Apesar da discriminação oficial por parte de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, há muitos Mórmons que amam e apoiam os seus amigos e familiares que são gays, lésbicas, ou transgêneros.
Muitos membros da Igreja SUD apoiam a legalização do casamento homosexual, e alguns até defendem a mudança das doutrinas da Igreja para permitir casamento homossexual no templo. Há algumas semanas, alunos da BYU produziram um vídeo com alunos da BYU que são gays ou lésbicas.
Outros Mórmons, como a Comunidade de Cristo, já aceitam plenamente seus irmãos e irmãs na comunidade glbt.
Agora, um nova série de vídeos produzidos pelo Projetos Mormon Stories e Empathy First demonstram testemunhos de vários Santos dos Últimos Dias que se arrependeram das décadas de discriminação e preconceito contra gays:
Vídeo Original
Vídeo Legendado
O site tem até agora 14 testemunhos que valem a pena assistir. Eu espero que um de vocês, mais tecnológicamente habilidoso, se voluntarie para por legendas em português, por que são todos comoventes e inspiradores. No jargão Mórmon, “cheios de espírito”!
Como disse a irmã Andréa no final deste clipe acima: “Eu apenas oro para que, quem quer que assista isso, você aprenda a se amar e se apreciar como pessoa, e enxergar a sua própria divindade, seu eu interior, seu espírito, assim como você realmente é. Eu digo isso em nome de Jesus Cristo, amém.”
Vai melhorar.
Marquezotti, três considerações somente, para que pondere, querendo.
a) Sodoma e Gomorra, da lenda bíblica, não foram destruídas por seus moradores serem homossexuais. Foram destruídas, de acordo com a interpretação clássica judaica, pela falta de caridade (compaixão) de seus habitantes. E, como disse, é uma lenda, da mesma forma que as viagens de Ulisses após a guerra de Troia relatadas por Homero na sua “Odisseia” são uma lenda, ou como a história da “Escrava Isaura” também não é para ser interpretada como fato histórico.
b) Você come carne de porco, camarão, cheese burger, lasanha? Você acende a luz ou um aparelho elétrico no domingo? Você guarda o domingo em vez do sábado como “Dia do Senhor”? Você faz questão de ver que não sobra uma gota de sangue na carne que você come? Tudo pecado um dia (e ainda hoje para judeus ortodoxos).
c) Brigham Young e John Taylor declararam repetidas vezes que o casamento plural era essencial à exaltação. Se você contrair hoje um casamento polígamo, corre o risco de ser excomungado da Igreja SUD. O que ontem era uma necessidade, hoje é um pecado grave.
“Pecado” é um conceito relativo, que tem muito mais a ver com as especificidades de uma cultura e de uma época do que com algum suposto mandamento divino.
A declaração oficial da igreja 1 sobre o tema explica o motivo da igreja ter deixado de praticar a poligamia (acho que não leu ainda, está em D&C no final do livro). Para seu último parágrafo leia Helamã 13:26-28.
Quanto a S&G, de fato foi destruída porque não tinha nenhum justo lá (dado que a família de justos se retirou da cidade), agora lenda ou não o importante é a lição que Deus quis passar (que não é o tema deste forum).
Abraço
Já li sim, José. Há muito tempo atrás pela 1a. vez, em 1978.
Não parece, pois você ignorou o que ele falou sobre atender a lei do país
Estamos mudando de tema, mas para encerrar:
a) se os cristãos primitivos (por exemplo) tivessem mudado suas práticas para atender a lei do país, o cristianismo jamais teria se desenvolvido: você deve ignorar que o cristianismo foi proibido por diversos imperadores romanos, monarcas asiáticos, etc. Além disso, a “lei do país” proibia a poligamia já desde os tempos de Joseph Smith, que aparentemente não a levou muito em conta quando contraiu seus trinta e tantos casamentos polígamos/poliândricos.
b) há países onde a poligamia é permitida ou tolerada, e nos quais a Igreja SUD está presente (como é o caso de vários países africanos). Por que, então, continuar com essa proibição de casamentos plurais?
c) você ignorou o meu comentário que a poligamia CONTINUOU a ser praticada e que novos casamentos plurais foram celebrados, com a permissão da Primeira Presidência, pelo menos 20 anos após a Declaração Oficial – 1. Respeito à lei do país?
Sobre o ponto a, sugiro que apresente as leis oficiais e a declaração do presidente da igreja em questão antes de afirmar tão categoricamente (Pode ser a de Pedro ou o apóstolo sucessor autorizado, muito provavelmente João) incitando claramente a desobediência das leis do país.
b) A igreja optou por algum motivo que a orientação seria mundial, está em seu direito.
c) Mais uma vez peço que leia a declaração oficial (a releitura sempre é boa, nossa memória é curta e seletiva, isso pode nos trair). Na declaração o presidente afirma que não autorizou os casamentos de que foi acusado e até derrubou a casa de selamento para evitar novas polêmicas.
É interessante ressaltar que a poligmia nas escrituras foi permitida e proibida por Deus segundo sua vontade e objetivos que não foram revelados, o que foi revelado aos profetas modernos não vai contra as escrituras em nenhum momento.
Além do mais, muitas pessoas se preocupam tanto em atacar as posturas da igreja em determinados temas relacionando com outros que deixam de entender a diferença existentes entre eles. É pecado ter apenas uma esposa numa sociedade religiosa poligama? Logo adaptar-se à lei do país neste caso não imputa pecado a ninguém. Agora se um país obrigar o batismo e casamento no templo de homossexuais, o acatar a essa lei faria a igreja ser condolente com o pecado. Pode a Igreja de Jesus Cristo apoiar o pecado?
Vi por vezes a crítica à posição da igreja contra o casamento homossexual a nível legislativos, mas no dia que obrigarem as religiões a batizar ou casar homossexuais a igreja terá de fechar suas portas no país ou restringir ordenanças sagradas e importantes para a salvação da humanidade. A igreja está apenas se prevenindo de algo que pode ou vai acontecer no futuro.
José,
a) a igreja cristã primitiva não tinha nem “presidentes” (um conceito moderno, não antigo, em termos históricos!), nem “papas”. [aliás, esses paralelos entre a Igreja SUD e a Católica Romana, em termos de prática, estão me saltando cada vez mais aos olhos, mas isso é outro assunto]. Coexistiam várias comunidades cristãs, que tinham mesmo pontos de divergência bem grandes. As que predominaram foram, de regra, as localizadas em grandes centros urbanos com poder político ou econômico suficiente para dominarem/subjugarem as outras: Roma, Antioquia, Alexandria e, depois, Bizâncio (Constantinopla), dentre as mais importantes.
b) Houve épocas em que a lei romana proibiu o exercício do culto cristão, e toda atividade proselitista dos cristãos. Ora, os cristãs nem pararam de celebrar o seu culto, nem de missionar os não-cristãos: uma clara desobediência à “lei do país”. Não entendi se você duvida desses fatos históricos, é isso?
c) sobre o seu ponto “b”, claro, a Igreja, qualquer Igreja, tem o direito de fazer o que quiser com a sua doutrina. Mas não questionei isso. Questionei simplesmente o fato de ter terminado com a prática da poligamia nos EUA por razões legais, e não reinstaurá-la nos países onde ela é permitida ou tolerada. Foram razões legais, ou não? E se não foram legais, o que a seção 132 de D&C ainda está fazendo lá?
d) sobre o seu ponto “c”, se entendi o que você quis dizer, parece que você não está bem informado. Volto a dizer: após a Declaração Oficial de Woodruf em 1890 novos casamentos plurais FORAM celebrados e o foram com autorização dos presidentes da Igreja SUD. Estou falando do tempo depois de 1890, até o começo do século XX. Talvez você ainda não tenha lido este texto publicado no site oficial da sua Igreja. Veja isto:
Essa, a versão oficial muito, muito diplomática que foi publicada há pouco tempo atrás. A verdade vai além disso. O número de novos casamentos plurais celebrados nos EUA após 1890 não foi tão pequeno assim: um flagrante desrespeito às leis do país.
d) Não vi em lugar nenhum da Bíblia Hebraica (Velho Testamento) um mandamento direto de Deus para que se praticasse a poligamia (mas também não vi uma proibição, porque não há). Já no Novo Testamento, não me recordo de ter lido qualquer indício de prática polígama que, aliás, não era permitida pela lei romana. Pelo contrário, lembro-me de ao menos uma passagem (atribuída a Paulo) onde se fala que uma das qualidades necessárias para alguém ser bispo era o de ser esposo de uma só mulher. Também o Livro de Mórmon de Joseph Smith condena a poligamia, o que não o impediu, uns 2 ou 3 anos após sua publicação, de começar a casar-se em segredo com outras mulheres.
Não acredito que alguém tenha o intuito de OBRIGAR a Igreja SUD, ou qualquer Igreja ou grupo religioso, a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Se alguém fizer essa proposição, pode ter certeza de que não estarei de acordo, porque isso seria infringir gravemente a liberdade religiosa. Ao mesmo tempo, não acho que igrejas ou grupos religiosos tenham o direito de pressionar os governantes para que não tornem possível a união civil, ou o matrimônio, entre pessoas do mesmo sexo – porque isso seria, é, uma infração grave do caráter laico do Estado.
MAS… o que, senão o resultado de pressões governamentais e sociais, fez com que a Igreja SUD proibisse oficialmente a poligamia e revogasse a proibição aos afrodescendentes de receberem o sacerdócio mórmon? Daí, acho tudo possível.