Quatro jovens missionários da Igreja Mórmon foram presos por policiais da pequena cidade de Anahuac, no estado mexicano de Chihuahua.

Os missionários foram detidos após participar de uma briga com um pai de família que se enfureceu ao descobrir que eles queriam batizar seus três filhos menores, sem o seu consentimento, e obrigando-os a tirar suas roupas para vestir uma bata branca, enganando-os até a capela mórmon com ofertas de doces, batatas fritas e refrigerantes.
O comandante da corporação preventiva, César Estrada Ruiz, disse que, embora os missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tivessem sido presos e levados para a delegacia pela briga, eles também foram detidos para maiores investigações.
Explicou ainda que fora na noite da quinta-feira passada quando Felix Gabriel de la Peña relatou que na capela mórmon, localizada a apenas uma quadra do comando policial, houve uma altercação dele com os jovens missionários que, de acordo com o testemunho de seus três filhos com idades entre 9 e 11 anos de idade, haviam denunciado que eles foram convidados a tirar as roupas para vestirem um traje branco e se batizarem, “pois esse era o procedimento para tal ato religioso”.

Os três filhos, assustados, fugiram e relataram o fato imediatamente ao seu pai, a quem também explicaram que haviam sido convencidos a ir porque lhe foram oferecidos doces, batatas fritas e refrigerantes, mas que depois teriam que se deixar serem batizados. A exigência de despir-se para vestir roupas brancas lhes assustou, motivando a fuga e a denúncia.
De acordo com o presidente da seccional de Anahuac, os missionários foram presos e fichados para impedir sua reentrada no Estado.
“Os jovens deixaram os protocolos que têm”, explicou o subprefeito Ruben Aguilera, que participou pessoalmente da queixa dos pais e arrastou os jovens mórmons perante o Ministério Público para dar início à investigação.
Eles também dialogaram com os líderes mórmons, que estão preocupados porque a situação em que eles estavam envolvidos não deveria ter acontecido, afirmando que fora feito sem autorização dos pais ou da liderança.
Membros mexicanos da Igreja se prontificaram a sair em defesa dos missionários na página de Facebook do jornal que divulgou a história, apesar de não possuir nenhum conhecimento pessoal do caso.

“Que notícia tão sensacionalista! Antes de falar de uma igreja ou de qualquer lugar investiguem ao menos que seja [para saber] os termos que usam.”
Os fatos para esse membro é nada mais que “sensacionalismo”. Ignoremos que o jornal nada mais citou os fatos da ocorrência policial, e ainda citou líderes da Igreja surpresos com uma ação “não autorizada”. Se a notícia é negativa, ela só pode ser “sensacionalista”!

É mentira pura dos meios [de comunicação] como sempre. Não há tanta informação. Sabemos que são testes.. (sic) primeiro que investiguem… (sic) as autoridades. (sic) Eu tenho 30 anos de membro e nunca vi essas farsas,,, (sic) dos meios.. (sic)
Novamente, nada mais que fatos simples são mencionados, testemunhos citados. Mas se a notícia é negativa, ela só pode ser “mentira”. Se eu nunca vi nada disso em 30 anos, não pode acontecer. (Exceto que já aconteceu, e instigado pela Primeira Presidência! Ver abaixo.)

“Pois, eu sou mórmon e sou feliz, e em nenhum momento os missionários obrigam ninguém a se batizar, muito menos se são menores de idade. Deixem de nos perseguir, e às pessoas que leem isso, deixem de acreditar nessas mentiras.”
“Sou mórmon e sou feliz…. E repito que investiguem os atos…. (sic) Primeiro e peçam desculpas [por] seu artigo tão sensacionalista e feio…. (sic)”
Ou seja: Se eu nunca vi, não acontece. Se eu sou feliz, eu tenho razão. Se a notícia é ruim, é mentira ou sensacionalista.

“Olá eu sou de fato mórmon e são puras mentiras como sempre mas se alguém tem dúvidas podem ir às reuniões dominicais quando quiserem é muito fácil falar e criticar porém se deixam sua casa. família. estudo. etc. Vale a Pena (sic)”
“Não necessito estar presente [i.e., ser testemunha] para falar como são as coisas e quando quiser pode ir a qualquer capela que verá como são as coisas realmente (sic)”
Ou seja: Eu não preciso ser testemunha de um evento para dizer se ocorreu ou não. Eu posso ignorar as testemunhas do evento, porque eu sei o que ocorreu e o que não ocorreu. Se você for à capela, também saberá se o evento ocorreu ou não ocorreu.

“Um dia terão que prestar contas por sua publicação mentirosa, já que não há coisa oculta nesta vida que não virá à luz! Os missionários são embaixadores de de (sic) um trabalho nobre e desinteressado! Eles serão testemunhas diante de deus (sic) contra todos aqueles que lhes estão culpando e julgando sem provas.”
Fechamos os exemplos com o clássico mórmon: A ameaça apocalíptica! (Novamente, é importante lembrar que os artigos jornalísticos nunca “condenarem” os missionários, apenas relatando as acusações e o fato de terem sido presos.)
E assim por diante seguem os muitos e muitos comentários de membros da Igreja. Curiosamente, nenhum deles chocado ou surpreso ou desapontado com a má conduta dos missionários.
Essa história mexicana, se confirmada, é muito similar ao famoso “programa de batismos através de baseball” da década de 1950. Entre 1953 e 1960, o Apóstolo Henry Moyle convenceu o Presidente David McKay a construir capelas onde não haviam membros suficientes para justificá-las na fé de que elas atrairiam o crescimento de proselitismo. Quando as taxas de conversão não alcançaram as expectivas, Moyle convenceu a Primeira Presidência a instituir um programa de esportes para os jovens das comunidades ao redor dessas capelas (tipicamente, baseball, mas às vezes viagens à praia e outras atividades lúdicas) inteiramente financiado pela Igreja e com apenas um pré-requisito: Os jovens precisavam se batizar para poder participar das atividades.
Obviamente, o programa foi um desastre. Inicialmente, porém, com o súbito surto nas taxas de batismo, Moyle passou a gozar de enorme prestigio com McKay, e assim implementou mudanças nas práticas de proselitismo, modernizando a força missionária com palestras memorizadas e metas mensais e anuais para números de batismos mínimos. Moyle foi promovido a Segundo Conselheiro na Primeira Presidência em 1959, e depois Primeiro Conselheiro em 1961. Quando se deram conta em 1962 que a taxa de retenção desses jovens era abismalmente baixa, que as capelas recém-construídas permaneciam vazias, e que a Igreja encontrava-se afundada em dívidas multimilionárias por causa desse projeto de construção civil, McKay removeu todas as responsabilidades de Moyle, mantendo-o apenas nominalmente em seu cargo até seu falecimento. [2] Apóstolos, como Mark E. Petersen na Europa, foram designados para averiguar o estado espiritual desses jovens conversos do programa de baseball, e logo excomunhões em massa foram organizadas para acertar os registros.
Estaria algum líder rescussitando o falecido programa de Moyle no México?
NOTAS
[1] A reportagem original, e as fotos, foram publicadas no jornal regional El Heraldo del Noroeste, pertencente à maior empresa de mídia impressa da América Latina Organización Editorial Mexicana.
[2] Prince, Gregory e Wright, William, David O. McKay and the Rise of Modern Mormonism, University of Utah Press, 2005
Gente, vamos falar a real (chega de hipocrisia ) todo mundo sabe que isto acontece em todas as unidades da igreja Brasil a fora, felizmente não são a maioria dos missionários que fazem isso. Diga-se de passagem a grande maioria destes jovens possuem um coração bondoso e disposto (sim e ingenuo também). Mas sinceramente quando você vê uma dupla destes missionários (malandros) levando todo final de semana cinco seis crianças sem pai, mãe ou responsável, e jogando na primária eles estão fazendo oque ? cumprindo o “papel e chamado divino dado por Cristo? ou no fundo estão dando um belo de um golpe, para que seus números fiquem maiores para o presidente?, não precisa de doce e nem pastelzinho não. É que esses “coitados” da missão mexicana eram um pouco mais burros! Qualquer membro da igreja que foi missionário de tempo integral sabe do que eu estou falando. Simplesmente lastimável !!
Silva não! eu não estava na plenitude de minhas faculdades mentais, fui obrigada e não finja que isso não existe, procura no google sobre dissonância cognitiva e técnicas de hipnotismo e vc encontrará uma denominação dos mórmons!
“…fui obrigada…” Normalmente esta é a resposta para não assumirmos as responsabilidades de nossas decisões. Como existem pessoas presas que usam esta mesma tese! Decidiu ir para a missão e depois odiou, só havia os piores seres humanos lá, a doutrina é a mais pura mentira, a igreja é mais hipócrita que existe, normal, sua opinião, respeito. Mas dizer que foi obrigada, um adulto, a fazer algo em que conheço centenas de outras pessoas que recusaram e não foram e seguiram suas vidas, é forçar um pouco para deixar a instituição que não gosta em uma situação pior utilizando um argumento não verdadeiro.
A Igreja obriga sim senhor! Ela obriga as crianças a frequentarem a primaria. Fazendo isso, as cabeças delas estarão “lavadas”, “manipuladas”, orientadas para se prepararem para uma missão. É um crime o que fazem com as criancinhas na igreja Mórmon. Estou falando isso, porque presenciei esse tipo de lavagem cerebral. Então, não venha me dizer que a igreja faz apenas um convite. Há insistências que vão além do simples convite. Há metas, regras a serem seguidas em preparação para a missão. Há até um monitoramento para saber se os jovens são castos ou não. É lindo tentar me contradizer, mas na prática, você sabe que não é bem assim.
A missão é sempre uma experiência negativa. Mais cedo ou mais tarde a pessoa se arrepende de ter passado dois anos trabalhando de graça e de besta para uma multinacional norte americana, cujo único objetivo é arrecadação milionária isenta de impostos. Mas nunca é tarde de mais para acordar e ser realmente feliz…
Silva, não é porque você ignora como muitas coisas realmente funcionam ou são aplicadas que elas deixam de ser verdadeiras. Lembro até de uma máxima missionária do tempo que eu lá batia portas: não é o número de “nãos” ou “sims” que determina tua fé e crença.
Mas vou replicar aqui o que já comentei mais acima:
“(…) há pelo menos três maneiras de induzir uma pessoas a fazer algo que normalmente ela não faria:
1. Cobiça;
2. Medo;
3. Culpa.
Vê-se pelo menos uma dessas três coisas em muitos discursos religiosos, especialmente aqueles onde o fiel (vítima) tem algo que o orador deseja (em geral dinheiro ou trabalho escravo).
Se isso não é OBRIGAR algum ingênuo de aproximadamente 20 anos (no caso da insistência de que uma missão é requisito de aprovação divina), então não sei o que seria.”
Magnólia Sá
Verdade…
Será que as pessoas não conseguem enxergar o que é feito dentro dos portões do CTM?
Nunca se perguntaram o porque a família e parentes não podem visitar seu missionário enquanto esta la dentro?
Uma hipnose é isso o que acontece. Jovens confinados a 2 semanas de leituras e testes de como abordar a como se santo, e por ai vai .
Deixando o jovem vulnerável, com sentimentos de ser o pior ser da face da terra.
É verdade, eles manipulam muito bem tudo em volta da vidas desses pobres missionários!