As Diferentes Vozes Nas Escrituras (Parte II)

Conforme comentamos na primeira parte da série, ao incorporar o mundo feminino e priorizar seu ministério nos excluídos, Jesus resgatava sentimentos e práticas que existiam no judaísmo, mas que ainda sim causavam escândalo para muitos: “(…) chegaram seus discípulos e admiravam-se que falasse com uma mulher”[1], no contexto do diálogo com a samaritana; “por que come vosso mestre com publicanos e pecadores?”[2], perguntou um grupo de fariseus, em um tom crítico à baixa reputação dos que compartilhavam a mesa com o Salvador.

Jesus Healing BeggerAs palavras do Homem de Nazaré davam esperança e direção às pessoas, em especial, das camadas mais humildes. Quando compreendemos que foram os famintos, simples e doentes a maior parte dos pioneiros do movimento que se tornaria o cristianismo, fica mais fácil entendermos a aspereza com que a voz de Jesus se direcionava aos ricos e poderosos.
Aos que tinham bens, Jesus mandava que repartisse. Se é dos pobres o Reino de Deus [3]; para os ricos o acesso a ele é tão difícil quanto um camelo entrar no buraco de uma agulha [4]. Os lírios do campo eram mais interessantes que Salomão e sua riqueza [5].

Em uma sociedade que interpretava doenças muitas vezes como impureza, fruto do pecado ou ação de demônios, Jesus oferecia cura. Como profeta, curandeiro e exorcista, ele ganhava visibilidade. Seu projeto do Reino de Deus consistia em uma inversão de papéis, na qual os rejeitados de sua época se elevariam em detrimento dos ricos e poderosos, que teriam grandes dificuldades de pertencer a esse grupo. Todo esse radicalismo o colocou em rota de colisão com o Império, levando-o à crucificação.

Os textos mais antigos que encontramos no Novo Testamento foram escritos por Paulo. Nas cartas genuinamente paulinas, podemos observar que as mulheres ocupavam lugar de destaque no ministério. De acordo com Pedro Vasconcellos “não se trata de uma apologia que Paulo tenha feito a elas, mas de uma simples constatação” [6].

No fim da epístola aos romanos, Paulo recomenda aos santos que recebam bem a DIACONISA Febe[7], pois esta ajudara muitos, incluindo o apóstolo. Junia é chamada de APÓSTOLA junto com seu esposo[8]. É mencionado o casal Prisca e Áquila (notar o nome feminino sendo citado primeiro), “meus colaboradores em Cristo”[9]. São saudadas também Trifena, Trifosa e Pérside, que “se afadigaram no Senhor “[10].

Paulo observa e constata as liberdades trazidas pelo cristianismo: “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há HOMEM nem MULHER, pois todos vós sois um só em Cristo Jesus”[11].

No tempo de Jesus, as ações de cura e pregação das boas novas ultrapassaram as fronteiras de Israel através de mulheres. Segundo Marcos, após corrigir um comportamento xenofóbico de Jesus, uma mulher siro-fenicia teve sua filha liberta de uma possessão demoníaca [12]. Em João, muitos samaritanos creram em Jesus “por causa da palavra da mulher que dava testemunho” [13].

Em uma época que a voz das mulheres tinha pouca validade em um tribunal, o Jesus da Fé as escolheu como testemunhas do evento central do cristianismo. Tamanho privilégio fez com que, na Igreja Ortodoxa, Maria Madalena fosse conhecida como a APÓSTOLA DOS APÓSTOLOS.

Algo importante que passava na mente das primeiras comunidades cristãs era a crença de que Jesus estava próximo a retornar, que o fim do mundo estava próximo ou como comenta Crossan: “[para Paulo] o fim já começara, só sua consumação final era iminente”[14]. Com base em uma Parusia (segunda vinda de Cristo) às portas é que entendemos várias passagens das epístolas paulinas, em especial as relacionadas ao casamento.

Como o mundo acabaria em breve, sendo aguda “as angústias presentes”[15], e intenso o trabalho de preparação para a vinda de Cristo, casar-se, para a teologia paulina, seria um atraso. Quando tentamos ler as passagens de Corintios 7 através do conceito mórmon de selamento, a frustração é inevitável. Para Paulo, a ideia do casamento como condição sine qua non ao céu mais alto simplesmente não existe.

Já que “o tempo se fez curto”[16], Paulo exorta os santos de Corinto a permanecerem como estavam: se fossem escravos quando foram chamados, que permanecessem assim; se fossem casados, que permanecessem casados; se solteiros, que continuassem do mesmo modo. Na concepção do apóstolo, a pessoa que tem um cônjuge leva desvantagem na preparação para o Reino vindouro: “Eu quisera que estivessem sem preocupação. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar a esposa”[17].

Aos que conseguem se manter celibatários, que assim permaneçam; aos que“não podem guardar a continência, casem-se, pois é melhor casar-se que ficar abrasado”[18]. A ideia de o celibato ser a primeira escolha para os solteiros faz mais sentido quando as expectativas de que o mundo ainda exista na próxima geração são pequenas.

Quando se acredita que o fim do mundo está próximo, como Paulo; ou quando se tem uma vida itinerante, como os discípulos mais íntimos de Jesus, o acúmulo de riquezas não faz muito sentido. Somente quando as expectativas de um fim próximo desapareceu e mais e mais pessoas com posses tornaram-se cristãs, frases como “dos pobres é o reino de Deus” e a noção de quão difícil é um rico entrar neste reino tiveram que ser reinterpretadas.

Nas cartas com maior probabilidade de terem sido realmente escritas por Paulo, notamos não haver a presença de um líder geral nas comunidades para quem o apóstolo escrevia. A liderança, de acordo com Coríntios e Romanos, era espontânea, baseada nos dons que os membros possuíam. [19]

O próprio título de “apóstolo” que Paulo usava aparentemente não foi dado por outra pessoa a ele, como fora a Matias[20]. Em sua epístola aos gálatas, Paulo menciona ter recebido de Deus [21]; seu apostolado nos parece “carismático” em vez de institucional.

Quando findava o primeiro século, as expectativas do retorno iminente de Cristo sofreram um esfriamento. A preocupação agora era manter a estabilidade nas diversas igrejas espalhadas. Fez-se necessário que as igrejas mais rigidamente se hierarquizassem, já que elas se tornavam instituições que deveriam durar mais que um breve período.
Várias cartas atribuídas a Paulo foram produzidas nessa época com o objetivo de exortar os santos para os desafios que as comunidades enfrentariam nesse novo projeto teológico.

Uma segunda epístola endereçada aos tessalonicenses criticava a ideia de um retorno de Cristo repentino. Enquanto o Paulo de Primeira Tessalonicenses induziu essa comunidade macedônica a crer num fim imediato, o Paulo de Segunda Tessalonicenses (uma pseudo-epígrafe, provavelmente) negou essa concepção[22].

O cristianismo tendeu a se acomodar aos conceitos, práticas e organizações do Império. Essa acomodação, aos poucos, foi deslocando o caráter revolucionário que o movimento de Jesus possuía inicialmente.

Interagindo com o ambiente patriarcal no qual viviam, os autores das epístolas de Colossenses, Efésios, Tito e Timóteo (pouco provável de terem sido escritas por Paulo) instruíram as mulheres a serem submissas aos seus maridos. O autor de 1 Timóteo arriscou uma justificativa teológica:

“Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação”[23]

As mulheres, que tiveram um papel importante no anuncio do evangelho, que exerciam o diaconato, que eram apóstolas em algumas comunidades, que lideravam igrejas domésticas, que em um passado remoto atuavam como líderes militares e na instrução de diversas tribos, agora, eram exortadas a ficar em silêncio.

O linguajar de 2 Timóteo é ainda mais misógino: “Entre estes de encontram os que se introduzem nas casas e conseguem cativar mulherzinhas carregadas de pecado, possuída de toda sorte de desejos, sempre aprendendo, mas sem jamais poder atingir o conhecimento da verdade”.

O tom de agressividade do autor de 2 Timóteo dá sinal de que esse texto foi escrito numa época em que havia disputa de opiniões exatamente sobre esta questão: a liderança feminina.[24] É uma provável reação a grupos cristãos em que as mulheres desfrutavam de mais autonomia[25]; o que testifica de quão multifacetado é o cristianismo desde suas origens.

Nesses textos deuteropaulinos encontramos também a sacramentação da existência de escravos:

Exorta os servos a que sejam submissos a seus senhores em tudo, sendo-lhes agradáveis, não os contradizendo nem defraudando, antes mostrando perfeita lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus nosso Salvador. [26]

Curiosamente, muitos desses ensinamentos perturbadores para uma audiência moderna, como os que secundarizam a mulher [27] e os que são coniventes com a escravidão (com exceção do já citado Coríntios 7), foram preservados em textos atribuídos a Paulo, mas provavelmente não escritos pelo apóstolo.

Devido a isso, houve a utilização “do legado de Paulo para sistemas de injustiça e opressão”[28], é o que afirma Neil Elliott em sua obra que procura mostrar o fato de, por lermos as deuteropaulinas como genuinamente escrita pelo homem de Tarso, termos uma visão distorcida do apóstolo.

Com um crescimento vertiginoso, e igrejas espalhadas em diversas partes do Império Romano (e até fora deste), era natural que houvesse diferença de percepções e práticas entre elas. Toda uma padronização doutrinária, litúrgica e ética foi buscada. Os grupos que menos se adequavam a esse projeto foram perdendo sua força.

Era a transição do nomadismo para a sedentarização; do cristão radical para o bom súdito. Nesse contexto, a patriarcalização acontece, a liderança das mulheres é reprimida, e o politicamente correto da época vira mandamento. Se antes a pregação era marcada por um certo radicalismo, que chocava as pessoas; agora, a manutenção do STATUS QUO é a instrução recebida.

Sempre houve vozes discordantes e felizmente – para nossa apreciação do complexo quadro do cristianismo primitivo – essas vozes foram preservadas em nosso cânon, como o Livro de Apocalipse, que teve grande dificuldade para entrar no Novo Testamento. Para o autor dessa obra, Roma equivalia a Babilônia, que tanto oprimiu o povo da Bíblia; seu imperador, a Besta descrita no décimo terceiro capítulo. Uma visão diferente do décimo terceiro capítulo de Romanos.

O novo projeto teológico era fazer o cristianismo palatável para o Império. Ao contarem sobre a morte de Jesus, foi tirada a culpa de Roma: Pilatos lava as mãos, e os judeus tornam-se os principais responsáveis pelo suplício na cruz.

A intenção era desvincular-se dos judeus (que poucos anos antes haviam entrado em conflito com os romanos) e demonstrar que o cristianismo, ao contrário do que críticos como Celso achavam, não era formado apenas por MULHERES incultas, pobres e pessoas estúpidas.[29] Sua teologia superava qualquer outra. Esse cristianismo cada vez mais depurado de elementos ofensivos ao poder central pôde -no espaço de alguns séculos- finalmente sair da clandestinidade e, de maneira incrível, se tornar a religião do Império.

O mormonismo também passou por todas essas fases. Começou como uma comunidade frouxamente organizada de crentes no final da década de 1820, na qual magia popular, glossolalia e exorcismos eram praticados. A hierarquia era precária; ainda não havia a noção de um só detentor de todas as chaves. A ideia de um poder centralizado foi surgindo em decorrência da necessidade de se romper com o caos teológico que se formava quando pessoas afirmavam receber revelações que pareciam desunir o grupo. Ofícios inspirados nos textos do Novo Testamento foram sendo criados; toda uma estrutura hierárquica começou a ser desenhada.

Apesar da poligamia, no tocante à presença feminina na liturgia e ensino, houve algum avanço. Joseph corrigiu o “não deve falar na igreja” para “não deve Governar”[30], e incorporou à igreja uma organização feminina, que veio a ser conhecida como Sociedade de Socorro. O mormonismo terminou arrefecendo esse viés mais progressista em relação a liderança da mulher, que em algum momento existiu em seu meio.

O mesmo se deu com os negros, que, a despeito de serem de uma “espécie” diferente na visão de Joseph[31], chegaram a elencar o quadro de portadores do sacerdócio no período de Nauvoo. Infelizmente, a absorção de elementos racistas presentes no protestantismo norte-americano influenciou os mórmons a apagarem qualquer chama de igualdade racial que aparentemente existiu em algum momento. Só em anos recentes essa chama seria reacendida.

O posicionamento mórmon sobre a escravidão negra mudou várias vezes. Em 1838, foi publicada uma lista de respostas dada pela Igreja a perguntas frequentes feitas por não-mórmons. Eis uma delas: “Os mórmons são abolicionistas?”.

A resposta: “NÃO, a menos que libertar o povo da astúcia eclesiástica e os sacerdotes do poder de Satanás seja considerado um ato abolicionista. Porém, NÃO CREMOS EM DAR LIBERDADE AOS NEGROS (ênfase nossa).[32]

No Vozes Mórmons encontramos a tradução de um texto escrito por Joseph Smith dois anos antes da declaração citada acima. A Bíblia, segundo o profeta, foi sua inspiração para justificar a escravatura. No último fim de semana, vários líderes mórmons usaram argumentos semelhantes em seu combate à ordenação de mulheres ao sacerdócio e ao direito dos homossexuais.

No período de Nauvoo, Joseph Smith passou a defender o fim da escravidão, incorporando essa proposta em sua candidatura à presidência dos EUA, em 1844 [33]; o que não impediu a existência de escravidão negra em Utah.

A percepção que os americanos tinham dos mórmons nas primeiras décadas do Movimento SUD não era das melhores; o que nos faz lembrar da impressão de Plínio, governador da Bitínia, sobre os cristão ao escrever para o Imperador Trajano:

Tinham o costume de se reunir em certo dia Fixo, antes do amanhecer, para entoar, em versos alternados, um hino a Cristo, como a um deus … Julguei da maior necessidade extrair a verdade real, com ajuda de tortura, de duas escravas que se intitulavam DIACONISAS, mas nada descobri além de SUPERSTIÇÃO DEPRAVADA E DESREGRADA.[34]

Assim como a percepção do Império Romano teve que ser mudada para que o cristianismo despontasse como uma religião respeitada e crível, o mormonismo teve que se acomodar ao que a sociedade americana ditava. A romanização alterou o cristianismo da mesma forma que americanização moldou os mórmons.

A poligamia teve que ser abandonada. De praticantes de casamentos plurais, os mórmons passaram a perseguir quem praticava; de percebidos como barbudos ignorantes do oeste, passaram a ter rostos imberbes, MBA e salas em Wall Street; de um movimento fadado a não durar, no comentário de D. Pedro II em sua visita a SLC em 1876 [35], foi apontado, nos anos 80, como uma das religiões de maior crescimento do mundo; de oponentes das tropas federais, passaram a ter altas taxas de alistamento nas forças armadas americanas; de um bando de “zés ninguém”, na opinião de muitos que dialogavam com Charles Dickens na Inglaterra, os mórmons passaram a ser percebidos como pessoas influentes; de contrários a moral e aos bons costumes, foram ovacionados com “vamos multiplicar essa Igreja Mórmon no meu Brasil. Aí nós teremos paz , ordem e progresso” do senador piauiense Mão Santa.

Se o mormonismo não se tornou a religião do império, como o cristianismo, seu coral, sim.

Mudanças em práticas religiosas sempre existiram. Embora se acredite que Deus seja o mesmo ontem, hoje e sempre, nossas noções sobre Ele é algo em constante mudança. As escrituras, como as compreendo, tratam-se mais de “palavras sobre Deus” que “palavras de Deus”. Sendo assim, mudanças positivas não apenas devem ser esperadas como incentivadas.

Desde que a própria Bíblia testifica das mudanças de paradigma no seio do cristianismo e judaísmo, os cristãos detratores do Movimento dos Santos dos Últimos Dias que fazem chacota das mudanças ocorridas na Igreja Mórmon deveriam ficar desconfortáveis ao entenderem que, no tocante a mudanças de visões e práticas, o(s) cristianismo(s) dos primeiros séculos e o(s) mormonismo(s) têm mais coisas em comum que costumamos imaginar. Mudanças sempre ocorreram, oxalá daqui pra frente sejam sempre para o bem. E o que é o BEM?

"Se vocês, como muitos americanos, acreditam que este país está em franca decadência moral, sugiro que passem algum tempo com as pessoas que lideram a Igreja Mórmon." -- Mike Wallace, jornalista

“Se vocês, como muitos americanos, acreditam que este país está em franca decadência moral, sugiro que passem algum tempo com as pessoas que lideram a Igreja Mórmon.” — Mike Wallace, jornalista

 

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[1] João 4:27
[2] Mateus 9:11
[3] Lucas 6:20
[4] Mateus 19:24
[5] Mateus 6: 28-29
[6] VASCONCELLOS, Pedro Lima. O Código Da Vinci e O Cristianismo dos Primeiros Cinco Séculos. São Paulo: Paulinas, 2006. p.33
[7],[8],[9],[10] Romanos 16
[11] Gálatas 3:28
[12] Marcos 7:24-30
[13] João 4:39
[14] CROSSAN, John Dominic. O nascimento do cristianismo: o que aconteceu nos anos que se seguiram à execução de Jesus. São Paulo: Paulinas, 2004. Col. Repensar, p.26
[15],[16],[17],[18] Coríntios 7
[19] Romanos 12; Coríntios 12
[20] Atos 1:26
[21] Gálatas 1:1
[22] 2 Tessalonicenses 2:1-4
[23] 1 Timóteo 2:12-15
[24] VASCONCELLOS, Pedro Lima. O Código Da Vinci e O Cristianismo dos Primeiros Cinco Séculos. São Paulo: Paulinas, 2006. p.35
[25] Exemplos disso são as comunidades marcionitas e gnósticas, que não aceitavam essas epístolas, e as mulheres exerciam liderança.
[26] 1 Timóteo 2:12-15
[27] As passagens de 1 Cor 14: 34-35 são consideradas interpolações pós-paulinas.
[28] ELLIOTT, N. Libertando Paulo: a justiça de Deus e a política do apóstolo. São Paulo: Paulus, 1998.p. 28
[29] ORÍGENES. Contra Celso. São Paulo, Paulus, 2004. p. 243.
[30] Manual do Novo Testamento usado no Instituto, pág 323.
[31] SMITH, J.F.(1975).Ensinamentos Do Profeta Joseph Smith. São Paulo, 2003, p.263
[32] Idem, p.117
[33] Idem, p.326
[34] Uma tradução da carta pode ser lida aqui.
[35] WOOD, David L. Emperor Dom Pedro’s visit to Salt Lake City. Utah Historical Quarterly. Volume 37, número 3, 1969, pág 351

 

 

 

 

2 comentários sobre “As Diferentes Vozes Nas Escrituras (Parte II)

  1. Texto muito interessante. A comparação com o cristianismo, entretanto, não me parece adequada, até porque, em nenhum sentido o mormonismo é uma restauração do cristianismo primitivo. Na verdade, o mormonismo tem mudado para se adequar ao cristianismo.

  2. Na verdade, Quintino, a comparação que faço entre o mormonismo e o cristianismo primitivo consiste exatamente no fato de ambos, com o objetivo de sobrevivência, terem revistos seus conceitos e práticas para melhor se adaptar ao contexto no qual estavam inseridos. A noção de que o mormonismo é a restauração do cristianismo primitivo é algo que não disputo no artigo. Fico feliz que tenha gostado. Abraços!!!

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