Palestras Sobre A Fé

LoFEntre 1834 e 1835, Joseph Smith apresentou uma série de palestras sobre o tema da Fé em Kirtland, Ohio. Em colaboração com seu Primeiro Conselheiro Sidney Rigdon, Smith preparou as palestras para publicação e elas foram apresentadas pela Primeira Presidência e incluídas na edição de 1835 de Doutrina e Convênios. Em assembleia geral, a Primeira Presidência apresentou esta edição da D&C (incluindo as palestras intituladas ‘Sobre A Fé’) para a Igreja, que votou unanimamente para aceitá-la como escritura sagrada e obra padrão da Igreja.

No prefácio da edição de 1835 da Doutrina e Convênios, a Primeira Presidência da Igreja deixa claro o grau de importância que estas palestras deveriam ocupar no cânone e na teologia Mórmon: Continuar lendo

Professor da BYU Criticado por Livro Sobre Mulheres

lost+teachingsO Professor da BYU Alonzo L. Gaskill está sendo severamente criticado por seus pares acadêmicos, por acadêmicos Mórmons e pelo público Mórmon leigo, por grosseira incompetência intelectual.

Em seu livro recém-publicado ‘O Ensinamentos Perdidos de Jesus Sobre o Papel Sagrado da Mulher’, o professor de História da Igreja e Doutrina se propõe a estabelecer uma reconstrução acadêmica dos ensinamentos de Jesus de Nazaré sobre o papel apropriado de mulheres na sociedade Cristã. Uma das fontes principais, na qual Gaskill ancora seu livro  e seus argumentos nos manuscritos de Pali, que descrevem a vida e os ensinamentos de Jesus durante Sua adolescência no sub-continente Indiano, e descobertos num monastério Indiano no final do século XIX pelo jornalista e explorador russo Nicholas Notovich. Compilados e traduzidos para Francês (e, rapidamente, para vários outros idiomas) por Notovich nos anos 1890 sob o título ‘A Vida Desconhecida de Jesus’. O grande problema, contudo, é que o livro não só foi demonstrado por acadêmicos como um falsificação clara, como o próprio Notovich confessou o embuste.

Mas este nem é o maior problema do livro do historiador da BYU. Continuar lendo

Pessach — A Páscoa Judaica

Hoje comemora-se o Pessach ou, como é popularmente conhecido, a Páscoa Judaica.

Tocando um shofar, feito de chifre de carneiro, anuncia-se o sacrifício de pessach

Tocando um shofar, feito de chifre de carneiro, anuncia-se o sacrifício de Pessach

O Pessach (do hebraico פֶּסַח significando “passagem”; das raízes de passar através ou passar por sobre”) é um feriado religioso judaico que comemora o conto do Exodo Israelita presentemente narrado na Bíblia Hebraica (ou, como é conhecido entre Cristãos, o Velho Testamento), especialmente no Livro de Exodo. Comemorado no décimo-quinto dia do mês de Nisan (que neste ano de 2014 é hoje), este festival milenar celebra a estória do profeta Moisés libertando o povo Hebreu de sua escravidão no Egito e une milhares de judeus religiosa e culturalmente até hoje. Ademais, o impacto religioso e cultural desta festa pode ser sentido, profundamente, tanto no Cristianismo como no Mormonismo moderno.

Portanto, mesmo que não celebremos hoje o Pessach com uma ceia especial (chamada de Seder) ou os 7 dias de festividades (conhecidos como as festas de pães ázimos ou Chag Matzot), devemos revisitar suas origens, seus significados, e celebrar seus impactos residuais em nossas próprias religiões e culturas.

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Por Que As Mulheres Não Foram Incluídas?

Texto por Lori Burkman

Chieko Okazaki, Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro (1990-1997)

Chieko Okazaki, Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro (1990-1997)

Em 2005, a outrora Primeira Conselheira da Presidência Geral da Sociedade de Socorro Chieko N. Okazaki deu uma incrível entrevista a Gregory Prince para a revista Dialogue: a Journal of Mormon Thought.1  De todas as vezes em que ouvi uma mulher representante da Igreja falar em público, eu jamais me havia impressionado tão profundamente ou aprendido tanto como com este entrevista. A irmã Okazaki falava de maneira surpreendetemente aberta e franca sobre como mulheres são ignoradas na Igreja, não consultadas sobre assuntos importantes, ou carecem de um sentimento geral de auto-importância.

A entrevista começa da seguinte maneira:
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As Diferentes Vozes Nas Escrituras (Parte II)

Conforme comentamos na primeira parte da série, ao incorporar o mundo feminino e priorizar seu ministério nos excluídos, Jesus resgatava sentimentos e práticas que existiam no judaísmo, mas que ainda sim causavam escândalo para muitos: “(…) chegaram seus discípulos e admiravam-se que falasse com uma mulher”[1], no contexto do diálogo com a samaritana; “por que come vosso mestre com publicanos e pecadores?”[2], perguntou um grupo de fariseus, em um tom crítico à baixa reputação dos que compartilhavam a mesa com o Salvador.

Jesus Healing BeggerAs palavras do Homem de Nazaré davam esperança e direção às pessoas, em especial, das camadas mais humildes. Quando compreendemos que foram os famintos, simples e doentes a maior parte dos pioneiros do movimento que se tornaria o cristianismo, fica mais fácil entendermos a aspereza com que a voz de Jesus se direcionava aos ricos e poderosos.
Aos que tinham bens, Jesus mandava que repartisse. Se é dos pobres o Reino de Deus [3]; para os ricos o acesso a ele é tão difícil quanto um camelo entrar no buraco de uma agulha [4]. Os lírios do campo eram mais interessantes que Salomão e sua riqueza [5].

Em uma sociedade que interpretava doenças muitas vezes como impureza, fruto do pecado ou ação de demônios, Jesus oferecia cura. Como profeta, curandeiro e exorcista, ele ganhava visibilidade. Seu projeto do Reino de Deus consistia em uma inversão de papéis, na qual os rejeitados de sua época se elevariam em detrimento dos ricos e poderosos, que teriam grandes dificuldades de pertencer a esse grupo. Todo esse radicalismo o colocou em rota de colisão com o Império, levando-o à crucificação. Continuar lendo

As Diferentes Vozes Nas Escrituras (parte I)

Era um domingo de Nisã, entre o final da década de 20 e início da de 30 do primeiro século. Segundo o texto lucano, algumas mulheres e pelo menos um dos apóstolos haviam visitado o túmulo de Jesus, e o encontram vazio. De acordo com o relato bíblico, a história de que a tumba estava vazia se espalhou, de modo que, no mesmo dia, já era possível encontrar várias pessoas comentando o evento.

O terceiro evangelho fala de dois discípulos que conversavam sobre o Salvador enquanto caminhavam em direção a Emaús. Como de apenas um foi citado o nome, Cléofas, presume-se, pelo costume da época, que o outro fosse uma mulher. [1] Jesus ressuscitado pôs-se a caminhar com o casal; este, embora conhecesse pessoalmente Jesus, não reconheceu o Mestre.

Aproximando-se do povoado para onde iam, Jesus simulou que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram, dizendo: “Permanece conosco, pois cai a tarde e o dia já declina. Entrou então para ficar com eles. E, uma vez à mesa com eles, tomou o pão(…)Então seus olhos se abriram e o reconheceram”. [2]

Com base nos três relatos de páscoa que aparecem como pano de fundo do Evangelho de João, costumamos dizer que o ministério do Salvador foi de três anos. O movimento iniciado por ele teve como palco inicialmente a Galileia, região rural onde cresceu. Como um camponês, Jesus nos transporta aos ambientes bucólicos através de suas parábolas ao mencionar aves do céu, a figueira, as ovelhas e seu pastor, o peixe, o mar, o pescador.

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Crescimento da Igreja Mórmon (2014)

“Estamos reunidos juntos como uma grande família, mais de 15 milhões [de membros] fortes…”, disse Thomas Monson durante a abertura da última Conferência Geral neste fim de semana que passou. Com esta frase, o Presidente da Igreja SUD nos convida a revisitar uma análise estatística de como anda o crescimento da Igreja e ponderar justamente como enxergamos, compreendemos e utilizamos este conhecimento matemático.

Thomas Monson estabelece um número

Thomas Monson estabelece uma afirmação estatística (checável) em plena Conferência Geral

Tal entusiasmo estatístico não é incomum entre a liderança da Igreja. Na Conferência Geral de 2007 (Outubro), o Apóstolo Russell Ballard alardeou: “Como uma das fés Cristãs que cresce mais rápido no mundo, construímos uma capela nova todo dia de trabalho.”

E entre publicações recentes nos jornais oficiais da Igreja há muitos artigos que reforçam essa percepção, além do próprio escritório de relações públicas da Igreja. Lendo as publicações da Igreja e os discursos em Conferência Geral, tem-se a impressão de que a liderança está bastante otimista com o rápido crescimento da Igreja pelo mundo.

Não obstante tal otimismo, em Outubro de 2012 o mesmo Presidente Monson anunciou o rebaixamento da idade mínima para serviço missionário (de 19 para 18 anos para meninos, e de 21 para 19 anos para as meninas) em parte, de acordo com o Apóstolo Jeffrey Holland, para que “Deus … apress[e] Sua obra…”.

Em plena Conferência Geral, o atual Presidente da Igreja estabeleceu uma afirmação clara e inequívoca que pode ser testada, analisada e checada. No mesmo dia, a Igreja apresentou seus novos dados estatísticos para o ano de 2013. Com estes dados novos, além dos dados já oficialmente publicados pela Igreja nos anos anteriores, e comparados com dados populacionais de vários censos, pode-se checar e confirmar a afirmação do Profeta Mórmon e responder — e levantar — algumas perguntas.

A primeira, e mais importante, questão é: Como realmente anda o crescimento da Igreja?

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Primeiro de Abril

01 de abril de 2014. Esta data entrou para a história do Mormonismo no Brasil, e talvez no mundo.

Orson Wells anuncia para o mundo a descoberta da Zarahemla

Orson Wells anuncia para o mundo a descoberta da Zarahemla

O diretor americano Orson Wells, repetidamente eleito como um dos melhores cineastas na história do cinema, adaptou a novela ‘Guerra dos Mundos’ de H.G. Wells para o rádio em 1938. Em seu primeiro episódio, em 30 de outubro, a primeira metade da encenação consistia em boletins de noticiário cobrindo a fictícia invasão da Terra por alienígenas de Marte. Apesar do aviso no início do programa, muitos ouvintes pegaram o show já em andamento, e uma parcela deles acreditaram no que ouviam como se fôra noticiário normal, resultando em um pequeno pânico público. Centenas de pessoas ligaram ansiosas para as estações da CBS para confirmar as notícias, e nos dias seguintes, para reclamar de haverem sido enganadas.

Da mesma maneira que 30 de outubro de 1938 entrou para história do rádio, este 01 de abril p.p. entrou para a história do Mormonismo. O site Vozes Mórmons publicou uma brincadeira de Primeiro de Abril que se espalhou rapidamente (viralizou, como se diz em internetês) enganando dezenas de milhares de Mórmons no Brasil e mundo afora. Até o presente momento, mais de 27 000 pessoas acessaram o artigo, com quase 10 000 compartilhamentos na rede social Facebook e mais de 30 000 visualizações por lá, tornando-a a “pegadinha” Mórmon mais bem-sucedida no Brasil e talvez no mundo (se alguém souber de uma que tenha conseguido maior divulgação e penetração, comente dela abaixo, por favor).

Piadas bem-sucedidas à parte, o que realmente permanece de importante são as questões levantada por este episódio. Por que a brincadeira foi tão crível? Como os Mórmons brasileiros reagiram? O que suas reações dizem a respeito da cultura Mórmon? Quais conceitos científicos podem iluminar nosso entendimento dele?

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Temas para o Podcast Mórmon

© 2000, Cleoton Biehl.

© 2000, Cleoton Biehl.

No mês passado, a ABEM e o site Vozes Mórmons lançaram o Podcast Mórmon – um programa ao vivo pela internet sobre assuntos relacionados ao mormonismo, em que todos podem participar com perguntas e comentários. Que assuntos você gostaria de ver tratados nos próximos Podcasts? Queremos ouvir a sua opinião.

Joseph Smith: Abolição da Escravatura

No começo de 1836, o Profeta Joseph Smith redigiu e enviou uma carta a Oliver Cowdery, então editor do jornal oficial da Igreja Mórmon¹ O Mensageiro e Defensor dos Santos dos Últimos Dias, para publicação. Com ela, Smith desejava deixar clara e pública a sua posição – e, assim, a posição oficial da Igreja – sobre a questão da “Abolição da Escravidão Negra”.

A carta foi publicada em 09 de abril de 1836, e nela Smith explorava todas as grandes questões e dilemas do maior problema social e político dos Estados Unidos na época: escravidão negra e o movimento abolicionista.

Assim como o Brasil, os Estados Unidos da América foram inicialmente colonizados por europeus que, percebendo oportunidades agrícolas (e não encontrando jazidas de metais preciosos), instauraram a hedionda prática de escravidão africana para exploração agrária em prol das metrópoles. Durante o movimento de independência norteamericana (1775-1783) e durante a Convenção Constituinte (1787) propôs-se repetidas vezes abolir a instituição da escravidão negra, sempre com forte oposição dos estados da região Sul, mais caracterizados por latifúndios e mais dependente de trabalho escravo (ao contrário dos estados da região Norte, mais caracterizados por minifúndios e fazendas familiares). Não obstante, com o passar das décadas os estados do Norte passaram a abolir escravidão em seus estados respectivos, aumentando pressão sobre o governo federal para aboli-la nacionalmente.

Em 1808, o Congresso Federal proibiu a importação de escravos africanos e na década de 1820 o movimento religioso que percorreu a nação, hoje denominado de “Segundo Grande Despertar” (que tanto influenciou Joseph Smith), inspirou vários movimentos de reformas sociais com fervor religioso (entre os quais, o movimento de temperância), inclusive o Abolicionismo. Em 1833, a Sociedade Americana Anti-Escravidão, primeira organização formal, foi fundada por nomes que se consagraram no consciente coletivo americano, da época e na história: William Lloyd Garrison, Robert Purvis, Theodore Weld, etc.

Mapa dos EUA, 1837

Mapa dos EUA, 1837, indicando estados escravocratas e estados livres — sem escravidão — e o Condado de Jackson para contextualização geográfica (clique no mapa para aumenta-lo).

O movimento cresceu muito com o passar das décadas, chegando a completamente dominar o debate público em menos de duas décadas e causando diretamente uma ruptura completa entre as duas secções que dividiriam o país entre estados “livres” e estados “escravocratas” e levando a uma sangrenta guerra civil. Antes disso, contudo, na década de 1830, o movimento era pequeno demais para impactar o país inteiro, mas grande o suficiente para influenciar a Igreja Mórmon e o Mormonismo.

Em 1831, Smith ordenou parte de seus seguidores a estabelecerem-se no Condado de Jackson, no Missouri, bem na fronteira dos Estados Unidos. Porém, os colonizadores mórmons entraram em repetidos conflitos com os seus vizinhos em Missouri por, entre outras coisas², uma suspeita de que mórmons fossem abolicionistas. O Missouri era um estado escravocrata. Cinco anos depois, após a forçada relocação dos colonos mórmons do Condado de Jackson (para um condado criado especificamente para protegê-los em Caldwell), Smith sentiu a necessidade de publicar uma declaração pessoal, oficial, e inequívoca sobre o abolicionismo e a instituição da Escravidão.

Abaixo segue uma tradução do texto do Profeta Joseph Smith, como publicado originalmente no jornal O Mensageiro e Defensor (cujas cópias escaneadas encontram-se na Biblioteca de História da Igreja). Incluí o texto original em inglês, como publicado na História da Igreja, volume 2, capítulo 30, nas notas de rodapé.

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O Conselho de Deuses e o Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton foi secretário do Conselho dos 50 e suas anotações pessoais constituem uma das importantes fontes sobre aquela organização. Durante nosso primeiro Podcast Mórmon, que tratou do Conselho dos 50, percebi a dificuldade de explicar – e mesmo de entender – a relação intrínseca que mórmons no séc. XIX viam entre a sua religião e outros aspectos da vida humana como economia e política.

A anotação feita por William Clayton em seu diário¹ é valiosa por mostrar a sua percepção do Conselho dos 50 como uma entidade que representava o núcleo de um futuro governo teodemocrático, mas era à semelhança de um governo divino anterior à formação da Terra. Em 10 de março de 1845, enquanto revisava as atas do Conselho, Clayton anotou em seu diário:

Enquanto escrevendo e copiando os registros do Reino, estava escrevendo estas palavras dadas pelo Élder H. C. Kimball no conselho no dia 04, “se um homem pisar fora dos seus limites, ele perderá seu reino como foi com Lúcifer e será dado a outros mais dignos”. Essa ideia me veio à mente. É doutrina ensinada por esta igreja que nós estávamos no Grande Conselho entre os Deuses quando a organização deste mundo foi contemplada e que as leis de governo foram todas feitas e sancionadas pelos presentes e todas as ordenanças e cerimônias decretadas. Agora não é o caso que o Conselho do Reino de Deus agora organizado sobre esta terra está fazendo leis e sancionando princípios que em parte governarão os santos após a ressurreição, e depois da morte não serão essas leis dadas a conhecer por mensageiros e agentes como o evangelho nos foi dado a conhecer[?]. E não há uma similaridade entre esse grande conselho e o conselho estabelecido antes da organização deste mundo[?].

 

1. An intimate chronicle: the journals of William Clayton. George D. Smith (ed.) Signature. Salt Lake, 1995.

Podcast Mórmon #101 – O Conselho dos 50

A Associação Brasileira de Estudos Mórmons e o Vozes Mórmons anunciam o início de um projeto coletivo de podcasts para discussão de temas relacionados ao Mormonismo: O Podcast Mórmon.

Neste primeiro episódio Antônio Trevisan e Marcello Jun discutem o passado e o futuro da pesquisa acadêmico-histórica de um importante capítulo na história Mórmon: a fundação e o crescimento do Conselho dos 50, estabelecido por Joseph Smith em março de 1844 para servir como o braço político do Reino de Deus na Terra.

Assista aqui o podcast na íntegra:

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Reação Contra Mulheres

medalhaoCelebrando o Dia Internacional das Mulheres com uma ‘Semana das Mulheres Mórmons‘ aqui no Vozes Mórmons, recebemos algumas reações que são ilustrativas e representativas, que valem ser exploradas e analisadas.

A própria Igreja SUD reagiu com uma nota oficial (endereçada ao movimento de mulheres SUD conhecido como ‘Ordene às Mulheres’, representado aqui no Vozes Mórmons pela articulada Kristy Money). Esta reação merece ser explorada e analisada.

A triste realidade é que a cultura Mórmon (dentro do contexto SUD) persiste embuído de um profundo senso de preconceito contra mulheres. Expressões populares como sexismo, machismo, e misoginia descrevem aspectos do que, na realidade, é nada mais que um preconceito enraízado na consciência coletiva Mórmon. Continuar lendo

O Conselho dos 50

podcast 1
Em 1844, apenas três meses antes de sua morte, Joseph Smith estabeleceu uma nova organização composta por 53 indivíduos – incluindo três “gentios” (não-mórmons). Tratava-se de uma instituição teocrática, cuja existência era desconhecida dos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Tal organização secreta deveria preparar o governo milenar de Cristo na Terra, constituindo um núcleo político inicial do Reino de Deus. Continuar lendo

Jane Manning James – parte I

jane3A história de Jane Elizabeth Manning James (1822-1908) tem se tornado cada vez mais conhecida por um número crescentes de mórmons e estudiosos do mormonismo. Uma história que inclui fome e perseguição; seu abandono pelo marido durante longas duas décadas; sua insistência junto a um presidente da Igreja para receber certas ordenanças; sua convivência no lar de Joseph e Emma Smith, e muitos outros acontecimentos que tornam sua vida como mulher mórmon e negra uma narrativa única e impressionante. Continuar lendo