Recebe o Espírito Santo

Como alguém pode receber o Espírito Santo? Algumas ideias aleatórias sobre o dom do Espírito Santo

Um quórum de deuses

Um quórum de três deuses preside sobre esta terra. Nesse quórum do sacerdócio, cada membro está em um diferente estágio de deidade e atua em uma missão ou dispensação para conosco, deuses mortais:

Convênio eterno foi feito entre três personagens antes da organização desta terra, e se relaciona com sua dispensação de coisas aos homens na terra; esses personagens, de acordo com o registro de Abraão, são chamados Deus, o primeiro, o Criador; Deus o segundo, o Redentor; e Deus o terceiro, a testemunha ou Testador. (Teachings of the Prophet Joseph Smith, p. 190) Continuar lendo

Desafio de história mórmon: rituais

É novamente o momento de testar os seus conhecimentos sobre a história mórmon! O que está acontecendo na foto abaixo? O que é diferente da forma como a mesma “coisa” é feita hoje? O que já é diferente da forma como era feita ainda antes?

Qual a sua opinião sobre a 182a Conferência Geral de outubro?

O que mais chamou a sua atenção? Que discursos foram mais significativos?

Fique à vontade para deixar seu comentário abaixo.

Menos idade = mais missionários?

Neste primeiro dia da 182a Conferência Geral de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o presidente Thomas S. Monson anunciou a nova idade mínima para os missionários de tempo integral: 18 anos para os homens e 19 para as mulheres (ao invés do padrão anterior de 19 e 21, respectivamente).

A nova idade mínima, no entanto, não será obrigatória para os homens, afirmou Monson: “não estou sugerindo que todos os rapazes irão – ou devem – servir nessa idade mais jovem”. Continuar lendo

Inscrição de trabalhos

Encerram no próximo dia 31 de outubro as inscrições de trabalhos para a IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons. O tema da Conferência em 2013 será “A Relação entre Sede e Periferia na Igreja SUD”. Maiores detalhes estão disponíveis aqui.

Aqueles que pretendem participar do evento, sem apresentar trabalhos, não precisam fazer uma inscrição agora.

As Três Ordens do Sacerdócio

Joseph Smith primeiro disse que havia dois sacerdócios. Mais tarde, ensinou sobre três sacerdócios. Deveríamos desconsiderar a existência de uma terceira ordem, apenas por não estar explicitamente nomeada nas obras padrão, quando isso reflete o aprendizado do Profeta doze anos mais tarde?

 

Pintura de Liz Lemon Swindle.

Pintura de Liz Lemon Swindle.

A seção 107 de Doutrina e Convênios inicia com a afirmação de que “Há, na igreja, dois sacerdócios, a saber: o de Melquisedeque e o Aarônico, que inclui o Sacerdócio Levítico.” O texto data de 1835 e inclui elementos do início da década de 1830. Ainda que a Igreja sud tenha mudado enormemente sua compreensão do que seja o sacerdócio desde então, permanece a afirmação de que existem dois sacerdócios, sendo o menor parte do maior.

No mesmo texto, porém, há um elemento que aponta para uma outra porção do sacerdócio. Ao falar da responsabilidade dos Doze em ordenar “ministros evangélicos”, patriarcas, a revelação menciona uma “ordem (…) instituída nos dias de Adão e transmitida, por linhagem”. Continuar lendo

Feliz Aniversário, Manifesto

Wilford Woodruff (centro) e seus conselheiros George Q. Cannon e Joseph F. Smith.

“Reuni-me com 3 dos Doze & meus Conselheiros a respeito de um Assunto importante”, escreveu Wilford Woodruff em seu diário, em 24 de setembro de 1890¹. O assunto tratado era nada mais, nada menos do que viria a ser o maior divisor de águas da história mórmon: o Manifesto que colocou um fim à prática oficial do casamento plural pela Igreja sud. Continuar lendo

Uma noite de reflexão

Há 189 anos atrás, na véspera do equinócio que traria o outono à sua vizinhança, o adolescente Joseph Smith recebeu a visitação de um mensageiro celestial. Sua noite foi iluminada por um conduto de luz e pelas palavras do anjo, que lhe prometeu a tarefa de traduzir um antigo livro. Continuar lendo

“O Evangelho da Esposa de Jesus”

Papiro copta faz referência à esposa de Jesus Cristo

Uma historiadora da Universidade de Harvard, especializada em cristianismo primitivo, identificou um pequeno fragmento de papiro em que Jesus Cristo é citado falando de sua esposa. A Dra. Karen L. King e sua equipe trabalharam sobre o pequeno fragmento de apenas oito linhas, partindo da ideia de que poderia ser uma fraude. Mas a conclusão unânime foi de que não era. O fragmento de “O Evangelho da Esposa de Jesus”, como foi nomeado o texto, é um documento autêntico em um dialeto do copta, idioma egípcio escrito com caracteres gregos, provavelmente do séc. IV.  O recorte do fragmento faz com que nenhuma frase esteja completa. Mas em meio à narrativa de um debate entre Cristo e seus discípulos, é possível ler “Jesus disse a eles: ‘Minha esposa…'”. Essa é a primeira alusão na primeira pessoa ao matrimônio de Cristo em um evangelho apócrifo. Logo abaixo, lê-se “e ela será capaz de ser minha discípula”. Continuar lendo

Teodemocracia II

O estabelecimento do Reino de Deus nos últimos dias é um dos temas que norteava as ações de Joseph Smith e os primeiros conversos mórmons na sua busca por Sião. Muitos mórmons modernos e estudiosos iniciantes do mormonismo ficarão surpresos, porém, ao saber que a Igreja estabelecida em 1830 não era vista por Joseph Smith como o Reino de Deus na terra. Quase quatorze anos após a fundação da Igreja de Cristo em Palmyra, Joseph Smith falava sobre o estabelecimento de um alicerce desse reino em tempo futuro:

Acredito ser um dos agentes no estabelecimento do reino visto por Daniel, através da palavra do Senhor, e é minha intenção estabelecer um alicerce que revolucionará o mundo inteiro. (Joseph Smith, maio de 1844, Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p.357)

A organização de um conselho com pretensões teocráticas na cidade de Nauvoo, poucos meses antes de seu assassinato, mostra que Joseph Smith de fato estabeleceu um alicerce do reino divino visto por antigos profetas, através do Conselho dos 50. O que foi esse Conselho? Quais seus objetivos? Que relação tinha com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias? Continuar lendo

Experiências Missionárias: Perdido em Tradução

Sou Outra Pessoa em Português?

encontros e desencontrosEra uma tarde normal, com a gente batendo portas na nossa área de Planalto, uma área de gente das classes média e alta no centro de Manaus. Como era normal naquela área, recebemos cumprimentos como gritos de “Sai daqui, safados!” e “Vou morrer católico, seu americano!” Era a área mais difícil que eu já tinha encontrada, e esta tarde, como muitas outras, estava ficando longa, e ainda não tinha batido quinze horas.

No meio de uma rua nova que nunca batemos antes, encontramos algo diferente nos cumprimentando no portão–um homem bem branquinho que, falando inglês com sotaque britânico, nos mandou entrar.

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Candidatos SUDs nas Eleições de 2012 no Brasil

Com as eleições no domingo, pensei que seria bom fazer uma lista dos candidatos mórmons que concorrem este ano. Como os leitores aqui talvez saibam, tenho muito interesse em quem é mórmon entre as pessoas notáveis (não que ser notável é importante), e há alguns anos aprendi na conferência da ABEM que vários mórmons haviam concorrido nas eleições passadas. Mas ainda assim, parece-me que muitos membros da Igreja não façam nenhuma idéia de quantos membros participam nas eleições.

Portanto, fiz a segunte lista dos candidatos mórmons:

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Minha Pedra de Missão

Já faz mais de trinta anos desde que eu saí para servir como missionário em Portugal, entrando no centro de treinamento missionário em Novembro de 1981. Logo na entrada do centro havia uma grande pedra, o mesmo visto por David O. McKay durante sua missão, no qual se lê:

What e’er thou art, act well thy part
(Seja você quem for, desempenhe bem a sua parte)

Eu não sabia naquela altura que eu também acharia, durante a missão, um pensamento semelhante, escrito em azulejo em vez de pedra, em que eu podia achar alguma sabedoria.

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O Estereótipo Mórmon – Como Parece No Brasil?

Nos blogs do autodescrito “bloggernacle,” na maioria escritos em inglês, o “momento mórmon” não é nada novo. A mídia norte-americana também já vem explorando esse tema faz anos.

Então, por que falar mais disso nos Vozes Mórmons?

Bem, pelo menos da minha parte, o motivo é que estou bem insatisfeito com um lado dessa conversa pública sobre o mundo mórmon: estão esquecendo (na maior parte) o melhor aspecto dele, a cultura e vida dos mórmons fora dos EUA.

O Estereótipo Mórmon

A maioria aqui já sabe daquilo que vou descrever agora — há um estereótipo dos mórmons prevalece muito nos EUA, e aqui não estou falando das percepções erradas que as pessoas têm sobre a gente (especialmente sobre a prática continuada de poligamia) ou dos padrões e normas de vida que são identificados com membros da Igreja (como a Palavra de Sabedoria, o uso de garments, e outros mais) — estou falando das características estereotipadas que vão além de tudo isso, e que enchem o saco ainda mais porque têm alguma base na realidade. Aqui nos EUA, este estereótipo é mais forte com respeito aos homens (em parte, eu acho, por causa da ênfase da Igreja desde os anos 50 no princípio que diz que a mulher deve se manter em casa, e por isso fica fora do olhar público). Então, como parece este estereótipo do homem mórmon?

Branco. Pelo menos classe média, senão rico. Casado cedo com um monte de filhos (ou pelo menos com a expectativa de tal). Homem de negócios, muitas vezes com MBA na mão. De política conservadora, normalmente registrado nos EUA como Republicano ou Libertário.

Esse estereótipo é forte não só porque é refletido no mórmon atualmente mais famoso do mundo, Mitt Romney, mas porque é também refletido em muitos outros (A familia Huntsman, com o ex-governador de Utah Jon, Jr. e seu pai, Jon, Sr., fundador de uma empresa bem sucedida de química; a família Marriott, com a sua rede enorme de hotéis de luxo; Nolan Archibald, CEO de Black & Decker; David Neeleman, fundador das linhas aéreas JetBlue e Azul; e tantos outros).

Pessoalmente, sou muitas destas coisas–sou branco, criado numa família de classe média alta com pais que são professores universitários, casei mais ou menos cedo (aos 25 anos) e eu e minha esposa queremos três filhos, senão mais.

Ao mesmo tempo, não sou muito a fim de uma carreira de negócios (para mim, parece igualzinho ao sétimo grau do inferno descrito por Dante). Minha política vai mais ao lado dos socialistas e hippies (posso indicar meus pais como os responsáveis disso, que se descrevem como “hippies mórmons” e se encontraram em São Fransisco no início dos anos 70 — cresci ouvindo Bob Marley desde o ventre).

Mas estou começando a fugir do tema — se já eu fujo desse estereótipo como homem branco de classe média, quanto mais mórmons negros, mórmons pobres, mórmons asiáticos, latino-americanos, ou mais especificamente nesse caso, mórmons brasileiros, com toda a diversidade que esse grupo já tem em si? Sei pela minha experiência que há muitos mórmons brasileiros que se acercam desse estereótipo (entrando pelos negócios, torcendo politicamente pela centro-direita), muitas vezes em parte pelo incentivo de líderes da Igreja dos EUA, mas o que adorei sobre minhas experiências na Igreja durante os anos que já passei no norte e nordeste do Brasil (antes, durante e após a missão) é a diversidade de gente que entra pelos portões a cada domingo. Não é que esta diversidade não exista também em várias partes ou diversas alas nos EUA — adorei minha ala no Harlem quando fui professor da escola primária em Nova Iorque, onde tinha uma mistura gostosa de gente negra, latina e imigrante de toda parte (Haiti, Gana, Nigéria, República Dominicana, e toda parte da América Latina). Também adorei o ano em que minha esposa e eu passamos na Reserva Indígena da Tribo Navajo, onde também fui professor da escola primária. E ainda nem falei da diversidade de experiência e opinião que existe nos cantinhos de qualquer ala ou ramo nos EUA, mesmo que muitas vezes essas pessoas tenham receio de abrir a boca durante a Escola Dominical. O problema é que nos EUA, mesmo que você saia do estereótipo, ele ainda existe no pensamento da sociedade como todo.

Pelo menos ao meu ver (e estou ansioso para ser corrigido) parece que o maior estereótipo mórmon que existe no Brasil é dos missionários, não dos membros, e por falta de expectativa cultural do que seja “normal” entre os mórmons, há mais espaço para todo tipo de gente.

O que vocês acham? Sei que isso pode variar em várias partes do Brasil, como meus amigos Marcello e Antônio me mostraram quando conversamos no podcast da Mormon Matters na semana passada. Eles me disseram que na experiência deles em São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul, onde a Igreja é melhor estabelecida, não há muita tolerância para diversidade de opinião que saia da ortodoxia.

Quero chutar esta pergunta para todos vocês: além de viver os padrões da Igreja, há um estereótipo de um “estilo de vida mórmon” no Brasil aos quais os membros são comparados?

O Esfinge Joseph Smith

Ontem eu visitei o jardim Gilgal, um sítio Mórmon em Salt Lake City de que eu gosto muito. Gilgal é um jardim de esculturas, criado por um bispo SUD, Thomas Battersby Child, Jr. (1888-1963) durante os últimos 17 anos da sua vida. Este é a melhor conhecida escultura no jardim:

O Esfinge Joseph Smith, no Jardim Gilgal, Salt Lake City

Não sei como os membros da Igreja no Brasil reagirão para tal coisa. Sei que muitos dos membros nos EUA ficam confusos com tal expressão artística; acham estranho mesmo. Mas ainda assim, é uma expressão como poucos que temos — um homem que empregou o pouco que tinha em fazer uma homenagem a sua fé, mesmo sem treinamento artístico.

Tal expressão mostra tanto esforço e fé que penso:

Será que a minha oferta ao Senhor mostrará tanta devoção?