Quando lançado pelo presidente Hinckley, o Fundo Perpétuo de Educação (FPE) foi
recebido por membros no Brasil com grande euforia. Seu próprio nome procurava fazer uma ligação com o antigo Fundo Perpétuo de Imigração e portanto com seu potencial de ajudar novos pioneiros na construção de Sião. O programa destinado a fomentar o estudo vocacional de suds em países em desenvolvimento não demorou muito para ser chamado localmente de revelação (mesmo sem ter sido chamado de tal pelos líderes mundiais da Igreja) e ser incluído em declarações nos domingos de jejum e testemunho.
Hoje, dez anos depois do lançamemto do FPE, já escutei relatos positivos e negativos de jovens adultos que utilizaram esse financiamento educacional a juros baixos, mas não tenho acesso a dados concretos que mostrem em que situação está hoje. No entanto, noto que é cada vez mais rara a sua menção como uma revelação; aliás, é cada vez mais rara a sua simples menção nas reuniões da Igreja.
O que vocês notam nesse sentido? Ainda se fala muito do FPE em suas alas e ramos? Ele é citado como uma revelação? Estará sendo menos procurado pelos brasileiros? Nossos leitores estrangeiros têm notícias sobre o FPE em outros países em desenvolvimento- Angola, Bolívia, Argentina, etc?
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Na minha ala pelo menos ninguém procura, não é uma ala mto grande e as famílias que frequentam são mais abastadas, menos eu, rsrsrs, por que eu utilizei, mas em outras alas da estaca algumas pessoas já utilizaram até pra fazer graduação mesmo.
É um paradoxo o que vem a ser o FPE; no início do êxodo da igreja em direção ao oeste, foi prioritário dar e promover ‘educação’, além de cuidar também da saúde, tanto é que há a BYU (e não sei se há algum tipo de hospital mórmon). Nesse sentido a igreja deveria se espelhar na atuação da igreja adventista que possui boas escolas e hospitais espalhados pelo mundo. Parece-me que hoje o FPE é acessível também ao ensino superior, no meu caso – à época – só servia para cursos técnicos, e pasmem: o valor concedido sobrava para quitar o restante do meu curso superior! Fiquei indignado, mas acabei usando para também pagar um curso técnico que já em andamento. Uma das coisas intrigantes é que sempre houve algumas bolsas de estudos a disposição, um de meus bispos a recebeu, foi para a BYU graduar-se em economia…outro foi para engenharia, agora eu que estava na área de ‘humanas’ não atendia aos interesses da organização. Minha Crítica é a insistência de achar que um curso técnico sana as necessidades econômicas, como citado por alguns leitores, há possibilidade de crescimento em outras vias, como em um curso de línguas… Em fim, graduei-me por ter sido classificado no PROUNI, levei 10 anos para voltar a faculdade, por falta de recursos, minha vida seria outra se tivesse os recursos necessários naquela época. Ter feito uma missão foi algo de inestimável valor pessoal, mais que me desestabilizou financeiramente, uma vez que abir mão de uma ótima oportunidade de trabalho, na qual poderia ter feito carreira.