Conselheiros da Primeira Presidência Rebaixados

A recente reorganização da Primeira Presidência com a ascenção de Russell Nelson ao posto de Profeta Presidente da Igreja SUD trouxe a remoção de Dieter Uchtdorf do quórum da Primeira Presidência de volta para o Quórum dos Doze Apóstolos e ainda o rebaixamento de Henry Eyring de Primeiro Conselheiro para Segundo Conselheiro.

Dieter F Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência da Igreja SUD (2008-2018) e Apóstolo (2004-presente) com fiéis (Foto: Facebook)

Querido por milhares de membros da Igreja, Uchtdorf recebeu centenas de mensagens de apoio expressando preocupação com o estado de espírito do Apóstolo que havia sido rebaixado de cargo. Uchtdorf publicou uma mensagem na sua página pessoal em mídia social para assegurar seus fãs de que ele está bem e, ao menos publicamente, plenamente satisfeito em retornar ao seu posto entre os Doze Apóstolos.

Declarações públicas à parte, historiadores sugerem que tal rebaixamento, incomum e infrequente na história da Igreja SUD¹, costuma ser traumático e acompanhado de drama e lutas por poder e influência.

Apenas três conselheiros na Primeira Presidência marcam a história moderna¹ da Igreja SUD por haverem sido rebaixados de cargo. J. Reuben Clark foi rebaixado de Primeiro Conselheiro para Segundo Conselheiro por David O. McKay em maio de 1951, Hugh B. Brown foi removido da Primeira Presidência por Joseph Fielding Smith em janeiro de 1970, e Dieter F. Uchtdorf também foi removido por Russell M Nelson em janeiro de 2018.²

Francis M. Gibbons, que serviu como Autoridade Geral da Igreja SUD (1986-1991) e Secretário da Primeira Presidência (1970-1986) além de Bispo, Presidente de Estaca, e Patriarca, descreveu a situação de Clark da seguinte maneira³:

“A mudança mais significativa na liderança geral ocorreu em 4 de abril de 1951, quando o presidente George Albert Smith faleceu. (…) [F]oi realizada uma reunião especial do conselho para considerar a reorganização da Primeira Presidência. Todos concordaram que não deveria haver demoras. Depois que os líderes se consultaram, David O. McKay foi aprovado e ordenado como o nono presidente da Igreja. Inesperadamente, ele nomeou Stephen L. Richards como seu primeiro conselheiro e J. Reuben Clark como o segundo. O Élder Kimball parecia expressar os sentimentos dos outros membros do conselho sobre essa ação e a reação do Presidente Clark, que havia sido o primeiro conselheiro na Primeira Presidência por quase vinte anos. ‘Fiquei chocado. Que força e autocontrole, que auto-domínio. Como um mortal poderia receber um golpe assim e ainda ficar de pé?'”

O historiador mórmon D. Michael Quinn elaborou a ocasião com mais detalhes¹¹, lembrando que Clark e McKay haviam servido juntos na Primeira Presidência entre outubro de 1934 e abril de 1951 como Primeiro e Segundo Conselheiros, respectivamente:

“Em abril de 1951, McKay começou sua presidência ao rebaixar o J. Reuben Clark de primeiro a segundo conselheiro. “Como poderia qualquer mortal tomar um golpe assim e ficar de pé?” escreveu o apóstolo Spencer W. Kimball sobre Clark. “Mas ele conseguiu.” Antes do anúncio público alguns apóstolos preocuparam-se que “isso matará o Irmão Clark”, e que “as pessoas não aceitarão” o rebaixamento de Clark. McKay negou publicamente a acusação de que a mudança era um rebaixamento ou que havia “qualquer racha” entre eles. Não ostante, os líderes da igreja e os burocratas sabiam que Clark tinha sido rebaixado devido aos desentendimentos que ambos tiveram durante anos como conselheiros da Primeira Presidência. Não demorou muito para que essa tensão se tornasse pública. O colunista de jornal de alcance nacional Drew Pearson entrevistou proeminentes cidadãos de Utah e publicou esta avaliação: “Hoje, aos 80 anos de idade, Clark é o apóstolo mais reacionário da igreja mórmon – tão reacionário que, quando McKay se tornou presidente, ele demitiu prontamente Clark do seu lugar como conselheiro n.° 1”. Anos depois, McKay respondeu a uma queixa sobre o negativismo de Clark com o comentário: “Como você acha que eu consegui lidar com ele todo esse tempo? Se eu já tive alguma inspiração foi quando selecionei Stephen L. Richards como meu primeiro conselheiro, contra todos os precedentes.” Durante dezesseis anos, McKay havia sido subordinado ao primeiro conselheiro Clark, mas “agora seus papéis de dominação e subordinação haviam sido revertidos”. Agora McKay estava no comando.”

O historiador mórmon Gary James Bergera explicou o quanto a campanha de Hugh B. Brown para encerrar a segregação racial na Igreja SUD e a sua insistência em uma presidência administrativamente competente influenciaram na decisão de Joseph Fielding Smith para removê-lo da Primeira Presidência¹²:

“Enquanto a idade e a saúde de [Hugh B.] Brown desempenharam um papel na decisão de Joseph Fielding Smith de não reter [Brown] na Primeira Presidência, Edwin B. Firmage acreditava que a “posição de Brown sobre os negros e o sacerdócio … levou à sua remoção da nova presidência”. A questão era menos a discórdia privada de Brown com a política do sacerdócio e mais sua incapacidade, ou falta de vontade, para apoiar de forma pública e inequívoca o consenso dos Doze. Talvez uma preocupação semelhante, se não maior, para Smith e Harold B. Lee, no entanto, foi a oposição de Brown à sucessão de Smith à presidência da Igreja. Além da alfinetada das queixas de Brown, Smith e Lee teriam questionado a lealdade de Brown. Smith talvez tenha simplesmente concluído que não queria lançar uma presidência com um conselheiro possivelmente menos do que totalmente solidário.”

Deposto da Primeira Presidência e de volta no Quórum dos Doze, Brown avaliou os desafios e as incompetências da adminstração de McKay e seus antecessores de maneira clara e mordaz, entre outras coisas, defendendo uma idade de aposentadoria compulsória nos altos escalões da liderança SUD¹²:

“Eu acredito que o relacionamento entre a Primeira Presidência e os demais quóruns presidentes, particularmente o Quórum dos Doze Apóstolos, representa um dos problemas mais difíceis encarados pela igreja hoje em dia. Quero dizer, homens que alcançam os mais elevados chamados da igreja costumam agir independentemente e assumir uma certa arrogância que não é compatível com o espírito do evangelho (…) Eu acredito que a Primeira Presidência não deveria tomar nenhuma decisão importante sem submetê-las à aprovação pela maioria dos Doze. Eu já vi isso ser testado várias vezes e estou convencido que esta é a melhor política. Eu também acredito que seria aconselhável ao presidente da igreja nunca tomar uma decisão ou fazer um chamado sem submetê-lo antes à Primeira Presidência e aos Doze.”

Dos três casos de rebaixamento da Primeira Presidência, Clark foi deposto por décadas de desavenças pessoais entre ele e seu então subordinado que virou seu superior, e Brown por marcadas diferenças ideológicas e filosóficas. Apenas o rebaixamento de Uchtdorf permanece desconhecido. Considerando os precedentes históricos, não são infundados os rumores circulando entre historiadores e jornalistas de que Uchtdorf teria sido deposto por causa de sua oposição à mudança na política oficial da Igreja SUD em favor de discriminar contra crianças em famílias LGBT que chocou a comunidade de membros da Igreja há 2 anos atrás.

Enquanto não há diários ou minutas disponíveis para pesquisadores e historiadores, pode-se apenas especular sobre o que aconteceu com Uchtdorf no mês que passou. Pessoalmente, ele tentou apaziguar seus fãs sobre seu estado emocional:

“Nos últimos dias, eu vi inúmeros comentários nas mídias sociais e ouvi muitas perguntas sobre como eu me sinto agora que eu não sou mais um conselheiro na Primeira Presidência. Agradeço a sua preocupação com o meu bem-estar, mas asseguro-lhes que estou bem. 😃❤️

Adoro e apoio a Primeira Presidência, e fico encantado de me associar mais estreitamente com os outros membros do Quórum dos Doze Apóstolos.

Logo depois de ser convocado para a Primeira Presidência em 2008, fiz um discurso na conferência geral intitulado “Eleve onde você está”. Durante esse discurso, discuti a importância de ver todos os chamados que recebemos – não importa o que seja – como uma oportunidade para fortalecer e abençoar os outros e tornar-se o que o Pai Celestial quer que nos tornemos. Eu poderia dar esse discurso novamente hoje e as palavras que eu compartilhei seriam tão relevantes.

Apenas alguns dias atrás, Harriet e eu conversamos com os jovens da Igreja e fizemos referência específica a como não podemos ligar os pontos em nossas vidas para o futuro. Só podemos fazer isso olhando para trás. Em retrospectiva, cada um de nós verá como os pontos se conectam em nossas vidas em um nível espiritual mais elevado.

Uma das minhas citações favoritas vem do presidente Gordon B. Hinckley, que disse o seguinte:

“Sua obrigação é tão séria em sua esfera de responsabilidade como é a minha obrigação na minha esfera. Nenhum chamado nesta Igreja é pequeno ou de pouca importância. Todos nós, na busca do nosso dever, tocam as vidas dos outros “.

Meus amigos, vamos trabalhar juntos na tarefa em questão – para ajudar todos os filhos de Deus a saber que Ele tem um plano para eles e para que eles saibam que podem encontrar a verdadeira alegria no evangelho de Jesus Cristo.

Eu sei que Deus está no comando. Ele está no leme. Ele quer que sirvamos onde quer que estejamos nesta bela igreja mundial. Não importa onde estivermos neste planeta e a qual chamado nos designem, façamos o nosso melhor para servir a Deus e ao nosso próximo.

Uchtdorf manifesta-se publicamente em sua página pessoal e afirma estar “encantando” de haver sido removido da Primeira Presidência, mas mantém sua foto de capa na Primeira Presidência em destaque (Foto: Facebook)

Em janeiro de 1970, Hugh B. Brown também expressou alívio e gratidão ao deixar a Primeira Presidência e retornar ao Quórum dos Doze, anunciando em Conferência Geral que era “uma enorme alegria estar de volta em meu lar”. Contudo, sua reação privada e escondida do público fora marcadamente diferente, como nota o historiador Gary Bergera¹²:

“Em privado, contudo, ele estava desapontado. Logo após uma longa conversa com seu tio [o Apóstolo N. Eldon Tanner] imediatamente após [o rebaixamento], Tanner anotou: ‘Eu tenho certeza que deve ser difícil se ajustar após pertencer à Primeira Presidência’. ‘Não há dúvidas de que houve um impacto emocional negativo’, notou o biógrafo de Brown. A própria ‘idade avançada [de Fielding Smith] tornava impossível para que ele assumisse uma carga administrativa significante’ e portanto ele ‘delegava amplamente a seus conselheiros desde o primeiro dia’, notou [o historiador] Gibbons. Mesmo assim, Brown sentia-se ferido pela omissão de cortesias cerimoniais. Quando sua desobrigação foi anunciada, ‘nenhuma menção foi feita de seus sete anos de dedicado serviço à Primeira Presidência’, notaram seu biógrafos, ‘e tampouco houve expressão de apreciação por suas muitas contribuições feitas à Igreja. Aparentemente, na ansiedade de inaugurar uma nova Primeira Presidência, o valoroso serviço do Presidente Brown havia sido temporariamente esquecido.’

Outras humilhações ainda viriam. Brown foi surpreendido pela descoberta em fevereiro de 1970 que ele havia ‘resignado’ de seus cargos em empresas filiadas à Igreja. ‘Um de meus maiores desapontamentos na vida’, confessou Brown, fora a omissão de seu nome numa lista de convidados para a primeira Conferência de Área da Igreja a ser realizada na Inglaterra em 1971. ‘Teria sido um grande conforto para mim retornar à cena de minha primeira missão em 1904 durante os primeiros dias quando tive tamanha experiência excepcional em Cambridge’, ponderou em seu diário, porém recusando-se a indulgência em auto-piedade. ‘Não importa quão duro trabalhemos ou quais sacrifícios façamos, sempre estaremos sujeitos a desapontamentos, mágoas, e até desesperos. Mas estou superando o sentimento original de crítica do ato que tornou minha visita impossível e estou tentando rearranjar minha vida para harmonizar com aquele a quem eu [apoio] como cabeça desta Igreja. Ademais, refletindo nos últimos anos de vida d[os Apóstolos que sofreram ostracismo por seus profetas] J. Reuben Clark e Henry D. Moyle, ele estava determinado em não morrer em mágoas. ‘Eu vou aceitar o que vier como minha sina na vida e satisfazer-me com o que tenho’, ele contou a seu neto.”

Como Brown, muitos membros da Igreja enxergam Uchtdorf como uma força progressista numa maré de conservadorismo nos altos escalões da Igreja. Daí a sua enorma popularidade, e as lamúrias de muitos membros que expressaram dor, tristeza, e desapontamento ao vê-lo ser substituído, embora nem todo Santo dos Últimos Dias veja isso com bons olhos.

“So tirando o Dieter da presidencia estou maravilhadaaaa , pode ser pecado , mas nao gosto dele , so ficou arrumando desculpas pra falta de carater o tempo inteiro! Pra mim passou de todos limites, imperfeicao e bem diferente de falta de carater !

Ele nada, so aconselhou as esposas perdoaram traicoes de seus maridos e aceitarem viciados em pornografia .”

Triste pelo Uchtdorf ter rodado da primeira presidência.

“Nelson e Oaks são muito conservadores. Acredito que haverá um recrudescimento das políticas contra os direitos LGBT, das mulheres, etc. Com a idade que está Nelson presidirá a igreja por pouco tempo. No máximo, em 5 anos Oaks ou Ballard (outro ultraconservador) será o presidente da Igreja SUD. Infelizmente, não vejo nenhum avanço para os próximos 20 anos (sou otimista).

Dieter Uchtdorf é relativamente jovem aos 77 anos, e saudável, e assim ainda há muito tempo para que influencie o discurso e as políticas da Igreja SUD. Dito isso, estaremos aguardando ansiosamente documentos, entrevistas, e estudos que nos forneçam maiores detalhes sobre sua carreira profética interrompida em janeiro de 2018.


NOTAS
[1] Considerando o período de 129 anos desde quando a Primeira Presidência tornou-se uma instituição estável e sua sucessão burocraticamente automática após a organização da presidência de Wilford Woodruff em 1889. Para uma breve discussão das incertezas e instabilidades nas transições entre administrações entre 1844 e 1889, ver referências aqui e aqui.
[2] Rudger Clawson fora chamado como Segundo Conselheiro por Lorenzo Snow, mas não havia sido ordenado quando Snow faleceu, e nunca foi chamado por seu sucessor, Joseph F Smith; Thorpe B Isaacson e Alvin R Dyer serviram como Terceiro e Quinto Conselheiros na Primeira Presidência de David O McKay, e foram removidos do quórum quando Joseph Fielding Smith o reorganizou com apenas 2 conselheiros; Marion G Romney servia como Primeiro Conselheiro de Spencer W Kimball quando foi removido da Primeira Presidência de Ezra Taft Benson por motivos de saúde. Benson também chamou, no mesmo momento, Howard W Hunter como Presidente Atuante do Quórum dos Doze porque Romney não tinha saúde para exercer sua função como Presidente do Quórum dos Doze.
[3] Gibbons, Francis M. Spencer W. Kimball – Resolute Disciple Prophet of God, Deseret Book, 2009.
[11] Quinn, D Michael. Mormon Hierarchy: Extensions of Power, Signature Books, 1997.
[12] Bergera, Gary J. Tensions in David O. McKay’s First Presidencies em Journal of Mormon History, Vol. 33, No. 1 (Spring 2007), pp. 179-246, University of Illinois Press.

32 comentários sobre “Conselheiros da Primeira Presidência Rebaixados

  1. Quando eu era missionário fomos ensinados que todos os chamados eram feitos segundo a inspiração de Deus. Eu particularmente sempre achei meio estranho como eram chamados algumas pessoas pois a impressão que se dava era que os chamados eram mais baseado em confiança do presidente ou interesse pessoal do que a inspiração divina propriamente dita. Conheci alguns LZ e LD que mostravam não serem competentes no chamado e realmente não foram aquele tipo de lider que realmente faziam nós respeitarmos, mas coincidência ou não, eles eram aqueles queridinhos do presidente da missão. Os missionários que eram de áreas nobres de suas cidades e tinham dinheiro eram escolhidos para fazer parte do chamado Staff. Logicamente que eu não pensava em ser lz ou ld mesmo porque só queria acabar a missão e voltar a vida normal, mas foi isso que percebi no que concerne a missão.
    Na missão assim como no caso do Eyring havia os missionários que eram rebaixados a qual normalmente por coincidência ou não eram na maioria das vezes missionários brasileiros. O presidente da missão dizia que não havia algo chamado rebaixado e que isso era desejo do Senhor e outras coisas a mais. Talvés ele teve necessidade de falar isso na conferência de zona, mas sinceramente não me convenceu a explicação dele. De qualquer forma, terminei minha missão, mas hoje em dia não tenho mais vontade alguma de voltar a aquela época especialmente depois de ficar sabendo que o presidente da missão falou asneiras para meu presidente da estaca. Para quem disse que seria o melhor amigo da missão, sua atitude foi decepcionante falando coisas de mim para ele quando na verdade era coisa pessoal meu.

    • Hico também na minha missão sempre observei isso e acho que todos observam também, no staff e os assistentes são em boa parte do tempo os americanos, os presidentes sempre puxam o saco deles e muitos deles são mais fubecas que brasileiros mas, o passaporte é o mais importante, com esse povinho de Salt Lake presidente algum mexe, pior ainda se forem filhos de autoridades e ricos. Americano doente ficava três dias em casa e brasileiro fubeca vai para pior área se espirrar.

  2. Complicado esse negócio de rebaixado ou não pois isso varia de pessoa para pessoa e situação para situação. Nos casos por exemplo de Bispo para um membro comum há a sensação de alívio pois normalmente o bispo não tem experiência no ramo, tem que acordar mais cedo que demais membros e aguentar um monte de membros chatos, metidos e arrogantes. Porém em casos de cargos eclesiásticos como setenta, apóstolo, e presidente conselheiro a quais são bem populares e conhecidos, pode ter um sentimento diferente, mas isso varia de pessoa para pessoa.

    • Hico, na minha opinião cargo de bispo deveria ser de no máximo três anos. Vive apagando “incêndios” …atender os problemas dos membros não é problema fácil, e demais coisas da Ala caem tudo em cima das costas do Bispo. Lidar com o Ser Humano é difícil demais! Sou testemunha ao longo de décadas na igreja, ser desobrigado como bispo, é um momento de alívio…pode haver exceções, mas devem ser raras. Pois o esgotamento é muito grande ao longo dos 5 anos ou um pouco mais que os bispos ficam no cargo, em média.

      Presidente de Estaca é mais um cargo administrativo, mais suave pois as buchas de canhão (rsrsrs), de resolver os problemas dos mais diversos recaem mesmo sobre os bispos, mesmo com todas as delegações de cargos.

      Claro que o sacrifício dos bispos e presidentes de Estaca são menos confortáveis (se é que sacrifícios podem ser mais ou menos confortáveis rsrsrsrs)que as autoridades gerais como do Quórum dos Setenta (não me refiro aos setenta autoridades de área). Apóstolos e Profetas.

      Esses tem todo um “exército” de servidores que os apoiam em tudo, desde reserva de passagens, deslocamentos por via terrestre, hospedagem em hotéis, todos são bem assessorados. Ou seja eles tem todo o conforto que uma instituição onde dinheiro não falta, pode dar. Além do mais eles são “estrelas” e isso pode sim gerar vaidades nada cristãs, infelizmente.

      Assim como o sacrifício dos missionários não se compara aos “sacrifícios” de um presidente de missão.

      Infelizmente existe essa cultura de progressão de cargo, elevação e rebaixamento. Somos ensinados que o que importa é servir independente do cargo. Seria e é o correto….mas infelizmente não é assim! A “cultura do cargo” entre outras culturas, é funesta, pois faz muitos membros ilusoriamente darem importância à pessoa pelo seu cargo.
      Não importa se por exemplo a pessoa é 1º ou 2º conselheiro. Cada posição tem as suas responsabilidades e um conselheiro não é subordinado ao outro.Por isso me surpreendeu o artigo com as informações de subordinação do 2º conselheiro ao 1º conselheiro na presidência da igreja, coisa que desconhecia. Só se era a algumas décadas….será que ainda existe? Pelo menos nas organizações, bispado e estaca, cada conselheiro tem suas atribuições e o segundo não se subordina ao primeiro!!!!!!

      O ideal era acabar de vez com as terminologias primeiro e segundo e presidente. seriam somente conselheiros e em vez de presidente (suscita vaidades) ser substituído por servo. O servo pode presidir sem precisar do título de presidente.

      Muito a escrever e pouco tempo para isso.

      Abs

  3. Primeiramente fora Temer.
    Segundamente, deixo aqui registrada minha revolta com o rebaixamento do meu crush. Aliás, meu nao, ele tem fã clube. Nao só por ser lindo, mas objetivo, inteligente, claro, moderno, dinâmico, progressista, simpático, espiritual, engraçado. Tudo de bom mesmo.
    Entende da vida fora da bolha. Correu atrás do seu por seus próprios esforços. Passou perto do horror da guerra e por isso tem um olhar muito mais humano para o sofrimento e a realidade da vida. É por isso que seus discursos são tão cativantes.
    Terceiramente, obvio que há jogos de interesse e poder em qualquer cúpula. Há discordância entre eles. Lembrando que estes homens nao decidem somente sobre assuntos eclesiásticos. Além de serem um quórum religioso formam também um conselho executivo que administra um império de tamanho considerável.
    Por isso, um rebaixamento incomum como este causa estranheza e, a meu ver, nós membros comuns não saberemos as razões internas para tal. No entanto, mudando-se as peças de lugar, muda-se tambem a maneira como a igreja é conduzida e seus negócios. Nada é por acaso. Deixemos a inocência de lado.
    Oaks entra como primeiro conselheiro, com uma postura muito mais conservadora, ja em vias de se tornar o presidente, com a idade avançada do Elder Nelson.
    Porém, complementando o “nada é por acaso”, gostaria de acrescentar outro dito popular: ” quando eles vão com a farinha Deus ja está voltando com o bolo decorado.”
    Confio nisso. Aposto minha fé nisso e que, a despeito das decisões dos homens, o Senhor fará do jeito Dele porque esse negocio ainda Lhe pertence.

    • Olá Suzanasud,

      Na verdade a igreja não é tão nossa como está escrito no nome da Igreja. É mais dos altos líderes do que nós. Não sabemos muitas das coisas que acontecem nos bastidores e isso me faz sentir não pertencer tanto assim à igreja, pelo menos a igreja material.

      O Uchtdrof além de ter vivido uma guerra como você disse, ele foi durante décadas de uma profissão onde viveu a vida como ela é e não como os líderes máximos da igreja, nascidos e crescidos em uma comunidade fechada ao mundo exterior. Isso faz a diferença em enxergar o mundo como ele é e não por uma ótica idealista que nada tem a ver com a realidade.

      Abs

  4. “Aceitamos os chamados com dignidade, humildade e gratidão. Quando somos desobrigados desses chamados, aceitamos a mudança com a mesma dignidade, humildade e gratidão.”
    Presidente Dieter F. Uchtdorf – Conferência Abril 2017.

    “Rebaixamento” não é a sensação nem o termo mais adequado para representar uma desobrigação, essa visão não é compartilhada pelo Élder Uchtdorf que fez um discurso na Conferência de Abril de 2017 falando que devemos servir com energia, gratidão e honra em todos os chamados a que somos convidados e que, à vista de Deus, não há nenhum chamado no reino que seja mais importante do que outro.

    Além disso, ensinou que “buscar a honra e a celebridade na Igreja à custa do serviço verdadeiro e humilde para com os outros é igual à troca feita por Esaú. Podemos receber uma recompensa terrena, mas ela vem com um grande custo — a perda da aprovação celestial.”

    Então, essa ideia de rebaixamento ventilada pelo autor do texto com certeza não é compartilhada pelo Élder Uchtdorf.

      • Sávio, você precisa ler com mais atenção.

        1) Onde você leu acima que nós afirmamos que “a opinião pessoal dele é contrária à pública” (ênfase no verbo)?

        2) Você não leu o artigo acima? O ponto absolutamente central e mais importante é estabelecer precedentes históricos. Como já lhe apontamos antes: “Como o artigo demonstrou, os Apóstolos Hugh Brown e Reuben Clark disseram o mesmo em público mas sentiram o exato oposto em privado.”

      • 1) Não li, é apenas uma pergunta que carrega intencionalmente uma pressuposição implícita que visa colher com sua resposta a ratificação ou não dessa pressuposição.

        2) Li, mas você, leu meu comentário? Se tivesse lido com mais atenção perceberia que o seu ponto central é a critica ao termo “rebaixamento” e que essa visão de “rebaixamento” ao ser desobrigado não é compartilhada pelo Élder Uchtdorf a considerar o teor de seu discurso.

        3) Quanto aos precedentes históricos, estes são absolutamente irrelevantes na formação das impressões pessoais do Élder Uchtdorf acerca da sua própria desobrigação. O evento da desobrigação de Uchtdorf foi apenas um “backgroud” para o texto mostrar o caso de outros apóstolos.

      • Então vamos lhe explicar com um pouco mais de cuidado para lhe facilitar a compreensão, Sávio.

        1) Se não leu, é porque não afirmamos. A “pressuposição implícita” é apenas uma interpretação – grosseiramente errônea – da sua parte e você não deve atribuir intenções a outros baseando-se apenas em suas próprias interpretações, especialmente se não há justificação factual para elas.

        Uma leitura cuidadosa e imparcial (do tipo que não introduz “pressuposições” inventadas) notará que tomamos particular cuidado justamente em não atribuir a Uchtdorf a mesma reação que vemos documentada em Clark e Brown.

        Inclusive, nós tomamos o cuidado de repetir, mais de uma vez, que, atualmente, é impossível determinar a reação privada de Uchtdorf. O que torna ainda mais óbvio que quaisquer introduções de “pressuposições” nascem apenas de uma leitura descuidada ou desonesta do texto do artigo.

        2) Nós lemos os seus comentários com atenção, Sávio, e em ambos você demonstra dificuldades para compreender a diferença entre reações públicas e reações privadas.

        Nós sabemos que Uchtdorf afirmou publicamente que não considera o rebaixamento como “rebaixamento”. Uma leitura cuidadosa e honesta do artigo notará que nós afirmamos isso, em mais de uma ocasião, inclusive citando o pronunciamento de Uchtdorf em sua íntegra.

        O que não sabemos, e você tampouco sabe, é se esta reação pública reflete a sua reação privada, ou se é apenas uma expressão diplomática para consumo público. Dos 3 tais casos de rebaixamento na história da Igreja SUD no último século, sendo 1 o caso de Uchtdorf, 2 objetivamente expressaram reações públicas diplomaticamente para consumo público escondendo profundas mágoas e frustrações (e animosidade) em privado. 2 de 3 casos. A maioria. 100% de todos os casos para os quais temos acesso historiográfico.

        3) Os precedentes históricos não são “irrelevantes”, e qualquer historiador minimamente treinado sabe disso, pelo simples fatos que: a) Eles demonstram os bastidores na estrutura de poder e influência da Igreja SUD; b) Eles demonstram como mudanças nessa estrutura de poder e influência é percebido por seus agentes internos (i.e., Profetas e Apóstolos); c) Eles ilustram como funciona a cultura de poder e influência na liderança da Igreja SUD; d) Eles demonstram como houve profunda dissonância entre as expressões públicas e as privadas dos agentes de poder afetados; e) Eles ilustram a cultura corporativa na estrutura de poder e influência da Igreja SUD; e f) Eles narram os bastidores de eventos paralelos e similares na mesma instituição que ocorreram este mês e para cujos bastidores ainda não temos acesso.

        História é sempre relevante pois educa e informa as nossas análises do presente. Apenas ignorância da história permite a você, por exemplo, presumir com a falsa sensação de certeza que o pronunciamento público de Uchtdorf reflete seus sentimentos pessoais privados. Qualquer pessoa não ignorante da história sabe, ao menos, que os 2 Profetas e Apóstolos que passaram pela exata mesma situação que ele mentiram publicamente para esconder seus sentimentos pessoais privados.

        Sendo assim, o “evento da desobrigação de Uchtdorf” não é “backgroud” (sic) para se discutir história. Discute-se história aqui, além desse site ser dedicado ao estudo de história, porque o estudo da história nos permite analisar o presente com mais dados, informações, nuance, e de maneira mais racional e lógica. Sem tais estudos, ficaríamos todos perdidos em “pressuposições” sem fundamentos racionais, lógicos, ou factuais.

    • Santa ingenuidade ne Savio. Eles administram dezenas de empresas. Paises. Construções. Milhões. Nao é só familia problematica e dupla de mestre familiar nao. É muita coisa em jogo.

      • Não meça quem você não conhece pela sua régua, você acha que todos tem esse comportamento financista no serviço do Senhor?

    • 1) É importante aprender o valor das palavras na interpretação do texto, quando digo que INTENCIONALMENTE pressupus sua posição, o fato de usar a palavra intencionalmente implica que assumi esta posição por escolha própria, não por tê-la percebida ao interpretar o texto, e a justificativa por usá-la intencionalmente expliquei no meu último comentário: visa colher com sua resposta a ratificação ou não dessa pressuposição.

      2) Você alega não saber se a reação privada Uchtdorf é a de rebaixamento, sendo que sua reação pública não carrega este sentimento, mas o que levaria alguém a duvidar da honestidade da declaração pública de Uchtdorf? Não seria mais lógico e coerente aceitar que a sua declaração pública corresponda à mesma da privada em vez de levantar a dúvida? Ou você acha mais lógico seguir o raciocínio de que “Se outros apóstolos não foram honestos publicamente em relação aos seus sentimentos sobre a desobrigação da primeira presidência, este pode também pode não estar sendo”?

      3) Por favor, não distorça meu comentário, nunca disse que precedentes históricos são irrelevantes, disse que precedentes históricos são irrelevantes “na formação das impressões pessoais do Élder Uchtdorf acerca da sua própria desobrigação”, o fato de outros apóstolos saírem magoados de suas desobrigações da primeira presidência não exerce nenhuma influência nas impressões pessoais do Élder Uchtdorf acerca da sua própria desobrigação. Cada indivíduo tem uma formação cultural, caráter, e visão diferente, e justamente por isso não é possível invocar as estatísticas para levantar dúvida acerca dos sentimentos privados do Élder Uchtdorf, esta dúvida teria mais lógica e fundamento se o próprio Élder Uchtdorf tivesse um histórico de declarações destoantes entre o público e o privado, aí sim poderíamos duvidar de suas declarações públicas, mas duvidar dele por conta de atitudes de terceiros? Não me parece lógico nem justo.

      Isso me faz refletir sobre a procedência do questionamento que o artigo traz, visto que o questionamento se baseia em argumentos logicamente inválidos.

      Espero que tenha sido compreendido agora.

      • Pela terceira, e francamente última vez, não há nada entre suas dúvidas que uma leitura atenta do artigo acima não tivesse elucidado, Sávio.

        1) Quando você afirma que “intencionalmente pressup[õe]” um significado a um texto cuja leitura direta do texto não suporta, você apenas está admitindo sua incapacidade intelectual ou ética de ler e compreender o significado de um texto.

        Novamente insistimos para que aprenda a ler textos e interpretar o que eles estão dizendo, e não introduzir as suas suposições ou fantasias pessoais nos textos dos outros.

        2) Quando você questiona “o que levaria alguém a duvidar da honestidade da declaração pública de Uchtdorf”, demonstra claramente que não leu, ou se leu está fingindo que não leu, ou se leu não entendeu, ou se leu e entendeu está desonestamente fingindo não ter entendido, o artigo acima. Ou os 2 comentários prévios explicando o artigo com mais claridade para você. Precedente histórico é a resposta óbvia.

        Como você mesmo conseguiu finalmente concatenar: “Se outros apóstolos não foram honestos publicamente em relação aos seus sentimentos sobre a desobrigação da primeira presidência, este pode também pode não estar sendo”. Essa é a conclusão que absolutamente qualquer observador racional e objetivo terá do evento, e que todo historiador competente terá ao analisar este evento no futuro. Você pode não gostar dessa conclusão, mas ela é a única racional e lógica.

        O que talvez esteja lhe confundindo e causando dificuldade para estabelecer uma linha de raciocínio claro é a dificuldade para entender como funciona o processo investigativo racional, seja jornalístico, seja historiográfico. É possível que Uchtdorf esteja sendo sincero em sua apologia? Sim. É possível que ele esteja mentindo, como os outros dois Profetas e Apóstolos fizeram? Sim. Racional e objetivamente, como determinar entre as duas possibilidades igualmente prováveis? Sem maiores dados (como diários, minutas de reuniões, gravações, entrevistas com testemunhas, etc.) é impossível. O único critério racional e objetivo de desempate é analisar os antecedentes históricos institucionais em questão. Felizmente, nós temos 2 antecedentes, razoavelmente recentes. Não um, mas dois; Não dois em cem ou mil, mas dois em três. Isto se traduz em 67%. Em 67% dos casos de Profetas da Igreja SUD rebaixados da Primeira Presidência no passado recente, nós objetivamente sabemos que eles e seus colegas enxergaram tais rebaixamentos como eventos humilhantes e deprimentes. 67% oferece um bom balança de probabilidade.

        3) Quando você lamuria “não distorça meu comentário, nunca disse que precedentes históricos são irrelevantes” e aí no mesmo parágrafo estabelece que precedentes históricos não são relevantes, você não está se ajudando. Absolutamente ninguém é capaz de ler a mente de outra pessoa. A sua ladainha sobre “[c]ada indivíduo tem uma formação cultural, caráter, e visão diferente” é absolutamente irrelevante porque é literalmente impossível analisar cada indivíduo exceto através de agentes externos. Analisamos pessoas através de suas palavras e atos, mas também através de seus contextos. Então, quando você afirma que “não é possível invocar as estatísticas para levantar dúvida acerca dos sentimentos privados do Élder Uchtdorf”, você está tentando tornar o contexto institucional, cultura, e histórico de Uchtdorf como irrelevante. Em outras palavras, afirmando que “precedentes históricos são irrelevantes”. Ainda em outras palavras, provando que não distorcemos absolutamente nada, pois esta é a posição que você está defendendo.

        Quando nós afirmamos (como você fingiu concordar acima) que “precedentes históricos são relevantes”, queremos dizer que o contexto institucional, cultural, e social onde eventos estão inseridos fornecem excelente pistas sobre como interpretá-los. Se o rebaixamento da Primeira Presidência é cultural, social, e institucionalmente visto pelo coletivo como um evento pessoal traumático e humilhante, então tanto maior a probabilidade que alguém envolvido em tal evento inserido em tal meio o veja assim, também. Se pessoas envolvidas em tal evento, inseridas em tal meio, exibem o hábito de mentir publicamente para minimizar a percepção pública de tal impacto pessoal negativo, então tanto maior a probabilidade que alguém envolvido em tal evento inserido em tal meio reaja desta mesma maneira.

        É importante notar a marcada diferença entre a nossa posição e a sua. Nós afirmamos que é impossível saber se Uchtdorf está mentindo sobre a sua apologia como mentiram Brown e Clark, especialmente sem maiores dados, mas que o precedente histórico institucional recente sugere que é plausível, se não provável, que esteja repetindo os mesmos padrões daqueles. Você está afirmando que isso é implausível, improvável, e absolutamente ilógico. Nós baseamos a nossa posição nas mesmas técnicas racionais utilizadas por historiadores e jornalistas. Você baseia a sua posição na sua crença pessoal e “pressuposição”.

        Você pode crer como lhe melhor aprouver. Nós preferimos basear-nos em razão e lógica. Se algum dia você tiver interesse em aprender a pensar assim, leve esse artigo pessoalmente a 2 ou 3 historiadores não mórmons, deixe-os ler os artigos e esses comentários, e discuta com eles suas “pressuposições”. Se eles lhe apresentarem algum crítica ao artigo que seja baseado em lógica ou racionalidade, e não “pressuposições”, estaremos interessados em ler.

    • Como demonstrado pelo autor, me parece que infelizmente essa sentimento vaidoso foi compartilhado por alguns membros da presidência no passado. Faltou a eles o entendimento do verdadeiro cristianismo. Não procurar glórias pelos serviços executados e não desejar reconhecimento pelos mesmos. Isso mostra que mesmo com décadas de vida na igreja, nada aprenderam com o Mestre dos Mestres.
      Élder Utchdrof está no caminho correto de sentimento e ações, mostra que aprendeu a verdadeira lição que deve ser aprendida com Cristo e a coloca em prática.
      Abs

  5. A minha percepcao e que o Elder Uchtdorf seja um dos poucos que nao seja um lobo em pele de cordeiro, talvez por ele ser um membro converso e como o outro comentario aqui, ele tem mais experiencia no mundo real. No capitulo 8 de Mormon, Moroni nos alerta sobre combinacoes secretas entre os gentios dos ultimos dias, todos sabemos que essas combinacoes existem no mundo politico e dos negocios, mas creio que Moroni esta se referindo tambem a igreja de Cristo, pois nesse capitulo inteiro ele se dirige aos que pertencem a igreja. Eu pessoalmente nao tenho duvida que essas combinacoes secretas ja se infiltraram dentro da Igreja de Cristo, e como disse creio que Uctdorf seja um dos poucos que seja inocente. Com o tempo descobriremos, como o Senhor declarou em D&C 64:

    38 Pois acontecerá que os habitantes de Sião julgarão todas as coisas pertinentes a Sião.

    39 E por eles pôr-se-ão à prova os mentirosos e hipócritas e conhecer-se-ão os que não forem apóstolos e profetas.

  6. A verdade é uma só. O Pres. Nelson nunca fora popular entre os membros da igreja. E no quórum, sempre fora muito discreto, seja por vontade própria, ou por imposição do quorum. Ter Nelson na presidência foi uma surpresa para todos. Eles não esperavam que tivesse uma vida tão longa assim. E a julgar pela coletiva que deu, tem pensamentos próprios, e os quorum vai ter que engoli-lo.

  7. Onde essa Selma ouviu ele dize que Utchdorf aconselhou as esposas perdoaram traições de seus maridos e aceitarem viciados em pornografia ?Não me lembro de ter deixado de ouvir nenhum discurso ou serão que ele falasse em que teria dito isso.Ademais sobre o “rebaixamento”para mim foi pura questão de amizade Oaks na Presidencia ainda mais como primeiro era bem logico que isso ia acontecer visto que foram chamados juntos para os doze em 1984..

  8. eu acho isso tao sem logica… rebaixamento hahahaha… eu era conselheira em uma organizacao .. e estavamos sem secretaria e passei entao a fazer os dois trabalhos… em um determinado momento senti que eu deveria ser a secretaria e nao a conselheira… nao comentei nada com minha presidente ate ela chegar a mim muito sem gracinha e me falar que sentiu que eu deveria ser a secertaria e eu disse que ja sabia o senhor havia me confirmado isso… Nao acredito nisso de rebaixamento de cargo.. cada cargo vem no momento preciso… e todos temos um lugar dentro do evanglelho .. nao importando se temos um cargo oficial ou nao.. outra coisa cargo nao segura ninguem na igreja…

    • Silvia, você acha “sem logica” (sic) e “hahahaha” porque não leu o artigo com atenção.

      Se tivesse lido com atenção, teria visto que o artigo demonstra que dois dos três Profetas e Apóstolos rebaixados da Primeira Presidência viram os seus respectivos rebaixamentos como humilhantes e ofensivos, entrando em, ou lutando contra, depressão e desilusão por causa deles.

      Eles não acharam “sem logica” (sic) ou “hahahaha”.

  9. Podemos concluir muitas vezes quando vemos comentários igual do Sávio que há um sentimento de desespero por parte dos membros em manter o status quo a qual a igreja coloca como se a verdade fosse somente limitado a parte boa, mas na verdade a verdade não é baseado em fantasia como se tudo fosse mil maravilhas.

    Falar certas verdades da igreja e tudo que é relacionado a eles é considerado para esses como pessoas anti-mormons quando na verdade são falados isso para o bem deles.

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