Como vai o Fundo Perpétuo de Educação?

Gordon B. Hinckley

Quando lançado pelo presidente Hinckley, o Fundo Perpétuo de Educação (FPE) foi
recebido por membros no Brasil com grande euforia. Seu próprio nome procurava fazer uma ligação com o antigo Fundo Perpétuo de Imigração e portanto com seu potencial de ajudar novo pioneiros na construção de Sião. O programa destinado a fomentar o estudo vocacional de suds em países em desenvolvimento não demorou muito para ser chamado localmente de revelação (mesmo sem ter sido chamado de tal pelos líderes mundiais da Igreja) e ser incluído em declarações nos domingos de jejum e testemunho.

Hoje, dez anos depois do lançamemto do FPE, já escutei relatos positivos e negativos de jovens adultos que utilizaram esse financiamento educacional a juros baixos, mas não tenho acesso a dados concretos que mostrem em que situação está hoje. No entanto, noto que é cada vez mais rara a sua menção como uma revelação; aliás, é cada vez mais rara a sua simples menção nas reuniões da Igreja.

O que vocês notam nesse sentido? Ainda se fala muito do FPE em suas alas e ramos? Ele é citado como uma revelação? Estará sendo menos procurado pelos brasileiros? Nossos leitores estrangeiros têm notícias sobre o FPE em outros países em desenvolvimento- Angola, Bolívia, Argentina, etc?

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20 comentários sobre “Como vai o Fundo Perpétuo de Educação?

  1. Realmente há alguns na Igreja que pensam que todos os programas da Igreja foram recebidos por revelação, tanto é assim que chegam até a menosprezar ou criticar idéias locais de iniciativas dos próprios membros. Estes talvez ficariam surpresos quando descobrirem que muito do que temos na Igrreja hoje na verdade partiu da iniciativa de alguns membros locais, e a Igreja, achando a idéia interessante passou a expandi-la para todas as Alas e Estacas. Foi assim com as revistas da Igreja, que começou com a iniciativa local do Juvenile Instructor. A idéia do FPE começou através da iniciativa de ex-presidentes de Missão do Brasil que viram uma oportunidade de ajudar brasileiros a completar seus estudos. Em Curitiba existiam as “bolsas Araucárias”, para os MBAs da BYU existe a “Cardon Scholarship”, e assim por diante.
    Quanto à crítica ao FPE, eu tenho alguns pontos:
    a) Não deveria estar vinculado à matrícula no Instituto.
    b) Não deveria estar limtado ao jovens adultos de 18 a 30 anos.
    c) Deveria ser restrito a ex-missionários(as) ou então a conversos depois da idade de Missão.

    Já vi membros semi-ativos ou quase inativos frequentarem o Instituto apenas para terem uma ajuda do FPE para pagar a sua Universidade, mas depois de formados nunca mais põem o pé na Igreja e nem procuram restituir o que é devido ao Fundo, enquanto por outro lado vi ex-missionários que passaram dos 30 anos lutando ainda para terminar uma faculdade e trabalhando duro para poder sustentar sua família.

    • Olá, Marcelo. Obrigado por seu comentário. Veja abaixo alguns questionamentos meus.

      “A idéia do FPE começou através da iniciativa de ex-presidentes de Missão do Brasil que viram uma oportunidade de ajudar brasileiros a completar seus estudos.”

      Penso ter escutado Warner Woodworth, professor da BYU e famoso por suas iniciativas com microcrédito, reivindicar a autoria do FPE, o qual apresentou à Igreja.

      “Quanto à crítica ao FPE, eu tenho alguns pontos:
      c) Deveria ser restrito a ex-missionários(as) ou então a conversos depois da idade de Missão.”

      Isso não aumentaria a pressão para que jovens servissem missão para futuramente “colher bênçãos” materiais, um discurso bastante popular e – na minha opinião – equivocado?

      “Já vi membros semi-ativos ou quase inativos frequentarem o Instituto apenas para terem uma ajuda do FPE para pagar a sua Universidade(…)”

      Não é bom que o Instituto possa ser atraente para membros que não frequentam as reuniões dominicais? Não seria natural se alguns desses membros se sentissem mais à vontade no Instituto do que na ala ou ramo? Onde está o problema?

  2. Vamos lá, o FPE é uma ajuda financeira da Igreja com o propósito de ajudar na educação temporal de futuros líderes locais.

    O(a) Jovem que sai em Missão recebe muito treinamento espiritual para ser um(a) futuro(a) líder da Igreja, porém por outro lado ele(a) tem de parar de trabalhar e estudar por 2 (1,5) anos. O FPE seria até uma forma de compensar a dificuldade que ele(a) teria para continuar com seus estudos e arranjar um trabalho após 2(1,5) anos fora do Mercado de trabalho.
    Não entendo que o jovem entenda como uma pressão para fazer missão, (quanto jovens iriam trabalhar de graça para o governo por 2 anos se após este período ele teria acesso ao crédito educativo da CEF?), mas vejo como uma forma compensatória para que não se preocupe tanto em como retomar seus estudos e emprego após a Missão, uma preocupação de muitos pais de missionários, principalmente daqueles que não são membros SUD. Muitos jovens SUD não precisariam do FPE (aqueles que já venham de famílias SUD com melhores condições financeiras), a ajuda seria para aqueles de condições financeiras mais humildes ou que não possam contar com a ajuda dos pais.
    Recentemente um jovem de minha Ala voltou de Missão e procurou ajuda no FPE para fazer um cursinho preparatório para o Vestibular. Ele não queria voltar a fazer o 2o grau de novo num curso técnico, queria entrar logo numa faculdade, mas sabia que após 2 anos parado seria muito difícil encarar um vestibular. Como o FPE somente ajuda para Faculdade e curso técnico, seu pedido para ajuda no cursinho foi recusado. Conhecendo o rapaz eu financeir seu Cursinho do meu próprio bolso, porém acho que isto poderia ser feito pelo FPE. Um rapaz que termina o 2o grau e sai para a Missão já entra 2 anos defasado no Mercado de Trabalho. O FPE parece querer que ele volte mais 2 ou 3anos para fazer um curso técnico, atrasando sua entrada na Faculdade em 5 anos, pelo menos! Por outro lado, uma parenta semi-ativa na Igreja (só ia no Instituto) pagou sua faculdade com o FPE, hoje está inativa e não repaga o fundo, porém este jovem missionário não teve a ajuda.

    • Marcelo,

      a ideia de financiar um curso pré-vestibular é excelente, visto que o ingresso em instituições públicas é cada vez mais acessível com o Enem e o sistema de cotas. Quem sabe se a Igreja focasse nos mais jovens (17 – 18 anos) e incentivasse o ingresso em universidades públicas não teríamos gerações melhor preparadas para o mundo profissional? Ou talvez alguns líderes não queiram que rapazes pensem em outra coisa além de missão antes dos 19 anos?

      • Marcelo, eu não tive oportunidade de obter o FPE, porém minha esposa se formou em Letras com a ajuda do fundo, concordo quando diz que deveria ser restrito a ex-missionários e conversos após a idade de missão, não concordo na questão de financiar cursinho pré vestibular, até porque não seria garantido a aprovação em vestibulares de faculdades Públicas que são muito concorridos; também não concordo no financiamento de Faculdade em detrimento de Cursos Técnicos, quando eu era Secretário de Estaca o candidato ao FPE tinha que passar por entrevistas na Ala, na Estaca, ter um chamado e estar matriculado no Instituto além de ter feito um CASP sendo que a palavra final era do Pres da Estaca, ou seja ele poderia vetar um candidato mesmo que ele estivesse apto. Na minha opinião para liberação do FPE tem que se levar em consideração alguns fatores como:
        1 – Aptidões do candidato e cenário econômico da região.
        2 – Curso pretendido.
        3 – Necessidade financeira do candidato.
        Voltando ao meu caso, não consegui o FPE, por ter mais de 30 anos na epóca que me falaram sobre, paguei minha faculdade com recursos proprios e ajuda de familiares inclusive da minha esposa que tem um bom emprego graças a faculdade paga com recursos do FPE, hoje ela paga em dia o financiamento, infelizmente conheço pessoas que fizeram faculdade em cursos que não era do seu perfil e hoje não estão bem empregados e não pagam o FPE.

        V

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