Pode uma estaca da Igreja sud apoiar um candidato a cargo eletivo? Pode seu presidente declarar tal apoio? Foi isso o que fez Francisco de Assis dos Reis, presidente da Estaca Castelão, em Fortaleza. No último dia 07 de agosto, o presidente de estaca escreveu no Facebook:
Não há nada de errado que um líder eclesiástico mórmon declare apoio a um candidato ou participe da sua campanha. O que é problemático é um presidente de estaca afirmar que sua estaca esteja apoiando um candidato, partido ou coligação política. Trata-se de um ato desonesto, já que oficialmente a Igreja é neutra em questões eleitorais, inclusive afirmando que a Igreja não “tenta influenciar seus membros em relação a qual candidato ou partido devem dar seu voto” e que candidatos mórmons não devem sugerir “que sua candidatura ou plataforma seja endossada pela Igreja“.
Como todo ato desonesto, ele pode vir a gerar problemas, sejam entre membros (acho pouco provável que todos os membros de uma estaca estejam de acordo com tal declaração de voto), sejam perante a sociedade e até mesmo na obra missionária.
A trajetória política de Moroni Torgan, o candidato “apoiado” pela estaca Castelão, já foi tratada aqui e aqui.
O nome do presidente da estaca está sendo publicado acima porque sua postagem foi pública. Ele será mais que bem-vindo para explicar sua posição.

A palavra “desonesto” foi forte demais. Os líderes são homens comuns, que erram, tem paixões e defeitos. Desonesto pra mim é criticar um líder, ao invés de simplesmente comunicar o ocorrido às autoridades superiores (no caso, a Presidência da Área).
Alex,
duas perguntas sinceras, não retóricas:
1. como alguém deve proceder para contatar a Presidência de Área?
2. a Presidência de Área responde a membros locais?
Até onde eu sei a autoridade de área não recebe, nem responde e até reencaminha para o presidente de estaca as queixas e reclamação, ou seja membro dito comum não tem acesso as instancias superiores a menos que seja rico, influente, ou amigo pessoal de autoridades gerais.
É lamentável, uma verdadeira aristocracia.
Até onde eu sei a autoridade de área não recebe, nem responde e até reencaminha para o presidente de estaca as queixas e reclamações sobre ele, ou seja membro dito comum não tem acesso as instancias superiores a menos que seja rico, influente, ou amigo pessoal de autoridades gerais.
É lamentável, uma verdadeira aristocracia.
Por isso eu sigo o seguinte princípio – “Aconselha-te com o SENHOR teu DEUS, em todas as coisas e ele te dirigirte-á para o bem…”. Não buscar a sabedoria dos homens, pois ela é falha e seus julgamentos não refletem minha justiça. Acho que na esfera temporal, o voto é algo particular, deveria ser também na espiritual.