Perguntas Em Teologia Mórmon: Batismo Pelos Mortos

Mormonismo não tem uma longa tradição em teologia sistemática. [1]

Não obstante, querendo ou não, todo religioso crente instintivamente elabora para si conceitos teológicos de modo a firmar suas crenças pessoais e organizar, em suas mentes, as crenças institucionais.

Esta série é dedicada a propor questões teológicas dentro do contexto Mórmon que nunca foram abordadas sistematicamente, através de perguntas elaboradas para estimular discussões abertas e o pensamento crítico. [2]

A pergunta de hoje é:

Propondo que:

  • Deus é onisciente;
  • Deus é onibenevolente;
  • Deus ressuscitou Jesus dos mortos;
  • Todas as pessoas, por causa disso, ressuscitarão dos mortos;
  • Batismo é essencial para adentrar o Reino Celestial.

Pergunta-se, então:

  • Por que realizar batismos pelos mortos hoje, ao invés de esperar a ressurreição dos mortos para batizar aqueles que qualificam para adentrar o Reino Celestial?

Considerando que:

  • A onisciência de Deus define que Ele já saiba quem aceitará o Seu plano e os Seus mandamentos;
  • A onibenevolência de Deus determina que Ele tem o melhor interesse de cada ser humano e não adere a motivações mesquinhas ou dogmáticas;
  • A ressurreição de Jesus é definida como uma ressurreição física e material;
  • A universalidade da ressurreição humana independe de adesão prévia a rituais ou sacramentos religiosos por ser universal;
  • A única justificativa para batismos por procuração é a falta de materialidade física dos atuais mortos em contraste com a materialidade física dos vivos, e que tal justificativa ignora a eventual e inevitável ressurreição universal.

Deixe nos comentários as suas conjecturas teológicas sobre como responderia à pergunta acima. [3]

 


[1] Teologia Sistemática é uma disciplina acadêmica destinada a formular uma estrutura intelectual coerente, ordeira, e racional para as crenças e as fés religiosas. Como movimento carismático nas primeiras décadas, e verticalizado no carisma institucional desde então, o Mormonismo não ofereceu muita oportunidade para o crescimento da disciplina. Os Apóstolos Orson Pratt e Bruce McConkie são os que mais se aproximaram de teólogos na história do Mormonismo, e ainda assim enfrentaram forte oposição dos Profetas e demais Apóstolos contemporâneos.

[2] Pensamento crítico é a prática de elaborar ideias envolvendo uma forma de pensar que seja analítica, clara, racional, e que envolve a crítica cuidadosa dos méritos racionais e lógicos dos argumentos que estruturam o pensamento. Pensamento crítico pode ser definido como “…o processo intelectualmente disciplinado para ativa e hábilmente conceitualizar, aplicar, analisar, sintetizar e/ou avaliar informações adquiridas com, ou geradas por, observação, experiência, reflexão, raciocínio, ou comunicação, com guia para crença ou ação”.

[3] Teologia é uma disciplina subjetiva, amplamente determinada por fatores e crenças que não são necessariamente substanciadas por fatos ou provas evidenciárias. Portanto, diferentemente das disciplinas nas ciências físicas (e.g., Física, Química, Biologia, Medicina, etc.) e humanas (e.g., História, Sociologia, Antropologia, etc.), não se espera que teologia seja absolutamente restrita por fatos e evidências e, consequentemente, admite-se que haja grandes variedades de discordâncias mesmo entre posições articuladas e razoáveis. Respeitemos, assim, essas limitações em nossas discussões teológicas.

75 comentários sobre “Perguntas Em Teologia Mórmon: Batismo Pelos Mortos

  1. Por que realizar batismos pelos mortos hoje, ao invés de esperar a ressurreição dos mortos para batizar aqueles que qualificam para adentrar o Reino Celestial?
    Bem, para mim o motivo reside que aqueles que aceitaram o evangelho, não querem esperar, estão ansiosos para sair da prisão espiritual e partilhar da esperança que o evangelho lhes traz.
    Também estes que se converteram, devem estar ansiosos para compartilhar esta mesma esperança com os seus familiares.
    Além disso tenho a crença que as famílias só podem permanecer juntas após as ordenanças de selamento, não tenho elaborado o porquê disso.
    Bem essa é a essência do que penso.

    • Obrigado por expor seu pensamento sobre o tema. Aceite essas novas perguntas como uma maneira de estimular mais ponderação sobre o pensamento que você delineou.

      Deus é onisciente. Ele sabe quem já aceitou o evangelho. Por que não liberá-los da prisão, numa fiança espiritual?

      Por que a pressa? Para alguém que morreu em 5000 AEC e esperou 7000 anos, qual a diferença esperar mais mil anos? E, novamente, por que Deus, em Sua onisciência, não libera os que aceitaram o evangelho pregado enquanto aguardam o batismo em suas ressurreições? Por que não une as famílias que Ele sabe que já aceitaram o evangelho e apenas aguardam seus selamentos em suas ressurreições?

      • Vozes Mórmons,

        Se seguir sua linha de raciocínio não haveria necessidade de batismo e selamento também para quem já em seu coração aceitou o evangelho de Jesus Cristo, mesmo estando vivo. Não haveria necessidade de nenhuma ordenança (que representa um convênio e cumprimento da lei) e Cristo nem precisava também ser batizado. E quem disse que os mortos devem ‘”esperar mais mil anos”? Não se sabe quando iniciará o milênio. Talvez pense assim porque não é você que deva esperar mil anos numa prisão, pois lá qualquer segundo conta, pois não podem progredir. Ou nunca ficou de castigo quando era criança? Cristo veio para libertar os cativos e após sua morte pregou aos espíritos que estavam na prisão. Porque não esperou a ressurreição deles?

      • “Se seguir sua linha de raciocínio não haveria necessidade de batismo e selamento também para quem já em seu coração aceitou o evangelho de Jesus Cristo”

        Você não está errado, mas para a presente discussão, estamos presumindo que é realmente um pré-requisito inescapável por definição.

        “E quem disse que os mortos devem ”esperar mais mil anos”? Não se sabe quando iniciará o milênio.”

        5 mil, 6 mil, 7 mil, 8 mil. Não faz diferença. Você está falando de um ser imortal, mas está presumindo que seres imortais percebem a passagem do tempo como mortais com expectativas de vida de 80 anos. Ninguém que vive uma existência de 5 mil anos, com a expectativa de uma expectativa infinita adiante, conta segundos. Seria o mesmo que presumir que seres humanos são capazes de contar seus picosegundos.

        “Porque não esperou a ressurreição deles?”

        Falácia ignoratio elenchi. Jesus pode ter ido sem ter esperado a ressurreição deles mas esse fato é irrelevante à questão presente. (Na doutrina Mórmon, Jesus foi à prisão espiritual naquele momento única e exclusivamente porque essa seria a única oportunidade que Ele teria no mundo espiritual, já que seres Celestiais não visitam o mundo espiritual!) Esperar ou não para pregar o evangelho no mundo espiritual não determina se Deus pode ou não ressuscitar os mortos para batizá-los depois. Ele é onipotente, então pode. Ele é onisciente, então sabe quem aceitou o evangelho ou não. Ele é onibenevolente, então não tem motivos pessoais mesquinhos para não fazê-lo. Então por que não fazê-lo, e insistir no batismo vicário? Os seus argumentos sequer tentaram ainda abordar esse problema.

      • Vozes Mormons:
        Deus é onisciente. Ele sabe quem já aceitou o evangelho. Por que não liberá-los da prisão, numa fiança espiritual?
        Sim Ele sabe, mas eu tenho uma definição e crença particular da onipotência de Deus que é esta: Ele tem todo-poder disponível, ou em outras palavras, o poder de Deus é limitados por leis. Dentro destas leis que Ele é todo-poderoso. Ele não pode descumprir estas leis.
        Um segundo ponto que acredito é que muitos ainda não aceitaram o evangelho e só o farão com a pregação daqueles (familiares) que já saíram da prisão, receberam o sacerdócio e as demais ordenanças vicárias, sendo este o método o mais eficiente para o convencimento e conversão daqueles que ainda não se converteram.
        Mas vale lembrar de D&C 137, o qual diz que aqueles que teriam recebido o evangelho de todo coração na terra são herdeiros do reino celestial, mesmo antes do batismo.
        Sobre a pressa, já esteve preso, um dia que fosse?

    • Obrigado por expor seu pensamento sobre o tema. Aceite essas novas perguntas como uma maneira de estimular mais ponderação sobre o pensamento que você delineou.

      Deus é onisciente. Ele sabe quem já aceitou o evangelho. Por que não liberá-los da prisão, numa fiança espiritual?

      Por que a pressa? Para alguém que morreu em 5000 AEC e esperou 7000 anos, qual a diferença esperar mais mil anos? E, novamente, por que Deus, em Sua onisciência, não libera os que aceitaram o evangelho pregado enquanto aguardam o batismo em suas ressurreições? Por que não une as famílias que Ele sabe que já aceitaram o evangelho e apenas aguardam seus selamentos em suas ressurreições?

      • A Lógica da questão de pressa seria algo sentido “paradoxal” Ex1: Se estou na fila do SUS em um hospital para ser atendido,então tenho pressa e me incomodo com a demora.Ex2:Uma fila para transplante é muito demorada? A pressa pode ser algo relativo.Dependendo pelo o “que” se espera.Tem uma história de um italiano Vicenzo Di Franccesca (FILME LDM, UM TESOURO INESTIMÁVEL) que ficou 40 esperando pelo Batismo.Ele ficava ansioso? Sim , tinha pressa? Pode ser…A Questão é que… Se podemos ajudar e salvar e temos os recursos,fé,caridade,porque procrastinar? Outra pergunta a ser feita.Qual grande interesse do Pai Celestial e Jesus Cristo e todos nós de procrastinar?

    • Gostei da sua resposta irmão Gomes , e também é uma oportunidade para o sacerdócio ser dado no mundo espiritual e colocar a obra de salvação em ritmo veloz, tem uma história na igreja que no mundo espiritual a obra é acelerada , para antes da vinda do Senhor Jesus Cristo e estamos ouvindo muito o termo ” Acelerar a Obra” esse questionamento do Batismo deve levar em consideração a 2° Vinda.Também tem os 1000 anos do milênio , quando colocamos prazos e compromissos a dúvida acima se desfaz.

  2. No Livro de Mórmon diz que se não há conhecimento sobre o lei não há pecado, se não há pecado não há condenação então o batismo para estes de nada serve… Para que batizar então pelos mortos?

      • Na verdade é o que o texto diz… Aqueles sem lei são quem… Os que morrem sem o conhecimento do evangelho, somente as crianças quem? Pelo que lemos se VC não tem conhecimento da lei ou seja da verdade do evangelho como pecar? Sem pecado não há condenação, sem isso batizar para que?

      • Jesus Cristo não tinha pecado e foi batizado. O Batismo além da remissão dos pecados é necessário para entrar no Reino Celestial. Sem batismo pode ser salvo, mas em outro reino.

      • Afirmação redundante e desnecessária. Para os propósitos dessa discussão, já se havia presumido que batismo fosse um ritual necessário e indispensável. A questão aqui é por que o ritual não pode ser realizado após a ressurreição.

    • Acredito difícil estabelecer quem seria estes sem lei. Se dissermos que estes seriam os que não conheceram a igreja SUD é uma coisa, mas Tiago ensina ” Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. ( Tiago 4:17) Alma também se refere a lei de não pecar, ou seja de saber o certo e não fazer. Lembremos que Cristo não tinha pecado , mais também se batizou. 2 Néfi 31: 5.
      Se for a lei do Evangelho representada na Igreja devem todos se batizar pois no mundo espiritual todos aprendem o Evangelho.
      Se for a lei do bem ou mal creio poucos estariam livres da necessidade de batismo e estes se não forem batizados com certeza Deus os julgará com justiça e a Expiação os justificará. Cabe a nós fazer o que nos é requerido e isto seria batizar os antepassados e não julgar os antepassados.

  3. 22 Porque eis que todas as criancinhas estão vivas em Cristo, assim como todos os que estão sem a lei, porque o poder da redenção atua sobre todos os que não têm lei; portanto, o que não foi condenado, ou seja, o que não está sob condenação, não pode arrepender-se; e para tal o batismo de nada serve.

    Moroni 8:22

      • Se conforme escrito aqueles que não recebem a lei não estão sob a condenação do pecado, então os que morreram sem conhecimento não tem pecado, sabemos que a lei informada no Livro de Mórmon é o evangelho verdadeiro de Jesus Cristo, logo se não tem pecado, batizar para redimir do que?

      • Já disse a necessidade do batismo acima, a qual não é somente para remissão dos pecados. Porém em romanos 3:23 diz que todos somos destituídos da glória de Deus, necessitando a remissão. Cada Reino de glória tem a sua Lei, e o mais alto há necessidade de um cumprimento mais fiel. Todos possuem a Luz de Cristo, portanto algumas leis são inerentes a Luz de Cristo, como não matar.

      • Afirmação redundante e desnecessária. Para os propósitos dessa discussão, já se havia presumido que batismo fosse um ritual necessário e indispensável. A questão aqui é por que o ritual não pode ser realizado após a ressurreição.

      • Não creio que se faz desnecessária, uma vez que se foi novamente levantado tal questionamento nos comentários.

  4. Entendo que este trabalho de ordenanças pelos mortos será efetivamente realizado no Milênio. O trabalho que fazemos hoje mal arranha a superfície do todo e não tem a menor possibilidade de ser diferente dada a falta de informações registrais. A quantidade de pessoas às quais não chegaremos é infinitamente maior do que as que conseguiremos atingir. Portanto, compreendo que o trabalho de realização de ordenanças pelos mortos é assunto para o Milênio. O objetivo de estabelecê- lo agora é, ao meu ver, mais para fortalecer os vivos, que em suas experiências de trabalho vicario atingem um nível maior de espiritualidade, humildade, amor pela família, esperança e fé, do que propriamente pelos mortos em si. Este é meu entendimento. Já fui e sou imensamente beneficiada pelo trabalho vicario, seja realizando-os diretamente nos templos, seja pesquisando minha história, trabalhando como diretora do CHF, ou acompanhando jovens ao batisterio ou em investidoras próprias. O benefício é para mim. Creio que é por isso que somos incumbidos de trabalhar na redenção dos mortos: para salvar a nós mesmos.

    • Servir os vivos não aperfeiçoa os vivos? Todas as horas de voluntarismo, todo o esforço pessoal, todos os recursos materiais investidos em ordenanças vicárias não poderiam ser dedicadas a servir os pobres, os famintos, os desabrigados? Esse serviço voluntário não estabeleceria “um nível maior de espiritualidade, humildade, amor pela família, esperança e fé”?

      • Também. Mas aí entra uma outra questão. A de desvirtuarmos as coisas para nossa conveniência. Não é o trabalho vicario em si que nos impede de trabalhar com os vivos, mas o nosso comodismo. Servir a um morto a quem não vejo, que não me incomoda, não tem cor, nem voz, nem cheiro, é muito mais fácil. Arregaçar as mangas e fazer algo pelos vivos exige muito mais. O problema é fazer apenas um e esquecer do outro. Os dois tipos de trabalho são bons e não se excluem.

      • Serve para cumprir as profecias sobre a missão de Elias.
        A obra vicária serve também para converter os corações dos filhos aos pais. Unindo afetivamente através da genealogia e por meio das ordenanças as gerações que não puderam conviver neste mundo. Criando laços para a vida eterna. Concordo contigo Suzana Nunes.
        Servir aos vivos não impede o trabalho vicário e faz parte das 3 missões básicas da Igreja (Proclamar o evangelho, aperfeiçoar os santos e redimir os mortos), elas são complementares, não excludentes.

      • “Serve para cumprir as profecias sobre a missão de Elias. A obra vicária serve também para converter os corações dos filhos aos pais.”

        Milhares de não-Mórmons se interessam por genealogia sem quaisquer pretensões de rituais vicários para os falecidos. E selamentos familiares podem ser realizados após a ressurreição sem quaisquer problemas.

        “Servir aos vivos não impede o trabalho vicário”

        Sem dúvida, e ninguém argumenta isso. Mas, certamente, ninguém argumentaria que há vivos necessitados em números suficientes que as horas-trabalho e os materiais dedicados aos mortos não poderiam ser todos dedicados a servir os vivos e ainda assim faltar muito. Ademais, volta-se ao assunto em questão: É o trabalho vicário fundamentalmente necessário, ou ele poderia ser realizado após a ressurreição, diretamente com as partes envolvidas?

        “3 missões básicas da Igreja (Proclamar o evangelho, aperfeiçoar os santos e redimir os mortos), elas são complementares, não excludentes”

        Esse argumento é circular. A Igreja faz obras vicárias porque faz parte das 3 missões, e as 3 missões incluem as obras vicárias, portanto precisamos fazer as obras vicárias.

      • Aqui entra uma linha de argumentação de aperfeiçoamento que não pode ser feita de outra forma.
        Creio que carregamos por assim dizer maldições de nossos antepassados, e quando os redimimos, aos poucos somos libertados dessas maldições. Na linha terapêutica de constelações familiares e sistémica há um embasamento que corrobora com esta visão.

      • É uma grande falta de conhecimento das coisas de Deus esse batismo (mortos) pois o batismo refere arrependimento, e tem que ser voluntário, a pessoa tem que expor sua vontade de ser batizado, nessa igreja ou em outra, ela tem que assumir essa responsabilidade e não outrem, não tem validade nenhuma diante de Deus, inclusive esse batismo feito em recém nascidos na ICAR. abraço.

  5. A única escritura que os mórmons usam é aquele que o tal homem pergunta: o que farão aqueles que se batizam pelos mortos…….e logo os missionários dizem que lá o senhor ensinou tal mandamento…mas ao meu ver aquilo nada mais é do que uma das milhares de escrituras mal interpretadas por eles, acredito que foi um questionamento e (não uma doutrina) como élderes ensinam e ele diz no final que se ele, jesus, ressuscitou nós também ressuscitaremos, não tem nada de batismo pelos mortos e até o título do capítulo ensina que o ensinamento será sobre ressurreição e não batismo vicário!

    • Nós acreditamos em profetas, assim como houve no passado, há agora. E muitos ensinamentos chegam através deles. Portanto não nos baseamos somente na bíblia para ter tal ensinamento. Vale lembrar que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não é mais uma igreja protestante que nasceu por discordar da interpretação da bíblia por outros. Nós cremos que a Igreja foi restaurada pelo próprio Salvador. Assim como a Igreja católica creem que eles são a sucessão de Pedro, Portanto ambas possuem em sua história argumentos para engrandecer o evangelho de Cristo com mais doutrina. A questão é que ambas não podem ser de Cristo, somente uma.

      O que quero dizer com isso e que na biblia há sim o evangelho de Salvação, mas o evangelho para ser salvo e exaltado no Reino Celestial, precisamos de mais que a bíblia.

  6. [Embora eu mesmo a sinta a prática muito interessante e não tenha agora muito interesse sobre a teologia envolvida; por hora minha fé ‘está bem, obrigado’], já parei para pensar em algo parecido…

    Uma das poucas coisas que já me ocorreu sobre a prática, e o incentivo à ela, foi que pode ser uma forma de obter maior engajamento das pessoas envolvidas (da fé) e uma boa maneira de ganhar algum dinheiro (com genealogia) – Calma, eu sei que a SUD não ‘cobra’ pelos serviços, mas sabe-se de empresas e grupos que já ganharam ou ganham alguns trocados com isso ou com serviços relacionados (como a manutenção dos mainframes ou sites e bancos de dados mundiais).

    Não quero dizer com isso que haja em renda e fidelização o único objetivo, há de se considerar a fé sobre o assunto, tão pouco afirmo que a própria instituição não considere esse assunto de importância espiritual.

    Enfim, como toda boa religião, um ritual que promove engajamento, fidelização e alguns momentos felizes com seus familiares. Os próprios membros sabem (pelo menos a maioria com que converso mais detalhadamente sobre o assunto) que no final importa pouco se foi feito para todos ou não (pois o que faltou será completamente resolvido).

    Na realidade, o que mantém muitas pessoas fazendo isso é o ‘medo’ por desagradar seus mortos, ou como colocado pela postagem do GOMES, pressa dos já mortos que tem parentes SUD.

  7. Paulo ensina que a ressurreição é uma realidade, tendo por fundamento a ressurreição de Cristo (I Cor 15:20-30), ele faz menção aqueles que se fazem batizar pelos mortos e provavelmente seja daí que surgiu a ideia, a possibilidade de realizar o batismo vicário. Não conheço e nem li nada que esclareça e que indique porquê tal ordenança só pode ser realizada lá no templo, porquê realizam, etc.. mas, de uma maneira muito conjectural, posso pensar que as caracteristicas de Deus listadas acima, talvez , não foram consideradas, mas sim, uma questão mais” organizacional”. Foram considerados o trabalho que poderia ser realizado no templo , a faixa etária que poderia realizar o trabalho. Considerando também que onde há o envolvimento no trabalho é mais provável a conversão, especialmente quando esse trabalho é no campo religioso. O trabalho vicário produz sentimentos positivos,especialmente porque de forma intrínseca indica retidão e comprometimento do membro com a causa.

    .

  8. Aprendemos na teologia SUD que existem ordenanças de salvação que pertencem à esta Terra. Este é o caso do batismo. Como eu compreendo a doutrina de batismos pelos mortos eu responderia assim, sem ordem de importância dos fatos.
    • A ordenança do batismo pertence a esta terra.
    • O Pai Celestial permitiu que procuradores se batizassem por aqueles que recebem o evangelho no Mundo espiritual em um símbolo ambíguo que serve para os vivos se aperfeiçoarem e para os mortos se livrarem da prisão. ( D&C 128:15,18. Hebreus 11: (…) 40.) Nosso aperfeiçoamento depende dos mortos – através de ordenanças vicárias, indo ao templo e fazendo sacrifícios de tempo e recursos -e os mortos não podem ser aperfeiçoados sem nós permanecendo na prisão espiritual.
    • Se seguirmos a linha cristã que diz que os mortos não podem ser batizados por algum impedimento ou que não precisem, entramos na questão que eles serão ou todos condenados ou que serão perdoados sem batismo. As duas questões não parecerem concordar como Evangelho como um todo.
    • Como SUD não nos baseamos somente em I Coríntios 15:29 como alguém citou. Mas cremos em um conjunto de ensinamentos. Vide D&C 127, 128. Há um contexto no Evangelho.
    • Não esperamos a ressurreição, pois depois da última ressurreição vem o julgamento sendo o último estágio antesda recompensa final. Isto foi estabelecido por Deus. Para a grande maioria dos filhos de Deus, exceto os que nascerem no milênio, há uma espera no mundo espiritual que pode ser no paraíso aos que aceitaram Cristo por meio do batismo enquanto vivos ou por meio de procuradores para os que morreram.
    • O batismo vicário foi ensinado através de Joseph Smith. E ele ensinou que devemos fazê-lo o quanto antes. Mesmo antes de templos construídos tais ordenanças ocorreram momentaneamente em rios.
    •Quando se ensina que o batismo pelos mortos não é real é como se ensinassemos que Deus não tem poder para tal ou que prefere condenar os que morreram sem batismo.
    • Quanto ao comentário dos que morrem sem lei 2 Néfi 9: 25 e 26 : afirmam que acreditamos que os que morrem sem lei serão salvos e nisso há verdade. Mas esta lei não nega ou sobrepõe a lei de João 3:5 que para entrar no Reino de Deus TODOS precisam ser batizados. E através da misericórdia que vem através da expiação, foi permitido o batismo pelos mortos. Os decretos de Deus são inalteráveis. ( Ora, os decretos de Deus são inalteráveis; portanto o caminho está preparado, para que, todo aquele que quiser ( e podemos entender na vida ou na morte) , possa trilhá-lo e ser salvo. Ler o capítulo 41 de Alma de onde vem
    a citação e também o capítulo 42. Para mim embora estes capítulos não mencionem a obra vicária, eles tornam clara a justiça quanto a salvação. Gosto muito do versículo 6, do capítulo 41.
    • É mais fácil de aceitar que mortos possam aceitar o evangelho e ser batizados do que o contrário. Afinal Cristo pregou o evangelho na prisão e não teria sentido que se esperasse até o fim da ressurreição para que os mortos pudessem ser batizados.
    • Precisamos ter fé em Cristo e sua expiação. Precisamos ter fé que Deus sendo justo pode realizar seus eternos propósitos permitindo a todos beberem das águas da vida. Isso inclui quantas chances Deus quiser dar. Não temos como limitar oque Deus faz ou deixa de fazer. ( Alma 42: 26-27 )
    • Se usamos o conceito de que não podemos provar para outros a doutrina da obra vicária como aplicada hoje nesta dispensação, então estão certos os ateus e nada existe. Teologia é questão de fé e não de provas. Digo isto porque alguns que crêem em Deus e são Cristãos e dizer crer na Bíblia, negam ensinamentos como a obra vicária. Mas muitos contestam Cristo e à propria Bíblia e tentam provar isso. Há os que são crentes e os descrentes. A diferençaestá em ter fé ou não.
    Para mim a doutrina do batismo pelos mortos é muito positiva. Não elaborei uma tese ou um estudo aprofundado, mas respondi como creio e como se montou em minha mente o tema proposto no artigo.

    • Obrigado por expor suas ideias e crenças sobre o tema. Aceite essas novas perguntas como uma maneira de estimular mais ideias e mais ponderação sobre as crenças que você delineou.

      • A ordenança do batismo pertence a esta terra.

      A ressurreição também seria nesta terra. Por que não batizá-los aqui nesta terra depois de ressurretos?

      • símbolo ambíguo que serve para os vivos se aperfeiçoarem e para os mortos se livrarem da prisão.

      Deus é onisciente. Ele sabe quem já aceitou o evangelho. Por que não liberá-los da prisão, numa fiança espiritual?

      Servir os vivos não aperfeiçoa os vivos? Todas as horas de voluntarismo, todo o esforço pessoal, todos os recursos materiais investidos em ordenanças vicárias não poderiam ser dedicadas a servir os pobres, os famintos, os desabrigados?

      • Se seguirmos a linha cristã que diz que os mortos não podem ser batizados por algum impedimento ou que não precisem, entramos na questão que eles serão ou todos condenados ou que serão perdoados sem batismo. As duas questões não parecerem concordar como Evangelho como um todo.

      Por que eles não podem ser perdoados sem batismo? Deus não é onipotente? Jesus já não morreu por seus pecados?

      Mesmo que o batismo seja absolutamente necessário, e que alguém indique um motivo razoável por isso, por que não batizá-los depois de ressurretos?

      • Não esperamos a ressurreição, pois depois da última ressurreição vem o julgamento sendo o último estágio antes da recompensa final.

      Sim. DEPOIS da última ressurreição. Não há amplo tempo para terminar de batizar quem ainda precisasse? E a última ressurreição não é para o Reino Telestial de qualquer modo? Esses não precisam de batismo, precisam?

      • O batismo vicário foi ensinado através de Joseph Smith. E ele ensinou que devemos fazê-lo o quanto antes.

      Falácia lógica do argumento circular. Fazemos porque Smith ensinou. Porque Smith ensinou, fazemos.

      •Quando se ensina que o batismo pelos mortos não é real é como se ensinassemos que Deus não tem poder para tal ou que prefere condenar os que morreram sem batismo.

      Falácia lógica da falsa dicotomia. Essas não são as únicas duas opções, e a questão básica dessa discussão apresenta uma das muitas opções: Deus pode mandar batizar todos após a ressurreição. Por que não?

      • Mas esta lei não nega ou sobrepõe a lei de João 3:5 que para entrar no Reino de Deus TODOS precisam ser batizados.

      Novamente, por que não batizá-los todos após a ressurreição?

      • É mais fácil de aceitar que mortos possam aceitar o evangelho e ser batizados do que o contrário. Afinal Cristo pregou o evangelho na prisão e não teria sentido que se esperasse até o fim da ressurreição para que os mortos pudessem ser batizados.

      Por que? Para alguém que morreu em 5000 AEC e esperou 7000 anos, qual a diferença esperar mais mil anos? E por que Deus, em Sua onisciência, não libera os que aceitaram o evangelho pregado enquanto aguardam o batismo em suas ressurreições?

      • Precisamos ter fé em Cristo e sua expiação. Precisamos ter fé que Deus sendo justo pode realizar seus eternos propósitos permitindo a todos beberem das águas da vida. Isso inclui quantas chances Deus quiser dar. Não temos como limitar oque Deus faz ou deixa de fazer.

      Acreditar que Deus é obrigado ao batismo vicário porque Ele não pode liberá-los apenas com o Seu conhecimento de que eles O aceitaram não é justamente “limitar o que Deus faz ou deixa de fazer”?

      • Se usamos o conceito de que não podemos provar para outros a doutrina da obra vicária como aplicada hoje nesta dispensação, então estão certos os ateus e nada existe.

      Falácia lógica da falsa dicotomia. Ou a vida pós-mortal existe exatamente como nós dizemos que existe, ou não existe nada. Ela pode existir de maneira muito diferente.

      • Teologia é questão de fé e não de provas.

      Crença é questão de fé. Releia a definição de teologia acima. Certamente ela não exige provas, mas exige raciocínio e lógica, além da fé.

    • Rob essa sua explanação além de longa é bizonha, Deus não irá condenar ninguém por que não foi batizada, na Bíblia está escrito “quem crer e for batizado será salvo , quem não crer será condenado”
      pode uma pessoa crer em um leito de hospital, aceitar Jesus e não ter tempo de ser batizada, mas creu será salvo.
      “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,” (Atos 2 : 41)
      Nessa passagem está dizendo que as pessoas são batizadas de bom grado, ou se agradaram em serem batizadas e voluntariamente.

  9. Creio que exista uma resposta do porque de não se batizar depois da Ressurreição porém eu não sei o motivo e embora até possa questionar creio na doutrina como ensinada. Uma questão quanto ao evangelho pode até existir mas para mim eu escolho ter fé. Não por causa de preguiça intelectual, mas creio na regra de fé quando diz ser esta, a fé, um princípio do evangelho. Ou seja partimos de um princípio e depois conquistamos o restante. Claro que creio no estudo, mas nem sempre eu encontro uma resposta e por isso continuo com fé. Também creio na regra de fé quando diz: Cremos em tudo o que Deus revelou, em tudo o que Ele revela agora e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes relativas ao Reino de Deus. RF 9. Creio também que fé não é ter um conhecimento perfeito das coisas ( Alma 32: 21 ).
    Quanto a Teologia

    ] Teologia é uma disciplina subjetiva, amplamente determinada por fatores e crenças que não são necessariamente substanciadas por fatos ou provas evidenciárias. Portanto, diferentemente das disciplinas nas ciências físicas (e.g., Física, Química, Biologia, Medicina, etc.) e humanas (e.g., História, Sociologia, Antropologia, etc.), não se espera que teologia seja absolutamente restrita por fatos e evidências e, consequentemente, admite-se que haja grandes variedades de discordâncias mesmo entre posições articuladas e razoáveis. Respeitemos, assim, essas limitações em nossas discussões teológicas.
    De acordo com esta definição eu posso usar de minhas crenças e fatores sem provas substânciais e dizer que é teologia. Notamos no mundo inúmeras faculdades de teologia e sendo muitas delas de associação de entidades religiosas, refletem assim o entendimento da entidade associada existindo muitas Teologias e todas oriundas de pesquisas e estudos, mas no fim resta a fé para um indivíduo seguir uma ou outra. Isto é subjetivo e não constitui caminhos únicos. Portanto para mim prevalece a Teologia Mórmon. Baseado em crença e fatores que envolvem o acúmulo de experiências religiosas, que de fato não podem ser comprovadas mas constituem para mim que as vivi, fonte confiável.
    Realmente Deus poderia libertar os arrependidos sem o batismo. Porém aprendemos que Ele segue leis que não compreendemos em muitos casos. Para mim permanece a justiça de que: Tendo Ele decretado que não se pode entrar no reino dos céus sem o batismo, isso se aplica a vivos e mortos segundo a justiça.
    Se não pudermos usar crenças e fatores, que são subjetivos fica talvez impossivel chegar a uma posição final. Em minha Falácia lógica de falsa dicotomia usei de fé pessoal e claro isso pode ser revogado em um contexto acadêmico. Mas se for este o caso nossa discussão é vã, pois a vida após a morte que foi sugerida com várias possibilidades sendo questão de fé e subjetiva, não encontra respauldo na ciência e não tem provas quaisquer que não escritos e a posterior crença nestes.
    Sei que existem pessoas que necessitam de provas e mais provas, mas eu fico feliz que em mim reside o dom da fé. Não sei quem me questionou no blog, e reconheço que até podem ser falhos meus argumentos mas são como se organizam na minha mente até o presente momento. E o convite foi opinar. Qualquer questão espiritual necessita de fé. Acho admirável as questões que se levantaram do meu comentário, e reconheço sua inteligência ao questionar minha fé. Eu acredito no ensinamento do Pregar meu Evangelho, que diz que toda pessoa precisará confrontar a questão da fé. Se esta não constitui recurso aceitável, no momento não tenho nada a mais a acrescentar e aguardo uma comentário aqui que possa acrescentar à minha crença.

  10. Quanto mais leio mais triste fico, por não conhecerem a doutrina de Cristo.

    Sobre a pergunta: Por que realizar batismos pelos mortos hoje, ao invés de esperar a ressurreição dos mortos para batizar aqueles que qualificam para adentrar o Reino Celestial?

    Imaginar que a onisciência de Deus determina minhas atitudes é uma falacia, saber não é ter poder na ação. Imagine um bebe engatinhando perto de uma tomada, qualquer um sabe que mais cedo ou mais tarde a criança colocará a mão na tomada, isso é saber, mas quem age é a criança e não quem sabe. Nós precisamos agir para conhecer e sermos por isso julgados. Portanto não se pode usar a onisciência como desculpa para não agirmos. Por que precisamos batizar aqui na terra? pode riamos esperar depois da morte? A resposta a essa pergunta é análoga a pergunta proposta. Após o batismo precisamos continuar progredindo em direção a exaltação.

    Porém quando ressuscitarmos nosso grau de glória já estará definido. veja os versículos de 1 Coríntios 15:
    39 Nem toda carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne dos animais, e outra, a dos peixes, e outra, a das aves.
    40 E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra a dos terrestres.
    41 Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
    42 Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.

    A ressurreição é tomar um corpo de carne e ossos para sempre e nunca mais separa-lo do espirito. Nem toda carne é a mesma carne, a glórias dos corpos celestes, terrestres e telestes terão diferença, diferenças inerentes ao grau de glória, portanto como poderia alguém ressuscitar para o reino celestial sem o batismo, já que ninguém pode entrar nesse reino sem ser batizado?

    • “Quanto mais leio mais triste fico, por não conhecerem a doutrina de Cristo.”

      Falácia lógica do apelo emocional.

      “Imaginar que a onisciência de Deus determina minhas atitudes é uma falacia”

      Absolutamente ninguém em nenhum lugar mencionou determinismo. Não confunda o que você está lendo. A premissa acima argumenta que a onisciência de Deus permite-O saber quem aceita e quem não aceita o evangelho com absoluta precisão de tempo, sinceridade, e circunstância.

      (Você óbviamente não entende o argumento determinista, pois o está distorcendo em sua caracterização. Podemos discutir isso em outra oportunidade, mas ele não é o foco aqui.)

      “como poderia alguém ressuscitar para o reino celestial sem o batismo, já que ninguém pode entrar nesse reino sem ser batizado?”

      Se Deus é onisciente, e Ele sabe quem aceitou o evangelho e merece o Reino Celestial, por que Ele não pode ressussitar os “Celestiais” na manhã da Primeira Ressurreição com seus “corpos Celestiais” e submetê-los ao ritual do batismo *antes* de “entrar nesse reino”?

      • Cômico ver como você gosta de ver falácia em tudo, até em frases que não são argumentos, mas apenas simples declarações pessoais.

        “Se Deus é onisciente, e Ele sabe quem aceitou o evangelho e merece o Reino Celestial, por que Ele não pode ressussitar os “Celestiais” na manhã da Primeira Ressurreição com seus “corpos Celestiais” e submetê-los ao ritual do batismo *antes* de “entrar nesse reino”?”

        “Ressussitar” acho que ninguém vai mesmo. Porém para ressuscitar um ser Celestial com seu corpo Celestial (que logicamente seria na Primeira Ressurreição), esse ser teria que ter passado pelo processo de se tornar um ser Celestial, o que inclui o Batismo. Ou seja, não há possibilidade de inverter a ordem, pois essa é a lei.

        Isso de usar a onisciência e onipotência de Deus nesse argumento de “Deus não liberar os que aceitaram o evangelho pregado enquanto aguardam o batismo em suas ressurreições?” é um argumento no mesmo nível de “por que Deus sendo onipotente não acaba com a fome no mundo?” “por que Deus sendo bom e onipotente não acaba com a maldade do mundo?”. Aliás, esse tipo de argumento é bem usado em ataque de ateus a religiosos.
        Creio que um estudo aprofundado do capítulo 42 de Alma, no Livro de Mórmon (não sei se você considera esse livro autêntico pra ter como base em qualquer “doutrina” que você acredita ou prega) responde essa parte. Em resumo: foi dada e fixada uma lei, uma ordem das coisas (o que inclui a impossibilidade de “liberar da prisão, numa fiança espiritual” com base apenas da onisciência de Deus), se Deus a desobedece, Ele deixa de ser Deus.

      • “esse ser teria que ter passado pelo processo de se tornar um ser Celestial, o que inclui o Batismo. Ou seja, não há possibilidade de inverter a ordem, pois essa é a lei.”

        Falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc. Apenas porque a ressurreição vem depois do batismo, conforme presentemente estruturado, não significa que ele dependa do batismo. Na doutrina Mórmon, seres Terrestriais e Telestiais serão ressuscitados sem batismo. A ressurreição é, por definição doutrinária, um dom gratuito universal oferecido pela Expiação de Cristo, e portanto não contigente à adesão aos rituais prescritos. A natureza e a ordem da ressurreição individual depende da onisciência e presciência de Deus, posto que a doutrina Mórmon estipula que o Julgamento Final apenas ocorrerá *após* a ressurreição completa e universal de todas as pessoas e, portanto, os corpos celestiais serão distribuídos *antes* de se receber as designações de Reinos.

        “Isso de usar a onisciência e onipotência de Deus… é bem usado em ataque de ateus a religiosos.”

        Falácia Argumentum Ad Ignorantiam. Apenas porque você é ignorante da existência de algo, não significa que este algo não exista. Esse é um argumento debatido por teólogos e filósofos Cristãos literalmente há quase 2000 anos e você desconhecer a relevância desse problema teológico não o torna inexistente.

        “foi dada e fixada uma lei, uma ordem das coisas (o que inclui a impossibilidade de “liberar da prisão, numa fiança espiritual” com base apenas da onisciência de Deus), se Deus a desobedece, Ele deixa de ser Deus.”

        Falácia de argumento circular. Deus escreveu a lei, então ela não pode ser violada. A lei não pode ser violada, porque Deus escreveu a lei.

        A inclusão da “impossibilidade de ‘liberar da prisão, numa fiança espiritual'” é uma presunção sua, para o qual ainda não ofereceu nenhum argumento teológico coerente.

        “Cômico ver como você gosta de ver falácia em tudo, até em frases que não são argumentos, mas apenas simples declarações pessoais. Não duvido que vai ver uma falácia para esta frase também.”

        Ninguém gosta de “ver falácia em tudo”. Nós gostaríamos que os debates excluíssem todos os tipos de falácias lógicas para que ele pudesse avançar e progredir mais eficazmente. Contudo, como você pode ter lido acima, a disciplina de teologia preconiza o uso da lógica, e portanto falácias devem, por definição, ser descartadas. Não, o seu comentário não é uma falácia lógica, é simplesmente irrelevante e improdutivo.

        Cômico, mesmo, é a sua tentativa de fazer chacota de um erro tipográfico. Um observador um pouco mais inteligente teria percebido que se trata de um erro de datilografia, posto que há outras ocorrências ortograficamente corretas. Um observador realmente inteligente teria ignorado isso e se concentrado em argumentos lógicos e relevantes.

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