Crescimento da Igreja Mórmon (2014)

“Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…”, disse Thomas Monson durante a abertura da última Conferência Geral neste fim de semana que passou. Com esta frase, o Presidente da Igreja SUD nos convida a revisitar uma análise estatística de como anda o crescimento da Igreja e ponderar justamente como enxergamos, compreendemos e utilizamos este conhecimento matemático.

Thomas Monson estabelece um número

Thomas Monson estabelece uma afirmação estatística (checável) em plena Conferência Geral

Tal entusiasmo estatístico não é incomum entre a liderança da Igreja. Na Conferência Geral de 2007 (Outubro), o Apóstolo Russell Ballard alardeou: “Como uma das fés Cristãs que cresce mais rápido no mundo, construímos uma capela nova todo dia de trabalho.”

E entre publicações recentes nos jornais oficiais da Igreja há muitos artigos que reforçam essa percepção, além do próprio escritório de relações públicas da Igreja. Lendo as publicações da Igreja e os discursos em Conferência Geral, tem-se a impressão de que a liderança está bastante otimista com o rápido crescimento da Igreja pelo mundo.

Não obstante tal otimismo, em Outubro de 2012 o mesmo Presidente Monson anunciou o rebaixamento da idade mínima para serviço missionário (de 19 para 18 anos para meninos, e de 21 para 19 anos para as meninas) em parte, de acordo com o Apóstolo Jeffrey Holland, para que “Deus … apress[e] Sua obra…”.

Em plena Conferência Geral, o atual Presidente da Igreja estabeleceu uma afirmação clara e inequívoca que pode ser testada, analisada e checada. No mesmo dia, a Igreja apresentou seus novos dados estatísticos para o ano de 2013. Com estes dados novos, além dos dados já oficialmente publicados pela Igreja nos anos anteriores, e comparados com dados populacionais de vários censos, pode-se checar e confirmar a afirmação do Profeta Mórmon e responder — e levantar — algumas perguntas.

A primeira, e mais importante, questão é: Como realmente anda o crescimento da Igreja?

Em Abril de 2012, eu tracei uma retrospectiva do crescimento da Igreja SUD entre 1981 e 2011, com base nos dados estatísticos publicados pela própria Igreja, e comparando-os com estatísticas populacionais mundiais. Os dados oficiais da Igreja para 2012 e 2013 apresentando-se dentro das mesmas tendências gerais, sem grandes mudanças.

Tabela de Estatísticas da Igreja SUD entre 1981 e 2013 (Clique na imagem para amplia-la).

Tabela de Estatísticas da Igreja SUD entre 1981 e 2013 (Clique na imagem para amplia-la).

Computados os dados oficiais da Igreja de total de membros por ano, podemos rastrear as taxas de crescimento anual da Igreja. Vemos então que, nos últimos 30 anos a taxa média de crescimento caiu de 5-6% ao ano nos anos 80, para 3-4% nos anos 90, 2-3% 14 anos, e entre 2-2,5% na última década.

Além de ser notável a redução progressiva na taxa de crescimento total, nós sabemos por estudos populacionais independentes que a taxa real de membros (em atividade ou por auto-identificação) é bem, bem menor que as taxas oficiais computadas pela Igreja — que costuma contar como membros todas pessoas batizadas ou abençoadas quando crianças, até 120 anos de idade ou falecimento confirmado. O que torna o número total de membros uma ferramenta para rastreamento de crescimento menos confiável.

Como anda o crescimento das unidades da Igreja?

Não obstante, podemos rastrear a taxa de crescimento de novas unidades (alas e ramos), pois em média estas necessitam de números de participantes ativos médios razoávelmente estáveis e comparáveis. Quanto usamos os dados oficiais para rastrear o crescimento da Igreja pela taxa de crescimento anual de unidades, vemos que a Igreja crescia entre 2,5% e 5% ao ano nos anos 80, entre 2,5% e 6% ao ano nos anos 90, e entre 0,5% e 1,6% ao ano nos últimos 15 anos.

Quando ploteamos esses dados num gráfico, uma tendência para redução de crescimento torna-se bastante aparente!

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.

Se olharmos com um pouco mais de atenção para os últimos 15 anos, esta tendência torna-se ainda mais óbvia.

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.

Crescimento da Igreja SUD, baseado em estatísticas oficiais de membros (taxa calculada anual de crescimento de número total de membros) AZUL, e de unidades (taxa calculada anual de crescimento de número total de alas e ramos) VERMELHO; comparação com taxa de crescimento populacional do mundo (Banco Mundial) VERDE.

Vê-se, portanto, que a Igreja crescia bastante até 1998, com crescimento de membros bem acima do crescimento populacional global, mas que esse ritmo caiu bastante e progressivamente de 1999 para cá. Além disso, nota-se que o crescimento, como medido em unidades ou congregações, está abaixo do crescimento populacional de 1999 para cá, dando a entender que a Igreja cresce apenas em têrmos de taxas de reposição, ou até negativamente.

Que fique claro que os dados não dizem que a Igreja esta reduzindo de tamanho total! Há sem dúvidas mais Mórmons hoje que há 2 anos atrás, ou 5 anos ou 10, ou 20. Mas, os dados sugerem que a Igreja esta reduzindo de tamanho em proporção ao mundo ao seu redor.

Como cresce a Igreja em seu país natal dos Estados Unidos?

Os Estados Unidos vem mantendo uma taxa de crescimento populacional razoavelmente estável entre 0,85 e 0,95% ao ano.

A Igreja nos Estados Unidos crescia, em média, entre 1 e 4% ao ano nos anos 70, 1 e 4% ao ano nos anos 80 (com dois picos anômalos), 2 e 3% nos anos 90, e 2% na última década.

Então a Igreja cresce acima do crescimento populacional nos EUA?

Não exatamente. Estas taxas acima são dos números oficias de membros, que estudos independentes colocam entre 40 e 70% da real taxa demográfica de Mórmons. Por exemplo, o estudo independente ARIS demonstra que a população SUD nos Estados Unidos mantém-se estável (crescimento zero) em proporção à população Americana desde 1990 (1,4%).

Sendo assim, há dados que sugerem um crescimento pequeno, e há dados que sugerem um crescimento nulo nos últimos 20 anos nos EUA.

Como anda a obra missionária? Qual o impacto dela nisso tudo?

O gráfico é um pouco difícil de visualizar, mas mostra claramente que a taxa de conversos por missionários esta razoavelmente estável nos últimos 30 anos, entre 4 e 6 por ano por missionário. Quando se aumenta o número de missionários, aumenta-se o número de batismos proporcionalmente, e ambas taxas vem se mantido moderadamente estáveis, com a média anual de missionários na casa dos 50 000 e conversos na casa dos 280 000. Contudo, como discutido acima, há 18 meses a Igreja reduziu a idade mínima para serviço missionário, o que resultou num aumento súbito de missionários no camp0 de 58 990 no final de 2012 para 83 035 no final de 2013. Não obstante, a taxa de batismos de conversos manteve-se no mesmo nível que nos últimos 25 anos (sendo que a taxa de batismo por missionário caiu para um recorde histórico negativo).

Dez anos antes desta mudança, a Igreja havia anunciado uma política que reduziria o número de missionários no campo, por aumentar o grau de exigência para o serviço. Os resultados, como se pode ver, foram desastrosos e a Igreja vem lutando desde então para reverte-lo, culminando com esta mudança mais recente (10 anos após a outra). Entretanto, apesar do súbito crescimento de missionários totais no campo, ainda não houve comparável crescimento na taxa de conversos e batismos.

Considerando todos os dados estatísticos disponíveis, nota-se que a Igreja vem, há décadas, sofrendo de redução progressiva na taxa de crescimento. Sob alguns prismas, a Igreja tem crescimento nulo, apenas repondo suas perdas naturais (deserções e óbitos). Sob outros prismas, a Igreja cresce muito pouco acima do crescimento populacional natural, e sob outro (análise de crescimento de unidades) ela cresce abaixo do crescimento populacional (crescimento negativo). Sob nenhuma consideração pode-se dizer, baseando-se nos dados concretos, que a Igreja esteja crescendo bem.

E a questão dos “15 milhões [de membros] fortes…” de Thomas Monson?

Se considerarmos as estimativas conservadoras e otimistas de 1,4% da população americana (4 400 000), de 50% da população SUD fora dos EUA e de 25% de auto-identificação lá (2 000 000 — baseado em estudos brasileiros, chilenos, mexicanos, e filipenhos), deve haver uns 6,5 milhões de SUD nominais pelo mundo afora, ou pouco mais que 40% do que Monson alardeou neste fim de semana. Isto, considerando que estas estimativas são conservadoras e generosas, pois os números reais podem bem ser até menores — especialmente levando em consideração que destes ainda há muitos SUD que são inativos mais ainda se consideram Mórmons, e o fato de que em qualquer congregação SUD a porcentagem de membros dizimistas integrais e templários é usualmente pequeno comparado ao número de membros moderada ou intermitentemente ativos.

Conclusão

Tudo analisado, calculado e estimado, pode-se dizer que a declaração de Monson seja uma grosseira exageração, possivelmente para fins propagandistas ou de ânimos coletivos. Pode-se também dizer que o crescimento da Igreja é, de fato, um problema considerável, especialmente para um igreja que investe tanto em proselitismo. Tamanha preocupação explicaria as recentes mudanças experimentais com a força missionária e campanhas publicitárias multimilionárias.

Certamente a liderança máxima da Igreja têm acesso a dados estatísticos muito mais acurados e relevantes do que os que publicam e conseguem enxergar o problema com mais clareza. Entre os dados que seriam relevantes, eles sabem quantas pessoas frequentam as reuniões dominicais, quantas pessoas pagam seus dízimos mensalmente, quantas pessoas possuem uma recomendação ao templo, e quantos pedidos de resignações a Igreja recebe por ano. Independente da falta de transparência com o público, é certo que tenham tais dados e que não ignorem o tamanho ou a profundidade do problema. Resta, portanto, a dúvida de como aborda-lo da maneira mais eficaz e mais produtiva possível. Talvez investir em missionários de campo (i.e., vendedores de porta a porta) ou campanhas publicitárias não seja a melhor estratégia — ao menos não parece estar oferecendo bons retornos ao investimentos. Talvez investir em campanhas políticas preconceituosas e shoppings de luxo tampouco ajuda a projetar uma imagem pública com apelo religioso e espiritual.

Se você fosse o Presidente da Igreja, o que você faria para tentar reverter este quadro negativo e fomentar um crescimento mais robusto e duradouro? E, aproveitando, seria aberto e transparente com o problema de crescimento pífio ou tentaria esconde-lo ou mascara-lo com declarações bombásticas de números irreais?

 

 

 

50 comentários sobre “Crescimento da Igreja Mórmon (2014)

  1. Situação bem difícil. A mentiras está espalhada e aceita por muitos, porém sem convencer a todos. Afasta cada vez mais os que percebem a manobra. Se resolve enfrentar os números e expô-los, frustra e afasta os crédulos . Problema muito grande pois a mentira é intrínseca a história da Igreja mórmon. Se expõe uma mentira, logo as outras apontam.

    • Me surpreende tamanho interesse de vocês opositores em perseguir a igreja e seu líderes. O Tonho deve ter tido um trabalho de horas para levantar essas informações. Pra quê? que bem isso trás? Eu digo, para massagear o ego daqueles que se afastaram e querem consolo e desculpas para encobrir seu orgulho e deleite nos pecados da vida e tentar calar o a voz interna do remorso pessoal. Para isso que serve esse site… Ainda mais… acho que vocês prestam um ótimo serviço, identificando claramente o joio da igreja (vocês e seus simpatizantes) e se preparando para a própria ceifa. Claro que isso não será postado… Mas para você que leu, está dado o recado!

      • Obrigado, Jones por seu comentário, irmão. A propósito, prazer, meu nome deve ser ‘joio’, então, pelo que você escreveu. A falta de reflexão e paixão cegas criam pessoas controversas, meu irmão, cuidado.

        Não sei da índole dos demais, e isso pouco me importa enquanto aprendo, pesquiso e pondero. Mas uma coisa eu sei, teu preconceito e julgamento pouco ajudam.

    • Concordo! mesmo eles não querendo que o povo estude,eles logo cedem e só resta sair,pois o passado da igreja é PODRE….

  2. A pergunta que não quer calar: “Qual é o número real de membros ativos da Igreja?”

    Eu suponho que a realidade é outra, muito diferente da alegada, talvez não existam mais do que um terço do número apresentado.

    Em verdade, em diversos chamados que tive, seja como bispo; conselheiro no bispado; membro do sumo-conselho na estaca, dentre outros em que pude ter acesso ao relatório de membros da ala/estaca, o que se verifica é que a frequência real das unidades é pífia se considerarmos o número de membros inativos… numa das alas que frequentei semanalmente durante anos, o número total de membros no relatório chegava a quase seiscentas pessoas, no entanto, a frequência na reunião sacramental dificilmente ultrapassava 100… sendo que, em muitos domingos, não passava de 70 pessoas….

    Em outras palavras o número apresentado pelo Presidente Monson parece ter conotação meramente propagandista, a fim de iludir os membros, para que imaginem que o “Evangelho Restaurado” está em franco crescimento…

  3. Onde estiver um ou dois ,Ali Eu estarei…pouco me interessa saber se há 85000 ou apenas 6 membros,(como na primeira reunião Sud, há pouco mais de 100 anos atrás),isso ñ muda uma grande verdade… ” A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias” é o Reino de Deus restaurado e Thomas S. Monson é o Profeta de Deus na terra, nesses ultimos dias …e por cada palavra dita ,escrita ou digitada , um dia teremos q prestar contas…melhor q ela edifiquem do q confundam os mais FRAQUINHOS…

    • Roseli, eu acho ótimo que você não esteja interessada na quantidade estatística de membros que a Igreja têm, e concordo com você nesse ponto. Eu suspeito, contudo, que o Thomas Monson discorde de você ou ele não estaria sendo propositadamente desonesto sobre o assunto.

      Algumas considerações adicionais sobre o seu comentário:

      1) De acordo com Joseph Smith e Brigham Young, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não é a mesma coisa que o Reino de Deus na Terra.

      2) A “primeira reunião Sud” não ocorreu “há pouco mais de 100 anos”, mas quase 200 anos atrás.

      3) A “primeira reunião Sud” não tinha “apenas 6 membros” mas entre 50 e 60 pessoas, a maioria delas já batizadas enquanto o restante se batizou logo após a reunião.

      4) A “primeira reunião Sud” não foi uma “reunião Sud” já que a igreja organizada naquela data se chamava “Igreja de Cristo” e a expressão “Santos dos Últimos Dias” só apareceria anos mais tarde.

      • Obrigado irmão Marcello pelos esclarecimentos, realmente ñ sou muito boa com números,mas tenho um forte Testemunho Pessoal qto a veracidade do Evangelho de Jesus Cristo, sei por sentimentos confirmados q Joseph foi e que Thomas é um Profeta de Deus, ñ faço questão de provas tangíveis,meu testemunho me basta, ñ pense com isso q eu seja alguma alienada fanática ou religiosa beata,mas ñ questiono as coisas q vem de Deus e de Sua igreja Restaurada, por um único motivo, se Joseph e Thomas forem charlatões em nada me acrescenta e nem me diminuem , eles responderão por seus atos e eu pelos meus,a salvação, a exaltação são conquistas pessoais adquiridas do bom ou mau uso do arbítrio q cada pessoa possue…porém dirijo minhas escolhas diárias baseada sim, nos conselhos desses líderes,pq creio q são homens de Deus…
        obrigado, amigo…

      • Sei que a verdade foi restaurada é meu testemunho , você quer que nós , debatemos isso para quê ?
        Que benção receberemos com isso ? Cristo ensinava a doutrina , e muitos se levantaram contra ele , tentando mostrar que seus ensinamentos eram falsos ,
        assim como você e muitos fazem e farão sempre, Cristo ensinou bendizei aos que vos maldizem , orai por vossos inimigos, oro por você e outros que se declararam nossos inimigos que só falam mal do próximo descumprindo assim os dois Grandes mandamentos e lembrando que desses dois mandamentos dependem tudo . espero que não sejam sempre assim , acredito que assim como foi com muitos Lamanitas que eram contra os ensinamentos de Cristo os que se declaram nossos inimigos mudaram seus corações para Deus possa ser assim também com nossos inimigos .

    • Toda vez que um mórmon encontra-se numa situação de confusão mental num debate ele recita a seguinte FÓRMULA: “Sei que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias é a única igreja verdadeira, sei que o Livro de Mórmon é verdadeiro, etc”. Com isso ele encerra o debate e passa ao largo das questões levantadas, colocando-se numa zona de conforto mental. Como se chama isso? Síndrome de avestruz?

      • Sei que a verdade foi restaurada é meu testemunho , você quer que nós , debatemos isso para quê ?
        Que benção receberemos com isso ? Cristo ensinava a doutrina , e muitos se levantaram contra ele , tentando mostrar que seus ensinamentos eram falsos ,
        assim como você e muitos fazem e farão sempre, Cristo ensinou bendizei aos que vos maldizem , orai por vossos inimigos, oro por você e outros que se declararam nossos inimigos que só falam mal do próximo descumprindo assim os dois Grandes mandamentos e lembrando que desses dois mandamentos dependem tudo . espero que não sejam sempre assim , acredito que assim como foi com muitos Lamanitas que eram contra os ensinamentos de Cristo os que se declaram nossos inimigos mudaram seus corações para Deus possa ser assim também com nossos inimigos .

      • parabéns irmão. Muito boa sua colocação. Pena que nem todos percebem isso. se o Presidente Monson é um profeta de DEUS, como ele pode está pregando inverdades? Não entendo isso. Contra fatos não há argumentos. E nesse assunto, nada que se diga, vai contradizer o que está claro. A igreja esconde sim assuntos que deveriam interessar a todos os membros, já que a igreja é de Jesus Cristo e somos seus filhos, com certeza ele não gostaria que assuntos relacionados com a causa dele ficasse desconhecida de todos. Essa ocultação e simulação de números é simplesmente para não perder membros que são iludidos por um testemunho que eles mesmo, no fundo, acabam tendo dúvida.

    • verdade o importante é sabemos que a igreja é verdadeira, isso nos basta,essa igreja esta na mao do Senhor Jesus Cristo.

      • Juliano, o seu testemunho é seu, ou seja, é pessoal. Você “sabe” que a Igreja SUD é “verdadeira” (seja lá o que isso significar – estou brincando, eu sei que o você quer dizer com isso), e é legítimo – para você. Dar um testemunho num site de estudos ou de debates, entretanto, não contribui em nada para uma discussão séria.
        Pense nisso: um muçulmano também “sabe” que Maomé foi o último profeta e que o Alcorão é a palavra de Deus. Um católico romano fiel “sabe” que o papa é o sucessor de Jesus de Nazaré e que a Igreja Católica é “verdadeira” (mas eles também estão se afastando desse pensamento exclusivista, resquício, em minha opinião, do tribalismo que caracteriza a religião judaica). Um cristão ortodoxo também “sabe” que as Igrejas ortodoxas são as “verdadeiras”. Um pobre coitado explorado pelo “Bispo” Macedo da IURD ou por algum outro pilantra também “sabe” que a obra desses crápulas é “abençoada”. E um judeu religioso “sabe” que pertence ao único grupo de seres humanos que realmente importa para Deus.
        Agora, imagine se uma discussão, ou um estudo, sobre diferentes fés religiosas, ou sobre fatos da história antiga ou contemporânea de uma fé – qualquer fé – resumir-se à prestação de testemunho de seus membros. Que estudo, que discussão é possível?

  4. Adilson aqui em Fortaleza acontece o mesmo, alas com 600 ou mais de membros com frequência abaixo de 100 membros isso porque na sacramental é computado os visitantes.

    Certa vez por curiosidade peguei o relatório da minha estaca e verifiquei que a média de frequência das alas da estaca beirava um pouco mais de 10% do total de membros da estaca.

  5. Esta virou a grande questão da Presidência de Área: “Contagem de pessoas na sacramental”. Podem acreditar! Os bispos estão recebendo uma pesquisa para preencher e, em vários treinamentos de liderança estão ensinando a fazer a contagem. Chegaram a conclusão que o número de batismos e de visitantes são suficientes para aumentar, e muito os números domingueiros, com isso estão sem saber dar explicações para Salt Lake.
    Foi-nos pedido que contássemos desde o primeiro até o último banco, que era para andar mesmo pela sacramental, depois sair pelos corredores, salas e banheiro. Não podemos perder nenhum na contagem! São preciosos ao Senhor! Sei!
    Querem cobrir uma fria realidade: as pessoas não querem saber da Igreja. A retenção é medíocre diante da mediocridade de batismos.
    Fui abordado recentemente por uma pessoa que queria fazer uma entrega na capela e ele me disse: Uma igreja tão bonita e abandonada! Por que vocês fecharam?
    Nossa fé se concentra no domingo pela manhã! São poucas as exceções de algo realmente edificante em outro dia da semana. (futebol, reuniões de integração idiotas e algumas entrevistas e mutuais) Prédios lindos, porém frios na fé, no calor humano, na devoção e adoração viva. Mecânicos! Nos tornamos mecânicos e capitalistas na nossa fé americana. Não podemos nem ser descontraídos e espontâneos como bons brasileiros que somos. Temos que nos conduzir por números, relatórios, material de treinamento engessado e a repetição da mesma coisa dia após dia. Resultado: Naufrágio, barco à deriva ou indo a pique…

      • incrível como isso é comum em praticamente todas as alas. Como militar, já conheci bastante do Brasil de Manaus até Rio Grande do Sul. Onde chego é a mesma coisa. Não sei como é nos outros países, pois ainda não tive essa oportunidade, mas aqui a realidade é simplesmente relatórios, material de treinamento engessado e repetições da mesma coisa dia após dia. Fico muito triste, pois durante a semana não há nada nos prédios da igreja que incentive os membros a sair da segurança de seus lares a noite, se arriscar, para ir a igreja e encontrar cinco pessoas na capela, uma esperando pela outra, olhando para cada do outro, a não ser uma entrevista marcada com o bispo, ou um futebol na quadra. Não vemos uma atividade realmente espiritual. Interessante que, em outras denominações, a qualquer hora que as portas se abrem, vc vê os membros orando, louvando, chorando, sorrindo e falando de Cristo, pensando em Cristo. Nas alas vemos os irmão conversando, as irmão limpando os armários e as crianças sem opção. Amo Jesus Cristo, sei que ele está vendo tudo e lamentando a perda de tempo.

      • Aqui na ala também Suzana. Frequência no domingo de 25 a 30 . Em conferência de estaca a capela fica cheia , mas segundo a liderança , em torno de cento e poucos.

  6. A declaração feita pelo Pres. Monson não é uma “grosseira exageração”, é claro que essa informação refere-se ao número absoluto de pessoas cadastradas como membros da Igreja.
    Essa informação é extraída diretamente do sistema da Igreja (MLS) , então totalmente verificável.
    Nessa afirmação, ele não fez distinção entre fortes e fracos, que se declaram SUDs ou não, dizimistas ou não, portadores de recomendação ou não.
    Seria interessante se ele informasse também quantas pessoas foram batizadas post mortem

    • Rafael, talvez você não tenha lido a primeira sentença do texto acima, onde cito Thomas Monson: “Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…” (ênfase minha). Caso prefira ler no original: “We are gathered together as a great family, more than 15 million strong…” (ênfase minha).

      Ninguém aqui acredita que Monson tenha se referido a qualquer outra base de dados que a MLS. Mas a inferência da frase de Monson, cuidadosamente escolhida e preparada bem antes da Conferência, é obviamente dar a impressão de que a Igreja têm “mais de 15 milhões” de membros “fortes”.

      Como você deve ter lido no texto acima, os dados estatísticos, aos quais Monson também tem acesso, mais da metade destes 15 milhões sequer se consideram Mórmons mais. Como você deve ter lido nos comentários acima, dos que sobram muitos (maioria?) não são ativos. Como, então, não ler desonestidade publicitária na declaração de Monson?

      • É importante registrar que no discurso de abertura, proferido por Monson, não houve a tradução da palavra forte, nem pelo intérprete, nem no artigo traduzido que está disponível no site da Igreja.

        O discurso original, como foi dito por Monson: “We are gathered together as a great family, more than 15 million strong […]” foi traduzido por: “Estamos reunidos como uma grande família de mais de 15 milhões de pessoas […].

        Uma vez que o intérprete não mencionou a palavra “forte” no momento em que discursava Monson, podemos questionar se no texto referente ao discurso anteriormente mencionado, havia previamente a referência dessa palavra ou se a mesma foi improvisada, ou mesmo como disse Marcello, cuidadosamente escolhida e preparada bem antes da Conferência.

      • Muito interessante, Josimar. Obrigado por esta observação. Eu não estava ciente.

        Nós recebemos os textos preparados antes dos discursos, nos pacotes distribuídos para os tradutores e para a mídia pelo Departamento de Relações Públicos. O texto pré-aprovado lê: “more than 15 million strong”.

      • Marcello, data maxima venia, a tradução correta da frase “15 million strong” não é “15 milhões [de membros] fortes”, mas sim “forte de 15 milhões [de membros]”. É uma construção correta, mesmo que pouco conhecida e usada fora de um contexto mais erudito, da língua inglesa.

      • Marcus Tullius, você tem toda a licença do mundo para me corrigir sempre que eu estiver errado, mas infelizmente neste caso você está completamente equivocado.

        A expressão “strong” utilizada para números e contingentes é uma expressão comum em jargão militar e denota “efetivos”. Por exemplo, afirmar que um regimento tem 5 000 “efetivos” significa que ele possui 5 000 combatentes, além dos adjuvantes (i.e., cozinheiros, faxineiros, enfermeiros, etc.). Este é o significado de “strong” neste contexto.

        Quando Monson usa a expressão “strong”, ele está insinuando que a Igreja SUD tem 15 milhões de membros ativos, crentes, fiéis. Caso quisesse ser mais cauteloso com seu linguajar, ele poderia ter qualificado seus comentários com “15 milhões de membros cadastrados ou em registro”, mas ele preferiu “strong”. Não, a expressão escolhida “15 million strong” sugere 15 milhões de membros ativamente participativos na Igreja, como combatantes em seus postos.

        Sim, eu poderia ter traduzido “efetivos” mas, como qualquer pessoa fluente em 2 ou mais línguas e adepta a traduções sabe, a arte da tradução consiste em transferir significados contextualizados claramente e não apenas transubstanciar uma palavra n’outra. (E eu estava com preguiça de ter que explicar justamente o que lhe expliquei agora…)

  7. Hoje li um artigo do jornal The Salt Lake Tribune publicado em 10/01/2014 e atualizado em 03/2014 que fala do lançamento de um Almaque de dois membros ativos da igreja e pesquisadores independentes David Stewart e Matt Martinich chamado “Reaching the Nations: International Church Growth Almanac 2014” acho que a tradução seria (Alcançando as Nações – Almanaque do Crescimento Internacional da Igreja 2014) me corrijam por favor se estiver errado inclusive do resto do texto.

    Uma públicação de 1.900 páginas em dois volumes que tem por objetivo segundo os autores de fornecer dados amplos e precisos inclusive fatores contextuais que influenciaram as tendências de crescimento da igreja dando aos membros um melhor condição de avaliação e ajustamento da expectativas na busca de soluções.

    Segundo o artigo o sociólogo mórmon Armand Mauss que faz a introdução do trabalho elogia a empreitada independente e a seriedade das fontes e, que será o trabalho mais confiável e indispensável disponível.
    Lideres mórmons admitiram que a retenção de membros continua sendo um problema para a fé que tem investido recursos consideráveis na tentativa de remediá-la. (o artigo não cita nomes)

    Como sempre a igreja não endossa o conteúdo e as conclusões mas também não discorda e nem apresenta erros de forma direta e aberta já que são os donos dos relátorios e sabem que podem ocorrer falhas de avaliação pela falta de dados mais precisos por parte dos pesquisadores independentes.

    Algumas conclusões do trabalho:

    • Neste momento, o número de membros da Igreja SUD em suas estaca totalizam 15 milhões.

    • Cerca de 30% dos mórmons em todo o mundo – ou 4,5 milhões – freqüentam regularmente as reuniões da igreja.

    • As Filipinas é o maior lar da população de santos dos últimos dias fora das Américas – 675.166 a partir de 2012.

    • Há pelo menos sete países ou colonias com taxas de atividade de membros de 15 por cento ou menos – Chile, Portugal, Coréia do Sul, Panamá, Hong Kong, Croácia e Palau.

    • Nos últimos três anos, as mais baixas taxas de conversão e de retenção parecem ocorrer dentro da América Latina, onde muitas nações não tiveram um aumento notável no número de mórmons ativos nesse período.

    • Costa do Marfim parece ter os mais bem-sucedidos esforços missionários SUD dentro dos últimos anos. Somente membros africanos que falam francês servem lá, devido a preocupações com a segurança e proteção de não-africanos neste país. O crescimento explosivo ocorreu nos últimos dois anos. Durante 2013, o número de alas e ramos mórmons, ou congregações, saltou de 53-72; um salto de 36% .

    • Um grande obstáculo para conversões SUD podem ser os laços “etno-religiosos” determinados por grupos étnicos que apresentam direção para religiões tradicionais. Exemplos incluem gregos étnicos com a Igreja Ortodoxa Grega, o povo Fulani da África Ocidental com o Islã, e Thais étnicos com o budismo. A Grécia, por exemplo, tem visto pouco crescimento Mórmon apesar do serviço de proselitismo missionários no país há mais de duas décadas. Continua a sendo os mais mais ativos na igreja SUD os não-gregos do que gregos étnicos na Grécia, e a adesão nominal permanece em 1.000.

    • O tribalismo tem sido um desafio em algumas áreas do mundo. Em Vanuatu no Pacífico Sul, a Igreja SUD precisa obter permissão dos chefes da aldeia para se envolver em atividades missionárias e manter serviços. Os conflitos tribais resultaram, por vezes, da igreja ter que fechar um grupo de membros e retirar os missionários.

    • O primeiro time completo de missionários mórmons da China completou o seu serviço em 2006. Até o final de 2010, 42 missionários da China continental estavam servindo missões de tempo integral, muitos nos Estados Unidos e Canadá.

    • Em 2010, a Índia tinha mais de 150 missionários mórmons. Esse número tem sido muito reduzido devido as restrições de visto, mas está perto de serem auto-suficientes com missionários locais.

    • Na Espanha, assimilando os latino-americanos e espanhóis nas mesmas congregações, apresenta uma questão de integração étnica mais difundida. Algumas congregações com uma presença superior de latino-americanos pode encontrar maiores dificuldades de batizar e manter ativa uma minoria espanhola.

    • A Igreja SUD cortou o número de missionários de tempo integral designados para a Bélgica em cerca de um terço dos níveis reportados em 1980 e 90. Apesar desta redução, a Bélgica continua dependente de missionários estrangeiros, porque alguns moradores servem numa missão mórmon.

    • Os Emirados Árabes Unidos possui uma participação SUD de quatro alas e dois ramos – em parte porque esta nação do Golfo Pérsico oferece uma maior liberdade religiosa para os cristãos do que a maioria dos países do Oriente Médio.

    • A “Palavra de Sabedoria” SUD (um código de saúde que pedi aos mórmons para evitar álcool, tabaco, café e chá) e da “lei da castidade” (que proíbe o sexo fora do casamento), talvez, apresente os maiores desafios para os novos convertidos e membros antigos.

    • Na África sub-saariana, tem havido muitos casos em que os indivíduos não podem ser batizados em alguns países porque eles participam de casamentos polígamos por costumes e tradições locais. Estes indivíduos têm de se divorciar dos cônjuges polígamos para se tornarem Mórmons – aparentemente um movimento raro. A Igreja SUD parou de praticar o casamento plural mais de um século atrás.

    • Países com o maior número de membros e nenhum templo mórmon local, em construção ou anunciado são: Nicarágua (80.605 membros), Zimbabwe (23.117), Rússia (21.709), Papua Nova Guiné (21.265) e Porto Rico (21.174).

    O esforço enciclopédico é baseado em relatórios oficiais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias dado a cada ano com sede em Utah, informações no site da igreja, bem como “literalmente milhares de relatórios obtidos a partir de membros e líderes da igreja ao longo dos anos”, Martinich diz: “Isto é de e-mail e correspondências de entrevistas pessoais on-line, preenchimento de questionários por membros sobre a igreja em suas áreas, ou informações encontradas através dos meios de comunicações sociais e blogs mantidos por famílias missionárias”.

    LINK

    Teria a declaração do Pres. Monson ao iniciar seu discurso “Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…” em parte ter sido influenciada por essas pesquisas negativas sobre o crescimento da igreja? E por que é tão complicado para a igreja rebater essas informações de forma clara e direta com evidências de seus relatórios acabando com essas discussões e encerrando o assunto?

    Entre os comentários dos leitores do jornal havia esse:

    “O que é uma incrível perda de tempo, na minha humilde opinião.”

    Achei possível ser a mesma opinião das autoridades gerais e muitos membros da igreja.

    Gostei desse outro comentário:

    “Espero que eles possam aprender e perceber de como essas aspirações de amor, perdão, compaixão e aceitação se relacionam igualmente entre suas atividades e as suas taxas de retenção ..

    Um outro site interessante sobres o assunto avalia as anomalias dos relatórios estatísticos oficiais da igreja, para quem gosta e domina essa matéria de estatística e puder traduzir e fazer um resumo e postar no site seria interessante, pois achei confuso e entendi muito pouco já que sou leigo no assunto.

    LINK.

    • Atenção: “15 million [members] strong” NÃO quer dizer “’15 milhões de membros fortes”, mas sim “forte de 15 milhões [de membros]”.
      Madaleudo, obrigado por essas informações e pelo link para o estudo em questão.

      • Marcus Tullius, neste caso você está completamente equivocado.

        A expressão “strong” utilizada para números e contingentes é uma expressão comum em jargão militar e denota “efetivos”. Por exemplo, afirmar que um regimento tem 5 000 “efetivos” significa que ele possui 5 000 combatentes, além dos adjuvantes (i.e., cozinheiros, faxineiros, enfermeiros, etc.). Este é o significado de “strong” neste contexto.

        Quando Monson usa a expressão “strong”, ele está insinuando que a Igreja SUD tem 15 milhões de membros ativos, crentes, fiéis. Caso quisesse ser mais cauteloso com seu linguajar, ele poderia ter qualificado seus comentários com “15 milhões de membros cadastrados ou em registro”, mas ele preferiu “strong”. Não, a expressão escolhida “15 million strong” sugere 15 milhões de membros ativamente participativos na Igreja, como combatantes em seus postos.

        Sim, eu poderia ter traduzido “efetivos” mas, como qualquer pessoa fluente em 2 ou mais línguas e adepta a traduções sabe, a arte da tradução consiste em transferir significados contextualizados claramente e não apenas transubstanciar uma palavra n’outra.

      • Marcello, agradeço pela resposta. Sem dúvida, você tem razão quando escreve que Monson queria não somente dizer que a Igreja tinha efetivos de 15 milhões de membros (ou seja, que era forte de 15 milhões), mas que esses efetivos estariam, todos, engajados em sua obra. Partindo-se disso, entendo e concordo com sua tradução.

      • Pelo que eu entendo “15 million strong” significa 15 milhoes ativos e firmes na igreja. Nao tem como interpretar de outra forma.

  8. À propósito da contagem de membros nas sacramentais, cito uma prática que ocorre em algumas estacas de sião. Numa cidade gaúcha que possui uma estaca, alguns membros, após assistirem às reuniões em suas próprias unidades, repetem as “obrigações dominicais” participando da reunião sacramental de outra ala. Ao fazerem isso, são novamente contados, juntamente com todos os outros frequentadores, sejam membros ou visitantes, engrossando o número de frequência. Tal prática, segundo constatei, serve para, além de prestigiar o “querido bispo”, avultar maiores números nos relatórios de frequência afim de atingir o número mínimo de frequência e habilitar a unidade para pleitear a construção de capela. Desde os primórdios da história local dos “santos”, relatórios foram, inclusive, adulterados para que o (naquela época) ramo, pudesse “ter o direito” de receber uma construção de capela que, aliás, teve sua primeira etapa concluída e dedicada em 1979.

    • Servi missão em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e realmente é assim, em Uruguaiana, a mandado do presidente da estaca, os bispos aumentavam cerca de 30 pessoas na contagem da sacramental, Uruguaiana possui a maior e mais bela capela que já vi, porém, de suas 4/5 belas e grandes capelas, nenhuma possuí frequência a cima de 70, em muitos domingos cerca de 30 pessoas!

      • Conheço a estaca citada, quando fui batizado (94) eu frequentava em uma das cidades que faziam parte… agora essa cidade virou um distrito e a estaca ficou com apenas sua cidade.
        Conheço a capela também, embora não por dentro.
        Hoje resido numa estaca vizinha, e conheço bem esse jeito estranho de contar.

        Certa vez planilhei o mais fielmente possível as frequências das três reuniões dominicais (auxiliares, escola dominical e sacramental) por mais de 2 anos…

        Mostrei pra várias pessoas que por A + B se poderia aumentar significativamente as nossas frequências com ações simples, e que poderíamos enxugar em muito nossa listagem fazendo um censo (parte desse censo eu fiz, e confirmei que muitas das pessoas listadas (mais de 30%) são item deserto, ou seja, não estão lá faz muito tempo e ninguém sabe dizer para onde foram).

        Mostrei que muitas dessas pessoas, em especial casais jovens, teriam alto potencial de retornar, e seu retorno faria que as frequências simplesmente triplicassem. Não precisaria fazer mais nada além disso. Sozinho, com ajuda de alguns missionários de tempo integral, consegui trazer poucos (e alguns estão estagnados na burocracia das ordenanças, sem muito progresso, depois que troquei de ala, por falta de alguém que ‘brigue’ por eles ou simplesmente os incentive).

        Já as médias (aritméticas) reais de frequência, que seriam o resultado do trimestre todo, essas nunca quiseram usar, mas sempre subiam pouco no relatório (nunca tantos, como 30 no exemplo citado), mas talvez porque eu estivesse por perto para dizer que “não estamos tão bem assim”.

        Mostrei também que havia uma ‘fuga recorrente’ entre uma reunião ou outra, sempre penalizando essas frequências.

        O que tenho visto nas estacas aqui da região, em geral, são listagens de 400 a 900 nomes quando as frequências oscilam em torno de 50, algumas melhoras sazonais ou por algum trabalho mais dedicado esporádico.

        Detalhe: Em alguns lugares a manutenção de registros é tão ruim ou inexistente, que pessoas falecidas há anos ainda figuram como vivas. São poucos nomes, verdade, mass estão lá, e eram pessoas ativas enquanto vivas.

  9. Retirem todos os meus post deste site, não desejo mais participar, pois editam minhas mensagens e não publicam o que realmente eu penso. sandro c

    • Sandro, nenhuma das suas mensagens foi editada e nós temos todas as originais arquivadas separadamente para provar isso.

      Nós, infelizmente, não somos capazes de publicar “o que realmente [você] pensa”, mas podemos publicar o que “realmente” você escreve. Isso fizemos, e isso faremos, exceto se as suas mensagens violem as nossas regras de comentários explicitamente estabelecidas e publicadas no site. Apenas uma mensagem sua não foi publicada (e foi descartada inteiramente), e por violar as nossas regras básicas de comentários, incluindo as costumeiras de educação e cortesia.

      Esperamos, contudo, que reconsidere e siga escrevendo o que “realmente [você] pensa” sobre os nossos artigos, de maneira educada e cortês.

      Obrigado.

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