jesus Cristo expôs com clareza a doutrina todos recusaram-na e se retiraram, ficando seus discípulos, aos quais Ele perguntou: “Quereis vós também retirar-vos?” Ele não obrigou ninguém a voltar, não fez baners contra os Farizeus ou sites criticando o que estava errado na época, Ele simplesmente continuou pregando a doutrina e fazendo discípulos. Assim tem feito Sua igreja hoje, quem não concorda pode simplesmente não ir.

      Outras sugestões interessante de tópicos para fóruns:
      – O cuidado que a igreja tem com a união familiar e a genealogia
      – O programa da igreja de oferecer gratuitamente tratamento psicologico aos membros necessitados
      – O SRE e os recursos que a igreja tem usado para recolocar membros e não membros
      – Testemunhos de pessoas ajudadas pelo fundo perpétuo
      – A história da mulher SUD que adotou o assassino de seu marido como ato de amor e perdão
      – As várias histórias de pioneiros que deram sua vida para salvar sua família e liberdade religiosa das perseguições
      – Por que um profeta jovem se entregaria à prisão sabendo que ia ser assassinado?

      Abraço,

      José

      • ​José,

        No futuro seria interessante se você quebrasse seus comentários em múltiplas partes, caso decida comentar de vários argumentos díspares ao mesmo tempo, apenas para facilitar a compreensão do diálogo. Eu vou tentar responder aos seus argumentos na ordem em que as escreveu:

        1) Sim, eu percebi que você atribuiu corretamente a legendária destruição de S&G à falha de costumes. Por isso nem entrei no assunto, pois é irrelevante ao tema em questão aqui.

        2) Você ignora estudos acadêmicos em favor de pronunciamentos religiosos, mas são justamente estes estudos acadêmicos que provam que tais pronunciamentos religiosos mudam de acordo com os contextos sócio-culturais dos respectivos líderes religiosos. E isto, justamente, é o cerne da questão. Profetas do passado distante, profetas do século XIX, profetas do século XX todos expressaram ditâmes que viriam a ser contraditos por profetas posteriores. O que você crê, ou o que o Profeta crê, hoje poderá facilmente se tornar irrelevante amanhã, tendo em vista as centenas de exemplos fartamente documentados.

        3) “Perguntar a Deus” não é uma vantagem epistêmica exatamente pelo mesmo motivo. Não duvidando da sinceridade religiosa dos profetas do passado, eles certamente “perguntaram a Deus” e acreditaram ouvi-Lo antes de enunciaram o que viriam a ser considerado erros grosseiros e falhas morais por gerações posteriores — de profetas, inclusive.

        4) E, da mesma maneira, comparar estudos científicos contra pronunciamentos proféticos é o maior equivoco que qualquer religioso pode cometer no mundo moderno. Todo avanço significativo na história da humanidade veio através da Ciência e do iluminismo racional. Nenhum dos avanços veio de pronunciamentos proféticos.​​ Contrastar um com o outro faz religiosos parecerem estúpidos e ignorantes e é um dos principais motivos por trás do enorme crescimento demográfico nas gerações X, Y, e Milenares de Ateus e Agnósticos.​ Se Mórmons desejam manter-se relevantes no mundo moderno, precisam aprender a abraçar a Ciência e o iluminismo racional (e moral) e deixar o Medievalismo no passado.​

        (E, diga-se, não há nenhum quesito no qual a Humanidade não está melhor, mais avançada, e mais iluminada do que no passado. Nenhum. A Humanidade, como coletivo, é mais pacífica hoje, do que há 100 ou 200 ou 500 ou 1 000 ou 2 000 ou 3 000 anos atrás. Mais saudável. Mais sábia. Mais produtiva. Mais ética. Nenhum historiador contestaria isso. Logicamente isso não significa que não haja muito que se melhorar e que não temos muitos desafios adiante, mas o progresso é inegável para qualquer observador consciente.)​

        ​5) De qual tipo de dor e sofrimento me refiro sobre LGBT Mórmons? De serem segregados e discriminados por sua identidade sexual. De não poderem casar-se e constituir família como qualquer outro Mórmon — especialmente numa cultura que tanto valoriza e enfatiza famílias. De não poderem ter relacionamentos amorosos, como namorar ou andar abraçados ou de mãos dadas na Igreja, da mesma maneira que seus correligionistas não-LGBT. De sofrerem preconceito e estigmatização constante. De se sentirem cidadãos de segunda classe dentro da Igreja de Deus. Da constante sensação de culpa internalizada e inferiorização por causa de sua identidade congênita. Do desespero de precisar evitar o toque de outro ser humano para conformar-se às regras institucionais da Igreja. Acompanhe esses seus amigos. Veja quanto tempo eles aguentam nesta condição inferiorizada na Igreja Mórmon. Converse com eles e pergunte honestamente, e sem julga-los, o quanto sofrem por causa disso.

        ​6) Eu já estudei todos os materiais da Igreja sobre homossexualidade. Para começar, a Igreja ainda insiste no têrmo pejorativo e humilhante de “atração ao mesmo sexo”, que é uma expressão exclusiva da Igreja Mórmon e outras igrejas Cristãs que perseguem homossexuais, conhecido por retoricamente negar-lhes sua identidade pessoal e caracteriza-los como transicional ou situacional. Repare que a Igreja nunca usa o têrmo “homossexual”, e note que isto não é um acidente. Se você ler os artigos acima, verá que o tratamento da Igreja a homossexuais já foi muito mais bruto, mais violento, e mais agressivo do que é hoje — e embora tenha havido mudanças, elas são cosméticas. A Igreja ensina a “tratar com amor e não discriminar”, mas a Igreja não os trata com amor e os discrimina, e para quem não sofre disso (i.e., heterossexuais) esta duplicidade pode passar desapercebida. Mas não para eles.

        7) A Igreja SUD, oficialmente, adota posturas homofóbicas. Quando faz campanha política para passar leis homofóbicas. Quando discrimina contra homossexuais, insistindo que sejam celibatos. Quando permite que líderes disciplinem homossexuais por atos inocentes entre heterossexuais, como namorar, beijar, ou andar abraçados em público. A Igreja não pode ser homofóbica oficialmente e esperar que seus membros não o sejam.​

        ​8) Quais dados objetivos você apresentou que eu não aceitei? Dados? Objetivos? Onde?

        9) A questão da Natureza é apenas uma demonstração da estupidez do argumento que alguns religiosos (inclusive Boyd Packer) utilizam para classificar que a homossexualidade “não é natural” ou “não é a ordem natural das coisas”. Sim, homossexualidade é natural, e isso é um fato científico. Claro que a Natureza é repleta de violência (e violência sexual), e aí entra a questão da moral e ética para o qual seres humanos (e alguns primatas e ainda alguns mamíferos) estão evolutivamente melhor preparados neurofisiologicamente para lidar. Que se discuta a moral e a ética, mas que não se use o estúpido argumento “não é natural”.

        ​10) O que nos leva à questão da procriação. O argumento de que casamento é ligado à procriação é igualmente estúpido e não deveria nem estar sendo discutido. O Estado não deve regulamentar procriação humana pelo simples fato de violar preceitos de liberdade invidividual que tanto prezamos (desde o Iluminismo). Se Deus aprova ou não de inseminação artificial (a Igreja SUD, diga-se, aprova) é irrelevante. Se você acha que Deus desaprova, então você não faça. Mas num Estado democrático, a opinião de Deus é irrelevante face às considerações éticas e morais e de liberdade individual para os cidadãos deste Estado.

        Eu sempre achei irônico que Mórmons acreditam, fundalmentalmente, que Deus expulsou Lucifer e elevou Jesus porque este queria dar liberdade às pessoas para escolher o bem e o mal, enquanto aquele lhes queria forçar a escolher o bem, e aí vem a Igreja Mórmon e tenta forçar os cidadãos (não-Mórmons) a escolher o “bem”.​

        ​11) ​​Nenhum profeta jamais soube predizer o futuro. Nenhuma profecia sobre o futuro jamais se cumpriu. Eu acho curioso que ainda haja pessoas que, com um histórico de predições tão pífio no passado, ainda apoiem seus futuros neste tipo de superstição epistêmica.

        Como você mesmo admitiu: “não temos fatos hoje”. Não temos fatos, não há fatos, portanto não ocorre, assim segue o raciocínio lógico e racional. Qualquer coisa além disso é pura irracionalidade e superstição.​

        ​12) Obrigado pelas sugestões para temas futuros. Pessoalmente, eu me interessei no tema de “liberdade religiosa e perseguições” e “por que um profeta jovem se entregaria à prisão sabendo que ia ser assassinado”. Eu já estou escrevendo ambos, mas o meu problema é que eu sempre estou com mais de uma dúzia de artigos em produção, sempre preciso parar para responder comentários, e ainda a não-pequena tarefa de profissão e família. Mas creio que ambos estarão prontos até o final do mês.

        Eu deixei passar vários pontos mencionados por você não por querer ignora-los, mas simplesmente por não acha-los relevantes à questão presente e não querer me extender demais e fugir do assunto. Fique a vontade, contudo, de me cobrar algum deles caso sinta a necessidade ou curiosidade.

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