Líderes Mórmons Preocupados Com Deserção De Jovens

Líderes Mórmons e Adventistas planejam campanha publicitária

Líderes Mórmons e Adventistas planejam campanha publicitária em colaboração inter-religiosa.

Na semana passada o Apóstolo Tom Perry e o Presidente dos Setenta Ronald Rasband se reuniram com líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia para discutir uma campanha publicitária conjunta.

Detalhes da campanha não foram discutidas publicamente, mas pelos comentários feitos pela liderança Mórmon, dois focos principais ficaram evidentes.

A reunião ocorreu na sede Adventista em Maryland e incluiu a presença doVice-Presidente da Igreja Adventista Lowell Cooper. A julgar pelos comentários à mídia, os dois pontos principais da campanha serão:

1) Reverter A Tendência De Crescimento Negativo Entre Jovens

Durante a entrevista coletiva, o Apóstolo Tom Perry comentou:

Precisamos encontrar um jeito de manter a fé viva nos jovens entre 14 e 35 anos de idade, para que esta fé cresca como eles, de modo a terem uma fundação para suas vidas.

A Igreja SUD está passando por problemas demográficos. Os dados estatísticos sugerem que ela não está mais crescendo além da reposição populacional natural, e alguns dados ainda sugerem que há enormes taxas anuais de deserção. Enquanto a Igreja Adventista do Sétimo Dia  pode se gabar de 18 milhões de membros batizados com uma taxa de frequência semanal de entre 25 e 30 milhões, a Igreja SUD insiste em fingir que seus 15 milhões de membros batizados representam bem uma taxa de frequência semanal de entre 4,5 e 5,2 milhões (números estimados por múltiplos estudos, visto que os dados oficiais são secretos sagrados).

Apóstolo SUD Tom Perry em encontro com líderes Adventistas

Apóstolo Tom Perry da Igreja SUD em encontro com líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Obviamente, os líderes Mórmons não são ignorantes sobre os seus próprios problemas estatísticos, e a evidência de preocupação demonstrada pelo Apóstolo Perry sugere que a deserção por parte dos jovens SUD é um foco ainda maior e mais específico de inquietação. As mudanças de 2 anos atrás no programa missionário da Igreja, que já há décadas produz resultados pífios, fazem mais sentido dentro deste contexto de contenção de evasão e retenção de jovens do que em maior investimento no esforço de proselitismo.

Embora os detalhes demográficos dos problemas populacionais dos jovens SUD não tenham sido publicados, estudos recentes vem sugerindo que há um crescente hiato em religiosidade entre as gerações prévias e a Geração Y (nascidos entre 1980 e 2000). O próprio comentário de Perry sugere que o foco de preocupação gira em torno desta geração, posto que nenhum outro critério demográfico justifica classificar adolescentes (14-19) com jovens (19-25), jovens adultos (26-31) e adultos (31-35) para uma análise comportamental.

Ainda mais relevante é um estudo publicado há 2 meses que sugere que o principal fator para o abandono de religiões organizadas entre os membros da Geração Y são as campanhas anti-gays das igrejas Cristãs tradicionais. Este estudo é apenas mais uma confirmação de uma tendência clara que já vem se manifestando há mais de uma década.

Portanto, ao que tudo indica, há um desassossego na liderança SUD com as altas taxas de evasão entre os jovens SUD da Geração Y, e possivelmente uma boa parte desta evasão é motivada pela insistência nos ensinamentos homofóbicos da Igreja SUD. O que nos leva ao segundo ponto desta campanha publicitária:

2) Consolidar A Pregação E As Campanhas Homofóbicas

Durante a entrevista coletiva, o Presidente dos Setenta Ronald Rasband comentou:

Num mundo que necessita de mais fé, mais foco na família, e agora uma defesa da liberdade de religião, nós estamos tentando nos unir com pessoas de boa fé como vocês para ajudar a lutar estas batalhas básicas pelo mundo afora.

Para o leitor atualizado, as frases “liberdade de religião” e “foco na família” são os eufemismos Mórmons para “campanha anti-gay”.

Para o leitor desatualizado, não existem “batalhas básicas” contra “liberdade de religião” no Ocidente, muito menos nos EUA onde esta nova campanha publicitária será veiculada. Em nenhum momento das últimas décadas nos EUA houve qualquer ameaça à liberdade de religião. Muito menos da parte da sociedade que apoia direitos civis básicos para cidadãos LGBT. Quando líderes Mórmons se queixam de “ameaças” à “liberdade de religião”, em realidade eles estão se queixando de críticas da sociedade e condenações da opinião pública às suas campanhas políticas contra direitos civis para homossexuais.

Tom Perry visita sede Adventista para estrategizar campanha publicitária

Tom Perry visita sede Adventista para estrategizar campanha publicitária preventiva.

Durante a multimilionária campanha política de 2008 para remover direitos civis básicos de gays na Califórnia, a Igreja SUD sofreu pesadamente com críticas e protestos pelo seu papel central (e financeiro) na campanha, que apenas se intensificaram com a vitória Mórmon nas urnas. Esta mancha na imagem pública da Igreja a obrigou a investir em campanhas publicitárias multimilionárias e a apoiar, pela primeira vez, algumas leis proibindo discriminação contra gays. Não obstante, a julgar pelos pronunciamentos recentes das autoridades da Igreja, não parece haver qualquer arrefecimento nas intenções da Igreja institucionalmente buscar apoio para outras leis homofóbicas, como os direitos de casamento ou de paternidade.

A Igreja SUD goza de plena liberdade para pregar os ensinamentos que bem lhe prouver. Todas as pessoas, individual ou coletivamemente, gozam da liberdade de concordar ou discordar destes ensinamentos, e ainda de criticar a Igreja SUD se acharem importante. Se a Igreja deseja ensinar que homossexuais serão condenados, isso lhe pertence como direito

Evolução da opinião pública sobre a legalização do casamento homossexual

Evolução da opinião pública sobre a legalização do casamento homossexual mostra uma sociedade cada vez menos preconceituosa contra gays, especialmente entre as gerações mais jovens.

religioso, e ninguém advoga para lhe remover tal liberdade. Se a Igreja deseja continuar gastando tempo e dinheiro tentando forçar, legalmente, esta visão na sociedade americana (curiosamente, a Igreja SUD não vem gastando tempo e dinheiro contra gays no Brasil, ou na América Latina, ou na Europa), isso também lhe pertence como direito civil, e ninguém advoga para lhe remover tal liberdade. Agora, a julgar pela evolução progressiva da opinião pública, a Igreja não pode reclamar se for cada vez mais criticada — ou se assistir sua imagem pública cada vez mais negativada — ao persistir com este preconceito institucionalizado. Insistir que tal crítica pública, ou imagem pública negativa, constitui uma “ameaça à liberdade religiosa” é simplesmente um argumento desonesto.

Ademais, foi-se a época em que o foco da Igreja SUD, ao menos em seus esforços comunitários, era proteger a instituição da família, quando a Igreja produzia e veiculava excelente e inteligente campanhas televisivas que estimulavam o apreço por valores familiares. Nas décadas de 1970 e 1980, os comerciais da Igreja enfatizavam discussões relevantes sobre problemas que famílias encaram na vida moderna. (Assista abaixo alguns dos melhores da série “Homefront” ou outros aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

Desde quando a Igreja se comprometeu abertamente a combater direitos civis para gays com a publicação da “A Família—Proclamação ao Mundo” em Setembro de 1995, a noção de “proteger a família” migrou para longe do conceito de preocupar-se com os problemas afligindo a família moderna (e.g., falta de tempo, endividamento, ausência paternal, abuso infantil, divórcio, adultério, etc.) e mais para o conceito de preocupar-se em destruir famílias homoafetivas (i.e., casais homossexuais ou transgênero). Verdade seja explicitamente dita, as campanhas contra casamento gay em nada fortalecem as famílias heteronormativas, ou lhes ajuda a navegar os desafios da vida no século XXI, mas apenas servem para dificultar, marginalizar e condenar famílias homoafetivas ao ostracismo social e jurídico.

Matando Dois Cajados Com Uma Coelhada?

Aparentemente, os dois pontos centrais para a Igreja SUD desta campanha publicitária conjunta com Adventistas, então, são estancar a perda demográfica de jovens e coibir as críticas públicas contra as campanhas homofóbicas. Baseado nos comentários — e na lista de presentes — da parte da liderança Adventista, a preocupação maior está com a percepção pública do movimento anti-gay (com o qual a IASD segue bastante engajada) e não com a evasão de jovens (onde, parece, que a IASD não está sofrendo como a Igreja SUD).

Ironicamente, contudo, ambos problemas estão ligados de maneira inexorável e, infelizmente para a liderança SUD, inversamente proporcional. Os estudos de opinião pública, extrapoláveis para a população jovem SUD, sugerem que o preconceito anti-gay é uma parte considerável do problema que incentiva a Geração Y a evadir-se da Igreja enquanto instituição, e uma campanha publicitária para proteger tal preconceito institucional apenas servirá como maior incentivo para tal afastamento.

Não entrando na discussão sobre a (falta de) moralidade ou ética da institucionalização do preconceito ou mesmo dos seus (des)méritos jurídicos, apenas avaliando esta postura do ponto de vista tático a campanha está, desde sua incepção, fadada ao fracasso. Cada vez mais perceber-se-á que os ataques contra famílias homoafetivas nada tem a ver com “foco em família” ou “liberdade de religião”, e o preconceito (apenas levemente) velado servirá de ponto de afastamento a números cada vez maiores de jovens que, por motivos geracionais, enxergam a homossexualidade como condição humana normal e congênita e abraçam conceitos como igualdade e justiça social mais liberal e abrangentemente.

Produzida, terminada, executada e veiculada esta campanha, e outras que certamente a seguirão, a liderança SUD acabará na desconfortável posição de precisar ponderar e recalibrar suas estratégias. Aceitará ela que as novas gerações não compartilham de seus preconceitos, conformando-se com números de fieis progressivamente menores? Ou assumirá os erros do passado e moldar-se-á para se acomodar a novas sensibilidades de ética e justiça social, como fez com poligamia e o racismo institucional?

62 comentários sobre “Líderes Mórmons Preocupados Com Deserção De Jovens

  1. Existe um hiato enorme de respostas que não são dadas. Gostaria muito de tê-las, no entanto, este assunto é severamente coibido em qualquer ambiente de estudo da Igreja. Numa reunião da escola dominical, um líder da Estaca comentou que existem muitos jovens honestos e fiéis que se entendem homossexuais, que lutam dia a dia com seus impulsos e que sinceramente se esforçam para dominá-los e viver o Evangelho, com suas restrições na mortalidade. Outro líder muito conhecido e influente, levantou-se e disse: “Não. Esses também estão em pecado. Se você pensa e se você sente então você está em pecado. Tem que se arrepender.”
    Eu não aguentei e perguntei: Estamos aqui discutindo a cura gay?
    Pronto. A professora imediatamente encerrou a discussão.
    Porque não podemos debater claramente sobre estes assuntos? A Igreja, como seu texto explica muito bem, tem todo o direito de ser contra a expressão da sexualidade. Mas há como defini-la, ainda que coibida, como pecado? Ela é opção ou identidade? Todas as formas de homossexualidade são escolha da pessoa? Acredito firmemente que não. E se não, o que pensar disso? Há a tão falada cura gay? Especialistas e homossexuais afirmam que não. Minha pergunta é: Que mal o debate franco pode trazer? Porque se evita a todo custo o aprofundamento da conversa? Isso não vai contra o pensamento de muitos líderes que, ao longo da História da Igreja nos incentivaram à pesquisa, ao debate e ao livre pensamento? (vide Hugh B. Brown em The Abundant Life). Gostaria de ouvir a opinião de mais pessoas. Grata.

    • Olá, Suzana Nunes,

      Que bom que você pensa desta maneira. É bom saber que existem pessoas como você no meio SUD.
      Também acredito que a homossexualidade não se resume a uma simples questão de escolha. Infelizmente na IJCSUD de acordo com o seu formato atual e conforme o currículo da Escola Dominical, a discussão a respeito da homossexualidade acaba ficando no âmbito do preconceito e da ignorância, não considerando os estudos científicos a respeito deste tema.
      Infelizmente também não temos tantos líderes como Hugh B. Brown. Porém e felizmente temos cada vez mais membros que estão dispostos a discutir temas polêmicos e de grande importância como a homossexualidade. É só ver o exemplo aqui mesmo nas postagens do site Vozes Mórmons.
      Em minha opinião a Igreja poderia realmente se preocupar mais não só com a perda destes jovens, mas também perceber que muitos destes jovens saem da Igreja, justamente quando não conseguem mais esconder a sua homossexualidade. E eu vejo isso como realmente parte da identidade de grande parte destes jovens. E o que fazer? Apenas rotulá-los de pecadores? Como agir com eles? Neste sentido vejo que a Igreja no geral (líderes gerais e locais, membros) tem falhado em dar suporte (apoio) emocional e não somente espiritual ao que acabam assumindo perante ao mundo a sua homossexualidade.
      Agora, o segundo membro do seu relato está completamente equivocado. A Igreja não condena e nem muito menos penaliza os membros que apenas possuem o sentimento homossexual. Agora, ela penaliza sim aqueles que vivem tal sentimento. Isto está claro em sua doutrina. Mas ao mesmo tempo, a própria Igreja já reconhece que a homossexualidade não se resume a uma escolha. O problema é que estas informações se encontram apenas em inglês no site.

      • Obrigada por responder! Sim, concordo com você, a Igreja não condena simplesmente por possuir tais sentimentos, e sim por praticar. Isso é claro. Me incomoda o fato de discussões não serem fomentadas no âmbito do intelecto, e, se um líder fala uma abobrinha, somos quase que amordaçados para não contrariá-lo, ainda que isso custe o desencaminhamento e perda de fé de alguns membros recém-conversos presentes. O debate franco é claramente coibido e isso para mim é uma grande fragilidade. Até quando todos seguirão anestesiados em sua pseudo segurança espiritual e aceitarão não pensar? Inúmeras vezes já escolhi não pensar para ‘não criar problemas’. Uma vez uma amiga me disse: ‘Quem questiona demais não tem chamados’ E eu com isso? Olha nestes 32 anos de membro da Igreja ainda não conseguiram me fazer não pensar. Quase…mas não conseguiram. Acho que não conseguem mais não.

      • Suzana e Jamil, eu vou dar o meu ponto de vista com base nos vossos comentários.
        Também sou membro e, antes da missão, era um completo idiota sobre esse assunto de homosexualidade… eu era arrogante e intolerante. Na missão eu pude experimentar o que chamamos de puro amor de Cristo e comecei a mudar a minha visão sobre alguns assuntos, inclusive sobre homosexualidade. Inclusive, um amigo (não membro) meu, que me escrevia emails durante a missão, certa vez se declarou homosexual. Eu demorei cerca de 2 p-days para responder aquele email dele, pq não sabia o que fazer! Não podia mais ser um imbecil intolerante agora, era um amigo meu que eu considerava muito! O que fazer?
        Depois de ponderar por esses dias, na missão, eu entendi que, independente de ele ser homosexual ou não, eu não devia trata-lo de maneira diferente! O Senhor não o faria, então, quem era eu para fazer.
        Mas vamos lá, vou citar parte dos seus comentários abaixo:
        Jamil: Infelizmente na IJCSUD de acordo com o seu formato atual e conforme o currículo da Escola Dominical, a discussão a respeito da homossexualidade acaba ficando no âmbito do preconceito e da ignorância, não considerando os estudos científicos a respeito deste tema.
        Jamil, a Escola Domincal segue um currículo sim. Segue aulas e essas aulas são para edificar os membros por meio das escrituras e historias estudadas nela. É um lugar de alimentação espiritual e não um lugar para discussões “polemicas”, que podem afastar o espirito de alguns dos participantes. Concordo que o assunto: HOMOSEXUALIDADE não deve ser discutida neste âmbito. Nem todos os membros estão la, despostos a discutir esses assuntos!
        Suzana: Existe um hiato enorme de respostas que não são dadas. Gostaria muito de tê-las, no entanto, este assunto é severamente coibido em qualquer ambiente de estudo da Igreja.
        Outro equívoco. A Igreja não está lá para discutir certos assuntos… como já mencionei, ela está lá para alimentar espiritualmente os seus membros. Debates e discussões não alimentam o espirito, certo? Podem até alimentar o ego, o cérebro, mas não convidam o espírito à testificar de Cristo ou nos ajudar a sermos melhores pessoas. A missão da Igreja é aperfeiçoar os Santos para que nós possamos ter um entendimento celestial de tais assuntos.
        Suzana: “Não. Esses também estão em pecado. Se você pensa e se você sente então você está em pecado. Tem que se arrepender.”
        Eu não aguentei e perguntei: Estamos aqui discutindo a cura gay?
        Há alguns membros bem tontos na congregação, de vez em quando, não é? Não tinha motivo para ele expor a sua opinião forte, deste jeito, naquele momento, naquele local. Eu posso apenas imaginar como você se sentiu. Eu desejaria me encolher de vergonha por uma poessoa que expõe sua opinião desse jeito. A sua pergunta eu respondo: Não existe uma cura gay e a Igreja nunca vai discutir este assunto porque ela está acima disso. De novo, a missão não é ajudar os membros verem coisas diferentes do que a Igreja prega como doenças e discutir, na escola dominical, como cura-las… a missão é APERFEIÇOAR OS SANTOS, e adiciono: para que tenhamos um entendimento celestial sobre os assuntos e vejamos as coisas como o Pai Celestial às vê.
        Suzana: Porque não podemos debater claramente sobre estes assuntos?
        Claro que podemos! No entanto, não é quando você ou eu queremos e nem onde queremos. Há milhões de membros dispostos a conversar sobre assuntos como este aqui, eu me incluo nesse nicho! Eu estou disposto! Mas não vou fazer isso no domingo, no meio da escola dominical, com um monte de outros membros que não querem ter o seu momento de inspiração e instrução interrompidos. Simples.
        Suzana: Mas há como defini-la, ainda que coibida, como pecado?
        Acredito que este comentário seja seu, certo? A Igreja não define nada como pecado. O que define é o Evangelho de Cristo. Ele define o que é pecado e o que não é! É aquele velho ditado: Algo verdadeiro não se torna mentira só porque você não acredita que seja verdadeiro. Qualquer um pode acreditar que a Igreja não seja a única verdadeira, mas isso não tira a verdade de que, de fato, é.
        Jamil: Em minha opinião a Igreja poderia realmente se preocupar mais…
        E a Igreja é o que? Se não uma reunião dos Santos? Quem deve-se preocupar com a saída dos jovens da Igreja somos nós mesmos! E cabe a nós, dentro da Igreja, faze-la mais inspiradora, mais espiritual, mais acolhedora. Não acho que seja o seu caso, mas não adianta nada eu querer que um jovem fique na Igreja, se eu mesmo não me preocupo em conhece-lo como irmão e mostrar, pelas minhas atitudes, que sou um seguidor de Cristo, algo que inspira a qualquer um.

  2. Sinceramente, Marcello, você escreve de uma maneira tão irônica e… sei lá. Não parece que você é, hoje, um membro da Igreja que descreve.

    Sou a favor de casamentos homossexuais, porém, não há nenhuma brecha que permita o casamento cristão de pessoas do mesmo sexo – considero os irmãos mórmons cristãos. O cristianismo, assim como o judaísmo, sempre foi contra a homossexualidade. Não sei porque essa ânsia de ser aceito por algo que não nunca os aceitaram há mais de 2000 anos.

    Por fim, as igrejas que apoiam os homossexuais não aumentaram de número, elas sofrem perda maciça de membros. Vamos colocar, por exemplo, a Comunidade de Cristo, que aceitou gays, ela nos ultimos meses perdeu muitos membros (milhares!) que entraram nas Restoration Branches, muitos antigos membros estão carinhosamente os chamando de “Igreja dos gays”.

    Homossexuais devem simplesmente sair do cristianismo, rejeita-lo, assim como o cristianismo já faz com eles há muito tempo.

  3. E não, a Igreja Mórmon não está sozinha nessa – como esteve nas questões de poligamia e política racial. Todas estão no mesmo barco dessa vez.

    • “Todas”, Riser? Não sei de onde você tirou essa ideia, porque ela não corresponde à verdade. Há inúmeras igrejas nos EUA que se distanciaram de uma prática homófoba (anglicanos, batistas, metodistas, presbiterianos, luteranos, Igreja Unida de Cristo, etc.). Sim, perderam no curso dessas mudanças muitos membros, quer constituíram outras igrejas. No Brasil também vemos igrejas que estão abertas aos homossexuais.

      Os fundamentalistas de todos os matizes – e entre esses incluo a Igreja SUD – são os que continuam mantendo essa posição, da mesma forma como continuam sendo contra o acesso de mulheres ao sacerdócio/pastorado, acreditando em uma infalibidade da Bíblia ou de seus líderes, e assim por diante.

      • É muito wishful thinking. Inúmeras igrejas? Tá mais para uma minoria bem pequena.

        É até engraçado, por exemplo, sou da Batista e o número de congregações nos EUA que aceitam parceirias(ou casamentos homossexuais) é mínimo e nem sequer são reconhecidas pelas outras congregações batistas tradicionais.

        Esses ‘cristãos’ não são nem 1% do cristianismo, aí os outros 99% são todos “fundamentalistas”?

        Eu mesmo sou a favor do casamento/parceiria estatal gay e acho muito ruim esse alarde todo que as igrejas fazem sobre o casamento/parceiria estatal gay, porém, serei o primeiro (ou o segundo, ou o terceiro) a sair da minha congregação quando o pastor der “uma benção” em uma parceiria homossexual. Não é questão de ser fundamentalista, é questão de princípios; fora da religião sou amigo de pessoas homossexuais numa boa.

        Sim, perderam no curso dessas mudanças muitos membros, quer constituíram outras igrejas.

        Bem, o ponto aqui é defendender o aceitação completa de homossexuais na Igreja Mórmon para retenção de membros e sabemos, como você admite, que a realidade não é assim.

      • Sim, inúmeras, Riser: Igreja Episcopal, Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA), Igreja Presbiteriana (Presbyterian Church USA), a Igreja Unida de Cristo, certos grupos batistas, vários pastores e congregações metodistas, e isso somente nos EUA.
        Estou meio cansado de debater com pessoas que, aparentemente, reduzem o cristianismo a uma posição sobre homossexualidade, aborto, divórcio, etc., e que não hesitam em colocar entre aspas os cristãos que defendem uma outra ideia que a sua.
        Mantenho o termo fundamentalista, sim.

  4. Achei interessante o argumento de que combater exclusiva e exaustivamente o casamento gay e a adoção de filhos por estes faz parecer que os problemas hetero-afetivos são menos importantes ou estão solucionados, e que simples discursos (e não ações práticas) já resolvem os problemas no lar. Quando na realidade a maioria das pessoas (mesmo ‘antigas’ na Igreja) sequer sabem (e a Igreja não consegue [falha em] fazê-las) abstrair o que o Evangelho tem de prático, dentro de si mesmas e nas suas relações familiares e sociais. Como se somente jogar sementes no campo as fizessem brotar e frutificar sem qualquer cuidado (que é o que justamente falta, o evangelho pode ser bom, mas as pessoas não ficam se não forem efetivamente cuidadas e nutridas).

    Será que nos EUA os problemas são tão diferentes assim dos do Brasil?

    E quem argumenta que se deve embater por prioridades, digo que acredito que maior prioridade seria fortalecer os laços matrimoniais já feitos do que combater a homossexualidade, já que não vejo tanta tendência assim de casais se desfazendo para ficarem com pares do mesmo sexo. E mesmo que a taxa de pessoas que declaram sua opção pelo mesmo gênero entre jovens pareça estar crescendo (como se a população mundial também não).

    Parece que a Igreja está combatendo um inimigo muito no futuro (como se todos fossem tornar-se homossexuais) e esquece que está perdendo no presente justamente aqueles que não são homossexuais (assumidos ou não). Na minha opinião, hoje muito mudada, comprou uma briga desnecessária, com tantas outras coisas para se preocupar.

    Quanto à questão dos jovens, tem muito tempo que me questiono (e isso tem relação com adultos também) de porque essa coisa de que foi na Igreja e é obrigado a aceitar ‘o batismo como forma de ter permissão para continuar frequentando’. Parece que não, mas fomos criados de tal forma que não aceitamos pessoas que somente frequentam a Igreja. Começa até pela arquitetura, prestem atenção às portas, pequenas demais e nada convidativas, sem contar que mesmo quando são maiores o pessoal insiste em deixar abertas apenas ‘frestas’ destas, portas sempre fechadas, portões nada convidativos, a pessoa tem receio de chegar, pois na porta principal não se tem acesso ao ‘culto’ sem antes ter que vencer portas e corredores e ainda algumas investidas um tanto invasivas… eu até entendo a importância das ordenanças de salvação, mas nossa sociedade SUD parece ser aberta apenas aos que foram iniciados pelo batismo e isolam-se (com certo gosto) de todos os demais, inclusive em suas reuniões de adoração.

    Caso fôssemos mais abertos à comunidade, e não nos preocupássemos tanto com quando ou se a pessoa que frequenta vai batizar-se (dando-lhes oportunidade de pedirem por conta própria ou então somente depois dos membros da ala conhecerem e frequentarem sua casa, e só depois os missionários), creio que teríamos uma imagem melhor na comunidade.

    • “Caso fôssemos mais abertos à comunidade, e não nos preocupássemos tanto com quando ou se a pessoa que frequenta vai batizar-se (dando-lhes oportunidade de pedirem por conta própria ou então somente depois dos membros da ala conhecerem e frequentarem sua casa, e só depois os missionários), creio que teríamos uma imagem melhor na comunidade.”

      Realmente isso é um problema, eu mesmo já fui algumas vezes e eles sempre tentam empurrar missionários, digo que apesar de ser simpático não tenho interesse de me batizar, que já sou batizado e frequento outra igreja, forma-se um clima meio estranho e acabo não indo mais lá.

      • Olá Gerson e Riser, gostei muito da sua idéia de ser nós sermos aceito pela comunidade,através do serviço ao próximo e porque não apoiar os Mãos que Ajudam?.A respeito do batismo,não creio que esta ordenança tão sagrada será algum dia colocada em segundo plano pela Igreja, até porque se Jesus Cristo fez questão de ser batizado
        e no templo são realizados “batismos pelos mortos”. Isso prova que esta ordenança é essencial para mostrar nossa submissão e fé para viver com Pai Celestial.Se eu fosse líder da igreja e escutasse os membros desejando alterar as ordenanças de salvação em busca de popularidade ou melhor aceitação na comunidade , eu argumentaria que o mesmo foi feito pelo imperador Constantino na criação da igreja católica , outro argumento seria de que as leis e condições do reino terrestrial também são boas e bem populares e as leis do reino telestial são mais ou menos , mas é extremamente pop e faz muito sucesso! Devemos escolher que reino de glória queremos viver.Como disse Jesus Cristo que no céu há muitas moradas.Caso tenhamos o pensamento que as leis da igreja são duras demais ou os lideres são rigorosos, fora de contexto ou de moda,podemos escolher viver a eternidade em reinos com condições ou leis mais fáceis e aceitáveis.

      • Talvez eu não tenha escrito direito ou você nâo tenha entendido, Otávio.

        Mas não concordo sobre abolir batismos em qualquer parte. Na realidade, nem falei em ser pop… digo que a Igreja é muito fechada em termos sociais e isso criou nos membros uma isolação desnecessária…

        Inclusive, isso se reflete no formato de nossas casas de adoração (pouco convidativas para pessoas que passam pela rua – pois além de estarem sempre fechadas, não parecem convidar para um ‘vinde e vede’ por conta própria); e até mesmo o ‘Mãos Que Ajudam’, em cujas edições (mais no interior) é comum se fazer apenas para conseguir conversos, e quando isso não ocorre os laços sociais são cortados…

        Não me tome por ingênuo em minhas colocações. O que digo é fruto de observação prática de anos de liderança ativa em prol de meus irmãos e da extrema dificuldade de entendermos que muitas pessoas poderiam ser batizadas caso não se sentissem tão coagidas a fazerem o que a maioria conseque com certa facilidade, e outros nem tanto.

        Alguns bons líderes da igreja e muitos membros apenas tornaram-se membros após anos de convívio com os santos, não foram isolados deles por não aceitarem sua fé de imediato, mas quando aceitaram, nunca mais saíram (vide BY, 2 Presidente da Igreja).

    • Hey, Gerson,

      Sabe que, seguindo sua linha de raciocínio, a Igreja deveria fazer mesmo umas mudanças mais estruturais. A instituição não está perdendo jovens por causa dos gays. A meu ver é porque ela está muito conservadora numa época em que precisa ser mais “animada”.

      Se eu fosse ligado ao setor de comunicação da Igreja, acho que me esforçaria para tornar as reuniões da Igreja mais “espetaculares”. Acho que muitas alas e ramos Brasil à fora são muito monótonas e entediam os frequentadores. Eu faria mudanças como: permitir instrumentos musicais além do piano para execução dos hinos, daria uma renovada no hinário para colocar músicas mais atuais, pagaria uns cursinhos de retórica, pelo menos, para os líderes locais (você sabe como é chato encontrar um bispo que não sabe falar ou que não sabe se comunicar direito com seu público. As pessoas não sentem confiança em pessoas assim), diria para construir capelas cujo o salão sacramental tenha uma porta direto para a rua, etc.

      Mas acho que ideias renovadoras assim não seriam aceitas pelos membros mais antigos. Esse pessoal que é o verdadeiro problema da Igreja. Acham que estão nos anos 80 ainda e que se mudar alguma coisa a Igreja vai “cair em apostasia”.

      E deve ser justamente por essa mentalidade que as Autoridades Gerais acabam empreendendo esforços onde não deveriam. Uma campanha contra a homossexualidade é só gastança de dinheiro à toa. Nenhum gay vai voltar para o armário e as chances de as pessoas voltarem a pensar como há 30 anos são mínimas. Acho que essa campanha será um fracasso.

      E sobre a questão de “forçar batismos”, suspeito que a Igreja faz isso porque ela investe muuuuuuuito dinheiro na obra missionária, e, então, querem resultados mais imediatos. Não seria “lucrativo” para a Igreja investir milhões no sistema missionário sem ter batismos acontecendo. Porque, no fundo, quem pressiona os líderes de missão para ter números altos, são as Autoridades Gerais. Se fosse mudar essa cultura de que as pessoas têm que se batizar o mais rápido possível, teria que mudar também todo o sistema de missão. Não consigo imaginar uma forma criativa de isso acontecer, mas acho que o método está mesmo ultrapassado.

      • Bah, que bom te encontrar por aqui, guri!

        E obrigado pelo reply.

        Inclusive ele me fez relembrar de salientar algo que talvez não tenha ficado claro no meu:

        Não quis referir-me às missões em si, pois ambos sabemos como as coisas são por lá e concorco contigo que mudar naquelas bandas é mais difícil ainda do que nas unidades.

        O que pensei foi justamente essa coisa de os membros, em média, fazerem toda uma ‘festa’ em torno de pessoas quando estas estão visitando e depois, conforme estas não demonstram interesse rápido, desistirem delas, muitas vezes sequer as cumprimentando na rua… fica uma coisa muito artificial e denota que se a pessoa não for batizada e rápido esta não parece ter qualquer valor.

        E o inverso, infelizmente, também é válido: assim que a pessoa passa alguns meses de seu batismo e já não é mais novidade, é tratada como uma qualquer e como se já tivesse que dominar e cumprir por completo a ‘cartilha social’ sem uma única ajuda sequer, muito pelo contrário, com críticas acirradas por suas dificuldades e acusações de ‘falta de fé’ e até ‘apostasia’.

        Se nós, ‘os discípulos’, realmente víssemos as pessoas como o mandamento do ‘valor da alma’, essas coisas tenderiam a diminuir, mas geralmente esse não é o tom enfatizado (embora todos saibam ou deveriam saber, de tão básico que é). Na realidade fica uma coisa de saber que deve amar, mas não termos uma única noção prática de como é que se age quando se quer alimentar esse sentimento.

      • Já pensei sobre isso, por que a igreja muitas vezes é monótona em suas reuniões e algumas vezes repetitivas e cansativas? Já pensei que poderia mudar algo aqui e ali, que as pessoas poderiam mudar algumas atitudes, que lideres poderiam agir de forma assim ou assado, pois bem! Certo dia indo a uma reunião normal dominical como de costume, Me atentei a placa da igreja, meio estranho pois com 36 anos de membro, ex missionário e servindo como bispo, o que de tão especial me chamou atenção naquele dia? as primeiras palavras A IGREJA DE JESUS CRISTO, por que gostaria de mudar algo que não é meu? Por que questiono o posicionamento atual da igreja em qualquer assunto, se a igreja não é minha? E se eu realmente acredito em Cristo e não duvido de seu poder, e sei que a igreja é Dele, por que descoraria do tamanho da porta, do único piano, das aulas repetitivas, dos programas sociais e por ai vai, por que questionaria isso? Cristo é um tolo? Se Ele tem um profeta e transmite sua vontade, a igreja não é assim porque Ele quer?

        Tem uma igreja aqui perto chamada Bola de Neve, é a igreja mais animada que já vi na vida, Chama se BOLA DE NEVE!

        Sei que parece um jargão mais aquela história do “Muitos são Chamados mas poucos são escolhidos” “Caminho estreito e apertado” e ou porta apertada (rsrs) então, é verdade, mesmo sendo impopular!!

        E o SENA ahh lembro dele, amigão meu na Missão! Brasília, Lembra de mim? Elder Elias servi com ele no distrito novo gama!! Abraço!!

        A Igreja é verdadeira irmãos!

        Forte Abraço a Todos!

      • Concordo com boa parte de seus argumentos, no entanto,permita-me esclarecer que os tais anos 80 foram a época de maior crescimento da igreja no Brasil, as capelas ficavam abertas boa parte da semana e não havia essa paranoia de fechar portões do estacionamento ou abrir apenas meia folha da porta de entrada nas capelas….Nos “anos 80” não existia uma “igreja de domingo”…As pessoas tinham onde ir e se integrar com os demais membros…isso começo a mudar alí pelos anos 90/2000

  5. Certamente estão cientes da relação entre a deserção de jovens e o seu posicionamento em relação aos gays, se houver. De qualquer forma certamente a deserção seria massiva se a igreja decidisse que um relacionamento homoafetivo é aceitável perante Deus.
    Creio numa igreja guiada verdadeiramente por Deus, e se o sacerdócio foi estendido a todo homem digno, foi por revelação, o resto é mera especulação, se a poligamia foi descontinuada, igualmente foi por revelação. Estas mudanças no entanto não mudaram as doutrinas e princípios do evangelho. (Tais mudanças são facilmente justificadas nas escrituras que consideramos sagradas).
    O porque destas campanhas contra o casamento gay, é por preconceito, ou para incentivar o preconceito, isto não passa da mais pura especulação, de pessoas que não conhecem nossos apóstolos e é no mínimo ingênuo em pensar assim.
    O posicionamento doutrinário não muda por pressão, ou para angariar mais membros, e a lei da Castidade não vai mudar nunca, ainda que isso reduza o tamanho da igreja.
    Sobre a campanha ter sucesso ou não, daí depende de saber o verdadeiro objetivo em tal campanha. Leí (do Livro de Mórmon) teve sucesso na campanha dele em Jerusalém? Qual era o objetivo daquela campanha preconceituosa e fadada ao fracasso?

  6. Marcello!

    Sou um admirador público de seus artigos e posts; Reflete com clareza, pelo menos para mim, grande quantidade de inteligência e sensatez envolvidos em cada exposição de suas idéias, ainda que eu descorde completamente de alguns pontos e idéias que você defende, mas que tenho absoluto respeito e por diversas vezes me fazem pensar e ponderar profundamente.
    Uma destas ponderações, me remetem a “auto-controle”. Temos SEMPRE que nos lembrar, permanente e incessantemente, que estamos nesta esfera mortal para sermos provados EM TODAS AS COISAS, situações de todos os tipos, seja social, político, familiar, particular ou público.
    Hoje temos na Terra, aqui mesmo nesta esfera mortal, o EVANGELHO, hoje em sua Plenitude, através de nossa Igreja.
    Este Evangelho no qual exerço minha frágil fé, nos mostra como exercer este auto-controle. Eu, você e mais uma porção de irmãos, espalhados pela face desta Terra, sabem onde encontrar isto (inspiração, experiências de vidas e espirituais, Escrituras antigas e Modernas.etc.).
    Por isso, ainda que eu também descorde de alguns pontos de vista que a Igreja oficialmente defenda, entendo que ao defender seus ideais, mesmo tenha a aparência ou efetivamente seja homofobia, a Igreja esta sendo hoje mais do nunca, o contraponto a uma sociedade onde cada vez mai, se confundem LIBERDADE com libertinagem.
    Não sei se em suas ideias tão liberais, tem percebido o forte e aparente sentimento de perda completa do conceito de EDUCAÇÃO e RESPEITO que esta geração Y, (ao qual faço parte) e as outras que estão chegando, tem atualmente.
    Sou e serei enquanto aqui neste mundo respirar, um defensor radical e até me atrevo a dizer, “extremista” da sensatez, coerência, lucidez, ética, entendimento, compreensão, equilíbrio e acima de, um teimoso e insistente, apaixonado por a máquina mais complexa deste Universo, O SER HUMANO!

  7. Sabe Marcelo, sinceramente não sei como pessoas como você não fizeram parte do 1/3…
    Quanta rebeldia,não só contra a Igreja de Cristo, mas contra o próprio plano do Pai Celestial…
    A sua ira contra a igreja fica evidente em todos os seus textos, só não enxerga quem não quer!
    Pode me chamar de patético e fanático também,mas somos nós que temos que adaptar-nos ao evangelho de Cristo(não é fácil eu sei) e não o contrário!

  8. Sou mórmon e vejo o problema da retenção com um olhar completamente diferente deste seu apresentado. Os jovens não estão saindo da igreja por culpa do preconceito contra homossexuais, até porque as campanhas só atinge mesmo quem tem o problema ou está engajado nele, o restante continua vivendo suas vidas longe de se preocupar com isto, e a maioria são a favor da igreja neste assunto mesmo quando desertam. A verdade é que a igreja precisa de uma mudança em sua estrutura de culto, isto sim, com reuniões melhores e pessoas mais preparadas para pregarem, o que a igreja adventista com certeza deve ter pelo seu clero pago. A igreja mórmon não separa seus melhores oradores nem dá atenção para eles, prefere dar oportunidade para todo mundo o que torna a igreja muitas vezes monótona pois reúne pessoas sem talento para conseguir atrair atenção dos ouvintes.
    No meu entender a deserção da igreja vem muito mais pela monotonia do que por qualquer outra coisa.

    • Na verdade essa deserção que está acontecendo na Igreja. Deve-se principalmente por que muitas pessoas, assim como eu viram que tudo isso é uma grande farsa. E que essa suposta religião restauração por Joseph é uma das mentiras mais cruéis impostas as pessoas. Ou seja não se perde nada abandonando-se uma igreja que não vai levar ninguém a lugar nenhum.

      • Respeito a sua opinião, no entanto ela está bem longe da realidade…Perde-se muito “abandonando-se” a Igreja, sim…mas aí é uma questão de que tipo de membro se é ou se foi durante seu período de atividade. Tudo se resume ao fato de ter luz própria ou depender da luz de outros para permanecer na igreja. Afora isso, o livre arbítrio existe para ser usado, seja para nos elevar ou nos diminuir…

    • Concordo! Não há nada mais torturante para a alma do que ficar naquelas aulas ouvindo analfabetos com erros primários de português,falando coisas que nem eles sabem o que é.

    • Concordo em parte com seu comentário. Apesar de muitos investimentos em materiais de leitura, fato é que não somos um povo que lê, que estuda, que aprecia boa música… E isso se reflete em nossas congregações, nos discursastes e professores fracos, nos hinos mal cantados, não oração sacramental gaguejada…

      Por outro lado, vejo isso como um sinal da Igreja verdadeira: somente em nossas capelas esse público que não sabe falar nem ler direito tem oportunidade e voz. Em outras congregações, eles não teriam acesso ao púlpito.

      Trata-se de um processo gradativo… E também de uma mudança cultural em nosso povo…

      • Pura verdade Daniel, os missionários em sua grande maioria só batizam os iletrados, analfabetos e semi-analfabetos, e claro, logo quando entram na igreja te enfiam esses chamados inúteis ao meu ver, para te obrigar a ir para a igreja o que resulta em discursos insuportáveis e muitas vezes vergonhosos, nada no mundo é pior do que uma reunião de testemunhos, muito torturante para qualquer ser humano racional!

      • Magnólia Sá: As escrituras dizem:” ide por todo mundo e pregai o evangelho à toda criatura e o QUE CRER E FOR BATIZADO…” Os missionários ( e pelo que vc falou em outro post, vc serviu missão) procuram ensinar a todas as pessoas,mas não se pode obrigar ninguém a aceitar o evangelho…Se desejamos que pessoas letradas aceitem o evangelho,devemos procurar apresentar-lhes a igreja,afinal, se somos “doutos e letrados” provavelmente as pessoas de nossa relação devem estar no mesmo nível de conhecimento que pretendemos ter…já os missionários não podem ficar escolhendo ensinar a classe A B C D ou E…devem ensinar a todos que aceitem ouvir as palestras…

        Quanto ao incômodo causado aos ouvidos por oradores que gaguejam ou tem dificuldades de leitura, seria interessante entendermos que a grande maioria de nossa população sofre desse mal, basta vc ir a qualquer sala de aula, inclusive bancos de faculdades e vai vislumbrar isso.

        Um dos propósitos declarados da igreja é justamente o aperfeiçoamento dos Santos, portanto dar a oportunidade de qualquer pessoa, independente de sua instrução, discursar ou ler em sala de aula é uma maneira de , na prática, favorecer a autoestima desses membros.

        Eu desconheço qualquer chamado inútil na igreja, desculpe, e não vejo qualquer chamado como forma de “obrigar” quem quer que seja a frequentar a igreja, até porque, quando existe um chamado a pessoa tem toda a possibilidade de recusa-lo. Vai do desejo de cada um de servir ou não.

        Outrossim, quando nos despimos de nosso orgulho ou preconceito em relação à maneira como alguma pessoa fala ( com sotaques, palavras mal pronunciadas, ou o que seja , e nos atemos ao teor do que está sendo transmitido, damo-nos a oportunidade real de aprender com os “humildes” ao invés de buscarmos motivos para não dar atenção ao que é falado porque achamos que só pessoas prolixas podem e devem ser levadas em conta.

        Quanto às reuniões de testemunho, muitas delas realmente são por demais monótonas por acabam parecendo um desfiar de discursos decorados como os dos Zoramitas no Rameamptum….Infelizmente alguns líderes locais contribuem para isso ao estabelecer que os testemunhos devem ser breves para que “todos tenham oportunidade de falar”…Isso de certa forma inibe aqueles que gostariam de partilhar alguma experiência espiritual edificante e se privam disso por conta do tempo restrito,optando por falar sobre Deus, cristo e a restauração do evangelho…

        Faz tempo que não vejo uma preocupação nas unidades em ministrar cursos de oratória ou didática…

    • Marco, acredito que vai muito além do fato de “maus” oradores ou professores, há alguns bons anos que as capelas, no geral, se tornaram desertas durante a semana,servindo apenas para as reuniões dominicais…no meu tempo ( 1978) as capelas permaneciam abertas de terça a domingo…tínhamos atividades programadas ou não durante toda a semana…íamos lá nem que fosse só para bater papo…hoje parece que ninguém mais gosta de interagir fora das reuniões dominicais. Capelas fechadas significam jovens em outros lugares…

  9. A posição da igreja e clara quanto ao que pecado,as escrituras nos ensinam,não precisamos de profissionais da palavra.precisa de pessoas dispostas a viver honestamente com esforço constante os ensinamentos de Jesus Cristos.nos falamos demais,boa parte das pessoas deixam a igreja porque querem seguir seu arbítrio.seria muito honesto,e uma atitude de homem alguem falar,deixei a igreja por que eu gosto de beber,fumar,gosto de pornografia,não quero viver a castidade.ninguem e levado a cometer tais atos por o lider,e fraco etc.vamos parar com esse papinho furado,todos são aceitos na igreja,se precisamos melhorar em qualquer apecto da vida.a igreja não fará diferença,,

    • Manoel: Ainda que uma pessoa fume,beba,goste de pornografia ou coisas do gênero, isso não o impede de frequentar a igreja…é até bom que a frequente para poder se fortalecer espiritualmente…

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