Eu sou um pouco do meu avô

me vejo no espelho
e imagino que pareço meu avô
no fundo queria ter um nariz mais parecido com o dele
e aquele azul raro do olho

minha desorganização de remédios
e livros e lâminas de barbear
me fazem parecer mais
Pedro

vivendo em mim
parte do meu corpo
e ideias
e contradições
sempre nos meus sonhos

acordo e levo um tempo
até saber se é sonho
talvez seja um tipo de vida eterna
ele vivendo em mim
sem eu sentir que ele se foi
ou que eu me vou
mas sim que estamos

esperando quem sabe
a próxima rodada

22 comentários sobre “Eu sou um pouco do meu avô

  1. Oi Jamil…

    Tenho pesquisado sobre as “vidas passadas” ser na verdade momentos marcantes na vida de nossos progenitores (ou doadores de órgãos) que de tão intensas, teriam ficados registradas em seus DNAs, e passado por hereditariedade ou por doação de órgãos, e que na mente de alguns (insights, djavu, sonhos ou “regressões”, etc…) estariam relacionadas a outras vidas que tivemos… mas na verdade teríamos recebido por herança genética….

    Sempre estranhei relatos de outras vidas que alguns contam, até ouvir de uma amiga um breve comentário sobre a possibilidade de “memória genética”… Seria uma explicação científica ao que outros dão conotação espiritual de “outras encarnações”, no entanto, trataria de experiências de seus antepassados e não de suas “vidas passadas”, etc… Tal tese desbancaria a crença de outras encarnações ensinadas no espiritismo…

    Então, “(…) as memórias de longo prazo podem ser preservadas por um processo chamado metilaçao do DNA (…).” (Courtney Miller e David Sweatt, da Universidade do Alabama, em Birmingham) e “o cérebro poderia estar tomando emprestado uma forma de memória celular da biologia do desenvolvimento para usar como o que nós pensamos como memória.” (Marcelo Wood, Universidade da Califórnia, em Irvine)

    Daí podemos estar bem mais inclinados a crer que o DNA guarda memórias e que “(…) o DNA é a linguagem da vida humana (…).” (Richard Dawkins – Professor de Biologia e Biólogo Oxford, EUA) Tal como outras informações que transmitimos aos nossos descendentes, algumas “memórias” também poderiam ser transmitidas!

    Num site místico, li que “A memória do DNA físico guarda documentos de até sete gerações nesta vida.” http://www.joacir.com/as-mudancas-do-dna-sao-o-passaporte-para-a-nova-era

    O que acham?

    Fiquei pensando nisso ao ler o poema do Antonio, segundo o que especulei acima, “meu avô pode também estar em mim”!

    • Obrigado pela resposta, David.

      Achei muito interessante esta teoria da “memória genética”. Confesso que em minha opinião faz muito sentido a transmissão de memórias através do DNA. Realmente a vida humana guarda muitos “mistérios” a serem descobertos pela ciência. 😀

      Um abraço.

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