Para os que não moram em São Paulo e/ou não poderão comparecer pessoalmente à nossa quarta conferência anual de estudos Mórmons, neste sábado, estamos transmitindo ao vivo aqui:
Fique à vontade para usar este espaço também para perguntas e comentários sobre cada apresentação. O programa da conferência encontra-se aqui.
“A jornada de Andrew Jenson pela América Latina em 1923“ – Reid Neilson (Departamento de História da Igreja, EUA)
Andrew Jenson amava o Livro de Mórmon e tinha um verdadeiro fascínio pela ideia dos descendentes de Leí vivendo na América Latina. Os sud norte-americanos em geral ligavam os lamanitas aos povos ameríndios da América do Norte. Proselitismo entre as tribos indígenas teve pouco sucesso. Os sud se sentiam frustrados com a pouca receptividade dos indígenas em relação ao evangelho.
Por 50 anos tal esforço missionário entre as tribos da América do Norte se manteve, apesar das sugestões de Joseph Smith na década de 1840 sobre as populações indígenas da América Latina. O primeiro esforço missionário na América Latina se deu no México.
No final do séc XIX surgem diversos livros buscando provar a historicidade do Livro de Mórmon, apontando para achados arqueológicos. Muitos acreditavam que Zaramhenla seria encontrada na Colômbia, por exemplo.
Expedições à América Central e do Sul.
Joseph F. Smith em 1903 recebe o pedido de autorizar uma conferência em que se discute a geografia do LM. Smith não se mostra tão entusiasta. B.H. Roberts and James E. Talmage estavam entre as autoridades gerais que eram entusiasta desse debate. Andrew Jenson está nesse grupo.
Surgem no início do séc XX, diversas tentativas de mapear as terras do LM no continente americano.
Assim como hoje, havia muitas opiniões diferentes entre os líderes a respeito do assunto. Foi nessa época que o historiador assistente Andrew Jenson se torna ainda mais interessado pelo tópico. Sua primeira exploração foi no México.
Dois anos depois, decidiu ir à América Central e do Sul. Queria ver as terras do LM e valiar a possibilidade de enviar missionários para tais países. Viagem em 1923.
Andrew Jenson enviou 37 cartas durante a sua viagem. Reid Neilson e Justin Bray (que esteve na Conferência do ano passado) estão trabalhando num projeto de estudo dessa correspondência.
Ao visitar sítios arqueológicos como Machu Pichu, Andrew Jenson sentiu-se grato por ter suas orações respondidas e ver o que acreditava ser resquícios das civilizações do LM.
Jenson, ao retornar da viagem, relatou à Primeira Presidência, sugerindo o envio de missionários, além de dar serões locais sobre sua viagem.
Iniciativas do Departamento de História da Igreja: reconstituição do local onde aconteceu parte da tradução do Livro de Mórmon e a restauração do sacerdócio, na Pensilvânia. Digitalização dos arquivos para estarem disponíveis online. Grande parte estará disponível gratuitamente; parte por um pequeno valor.
“Quantos já usaram o catálogo online de História da Igreja?”, pergunta Reid Neilson. Intenção de disponibilizar certos materiais nas dez línguas mais faladas por membros da Igreja, incluindo português e espanhol, além de tagalogue, japonês, etc.
Há alguns membros da equipe de Reid que falam português, como Justin Bray, e que podem auxiliar em pesquisas.
Há em cada país pessoas responsáveis pela história da igreja local, inclusive no Brasil. O que fazer com um documento que se quer disponibilizar para a história da igreja? Enviar para o historiador local, que enviará uma cópia a Salt Lake.
Reclamação do público: o historiador local da área Brasil não é muito cooperativo em disponibilizar materiais, etc. Reid: se há problemas locais, entrem em contato conosco (Departamento de História da Igreja). Kent Larsen: historiador da área Brasil possui várias notícias que seria destinadas à Liahona e nunca foram utilizadas para a revista, nem enviadas para Salt Lake City. E tampouco estão disponíveis ao público.
Estatísticas sobre frequência a reuniões sacramentais, templo, etc: nem tudo está disponível.
Reid Neilson virá ao Brasil em outubro. Agradecimentos a Justin Bray pela ajuda com a pesquisa sobre Jenson.
Grato