Artimanhas sacerdotais e as eleições

Pode uma estaca da Igreja sud apoiar um candidato a cargo eletivo? Pode seu presidente declarar tal apoio? Foi isso o que fez Francisco de Assis dos Reis, presidente da Estaca Castelão, em Fortaleza. No último dia 07 de agosto, o presidente de estaca escreveu no Facebook:

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Não há nada de errado que um líder eclesiástico mórmon declare apoio a um candidato ou participe da sua campanha. O que é problemático é um presidente de estaca afirmar que sua estaca esteja apoiando um candidato, partido ou coligação política. Trata-se de um ato desonesto, já que oficialmente a Igreja é neutra em questões eleitorais, inclusive afirmando que a Igreja não “tenta influenciar seus membros em relação a qual candidato ou partido devem dar seu voto” e que candidatos mórmons não devem sugerir “que sua candidatura ou plataforma seja endossada pela Igreja“.

Como todo ato desonesto, ele pode vir a gerar problemas, sejam entre membros (acho pouco provável que todos os membros de uma estaca estejam de acordo com tal declaração de voto), sejam perante a sociedade e até mesmo na obra missionária.

A trajetória política de Moroni Torgan, o candidato “apoiado” pela estaca Castelão, já foi tratada aqui e aqui.

O nome do presidente da estaca está sendo publicado acima porque sua postagem foi pública. Ele será mais que bem-vindo para explicar sua posição.

ATUALIZAÇÃO (20/08/14): Francisco de Assis dos Reis, presidente da Estaca Castelão, responde a este texto em um comentário abaixo.

41 comentários sobre “Artimanhas sacerdotais e as eleições

  1. A palavra “desonesto” foi forte demais. Os líderes são homens comuns, que erram, tem paixões e defeitos. Desonesto pra mim é criticar um líder, ao invés de simplesmente comunicar o ocorrido às autoridades superiores (no caso, a Presidência da Área).

      • Até onde eu sei a autoridade de área não recebe, nem responde e até reencaminha para o presidente de estaca as queixas e reclamação, ou seja membro dito comum não tem acesso as instancias superiores a menos que seja rico, influente, ou amigo pessoal de autoridades gerais.
        É lamentável, uma verdadeira aristocracia.

    • Até onde eu sei a autoridade de área não recebe, nem responde e até reencaminha para o presidente de estaca as queixas e reclamações sobre ele, ou seja membro dito comum não tem acesso as instancias superiores a menos que seja rico, influente, ou amigo pessoal de autoridades gerais.
      É lamentável, uma verdadeira aristocracia.

  2. Por isso eu sigo o seguinte princípio – “Aconselha-te com o SENHOR teu DEUS, em todas as coisas e ele te dirigirte-á para o bem…”. Não buscar a sabedoria dos homens, pois ela é falha e seus julgamentos não refletem minha justiça. Acho que na esfera temporal, o voto é algo particular, deveria ser também na espiritual.

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