Suprema Corte aprova casamento gay nos EUA

Image: Jewel Samad/AFP

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O casamento entre pessoas do mesmo sexo será legalizado em todos os 50 estados norte-americanos. Nesta sexta-feira (26/06), a Suprema Corte dos EUA, por cinco votos a quatro, reconheceu a legalidade do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Com isso, todos os estados passarão a emitir certidões de casamento civil para casais homossexuais, bem como reconhecer uniões celebradas em outros estados do país.

Até a decisão de hoje, o casamento gay já estava legalizado em 37 estados. Em Utah, a legalização teve início em outubro de 2014, quando a Suprema Corte havia rejeitado apelações que buscavam proibir as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Ainda no ano anterior, a Suprema Corte havia anulado o plebiscito de 2008 na Califórnia, onde a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos havia realizado uma campanha acirrada contra o casamento gay.

Comentando a decisão de hoje, a Igreja publicou em seu site a seguinte declaração:

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reconhece que, dada a decisão de hoje da Suprema Corte, casamentos entre pessoas do mesmo sexo são agora legais nos Estados Unidos. A decisão da Corte não altera a doutrina do Senhor de que casamento é uma união ordenada por Deus entre um homem e uma mulher. Ao mesmo tempo demonstrando respeito por aqueles que pesam de forma diferente, a Igreja continuará a ensinar e promover o casamento entre um homem e uma mulher como uma parte central de nossas doutrina e prática.

O discurso contra o casamento homossexual tem sido uma constante na Igreja e marcado fortemente sua imagem, como visto, por exemplo, nos recentes obituários do Élder L. Tom Perry na imprensa mundial. Ainda que a doutrina mórmon não venha a ser alterada pela decisão da Suprema Corte, especula-se se haverá uma maior moderação por parte das autoridades gerais, de forma que o tema passe a ser menos frequente nas Conferências Gerais e publicações da Igreja.

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19 comentários sobre “Suprema Corte aprova casamento gay nos EUA

  1. Talvez aumente, mas não creio que teremos problemas com membros, contanto que esses membros conheçam a doutrina, pois apesar de terem a tendência, se controlam e buscam fazer o certo, fazendo o certo nada os impedem de terem recomendação para o templo, tendência não é pecado. Vindo de fora sofreremos um pouco, possivelmente sendo acusados de instituição homofóbica, e escrevam o que estarei falando, muitas denominações que se dizem Cristãs mudarão, sem uma firme base (proclamação ao mundo).

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