Trechos do discurso de J. Golden Kimball na Conferência Geral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Abril de 1904. Kimball servia como Autoridade Geral, sendo membro do primeiro Quórum dos Setenta.
História mórmon
Igreja Mórmon Ameaça Rompimento com Escoteiros
Em nota oficial, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ameaça rompimento oficial com a organização de Escoteiros da América após mais de um século de cooperação.

Thomas Monson demonstra a saudação do Escoteiro. 16o Presidente da Igreja SUD, Monson sempre enfatizou a importância do escotismo para os jovens (rapazes) Mórmons, como todos os outros profetas desde 1910.
Por décadas, líderes Mórmons gozaram de enorme prestígio e influência junto à organização oficial de Escoteiros nos EUA. E, por sua parte, os Escoteiros constituíram uma parte fundamental da formação de gerações de rapazes SUD nos EUA.
Essa relação simbiótica sofreu um tremendo golpe quando a direção executiva da Boy Scouts of America, como é oficialmente conhecida a organização de escotismo, decidiu essa semana a contrariar os desejos expressos da liderança SUD Continuar lendo
Orson Pratt e o Uso Missionário da Primeira Visão
Em 1840, Orson Pratt publicou o primeiro relato impresso da Primeira Visão, em seu panfleto intitulado Um Interessante Relato de Diversas Visões Extraordinárias e da Recente Descoberta de Registros Americanos. A publicação de 31 páginas também constitui o primeiro uso documentado da Primeira Visão de Joseph Smith para fins de proselitismo. A ideia original de Pratt de combinar os relatos sobre o Livro de Mórmon e a Primeira Visão ganharia espaço no mormonismo, mas apenas viria a tornar-se norma por volta de 1925.
Embora as datas de três dos quatro relatos pelo próprio Joseph Smith antecedam o panfleto de Pratt, nenhum havia sido publicado até então. Continuar lendo
Ordenanças do templo – parte 5
No Topo das Montanhas
Após o assassinato dos irmãos Smith, os santos em Nauvoo continuaram a construção do seu templo. O edifício sagrado foi dedicado por um pequeno grupo em 30 de abril de 1846 e aberto para a Igreja em outra cerimônia dedicatória no dia seguinte. O Quórum dos Ungidos agora tinha a oportunidade de administrar em massa as mesmas cerimônias ao conjunto da Igreja de Jesus Cristo.
Enquanto o templo era palco de investiduras, adoções e selamentos, algumas carroças já haviam partido da cidade mórmon rumo a Iowa, em fevereiro daquele ano. O maior grupo mórmon após a crise de sucessão estava decidido a honrar as orientações de seu profeta falecido e deixar Illinois rumo às Montanhas Rochosas. Deixando para trás o prédio imponente e que custara tanto sacrifício, eles tinham a convicção de possuir as chaves necessárias para realizar as ordenanças e construir outros templos.
Uma das primeiras ações de Brigham Young e seu grupo pioneiro no vale do Lago Salgado foi selecionar o local para um futuro templo, em 28 de julho de 1847. Porém, três décadas se passariam antes que um templo fosse erigido e, mesmo assim, em outro local: na cidade nomeada em honra de George A. Smith, St. George. Continuar lendo
Desafio de história mórmon: apóstolo
A Gaivota: Primeiro Periódico Mórmon no Brasil
Em janeiro de 1948, surgia A Gaivota, revista oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Harold M. Rex, que teria pela frente apenas mais um ano como presidente da missão mórmon, escrevia sobre os propósitos do novo “magazine”:
As Autoridades Gerais da Igreja frequentemente apresentam nos Estados Unidos mensagens em forma de sermões ou artigos escritos, dando assim oportunidades a todos os membros da Igreja de os ouvirem ou lerem. Assim pretendemos trazer-lhes na GAIVOTA estas mensagens inspiradoras. (…) É de máxima importância a todos os membros e investigadores a leitura e estudo mensal deste pequeno magazine.
Apesar da ênfase dada por Rex nas mensagens das autoridades gerais, traduzidas das publicações norte-americanas Improvement Era, The Children’s Friend, Relief Society’s Magazine e Deseret News, A Gaivota oferecia espaço para o conteúdo nacional, trazia um expediente com nomes brasileiros e dava créditos aos tradutores. Continuar lendo
Amamentando na Sacramental
A ilustração abaixo foi publicada na revista Harper’s Weekly em 1871, retratando uma reunião no Tabernáculo de Salt Lake. Em um ambiente um tanto informal, o sacramento é administrado enquanto Brigham Young discursa, uma prática comum à época. A água é servida à congregação por homens adultos, através de jarros e cálices coletivos.
Do lado lado esquerdo da gravura, vemos duas mulheres amamentando seus bebês, com naturalidade, sem cobrir os seios. Ainda não haviam sido desenvolvidas as noções de “recato” em torno da amamentação que prevalecem hoje nas reuniões sacramentais mórmons, provavelmente incorporadas da cultura norte-americana. Continuar lendo
O Legado de Joseph e Hyrum
Completaram-se, no último sábado, 171 anos do martírio de Joseph e Hyrum Smith, assassinados por milicianos que invadiram a cadeia de Carthage. Ao contrário do almejado, as mortes dos irmãos Smith não destruíram o mormonismo. No entanto, mudariam para sempre a história daquele jovem e radical movimento religioso.
Assim como o próprio Joseph Smith desejava viver e liderar o êxodo mórmon, tampouco os membros da Igreja contavam com a morte repentina de seu Profeta e Patriarca. A nova religião americana ficou dividida entre diferentes alternativas de sucessão.
Para mim, há muito que lamentar na morte abrupta de Joseph e Hyrum. Mas também celebro a coragem e persistência dos seus contemporâneos que levaram adiante o que consideravam ser o seu legado. Esse legado, obviamente, foi sendo reinterpretado, de forma que na maior denominação mórmon, tanto as escrituras, quanto as ordenanças e a hierarquia foram mudadas em maior ou menor grau.
Enquanto muitos ensinamentos de Joseph são desconhecidos dos membros da Igreja SUD, o ofício do Patriarca Hyrum (D&C 124:124) – que deveria continuar sempre entre seus descendentes – nem sequer existe mais na Igreja. Continuar lendo
Lição sobre Linhagem, 1970
Em dezembro de 1970, a Missão Brasil Norte de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicava a seus jovens missionários a mais recente versão de uma palestra a ser usada com potenciais membros brasileiros. Nela, após revisar conceitos sobre revelação, profetas e autoridade divina, falava-se sobre os negros não poderem ser ordenados ao sacerdócio.

A Primeira Presidência formada em 1970: presidente Joseph Fielding Smith e seus conselheiros Harold B. Lee e Eldon Tanner.
A segregação de negros e afrodescentes do sacerdócio era explicada na forma de um diálogo entre os missionários e o “Irmão Nunes”. As falas do investigador hipotético eram guiadas cuidadosamente por perguntas prescritas aos missionários.
A lição afirmava que os negros descendiam de Caim e que as razões para sua exclusão do sacerdócio não eram plenamente conhecidas. Ela ainda incluía a narrativa de que a exclusão racial na Igreja havia sido estabelecida por seu profeta fundador Joseph Smith.
Usando uma citação de David O. McKay, garantia-se que futuramente o direito ao sacerdócio seria dado aos homens negros. Depois de ter presidido a Igreja por quase duas décadas, McKay havia falecido em janeiro daquele ano.
A Cruz no Mormonismo
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não usa a cruz em seus prédios ou liturgia. O mesmo é verdade para a grande maioria de outras denominações mórmons. Isso não só gera questionamentos e incompreensões por parte de outros cristão, como é também pouco compreendido pelos próprios mórmons em geral. Continuar lendo
Desafio de história mórmon: moça do crucifixo
Professor é desobrigado da Escola Dominical por usar textos oficiais sobre negros
Brian Dawson foi desobrigado após utilizar textos do site e revista oficiais da Igreja
Em 09 de junho de 1978, Spencer Woolley Kimball anunciava o fim da longa exclusão de negros do sacerdócio e das cerimônias do templo mórmon. Após 37 anos dessa importante mudança, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias parece ainda não lidar apropriadamente com esse aspecto de sua história. Pelo menos, é o que ilustra uma recente polêmica local na Igreja em Honolulu, no estado americano do Havaí.
Questionado por seus alunos de 12 a 14 anos sobre o banimento dos negros antes de 1978, Brian Dawson decidiu apresentar à classe da Escola Dominical o conteúdo de Raça e Sacerdócio, ensaio publicado em inglês no site lds.org em dezembro de 2013 (e traduzido para o português cerca de um ano depois como As Etnias e o Sacerdócio). De acordo com a reportagem do jornal The Salt Lake Tribune, Dawson também utilizou artigos da revista oficial Ensign (publicação americana equivalente à Liahona) para falar dos pioneiros negros Elijah Abel, Green Flake e Jane Manning James, enfatizando que especialmente os futuros missionários deveriam entender essa história. Continuar lendo
Uma República Mórmon
… o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre.
– Daniel 2
Quando Joseph Smith nasceu, em 1805, os Estados Unidos eram um jovem país em formação, havendo conquistado sua independência há apenas 22 anos. Durante as três primeiras décadas do século 19, os movimentos por independência se espalharam por todo continente americano. Haiti (1804), Paraguai (1811), Argentina (1816), Chile (1818), Colômbia (1819), México (1821), Equador (1822), Brasil (1822), Peru (1824), Bolívia (1825), Uruguai (1828), entre outros, libertaram-se de metrópoles europeias naqueles anos. Para os membros da jovem Igreja de Cristo, Continuar lendo
Desafio de História Mórmon: Carta de Joseph Smith
O Profeta Joseph Smith escreveu essa carta no dia 11 de abril de 1842. Embora trate-se de correspondência pessoal, ela foi publicada pela Igreja na História da Igreja (vol. 5, pp. 134-136)

“Aquilo que é considerado errado em uma circunstância pode ser, e freqüentemente é, correto em outra.” — Joseph Smith (Pintura intitulada ‘Joseph Smith Pregando aos Lamanitas’ por William Armitage, 1890)
Para quem ele escreveu e enviou essa carta?
Qual o seu contexto histórico?
O que Joseph Smith queria expressar com essa carta?
Qual o seu resultado imediato?
Como o contexto altera a interpretação do seu conteúdo?








