Chapéus e Óculos Solares Para Missionários Mórmons

Dentre os diversos desafios do serviço missionário feito por jovens mórmons, estão os rigores do clima e o esforço físico realizado enquanto vestem “trajes profissionais e conservadores“. Todos os que serviram missões de proselitismo, ou observaram o cotidiano desses jovens, notam que tais trajes nem sempre são tão confortáveis ou adequados ao clima.

missionários mórmons roupas

Missionários SUD com chapéus e óculos de sol (Imagens: lds.org)

Uma recente mudança nas diretrizes de vestuário para missionários de ambos os sexos d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias é a possibilidade de usarem chapéus e óculos de sol.  A mudança é muito saudável – literalmente, pois incorpora ao vestuário missionário formas simples e eficazes de proteção solar.

As sugestões da página oficial da Igreja ainda trazem modelos de diferentes origens étnicas e acessórios joviais, mais adequados ao gosto da chamada geração milenial. Dada a ênfase mórmon em vestuário conservador e a certa negligência com que são tratados alguns dos problemas enfrentados por jovens missionários, apesar de pequena, a mudança será provavelmente bem-vinda entre os adolescentes que se preparam para servir missões de tempo integral. Estatísticas oficiais mostram uma queda recente no número de missionários, a qual pode estar relacionada ao contexto maior de evasão de jovens no mormonismo.

Curiosamente, nem tudo é novidade na história dos missionários mórmons. Na década de 1950, missionários  norte-americanos no Brasil usavam chapéus brancos cotidianamente.

Que outras mudanças no vestuário você acha que seriam benéficas para os missionários SUD?

21 comentários sobre “Chapéus e Óculos Solares Para Missionários Mórmons

  1. Eu fico com pé atrás, em geral essas mudanças não vieram sem um preço alto (parece que só quando ocorre algo grave esses que vivem nos escritórios com climatização começa a se preocupar com quem está na rua, mas é especulação). Teria algum neto ou similar deles contraído alguma doença de pele ou mesmo mais grave devido a essa exposição?

    Eu afirmo isso porque diversas vezes durante a missão mudaram regras tacanhas e idiotas só porque viram que geravam mais problemas do que solução.

    Certa vez alguns espertinhos ‘assistentes’ do presidente resolveram que toda missão deveria ter o mesmo horário de sair e voltara para casa. Em Cuiabá saíamos 8h30min para trabalhar, parávamos no almoço e só depois das 15h30min (entre almoço e esse horário poderíamos planejar ou fazer o estudo de alguma coisa) poderíamos retornar à rua. Temperaturas médias nessa cidade, à sombra, beiram 40ºC! Com a nova regra, teríamos que sair só depois das 10h00min. Sair do almoço exatas 13h00min e não parar mais até 21h00min.

    O presidente da missão nem questionou isso e deixou aprovar. Três meses após, depois de fazerem várias divisões em Cuiabá, esses espertinhos resolveram convencer o presidente a retornar com a regra antiga. Eu, pessoalmente, vi os outros sêniores fazerem esses sem noção andaram nas ruas entre 13h00min e 15h30min sem nada para fazer, intencionalmente. Pelo menos dessa vez deu certo.

    Sem grana para tratamentos desse tipo, eu e minha esposa carregamos até hoje manchas na pela por conta dessa exposição desnecessária ao sol sem grana para um protetor solar de qualidade. Até porque, quem foi missionário no Brasil, sabe que a pior hora para tentar ensinar alguém é logo depois do almoço e algumas horas depois. Seria uma ótima oportunidade para visitar membros mais carentes ou prestar outros tipos de serviços mais eficientes e que ao mesmo tempo auxiliassem na integridade física do missionário.

    • Eu adquiri uma espécie de mancha no olho. Eu não a vejo no dia a dia, mas se eu olhar pra uma parede branca e concentrar, a manchinha preta aparece. A médica falou que é como aqueles manchas esbranquiçadas da clara do ovo. Não é grande coisa, mas é algo que poderia ter sido evitado com um simples óculos de sol na missão. Imagina os que são extremamente brancos.. o risco de câncer de pele, mesmo com protetor solar, é grande. Essa medida, como sempre, vem com atraso! Mas antes tarde do que nunca.

  2. Eu sofri muito na missão que fiz pois não podíamos voltar para casa em horário algum depois do almoço, quando saímos só voltávamos quando acabava o dia ou seja, umas nove horas, mas a missão do estado que nasci, onde fiz curto prazo, podia voltar depois do almoço e só depois das 2 podia sair o que era perfeito, não é um bom horário para proselitismo, é sim um horário muito perigoso para se trabalhar, realmente regras ridículas existem na missão, tipo aquelas envolvendo coca-cola, na missão que fiz podia tomar na calçada mas não podia dentro de casa, vai entender.
    Eu acho que podia dar aos missionários o dia inteiro de p-day, não acho necessário ainda sair as 6 horas da noite, o corpo precisaria descansar um pouco mais já que os missionários trabalham quase que de domingo a domingo, e além das milhares de coisas acumuladas para se fazer no p-day ainda tem que sair à noite e fazer no máximo uma visita.

  3. Eu adquiri uma tremenda de uma confiança em Deus e Jesus Cristo.

    Apesar dos apesares não reclamo de nada.

    Nunca fiquei doente durante o Trabalho Missionário.

    Nunca fiqueira com sequelas pós missão.

  4. Quando servi em Manaus (98-00), senti muito o clima já que eu morava no RS e saí no meio do inverno. O sol em Manaus castiga muito, usava muito óculos e nem sabia se podia ou não, queria mais é me proteger. Tinha missionário que usava protetor por ser muito branco.

  5. Muito boa a mudanca. Antes de ir a missao comecei a usar oculos e pedi logo um transitions hehe. Servi na Argentina (Buenos Aires Sul) e, sobre o horario de almoco, a regra era estar na casa dos membros das 13-14h e entre as 14-15h tinhamos que estudar o idioma, mas quase sempre ficavamos com a familia do almoco ate as 15h hehe. Eu soube que na missao Rosario os missionarios saem umas 8h para proselitismo e o estudo eh depois do almoco (14-17h).

  6. No período em que servi missão pude ver como os “líderes” não se importam com as pessoas. Desenvolvi dois problemas crônicos graves na missão, por conta de um acidente em um serviço batismal e queda no horário do proselitismo. As lesões foram tratadas pela esposa do presidente com anti inflamatório e remédio pra dor, e o tratamento e repouso foram tidos como exagerados, pela Sister. Quando se descobriu que as lesões tinham gerado esses problemas, igreja se recusou a arcar com as despesas do tratamento. Para que eu continuasse na missão minha família arcou com o tratamento, mas pouco tempo depois minha mãe ficou desempregada e meu irmão sofreu um acidente de carro. Meu tratamento foi cancelado por falta de dinheiro. Fui mudado de designação e meus pais ainda insistiam que eu deveria terminar a missão.
    Entre o fim da missão e a volta pra casa, meu problema se agravou. Meus pais buscaram ajuda dos líderes locais que disseram que isso era consequência de algum pecado grave que eu cometi na missão. Meus pais tiveram as recomendações canceladas e foram ameaçados de excomunhão. Os líderes nos acusavam de rebelião e apostasia.
    Cheguei a conclusão que o evangelho em sua essência é puro e verdadeiro, mas a igreja é uma instituição podre e mercenária, que se preocupa apenas com sua imagem fétida, seus números ilusórios e seu sagrado dinheiro!

    • Eis a máxima da caridade (ou puro amor de Cristo) às avessas: eu não sirvo para nada quando não consigo mais servir ao propósito dos demais (seja líder, organização ou o resto do pessoal). Sentem-se, assim, livres para abandonar, ou criticar, ou caçar, ou atacar.

      Se isso não é menosprezo ao amor de Deus ou ingratidão pelo que o irmão já fez pelos demais, eu não saberia que outro nome dar.

    • Que bom que vc aprendeu que o Evangelho existe independente da instituicao e que a Igreja nao tem exclusividade da verdade. Sinto muito por sua experiencia.

    • Morôni, tenho 1 bilhão de histórias desse tipo para contar, a sister da missão para início de conversa nem médica ela é e nem nada do tipo, só pode tomar aquele tylenol que não serve para tudo no mundo como eles pensam, missionários saem na rua em qualquer clima, comem nas casas de todo mundo, pegam todo tipo de doença e bactéria mas, na minha missão a única coisa que diziam era para tomar água, o problema é sempre falta de água, alguns tomavam escondidos outros remédios, alguns precisavam daqueles que tomavam em casa mas, a missão se recusa a liberar esse dinheiro para os que precisam, alguns até me contavam que tiravam do dízimo para comprá-lo.
      Outros tinham problemas com unhas encravadas quase perdiam o dedo mas, nunca tinha dinheiro liberado para isso e tantas histórias “cabeludas e absurdas”.

      PS: nessa hora é até bom não ter companheiro gringo, já que eles contam tudo.

      • Magnolia, voces pagavam dizimo na missao? Sinceramente, acho os missionarios e as missoes aqui muito exageradas. Tinhamos poucas regras tirando o manual do missionario. Nunca tive de delatar qualquer “transgessao as regras” do meu companheiro, membros do distrito ou zona ao presidente. Quando eu ou meu companheiro estavamos doentes ficavamos em casa e nem tinhamos que avisar a esposa do presidente. Meu maior problema foi lidar (submeter-me) aos lideres locais e tenho isso ate hoje hehe.

  7. Matheus Santos, eu não paguei, eles dizem que o nosso “serviço” já é uma forma de dízimo e quem me dera ter tido apenas esses problemas que vc disse, eu tive o “privilégio” de ter feito a missão mais fubeca do Brasil pois ela era assim chamada pelas pessoas em todas as áreas que passávamos, NUNCA poderíamos ficar em casa, só se a doença fosse grave demais, uma gripe forte ou até a bronquite das companheiras que moravam na mesma casa não era nada suficiente para ficar em casa mas, o remédio é sempre tomar água, como se não tivéssemos o direito de ficar doentes passando por tantas coisas e com todo tipo de gente, nosso grande e maior problema na missão era realmente o presidente, ele era mau, mentiroso, fubeca, falso, ignorante e tantas outras coisas que nem quero falar.

    PS: Vc serviu fora do Brasil?

    • Serviu Missão onde e em que ano? Isso porque há algumas estórias que conheço de duas missões e uma o estado estava tão agravante que o presidente não chegou a ficar os 3 anos.

  8. As mudanças foram ótimas. Apesar de ter servido em Florianópolis, no sul não faz só frio mas, muito calor. Na região perto de Criciúma era terrível de quente. lembro que tivemos uma instrução de descansar um pouco na sombra e se pudesse entrássemos num banco ou ponde tinha ar condicionado. hehehehe

  9. Acho que poderiam liberar o uso de carros aqui no Brasil, né? Assim, os missionários poderiam tomar conta de áreas maiores e visitar pessoas apenas indicadas por membros. E, claro, seria uma proteção a mais contra o sol.

    Nunca entendi por que não liberam carros no Brasil.

    • Sim Jeferson é verdade na missão assistíamos um dvd de treinamento chamado “o distrito 2” que mostrava o ensino de 6 missionários na Califórnia e nós sempre comentávamos porque eles tinham carro e nós não, eu na minha primeira área numa cidade com mais de 1 milhão de habitantes, pegava cerca de 6 ônibus por dia, não tínhamos um grupo de ensino formado porque não tinha como dar conta, fora o $$ que sempre era escasso e o perigo dessas grandes áreas, mas acho que eles não tem vontade de investir no Brasil pois $$ tem de sobra.

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