Arqueologistas Descobrem Cidade Nefita

Pesquisadores da Universidade de Brigham Young, em colaboração com cientistas de outras universidades, descobriram inscrições que comprovam narrativas do Livro de Mórmon em um templo no sítio arqueológico denominado Lamanai na região norte de Belize.

Visão Aérea do Templo da Lamanai

Visão Aérea do Templo da Lamanai

As ruínas do templo de Lamanai havia sido descoberto em 1917 pelo explorador Thomas Gann e excavações começaram apenas em 1974 com a equipe de arquelogistas de David M. Pendergast do Museu Real de Ontario. O time de cientistas atualmente encarregados pelos estudos no sítio são liderados pela Dra. Elizabeth Graham da University College London e Dr. Scott Simmons da University of North Carolina – Wilmington. Desde 2006 as pesquisas no sítio estão direcionadas para análise de artefatos principalmente, enquanto excavações estão suspendidas temporariamente.

Neste hiato de excavações, descobriu-se artefatos previamente catalogados com inscrições descontextualizadas para os especialistas, porém familiares para qualquer Mórmon. Através de uma série de coincidências e contatos acadêmicos, tais inscrições foram compartilhadas com o Dr. Bruce Bachand da Fundação Arqueológica Novo Mundo da Brigham Young University, universidade oficialmente vinculada à Igreja Mórmon.

Bachland imediatamente reconheceu a importância das inscrições recém descobertas.

Localização de Lamanai na América Central

Localização de Lamanai na América Central

Algumas das inscrições mencionam nomes importantes na literatura sagrada Mórmon: Lamã, Lehi, Limhi, Néfi, Helamã, Omni, Mulek, Korihor, e mais surpreendentemente, Zarahemla. Este figura como uma cidade-estado importante na narrativa do Livro de Mórmon, e a inscrição de Lamanai inclui este nome num contexto geográfico, embora ainda não completamente claro ou específico.

“Sem sombra de dúvidas, trata-se de um achado importante e surpreendente,” diz Bruce Bachland. “Ainda há muito que se desvendar sobre os detalhes destas inscrições, mas certamente é muito gratificante fazer parte de uma descoberta que contribua intelectualmente para a fé de milhares de pessoas. Não que a crença no Livro de Mórmon seja predicada em provas arqueológicas, mas é inquestionável que a completa falta de confirmações científicas há décadas causa desconforto para muitos fiéis. Este é a primeira instância do gênero e deve servir para aliviar muita tensão entre ciência e religião para muitos dos meus correligionários.”

Templo de Lamanai, visão principal

Templo de Lamanai, visão principal

Tanto as equipes do Dr. Bachland, como as equipes da Dra. Graham e do Dr. Simmons, ressaltam a importância da qualificação de que mais estudos serão necessários para confirmar estes achados e que estas conclusões ainda são preliminares.

O sítio de Lamanai serviu como um importante centro político e econômico no Período Pré-Clássico, entre os séculos IV AEC e I EC. Em 625 EC a “Stele 9” foi construída na língua Yucatec. Lamanai continuou habitada até a invasão Espanhola do século XVII EC, quando frades Católicos estabeleceram duas igrejas, mas revoltas Maias expulsaram os Espanhóis com o tempo. A região, abandonada, foi subsequentemente incorporada pelos Britânicos a colônia da Honduras Britânica, passando para o país de Belize na época de sua independência da Coroa Inglesa.

Artigo original publicado aqui e traduzido com permissão.

[UPDATE: Não deixe de ler esta informação mais recente e pertinente aqui]


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141 comentários sobre “Arqueologistas Descobrem Cidade Nefita

  1. Brincadeira infeliz, por se tratar de um site em quem deveria preservar a verdade…. Sinto mas não confiarei mais neste site que manipula informações com um cunho que deveria refletir sempre a verdade. Adeus site.

      • Nao e falta de humor. E sim ter consciencia de que isso pode servir como um prato cheio para os anti-mormons, jah q muitos mormons desavisados estao postando em seus Facebook achando a ‘veracidade do Livro de Mormon. ‘ Te liga. Esse tipo de brincadeira eh sem senso nenhum e nao tem graca!

      • Quer dizer, então, que há milhares de Mórmons brasileiros que passam “notícias” adiante sem sequer se dar o trabalho de le-la, muito menos avalia-la, e você está preocupada “que isso pode servir como um prato cheio para os anti-mormons”?

        Isso me lembra aquelas mães que morrem de medo de que seus filhos façam comentários racistas em público, para não aparentarem mal-educados, ao invés de morrerem de medo de que seus filhos pensem como racistas.

        Milhares de Mórmons brasileiros acreditam em rumores que promovem a fé sem qualquer hesitação racional ou ponderação intelectual e você está achando ruim que vai ficar feio “para os anti-mormons”? Essa, você acha, é que deve ser a prioridade aqui?

        Veja como outro SUD avaliou esse curioso episódio. E, como você mesmo disse: “Te liga”.

        Sim, é falta de humor. E de um pouco de inteligência, também.

      • Para um site que se coloca com objetivo de estudo, com busca de fontes reais, esse tipo de brincadeira beira o mau gosto e perde a credibilidade de outras informações. Foi muito infeliz quem postou esse tipo de informação. Vou pensar duas vezes em acreditar em outros textos escritos neste site ou pelo nos textos de quem postou esse artigo.

      • André, incentivar você a “pensar duas vezes” antes de “acreditar em outros textos escritos” é justamente a nossa missão! A “credibilidade de outras informações” depende, única e exclusivamente, na qualidade de suas fontes e seus argumentos. Nós queremos que você investigue ambos para determinar, por si mesmo, usando suas faculdades intelectuais e racionais, se cada artigo publicado aqui tem ou não credibilidade. O Vozes Mórmons é uma ferramenta para ensinar e incentivar estudos, não para lhe dizer no que deve e no que não deve acreditar…

        Agora, se alguém acha que uma brincadeira com uma fonte explícita demonstrando a natureza da brincadeira é “ambíguo” demais a ponto de descreditar qualquer trabalho e qualquer fonte, então eu acho que ali já não há muitas “faculdades intelectuais e racionais” para incentivar…

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