A Quem As Mãos Ajudam?

A Igreja SUD mantém um programa de caridade e voluntariado conhecido como “Mãos Que Ajudam”.

Maos Que Ajudam

Além da controvérsia de patrocinar voluntariado para uma empresa de fins lucrativos (notoriamente corrupta) com mão-de-obra gratuita, e de dedicar apenas uma parcela ínfima para ajuda humanitária das vastas contribuições arrecadas anualmente (sem contar com o vasto império bilionário de empresas com fins lucrativos de propriedade da Igreja), esses programas de caridade e voluntariado costumam servir de fértil fonte para propaganda oficial, dando origem ao famoso trocadilho “Mãos Que Divulgam”. Membros da Igreja voluntários vestem o chamativo e facilmente reconhecido colete amarelo que facilita reconhecimento nas fotos que são publicados pela Igreja e patrocinados em sites de notícias e divulgação.

A nossa pergunta para os leitores é se esse tipo de caridade é válida ou louvável? Ou o que vale é o ato em si? Se o resultado pragmática importa mais que a intenção espiritual, não deveria a Igreja multi-bilionária e financiada pelo Estado através de generosas isenções de impostos investir mais em caridade do que somas pífias? Por outro lado, se as somas não importam, mas sim o espírito com que se oferece ajuda, então a publicidade e auto-promoção não desmerecem o ato em si? Os ensinamentos de Jesus sobre o assunto merecem consideração especial?

“Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.”

18 comentários sobre “A Quem As Mãos Ajudam?

  1. Também sempre me questionei sobre essa “ajuda” da empresa sud, até porque nunca vi nenhum outro além desse, falam mal das outras igrejas, mas elas ajudam muito mais do que eles ganhando bem menos dízimo dos fiéis….

  2. Na minha opinião, essa escritura,se relacionava as pessoas que tomam os atos de caridade como algo para envaidecer-se,mostrar orgulho e ganhar glória dos homens com intuito de ganhar poder ou influencia.Um sentimento de egoísmo e que nada colabora para o desenvolvimento espiritual.Minha monografia na universidade foi sobre o MQA. Esse programa ajuda os membros a ter MAIS UMA oportunidade de servir e tirar a igreja da obscuridade.Abrem-se portas para relacionamento com a mídia e o governo, se ganha facilidade para inserção na comunidade e proclamar o evangelho.Penso que o MQA poderia ser mais fortalecido e realmente se tornar um dos perfis da igreja fortemente destacado na sociedade.Tenho a opinião que a marca “Mórmon” deve ser evitada no MQA. Tenho boas idéias para os Assuntos Públicos da igreja.Ainda temos muito que avançar.

    • otavioasp, acho que esse é o motivo do debate. O MQA está deixando de ser CARIDADE para se tornar propaganda de divulgação da empresa SUD. Perdendo assim o propósito principal, conforme o dito popular: “FAZ O BEM SEM OLHAR A QUEM.”.

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