Desafio de história mórmon

É hora de testar os seus conhecimentos sobre a história mórmon.

Houve apenas um homem que se tornou presidente da Igreja sud sem que tivesse uma esposa viva e que permaneceu sem cônjuge ao longo de toda sua administração e durante os últimos 14 anos de sua vida. Quem foi ele?

2011

Em 2011 desfilaram diante de nossos olhos a Primavera Árabe e a queda de Kadafi; a crise econômica (de novo) e a morte de Bin Laden; o presidente Boyd K. Packer assegurando que o fim não está tão próximo e novos escândalos de corrupção no governo federal brasileiro; a escrita de operários que construíram Brasília foi encontrada enquanto Sarney reescrevia a história do Brasil sem o impeachment de Collor; tivemos o dito “momento mórmon” nos EUA com um musical chamado The Book of Mormon e pré-candidatos mórmons nas manchetes dos jornais, além da polêmica envolvendo a migraçao ilegal naquele país; gente famosa deixando os palcos da vida, como Liz Taylor, Steve Jobs e Amy Whinehouse; entre mórmons de renome, também nos deixaram Chieko Okazaki, Marion D. Hanks e, mais recentemente, Ronald E. Poelman; também o tema da Mãe Celestial foi redecoberto em uma publicação da BYU.

Qual foi, na sua opinião, o evento mais importante de 2011?

Teodemocracia

Observar os pré-candidatos mórmons à presidência dos EUA e as implicações políticas do que tem sido considerado o “momento mórmon” naquele país nos faz também comparar a evolução do pensamento político mórmon ao longo de nossa história. Uso “evolução” para falar de uma mudança que não necessariamente significa um aprimoramento em si, ainda que sugira uma maior e melhor adaptação ao meio.

O mormonismo do século XIX não foi apenas uma nova religião no sentido em que comumente entendemos hoje o termo, mas um movimento que incluía princípios sociais, econômicos e políticos. Como observado por Harold Bloom, a grande realização de Joseph Smith foi transformar uma igreja em um povo. E esse povo precisava governar a si mesmo. Continuar lendo

Steve Jobs e Alma 34

Não acredito que Steve Jobs tenha sido uma grande pensador que deixou à humanidade algo inovador em termos de ideias. Seu legado é muito mais em termos da beleza e recursos que produziu em seus produtos. Injusto seria buscar nele uma fonte de sabedoria. No entanto, ao rever o seu famoso discurso aos formandos da Universidade de Stanford em 2005, fiquei pensando que a maneira como ele tratou da morte me remete ao discurso de Amuleque no Livro de Mórmon.

Continuar lendo

Haverá vida inteligente na internet sud?

Em um fórum de discussão sobre mormonismo, propagandas de marketing multinível estão ao lado de teorias conspiratórias sobre Obama e Dilma; em outro, um moderador diz haver tido um sonho que lhe revelou as reais intenções do autor de um post.  Diz-se que a internet multiplicou o número de autores, facilitou o plágio e tornou mais fácil a difusão de informações – de todo tipo.

cerebro

Para os interessados no estudo do mormonismo,  fontes históricas estão muito mais disponíveis do que nunca – desnecessário dizer que a maior parte permanece em língua inglesa. Fóruns de discussão aproximam e excluem pessoas, comunidades nas redes sociais criam espaços para a reflexão e repetição, promovem e censuram ideias. Há de tudo, para todos os gostos. Mas sempre há Continuar lendo

Nifai

Ler o mesmo texto em diferentes traduções pode nos dar diferentes leituras e novos entendimentos. É comum que textos clássicos sejam o objeto de diversas traduções para a mesma língua. Cada tradução refletirá as intenções do tradutor, sua época, linguagem, etc..

O mesmo pode acontecer com as escrituras. Muitos de nós, por exemplo, gostamos de consultar diferentes traduções da Bíblia, para tentar buscar diferentes ângulos de compreensão, diferentes nuances.

Abaixo, apresento uma nova tradução para uma conhecida escritura do Livro de Mórmon, I Néfi 3:7. Continuar lendo

Hinos nacionais

Aqui vai nossa pergunta neste sete de setembro. No hinário de língua inglesa, membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias encontram os hinos nacionais dos EUA e do Reino Unido. Não estão incluídos hinos nacionais de outros países onde o inglês é língua oficial. No hinário de língua portuguesa, não há nenhum único hino nacional.

Incluir hinos nacionais num hinário religioso faz sentido? Deveríamos ter os hinos brasileiro e português no hinário sud? Por quê?

Do mormonês ao português

Entre mórmons brasileiros, há muitas palavras e expressões que podem ser pouco usadas ou mesmo totalmente desconhecidas dos demais falantes da língua portuguesa. Entre essas estão alguns empréstimos ou adaptações do inglês para o português. Ou, pensando melhor, talvez fosse mais adequado dizer “mormonês”. Continuar lendo

FH: “você tem que respeitar as religiões”

O que é mais importante: crer ou respeitar a crença alheia? Em recente entrevista à revista Alfa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse “você não tem que perguntar se eu acredito, você tem que perguntar se eu respeito”.

Com a liberdade de alguém que não participa mais de disputas eleitorais, FH tem opinado sobre questões sociais importantes, mesmo as mais polêmicas. Suas opiniões sobre religião apontam para a complexa relação que existe em nosso país entre política e religião, especialmente no que diz respeito a questões de estilos de vida ou escolhas individuais. Continuar lendo

Hinos

Porque minha alma se deleita com o canto do coração; sim, o canto dos justos é uma prece a mim e será respondido com uma bênção sobre sua cabeça. (D&C 25:12)

Você tem um hino favorito? Ou depende do seu momento? Há um hino que lhe dê conforto? Motivação? Que inspire alegria?

Compartilhe nos comentários a sua opinião.

Chieko Okazaki (1926-2011)

Chieko Okazaki faleceu na segunda-feira, aos 84 anos. Americana de origem japonesa, Chieko foi a primeira mulher não-caucasiana (não-branca) a servir tanto na presidência da Organização das Moças quanto na Sociedade de Socorro.

Criada como budista, Chieko entrou em contato com missionários mórmons aos 11 anos,  frequentando a Igreja pelos quatro anos seguintes, até sua conversão, aos 15. Na Universidade do Havaí, Chieko conheceu seu futuro esposo, Edward, veterano da II Guerra e à época um fiel congregacionalista. O casal se mudou em 1951 para que Chieko fizesse pós-graduação na Universidade de Utah. Continuar lendo

Abertas inscrições de trabalhos para a III Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

A Associação Brasileira de Estudos Mórmons (ABEM) abriu as inscrições para trabalhos a serem apresentados na terceira edição da Conferência Brasileira de Estudos Mórmons que acontecerá em janeiro de 2012. Com o tema “Mormonismo e sua relação com outras denominações”, a Conferência pretende explorar os diálogos travados entre mórmons e não-mórmons.

A Conferência que acontece em São Paulo tem atraído a atenção de pesquisadores e estudantes do Brasil e exterior, sendo o primeiro evento do gênero fora do hemisfério norte. Continuar lendo

Adão e Descartes

"O Anjo da Presença Divina Trazendo Eva a Adão" (1803), gravura de William Blake

O poeta norte-americano Wallace Stevens (1879-1955) acreditava que a arte seria a grande sucessora da religião em contribuir com algo transcendental à experiência humana. Como alguém que acredita na realidade espiritual de práticas religiosas, não concordo com Stevens, mas reconheço o quanto a arte é capaz de captar e transmitir verdades que consideramos sagradas.

Nos versos a seguir, traduzidos por Paulo Henriques Britto, Stevens retrata Adão e Eva. Melhor: retrata a nós em nossa dívida com aqueles que nos antecederam. Continuar lendo

Pioneiros

Em 24 de julho de 1847, Brigham Young e o primeiro grupo mórmon entravam no vale de Salt Lake. O lugar que havia sido vislumbrado por Joseph Smith para fundar uma nova nação havia sido finalmente encontrado. Os santos estavam fugindo dos EUA e tentando estabelecer seu próprio país. Continuar lendo

Não somos todos mendigos? (E se você se chamasse Amy Winehouse?)

Amy Winehouse aos oito anos

A cantora britânica Amy Winehouse acaba de falecer e não são poucos os comentários que vemos e ouvimos sobre como ela “cavou a própria sepultura”. Com certeza, é necessário num momento como este relembrar os danos que o alcoolismo e o vício em drogas causam ao indivíduo e a todos à sua volta. Um problema surge, no entanto, quando nos falta aquele entendimento que só a compaixão pode nos dar e esquecemos que o álcool e as drogas geralmente não são o início em si da autodestruição, mas o meio.

Em seu belo artigo Compaixão para os que não merecem, Kent Larsen escreveu sobre o perigo espiritual a que nos sujeitamos a ter uma compaixão seletiva: Continuar lendo