Dízimo e Transparência

Membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são ordenados a pagar 10% de seus salários como dízimo, além de serem encorajados a pagarem contribuições adicionais.

Tithing Slip 1

Formulário de Doação de Dízimo para a Igreja SUD (após 2012)

A Igreja mantém algum mecanismo de transparência para os membros dizimistas onde mostre como esses fundos são gastos ou investidos? Ela tem algum dever legal a fazê-lo?Não.

Em 2012, a Igreja SUD alterou o formulário de contribuições para incluir a seguinte isenção de responsabildade jurídica:

“Embora esforços razoáveis serão feitos globalmente para usar as doações como designadas, todas as doações tornam-se propriedade da Igreja e serão usadas à livre escolha da Igreja para impulsionar a missão final da Igreja.”

Veja uma comparação lado a lado dos formulários antes e depois da mudança:

Tithing Slip 2

Formulário de Doação de Dízimo para a Igreja SUD (antes de 2012 à esquerda e após 2012 à direita)

Antes da mudança, o formulário dizia:

“Todas as doações para o fundo missionário da Igreja tornam-se propriedade da Igreja e serão usadas à livre escolha da Igreja em seu programa missionário.”

Obviamente ocorreu algo antes de 2012 que fez com que a liderança decidisse que não apenas teria liberdade jurídica para gastar ou investir os dinheiros dos fundos missionários como e onde achasse apropriado, mas também todas e quaisquer doações, inclusive do dízimo.

Mas o que seria?

Nós sabemos que a Igreja inaugurou seu bilionário shopping em 2012 (ver aqui e aqui). Também sabemos que a Igreja vem aumentando seu portfólio imobiliário e em investimentos com fins lucrativos (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui). Recentemente descobrimos que a Igreja decidiu investir milhões em um estádio para rodeios e shows (ver aqui). E ainda sabemos que há membros da Igreja pedindo (sem sucesso) maior transparência nas finanças (secretas sagradas) da Igreja (ver aqui e aqui). Há, ainda, dados estatísticos que sugerem que a Igreja vem sofrendo com queda em crescimento populacional e até com pesadas perdas de membros (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui).

Jesus limpa o templo, por Carl Heinrich Bloch. Jesus explicitamente proibiu Seus discípulos de acumular bens materiais e dinheiro

Jesus limpa o templo, por Carl Heinrich Bloch. Jesus explicitamente proibiu Seus discípulos de acumular bens materiais e dinheiro.

Esses são os fatos. Quais as conclusões ou hipóteses que podemos articular baseando-nos nos fatos? Por que a Igreja explicitamente alterou sua responsabilidade jurídica com relação à transperência de suas finanças e com as doações de seus membros?

16 comentários sobre “Dízimo e Transparência

  1. A Igreja SUD é uma empresa multi-bilionária com altíssimos lucros: não precisam pagar impostos, não precisam produzir nada, vendem ilusões e faturam altíssimo ganhando 10% da renda de cada um dos seus membros. O retorno para a sociedade e para a membresia é completamente nulo: nada de concreto é oferecido. O fiel gasta e não recebe nada em troca além de supostas bençãos do Templo que para ser frequentado tem como requisito principal estar com os dízimos rigorosamente em dia: o ingresso custa caro. Se a Igreja abrisse suas contas ela correria o risco dos fiéis acordarem e pararem de financiar e trabalhar de graça. Igrejas são empreendimentos extremamente lucrativos completamente isentos de impostos que nada produzem e vivem de vender ilusões.

  2. “Desde 2007, seus fins lucrativos e entidades de ensino filial são auditadas por uma firma de contabilidade independente, a Deloitte & Touche. Além disso, a Igreja emprega um serviço de auditoria independente que fornece a sua certificação em cada conferência geral anual de que as contribuições da igreja são recolhidas e gastas de acordo com a política da Igreja”
    (trecho retirado do site).

    Sei que isto não bastará para aqueles que anseiam acessar os “livros contábeis da igreja”, e terem a certeza para qual fim suas doações e dizimos estão sendo empregados. De qualquer forma, não deixa de ser um daqueles mecanismos pretendidos acima.

    Outra coisa, se existe uma manobra contábel, feita pela a igreja, para os dizimos e as doações seguirem um caminho não pretendido para o seu fim, certamente não estará registrado nestes documentos fiscais. Estas fraudes normalmente são bem escondidas e descobertas por especialistas após longas ações de auditorias, realizadas por órgãos privados e públicos.

    Devido a isto, mostrar onde os fundos são utilizados não será suficiente para comprovar que não haja fraude.

  3. No meu ponto de vista a igreja não precisa dar satisfação de seus gastos. Os membros conseguem ver como são aplicados! O Bilionário shopping, e outros investimentos só faz com que o dinheiro multiplique! Não existe nesse mundo um lugar onde o dinheiro do dizimo é cuidado de forma tão séria respeitosa e sagrada! O conforto das capelas, do templo, os materiais de estudo do evangelho, as inúmeras ajudas humanitárias, o serviço missionário que é uma faculdade para os jovens, mostram como esse dinheiro é bem aplicado. É uma empresa multi-bilionária que esta preocupada com sua autossuficiência e caridade com os filhos de Deus.

    • Renato, vc precisa pesquisar melhor. Em plena era digital sua ignorancia aos fatos é algo irritante. Mesmo vc afirmando que é uma empresa multi-bilionaria, ja deveria te alertar que quando JS restaurou a igreja, tal instituicao era para ser a igreja de Cristo e nao um empresa.

  4. A igreja SUD, como empresa multi-bilionária, com altíssimo lucro e que não paga impostos, precisa sim, e tem o dever e obrigação de prestar contas a seus membros, pois afinal de contas, são os membros que sustentam as despesas da entidade. Caso contrário, deixa dúvidas sim, de como e de que jeito o dinheiro é empregado. Deveria sim, utilizar o dinheiro em benefício da comunidade, na construção de mais escolas, universidades, clínicas hospitalares, creches, assim como outras igrejas fazem por aí afora.

  5. incrível como uma igreja multi-bilionária possui inúmeros imóveis, casas, fazendas, investimentos em bolsas de valores, mas não tem universidades em outros países além dos EUA. Somente investe em sua terra natal e quando faz ajudas humanitárias, faz uma divulgação enorme para mostrar aos membros e a sociedade. Os projetos mãos que ajudam é um exemplo.
    A liderança jamais vai permitir acesso aos seus cofres.

  6. Ao passarem por grande dificuldade financeira, alguns membros da minha ala tiveram a ajuda do bispo. Comentavam que ele, gentilmente, proveu a quantia necessária para quitação das dívidas desses membros. O bispo teria justificado que sendo um dizimista fiel não haveria problema algum e que funcionaria como o retorno pelas ofertas de sempre.
    Pareceram relatos sinceros em diferentes situações, não somente uma espécie de incentivo, motivação aos não dizimistas. Quanto a minha ala, acredito que o numerário do dízimo seja empregado da forma necessária.

  7. Kkkkkkkkkk não recebem nada? Realmente vcs não sabem nada, típico de Brasileiro que se acha o “inteligentão” mas sabe nem quantos é 7×8.
    Pra começa nunca paguei dízimo e já recebi muito da igreja, desde de matérias para estudos, viagens para o templo, acampamentos bancados pela igreja, sem eu ter que investir 1 Real do bolso, além te eu aprender a tocar piano na igreja naquele ar-condicionado gostoso da sacramental, além dos benefícios que tenho como jogar bola, assistir filmes, tocar, dança festa junina, jogar games, tudo isso na igreja. Chorem mais. Kkkkkkkk

  8. No Brasil os líderes lá de cima vivem chorando miséria, de que nosso povo não paga dízimo suficiente, que não somos auto-suficiente em nossas contas, e precisamos de verba externa.

    O problema é que sem transparência é muito difícil aceitar isso cegamente.

    Minha ala tem frequência baixa, em média 60 por domingo, às vezes mais, e contribuiu com algo em torno de R$ 15000,00 este ano, mas os fundos de jejum não passaram de R$ 800,00. Em compensação, até onde eu sei, é uma das unidades da estaca onde mais saem recursos para ajudar membros (dizimistas ou não), algo em torno de R$ 7000,00 até agora. E conto por cima que devemos ter no máximo 15 ou 20 dizimistas regulares.

    Com certeza, sem essa transparência é impossível diagnosticar se isso corresponde à normalidade ou somos um caso particular. Seria bom se tivéssemos acesso a dados brutos da maioria das unidades no Brasil. Qualquer membro do bispado ou da estaca agora consegue ver esses dados online, com os novos recursos do site, para líderes.

    • Sei que é uma informação fraca, sem credibilidade, pois não poderei citar as fontes, mas conversando com pessoas que trabalham na igreja e tem acesso a tais informações, relataram que necessitamos de uma ajuda externa, para que a igreja se mantenha no Brasil da forma como esta, por volta de 70 por cento de tudo que se gasta.

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