‘Paulo, Apóstolo de Cristo’ está mais à Coca-Cola que à Bíblia

O cartaz de Paulo, Apóstolo de Cristo mostra um Paulo com olhar determinado (James Faulkner) olhando diretamente para o espectador. Lucas, interpretado por Jim Caviezel, (Jesus em A Paixão de Cristo), parece resoluto ao seu lado. Dois atores brancos, bonitos, e castigados pelo sol, com narizes fortes e queixos fortes, interpretam heróis da fé cristã.

O que poderia estar errado aqui?

Em termos de precisão histórica, há muita coisa errada. E muito em jogo. Paulo, Apóstolo de Cristo é um entre muitos numa crescente onda de filmes bíblicos que romantizam e distorcem o passado, e ainda arriscam causar danos atuais. Esses filmes são como refrigerantes: doce, fácil de engolir, mas prejudicial se parte de uma dieta constante.

Cartaz de “Paulo, Apóstolo de Cristo” com Paulo (James Faulkner) e Lucas (Jim Caviezel) olhando diretamente para o espectador.

Eu me diverti assistindo Paulo, Apóstolo de Cristo; a subtrama fictícia de Paulo assombrado pelo assassinato de uma jovem é bastante tocante. Apesar disso, acredito que o filme deve mais à Coca-Cola do que à Bíblia. Eis cinco razões: Continuar lendo

O Púlpito Sagrado do Mormonismo

Neste fim de ano, o departamento de relações públicas d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou um breve vídeo oferecendo o que seria uma “retrospectiva” do ano de 2016 para a Igreja.

Fotógrafo (à esquerda) e cinegrafista da Igreja não perdem a oportunidade para documentar imagens de propaganda com o Apóstolo Russell Ballard visitando

Fotógrafo (à esquerda) e cinegrafista da Igreja documentam imagens de propaganda com o Apóstolo Russell Ballard visitando voluntários SUD facilmente identificáveis pelo uniforme do programa Mãos Que Ajudam. Cena do vídeo.

O que, talvez, a liderança da Igreja, que supostamente autoriza tais campanhas publicitárias, não perceba é o quanto tais ações de propaganda lembram uma famosa estória do Livro de Mórmon.

Assista o vídeo: Continuar lendo

Mórmons Mobilizam por Vítimas de Terremoto e Publicidade

A região de Canterbury, em especial a cidade de Kaikoura, no norte da Nova Zelândia foi atingida por um terremoto de magnitude 7,8 na escala de Richter à meia-noite de ontem, horário local.

Mapa da Nova Zelândia indicando epicentro do terremoto de magnitude 7,8 do dia 14 de novembro de 2016. Linha vermelha cruzando o mapa indica falha tectônica da margem sul da Placa do Pacífico (Mapa: USGS)

Mapa da Nova Zelândia indicando epicentro do terremoto de magnitude 7,8 do dia 14 de novembro de 2016. Linha vermelha cruzando o mapa indica falha tectônica da margem sul da Placa do Pacífico (Mapa: USGS)

A Igreja Mórmon, por sua parte, não perdeu tempo para elaborar um esforço de arrecadação de suprimentos e materiais muito necessários às vítimas da região. E tampouco perdeu tempo para anunciar publicamente seus esforços e aproveitar o bônus de relações públicas. Continuar lendo

Dallin Oaks: Igreja Doa $40 Milhões Anualmente

O Apóstolo da Igreja SUD Dallin H. Oaks afirmou, em discurso para a Universidade de Oxford, que a Igreja doa uma média de USD 40 milhões anualmente em ajuda humanitária há mais de 30 anos.

Dallin H. Oaks discursando na Universidade de Claremont. © 2015 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.

Dallin H. Oaks discursando na Universidade de Claremont. © 2015 by Intellectual Reserve, Inc.

A informação oferecida pelo Apóstolo Oaks diverge apenas modestamente de nossas estimativas de 2 anos e 4 anos atrás de uma média em torno de USD 46 e 84 milhões anuais, baseadas em cálculos envolvendo dados oficiais da Igreja e informações descobertas por um processo jurídico inglês.

Essa quantia investida pela Igreja em caridade e ajuda humanitária representa, de toda sua renda em doações voluntárias como dízimos e ofertas de jejum. aproximadamente Continuar lendo

A Avestruz Mórmon

Mórmons fazem como a avestruz, enterrando a cabeça na areia quando confrontados com uma situação desconfortável ou desconhecida?

Avestruz

Essa é a atitute mórmon quando confrontado com fatos novos ou desconhecidos ou desafiadores?

Todos não, dirá um.

Se não todos, a maioria? Esse tipo de atitude é cultural ou institucionalmente encorajada?

Vejamos. Continuar lendo