Ensinamentos de Ezra Taft Benson serão estudados em 2015

President Ezra Taft BensonEm 2015, membros sud ao redor do mundo usarão em suas reuniões da sociedade de Socorro e dos quóruns do sacerdócio de Melquisedeque o novo Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Ezra Taft Benson. Décimo-terceiro presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Benson assumiu a liderança máxima da igreja em 1985, aos 86 anos de idade, vindo a falecer em 1994, aos 94 anos.

Antes de assumir a presidência da igreja, Benson foi famoso por suas posições políticas, em particular por seu ferrenho anticomunismo. Benson também foi o único apóstolo sud a servir como ministro de estado, sendo secretário da agricultura do governo Eisenhower, entre 1953 e 1960. Em 1968, Benson aceitou concorrer à presidência dos EUA pelo pequeno Partido Americano Independente, desistindo após. O novo manual, porém, não traz ensinamentos de natureza política.

A publicação em português já está disponível online.

A série Ensinamentos dos Presidentes da Igreja teve seu primeiro volume publicado em 1998.

12 comentários sobre “Ensinamentos de Ezra Taft Benson serão estudados em 2015

  1. Isso de não haver discursos de tom político é previsível, visto que muitos governos onde a igreja está inserida possuem inclinação de esquerda e ideologias que ‘flertam’ com comunismo e socialismo (leia-se latinos e alguns emergentes onde a igreja ainda precisa de favores políticos, como os vistos de membros e até reconhecimento legal) – não seria de estranhar algum partidário destes com alguma posição de opinião pública ou mesmo autoridade política usar a desfavor da igreja.

    Em outras palavras, se alguém quiser ir mais ‘a fundo’ nisso vai ter que pesquisar mais e provavelmente saber inglês ou procurar em literatura antiga (o que inclui algumas revistas que ninguém tem mais).

    Mas no fundo o motivo maior (digo por obervação própria) deve ser porque mesmo dentro das unidades da igreja há partidários e um debate caloroso poderia se estender sobre o assunto minando o que a igreja considera ser mais importante aprender/ ter nessas aulas (doce paz e harmonia com assuntos onde todos concordam).

  2. A Igreja percebe que o comunismo de que falava o presidente Benson é próprio daquela época (o comunismo praticado na URSS), pois nos anos seguintes nunca mais houve manifestação de qualquer autoridade geral da Igreja contra o comunismo.

    • Informe-me caso eu esteja enganado, mas até onde eu saiba a doutrina marxista não foi renegada ou negada, sequer em partes (oficialmente falando), por qualquer partido cuja sua ideologia foi base.

      Desconfio muito dessa ideia de que ‘o comunismo de hoje não é mais como o de antigamente’ como lógica para esses discursos serem retirados do livro. Fico mais com minha ideia de evitar ‘saia justa’ e debates desnecessários em salas de aula (SUD).

      E outra coisa, pelo que percebo, a alma comunista está mais viva do que nunca, apenas disfarçada em novos métodos muito mais sorrateiros e eficientes, ao ponto de mesmo países que eram totalmente contra hoje aplicarem suas ideias e elegerem seus representantes ‘de esquerda’ com maioria de voto ‘popular’.

      • O motivo parece ser bem mais simples do que alguns podem imaginar: Os manuais focam nas coisas espirituais que afetam diretamente nosso dia a dia, dedicar espaço para assuntos como política desviaria do objetivo. Quanto a evitar saia justa com governos, é pouco provável, já que a igreja apoiou abertamente o Proposição 8 na Califórnia, e tem apoiado outras medidas que vão diretamente contra o governo do próprio país. O próprio Pres. Benson, enquanto liderou a igreja, já não falava mais sobre tais coisas, o que poderia levar a crer que com a mudança do cenário político, a defesa que fazia já não era mais necessária.

      • Of course… em geral é bem mais simples do que parece. O que sabemos é que a Igreja se distancia bastante de polêmicas, mas somente quando quer. Uma coisa é abraçar uma causa que afeta uma ‘minoria’, outra coisa é alardar sobre um grande sistema de governo… até porque até onde eu saiba quase mais nada hoje em dia é ‘preto ou branco’, ainda mais em cenários políticos.

        Mas quanto à Prop8, devo discordar um pouco, pois lá não se tratava de manuais e sim ‘injeção’ de dinheiro e propaganda; e ainda mais, a Igreja ficou um pouco na ‘surdina’ quando a este apoio financeiro, ela ficava mais era no discurso, até que começou a ficar mais público seu envolvimento com aporte de recursos na campanha. As motivações não em cada caso não parecem fazer correlação, embora no modo mais simples quiçá se pudesse atribuir alguma semelhança.

        Ah, e obrigado por lembrar: “O próprio Pres. Benson, enquanto liderou a igreja, já não falava mais sobre tais coisas, o que poderia levar a crer que com a mudança do cenário político, a defesa que fazia já não era mais necessária”.

        ADENDO:
        A propósito, já notaram que após assumir a Presidência da Igreja esse apóstolo muda o tom e assuntos de seus discursos pra uma coisa mais generalista? Não é um padrão e em uma ou outra mensagem se vê mudança, mas basicamente eles abandonam um tom ou assunto anterior de mensagem. Claro, não posso falar de Kimball para trás, pois pouco sei sobre o que falavam antes de serem Presidentes da Igreja.

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