Mórmons Contra Ciência em Utah?

Mórmons em Utah estão pressionando a Comissão de Educação Estadual para piorar o ensino de Ciências para crianças e adolescentes em uma nova cruzada anti-ciência.

A mutação de um gene significou a evolução do coração. Nenhum fato científico está melhor estabelecido pelo acúmulo de evidências que a Evolução Orgânica.

De acordo com várias agências de notícias (Washington Post, Newsweek, Salt Lake Tribune, Jezebel), o currículo de alunos entre a 6ª e 8ª série em ciências está sendo re-escrito para reduzir a compreensão e/ou a crença em conceitos científicos amplamente estabelecidos, como Aquecimento Global e Evolução Orgânica.

Com amplo e reconhecido controle político-ideológico do governo estadual em Utah, a Igreja Mórmon exerce forte influência em todos os aspectos da educação dos jovens locais. É difícil imaginar que nessa cruzada anti-ciência não seja inspirada, total ou parcialmente, pela liderança da Igreja.

A Igreja SUD e sua alta liderança não são novatos em cruzadas anti-ciência. Há meros três anos, o Apóstolo Russell Nelson, em plena Conferência Geral, envergonhou a Igreja ao ridicularizar duas das teorias científicas mais aceitas, comprovadas, demonstradas, e fundamentadas. Uma delas, obviamente, era a Teoria de Evolução Orgânica que se encontra no centro dessa nova controvérsia anti-ciência em Utah. Os Apóstolos Joseph Fielding Smith e Bruce R. McConkie também ficaram famosos por suas oposições ao método científico.

Nem todos os Mórmons são defensores de ignorância científica ou se opõe à educação de alto nível, porém resta saber se a Igreja está lentamente se posicionando nesse campo anti–ciência, ou se apenas trata-se de ato isolado.

O que você acha?

 

8 comentários sobre “Mórmons Contra Ciência em Utah?

  1. O conhecimento secular, por mais importante que seja, não pode salvar uma só alma, nem colocar o reino celestial ao nosso alcance, criar um mundo ou fazer do homem um deus. Estamos disposto a aceitar toda verdade, independente de sua origem, pois ela permanecerá, resistirá a tudo.

  2. É óbvio que eles sempre irão se opor a Ciências. Pois essa lida com evidências e não puramente com fé sem ter como provar nada. Muito mais fácil somente acreditar na doutrina da igreja sem coloca-la no escrutínio.
    na Bíblia apesar de algumas coisas suspeitas, temos provas arqueológicas e históricas. Quanto ao livro de Mórmon, nada, absolutamente nenhuma prova. nem um colherzinha do Moroni.
    Mesma coisa quando pagamos dízimos e ofertas é tudo na base da fé. A igreja simplesmente não mostra nenhum relatório de como nosso dinheiro é gasto, é tudo na base da fé.

  3. Uai, a Igreja não tem posição oficial sobre o assunto. Na BYU se ensina evolução das espécies.

    Não sei o porquê dessa frescura. Há membros obviamente que não são adeptos da ciência mas, eu no caso sou. Sou a favor de conhecimentos científicos que nos façam levar ao progresso…

  4. Vários, senão muitos dos irmãos que participam deste sítio eletrônico, enriquecendo-o com seus comentários, fazem-no com toda a franqueza de suas almas, esquecendo-se, todavia (e pelo menos é assim que me parece) que esta é uma associação de ESTUDOS mórmons, e não de cultivo da fé mórmon. Para cultivar a nossa fé temos as reuniões, dentro e fora da Igreja, e os estudos no âmbito do Sistema Educacional da Igreja. Aqui, eu, pelo menos, não me preocupo em fortalecer minhas crenças, pois já trabalhei nisso durante muitos anos e ela é hoje, apesar de tudo o que os irmãos leem de minha autoria (e do que eu leio de autoria de outros), extremamente forte e, posso mesmo dizer, inquebrantável. Devo esclarecer, todavia, que minha cabeça não é a de um religioso e sim de um cientista. Só consigo acreditar naquilo que posso comprovar, em experiências passíveis de repetição e, no que for possível, previsão. Daí porque vejo como uma falsa dicotomia aquela que opõe fé e ciência, pois para mim a fé só é possível enquanto puder se ancorar na ciência, ainda que na forma de uma teoria. Inversamente, não se faz ciência sem acreditar, mesmo que minimamente, naquilo que se quer comprovar. Uma e outra, portanto, estão imbricadas, são sistêmicas, isto é, uma depende da outra. Parece-me uma prática a demonstrar fragilidade, senão atraso, e de parte não apenas da Igreja Mórmon, mas de várias outras, tentar fazer os fiéis acreditarem em algo que não possa ser demonstrado. Pois no Milênio (e esta é parte de minhas crenças, por enquanto) teremos fé e ciência organizadas desta forma. Posto isto, é preciso ainda esclarecer que muito daquilo que é divulgado como sendo “ciência”, é nada mais do que uma teoria construída em bases científicas. Vejamos, por exemplo, a teoria da evolução, proposta por um biólogo britânico há cerca de dois séculos: ele diz que o homem descende do macaco com base em evidências da antropologia física, que SUPÕEM que haja uma relação de causalidade entre elas. Ou seja, que um exemplar de hominídeo primitivo precedeu um outro menos primitivo, um outro ainda menos primitivo, até chegar ao sapiens sapiens. No entanto, o autor dessa teoria, Charles Darwin, nunca demonstrou que tenha havido ligação entre um hominídeo e outro, e que assim, por meio de um sistema exposição de fatores ambientais, tenhamos chegado ao que somos hoje. A outra teoria que se opõe a esta é que esses diferentes exemplares tenham sido criados cada qual tipologicamente, sem nenhuma conexão sistêmica. Em geral as religiões esposam esta última teoria, dando ao criador de todas essas criaturas o nome de Deus e embasando sua crença em escrituras consideradas sagradas. Sem perceber, assim, o mais ignorante dos fiéis de uma igreja, qualquer que seja ela, está esposando uma teoria científica, a que chamo de criacionismo, e dando a ela o nome de religião. E, claro, posicionando-se no mesmo patamar que aqueles que acreditam na evolução, pois nenhuma das duas teorias foi ainda provada. Assim, quando leio que a Igreja Mórmon pressiona para que o criacionismo seja ensinado no lugar do evolucionismo, parece-me que as autoridades gerais ainda não entenderam a essência e a instrumentalidade — e ainda o contexto — de tudo aquilo que eles pregam de seus púlpitos, limitando-se a uma aparência de sentido extremamente superficial. Simplesmente repetem aquilo que foram ensinados, sem refletir sobre o que estão falando. O melhor que deveriam fazer é permitir que o criacionismo e o evolucionismo fossem ensinados livremente, e, uma vez que se reivindicam do criacionismo, cuidar de reunir evidências científicas (e elas existem abundantemente…) para que estas pudessem fortalecer seus pontos de vista. Sentar-se no primitivo território da crença e tentar negar uma teoria científica com fé pode ter funcionado no passado, mas sinto que não funcionará no futuro.

    • Eu já penso o contrário, acho que eles entendem sim e muito a essência e a instrumentalidade mas, a ciência sempre bate na mesma tecla que é a da importância do questionamento e da dúvida e nunca afirmam que tem certeza de nada, pelo contrário eu acho que ela ama ser desafiada e vejo que a igreja é o contrário,eles sempre usam a mesma desculpa querendo que você “deixe para lá” ou ” não pense sobre isso” ou “não é necessário a sua exaltação”, isso sempre me irritou muito, eu não vejo eles quererem ninguém se questionando sobre nada,geralmente quem faz isso vai longe na vida,e tudo lá é só pela fé cega…….

      Lembrei dessa frase:é de menino que se torce o pepino!

      • Na última conferência,eu acho, algum apóstolo disse para os líderes não ignorarem as dúvidas das pessoas usando isso de “deixe para lá” ou ” não pense sobre isso” ou “não é necessário a sua exaltação”. Nem tudo o que nós ou nossos líderes locais achamos é a posição real da Presidência ou Quorum dos Doze. Sobre isso de desencorajar o estudo da evolução, talvez seja no sentido de inclui-lo, porque aqui, no Brasil ao menos e na minha escola, eu só estudei evolução e o criacionismo era dado como pura besteira.

  5. Há alguns anos, lembro de ter visto os Doze preocupados com o que chamaram de “ateísmo científico”. Ao que parece, eles atribuem às Ciências o fato de que hoje muitas pessoas abandonam a religião e se declaram ateias. Não sei como está o cenário agora, mas amigos meus me disseram que na Europa o ateísmo cresce a cada dia prejudicando várias crenças cristãs. Portanto, acho natural que a igreja faça uma cruzada anti-ciência. Contudo, acho que é um tiro que tende a sair pela culatra, da mesma forma que a cruzada anti-gay. Quando a Igreja começa a tentar destruir as Ciências, mais ela parece uma instituição arcaica, repleta de misticismos e ignorância. Obviamente, tende a afastar mais as pessoas.

    O ideal seria apontar semelhanças entre as doutrinas e os conhecimentos científicos. Já vi muitos membros da igreja que não são negadores das Ciências. Muitos que conseguem, inclusive, encontrar pontos de intersecção entre o evolucionismo e o mormonismo. Acho que o caminho é por aí.

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