Apóstolos são “testemunhas especiais de Cristo” ou “testemunhas especiais do nome de Cristo”? Qual a diferença entre as duas definições? Que implicações doutrinárias há nessa mudança de linguagem? Embora grandemente despercebida, a mudança na tradicional definição do papel dos Doze Apóstolos ocorreu em uma das publicações de maior tiragem de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o livro Princípios do Evangelho.
Um profeta, sob a direção do Senhor, dirige a Igreja. Esse profeta é também o Presidente da Igreja. Ele possui toda a autoridade necessária para dirigir o trabalho do Senhor na Terra (D&C 107:65, 91). Dois conselheiros ajudam o Presidente. Doze apóstolos, que são testemunhas especiais de Cristo, ensinam o evangelho em todas as partes do mundo. Edição de 1995, p. 112.
Um profeta, sob a direção do Senhor, dirige a Igreja. Esse profeta é também o Presidente da Igreja. Ele possui toda a autoridade necessária para dirigir o trabalho do Senhor na Terra (D&C 107:65, 91). Dois conselheiros ajudam o Presidente. Doze apóstolos, que são testemunhas especiais do nome de Cristo, ensinam o evangelho e governam os assuntos da Igreja em todas as partes do mundo. Edição de 2009, p. 100.


Quando fui membro da Igreja, ouvia dizer – e talvez tenha lido em publicação oficial – que uma das condições para ser chamado como Apóstolo era um “testemunho pessoal” de Jesus. Isso era interpretado como sendo um encontro pessoal entre a pessoa e Jesus, e que teria lugar no Templo em Salt Lake City. Como não se dá mais para “vender” essa opinião, as lideranças devem ter decidido alterar a frase. Ou então Jesus não aparece mais aos Apóstolos atuais.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mudando dia após dia… Recordo também que, em uma reunião com um setenta de área com portadores do sacerdócio na Estaca, entre outras coisas, para estimular o adequado controle dos registros e procedimentos administrativos executados pelas Alas, disse em seu discurso: “como vocês acham que o presidente da Igreja fica, quando questionado pessoalmente por Jesus Cristo a respeito dos registros da Igreja?”. Já naquela ocasião julguei tal comentário estranho, muito estranho, – uma “forçação de barra”.