Mórmons são hoje aconselhados a casar dentro de seu grupo étnico?
Em uma publicação oficial da Igreja SUD para professores de adolescentes do sexo masculino, é sugerida a leitura, em aula, de uma citação de Spencer W. Kimball (1895– 1985) que recomenda a busca de um marido ou esposa “da mesma raça”.

A citação, retirada de um devocional dado por Kimball, em 1976, a estudantes da BYU, diz:
Recomendamos que as pessoas se casem com aqueles da mesma raça e que possuam mais ou menos os mesmos antecedentes econômicos, sociais e educacionais (algumas dessas coisas não são totalmente necessárias, mas desejáveis), e, acima de tudo, que tenham os mesmos antecedentes religiosos, sem dúvida alguma.
Como jovens adolescentes ou seus professores na Igreja interpretarão o conselho sobre “raça” e “antecedentes econômicos, sociais e educacionais”? Ao afirmar que “algumas dessas coisas não são totalmente necessárias, mas desejáveis”, a citação de Kimball não traz nenhuma clareza sobre a quais dos critérios está se referindo. Ainda, ao dizer que “algumas dessas coisas não são totalmente necessárias”, a citação sugere que alguns dos critérios listados podem ser, sim, totalmente necessários na busca de um futuro cônjuge.
A citação de Kimball, no entanto, é inequívoca em sua recomendação de não casar com pessoas de outros grupos étnicos. Entre 1852 e 1978, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desaconselhava fortemente casamentos interraciais, principalmente com negros (veja, por ex., aqui, aqui e aqui) e impedia o acesso de homens e mulheres negros às ordenanças do templo. Dessa forma, o conselho de Kimball sobre casar dentro da sua raça é uma das coisas “totalmente necessárias”.
O Manual de Sacerdócio Aarônico 3, de onde vem a citação, teve seu uso descontinuado há cerca de três anos, embora ainda seja utilizado em algumas alas brasileiras nas aulas para a Organização dos Rapazes. Porém, por que uma publicação tão recente ainda incluía um ensinamento contrário ao casamento interracial? E que aceitação esse ensinamento tem hoje entre mórmons no Brasil?
Acredito que tais ensinamentos mesmo provenientes do Profeta não fazem mais o menor sentido nos dias atuais. Talvez à época, devido as regras vigentes e hoje extintas, poderiam formar um critério, mas hoje são totalmentes inoportunas e atemporaris e deveriam a meu ver serem retiradas das atividades curriculares da Igreja ainda mais óbvio se torna o que digo quando são dirigidas aos jovens.
Totalmente ultrapassados tais ensinamentos. Os lideres tem que se antenar que o racismo acabou, que hoje temos a internet……