O que teria Joseph Smith a dizer a respeito de supersticão?
E bebedeiras? E pecados? E como levar uma vida santificada?
O que teria Joseph Smith a dizer sobre caridade e salvação dos pecados?
Não é incomum Mórmons na atualidade, seja em qual igreja que for, atribuir a Joseph Smith os ideais filosóficos que eles mantém hoje em dia. Isso, é claro, anacronístico e pode não correlacionar exatamente com o que ele disse e acreditava.
Leiamos, então, uma breve citação, tirada de seu própria diário, sobre esses temas e ponderemos não o que acreditam os Mórmons sobre eles hoje, mas o que estava dizendo o próprio Joseph Smith, no que ele acreditava, no que ele estava tentando passar adiante.
Joseph Smith (História da Igreja, Vol. 4, p.445-446):
O Élder William O. Clark pregou quase duas horas, reprovando os Santos por sua falta de santidade, por suas falhas no viver santificado, [por falta] de solenidade e temperância extrema, e [por falta] de um estilo sectário rígido. Eu o reprovei como Fariseu e hipócrita e por não edificar o povo; eu mostrei aos Santos o que temperância, fé, virtude, caridade, e verdade são. Eu ordenei aos Santos não seguir o exemplo do adversário em acusar os irmãos, e disse: “Se vocês não se acusarem uns aos outros, Deus não lhes acusará. Se você não tiver um acusador, você entrará no Céu, e seu você seguir as revelações e as instruções que Deus lhes deu através de mim, eu lhes carregarei ao Céu como meu fardo pessoal. Se vocês não me acusarem, eu não acusarei vocês. Se vocês jogarem uma capa de caridade sobre mim, eu o farei por vocês — pois caridade cobre uma multidão de pecados. O que muitas pessoas chamam de pecado não é pecado; eu faço muitas coisas para quebrar tais superstições, e eu as quebrarei;” e ainda fiz referência à maldição de Caim por zombar de Noé, enquanto bêbado mas sem fazer nenhum mal. Noé fora um homem justo, mas ele bebeu do vinho e ficou bêbado; o Senhor não o condenou por isso, pois manteve todo o seu poder no Sacerdócio, e quando foi acusado por Canaã, ele o amaldiçoou pelo Sacerdócio que possuía, e o Senhor respeitou a sua palavra e o seu Sacerdócio, mesmo que estivera bêbado, e essa maldição permanece sobre a posteridade de Canaã até os dias de hoje.
O que disse, então, Smith sobre o que constituem pecados? Sobre como ocorre a salvação dos pecados? Sobre os Negros e a “maldição” sobre suas cabeças?
O que disse Smith sobre bebedeira e suas implicações espirituais?
E, talvez mais importantemente, o que disse Smith sobre caridade e como julgamos a vida e o comportamento dos outros?
Existem duas coisas no evangelho:
1) Pecado = quebrar uma lei que você conhece e foi lhe dada como mandamento.
2) Ignorância = cometer um erro por falta de conhecimento.
Cristo disse:
-“Quando dizeis não vemos, não tem pecados, mas quando dizeis vemos, vossos pecados permanecem.”
Um estado sem a lei e outro com a lei.
Em D&C Doutrina e convênios sessão I é ensinado que o SENHOR dá a fraqueza aos homens para que eles tornem-se fortes, e quando eles pecam devem buscar arrependimento e quando erram devem buscar sabedoria.
Noé bebeu, mas não foi cobrado porque naquele momento ele ainda não havia recebido esta lei.
(Nós S.D.U. hoje, recebemos a lei.)
Lembrando que a igreja ensina princípios (evolutivos).
Por coincidência eu li esta citação no livro “Ensinamentos do profeta Joseph Smith” esta semana. Eu acredito que a caridade ensinada por Joseph Smith é a mesma que o próprio evangelho de Jesus Cristo evoca através das escrituras. Em minha opinião, nós, os membros da Igreja em geral, temos muita dificuldade em aplicar o “manto” da caridade sobre as fraquezas, falhas e pecados das outras pessoas. Por esta razão, a citação acima é exemplar em nos (re)lembrar do essencial no evangelho de Jesus Cristo, que é nossa disposição em perdoar, em não condenar o outro, porque na realidade todos somos pecadores. Temos a tendência de dizer que porque fulano parou de vir à Igreja ou porque não está cumprindo determinado mandamento que o mesmo irá sofrer com os castigos de Deus. Nos esquecemos, no entanto, que tanto tal membro como nós mesmos, necessita “cobrir” uma multidão de pecados através da caridade. Não devemos condenar! Enfim, todos temos fraquezas pessoais a serem vencidas.