Heber Grant: Faça O Mal, Mas Obedeça

Mórmons acreditam que o Profeta é literalmente a Voz de Deus na Terra. Obediência cega e absoluta aos ditames dele é esperado de todo membro da Igreja.

Heber J. Grant, Presidente d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1918-1945)

Heber J. Grant, Profeta Mórmon e Presidente da Igreja SUD (1918-1945)

O Apóstolo Marion Romney relatou algo que o Presidente Heber J. Grant lhe havia ensinado sobre obediência ao Profeta:

“Meu filho, você sempre mantenha seus olhos fitos no Presidente da Igreja, e se ele lhe pedir para fazer algo errado, e você o fizer, o Senhor lhe abençoará por isso.”

Mórmons são ensinados que obediência é a “primeira lei do céu” e, portanto, o princípio mais importante de sua religião. Devem os membros da Igreja ignorar suas próprias consciências, seus instintos e seu julgamento pessoal e apenas obedecer o Presidente da Igreja sem hesitação ou questionamento?

38 comentários sobre “Heber Grant: Faça O Mal, Mas Obedeça

  1. Incrível, neste mês de setembro, meu bispo subiu no púlpito para prestar o testemunho e lembrar os irmão o quanto eles são e serão abençoados por estarem naquele domingo na capela. Nesse dia estava muito frio pela manha e chovendo, a capela estava com poucos irmão, em relação aos outros domingos. O bispo contou que havia passado a noite toda com um filho doente e pela manha quando acordou a filhinha menor estava com febre, mesmo assim estava a família toda na igreja. Ressaltou a importância de sermos obedientes ao Senhor e guardar o domingo, estarmos todos na igreja, independente da situação, aconteça o que acontecer, devemos dar total prioridade a estarmos na igreja, que era o local certo para estarmos, com saúde ou na doença, não deveríamos medir esforços. Bem, percebi uma certa dose de lavagem cerebral naquele momento, assim como ouvimos durante todas as reuniões de testemunho, pois as pessoas observavam as palavras do bispo e balançavam a cabeça concordando. Talvez eu esteja errado, mas, jamais vou deixar de dar o cuidado a um dos meus filhos dentro do meu lar, para levá-los para a igreja e mostrar pra todos que tenho a “fé” necessária a ponto de expor as crianças. Esse tipo de obediência cega não consigo aceitar nem entender.

    • Também creio que deva haver equilíbrio e bom senso nessas coisas. Como por exemplo a mãe que teve bebê e recebeu alta no domingo, e foi direto da maternidade para a reunião sacramental. Chegando lá prestou testemunho com o bebê nos braços, pois não admitia perder uma reunião. Eu já vi isso. Penso que nosso Pai Celestial não deseja este nível de alienação e obediência cega. Somos dotados de faculdades mentais e espirituais que nos são dadas para que possamos reconhecer caminhos e decidir quais deles nos são proveitosos, nos mais variados aspectos da vida. Inclusive reconhecer quando uma pessoa, independente de seu chamado de liderança, sobe ao púlpito e profere doutrina falsa ou mandamento contrário aos propósitos do Evangelho. Diante disso, é nossa responsabilidade fazer o certo, ainda que seja mais cômodo seguir o errado e manter a esperança de que a culpa recairá sobre os ombros de outrem.

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