Cientistas Descobrem Sinais da Pré-Existência?

O Apóstolo Neal Maxwell explicou como a doutrina da pré-existência explica a sensação comum de déjà vu.

Déjà Vu, expressão francesa que significa “eu já vi”, é um fenômeno neurológico que leva o indivíduo a experimentar a sensação, às vezes forte, de já haver vivenciado no passado um evento ou experiência sendo vivenciada naquele exato momento do presente.

Para o Apóstolo Maxwell, déjà vu é um reflexo de nossa pré-existência, uma olhadela curta e rápida através do véu do esquecimento:

“O Élder Orson Hyde conclamou, ‘Nós esquecemos! … Mas o nosso esquecimento não pode alterar os fatos.’ (Journal of Discourses, 7:315) Contudo, em certas ocasiões, há pressentimentos. O Presidente Joseph F. Smith observou como ‘frequentemente nós pegamos um lampejo de memórias despertas da alma imortal, que ilumina todo o nosso ser como que com a glória do nosso lar de outrora’. (Gospel Doctrine, 5a ed., Salt Lake City: Deseret Book, 1939, p. 14.)

Podem haver súbitos surtos de déjà vu. Um lampejo do espelho da memória que nos impulsiona adiante até aquele pavilhão distante, pleno de ‘esplendores eternos’ e seres ressurretos.”

Contudo, cientistas da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, conseguiram induzir a sensação em laboratório e medir seus efeitos neurológicos.

Primeiro, eles utilizaram uma técnica clássica para induzir falsas memórias com o uso de palavras relacionadas em 21 voluntários. Nessa técnica, voluntários cobaias são orientados a ler uma lista de palavras relacionadas (e.g., cama, travesseiro, lençóis, colchão, sonho, noite, etc.) sem a inclusão de uma palavra que lhes seja um elo comum (e.g., dormir). Depois de ler e reler a lista, eles são testados quanto a implantação de uma falsa memória, para avaliar se elas “lembram” (i.e., tem a ilusão de lembrar) haver lido essa palavra na lista. Na maioria das pessoas, a implantação da falsa memória é simples e bem sucedida.

Os cientistas ingleses aproveitaram-se, entretanto, dessa implantação de falsa memória para induzir a sensação de déjà vu, sugerindo-lhes perguntando se elas haviam lido alguma palavra com a inicial da palavra-chave testada (e.g., “d” de “dormir”) antes da fase de questionários. Assim, quando os cobaias foram responder os questionários, eles estavam conscientes de não haver lido palavras com aquelas iniciais, mas ao mesmo tempo, relatavam familiaridade ou a sensação de tê-las lido apesar da cognição negativa. Alguns, inclusive, expressamente verbalizaram sentir o déjà vu.

Por mais interessante que esse exercício teria sido apenas por ilustrar uma ferramenta para induzir a sensação de déjà vu, os cientistas levaram o teste um importante passo adiante. Enquanto respondiam aos quesitonários, os cobaias estavam sendo submetidos a uma ressonância magnética funcional (RMf). Uma RMf mede o fluxo sanguíneo no cérebro inteiro em tempo real e consegue detectar aumentos temporários de irrigação sanguínea para regiões específicas, tacitamente demonstrando quais regiões estão sendo mais utilizadas em determinados momentos.

As RMf dos voluntários demonstraram que as regiões frontais comumente associadas com funções executivas de decisões e resoluções de conflitos estavam sendo ativadas durante o déjà vu. Evidentemente, a sensação de déjà vu resulta de uma avaliação executiva superior da qualidade e estado de memórias armazenadas, como se o cérebro estivesse revisando a nova informação apresentada contra o arquivo morto de informações armazenadas nas memórias declarativas ou explícitas, de modo a analisá-la e qualificá-la melhor.

Além de demonstrar claramente que a sensação de déjà vu não tem nada a ver com memórias do passado (mortal ou premortal) em si, mas com um complexo processo neurocognitivo de avaliação e catalogação de novas informações, o estudo demonstra também que trata-se de um subproduto desse processo, e uma sensação ilusória reproduzível e fundamentalmente biológica.

Como essa informação científica qualifica e/ou elucida a crença de que déjà vus comprovam a doutrina da pré-existência?


Leia mais citações de Profetas e Apóstolos aqui.

4 comentários sobre “Cientistas Descobrem Sinais da Pré-Existência?

  1. Tenho a impressão de já ter lido um post como esse aqui no Vozes Mórmons .Pode ser também que eu tive um déjà vu.rsrrs

  2. Por muitos anos usei esse fenômeno para ilustrar as minhas aulas do seminário e escola dominical como evidência da preexistência tendo como base somente as afirmações dos profetas da igreja.

    Hoje não tenho mais essa convicção. Pelo contrário, penso que ela é mais apropriada aos espíritas ou para as filosofias que acreditam na reencarnação.

    Veja bem:

    1. O fenômeno segundo todas as experiências relatadas contam sobre uma sensação (e não uma lembrança) no presente de já terem estado nesse mesmo local (geograficamente falando) que antes lhes eram desconhecidos, e não em um outro mundo.

    2. A experiência sempre é uma sensação e não uma lembrança o que é diferente, lembrar sempre envolve a recordação mesmo que vaga de pessoas, objetos, histórias etc. A pessoa que sentiu o déjávu sempre fica na dúvida e nunca se recorda de nenhum detalhe.

    3. Não vejo nenhuma sentido de ocorrer um déjavu entre duas dimensões tão diferentes como supostamente seria a mortalidade e a pré-existência? Por isso acredito como falei antes que faz mais sentido como argumento aos que acreditam na reencarnação nas existências sucessivas na mortalidade onde muitas vezes pode ocorrer dentro do mesmo grupo familiar ou social onde o indivíduo pode repetir as mesmas experiências de comportamento, além de viver na mesma região geográfica que viveu numa vida anterior, dai sim é mais lógica a possibilidade do tal déjavu.

    Um fato interessante é que nenhum espirita, mesmo entre os médiuns mais famosos relataram um déjavu ou lembrança do mundo espiritual que segundo eles entre uma reencarnação e outra ficaríamos um longo tempo chegando a milhares de anos sendo treinados e preparados no mundo espiritual. Sempre os supostos conhecimentos que recebem depende de um ser espiritual desencarnado que está do outro lado. Assim penso que nós mórmons na prática estamos em desvantagem de termos um déjavu já que acreditamos em uma única experiência nos dois mundos.

    Há muito tempo atrás contava-se na igreja aqui em Fortaleza-Ce sobre a história de uma criança membro da igreja que tinha lembranças da preexistência onde ela relatava sobre um homem de barba branca que impôs as mãos sobre a cabeça dela antes de vir para a terra. Alguém do blog já ouviu ou conhece essa história e sabe de onde surgiu ou se é verdadeira?

    • “Um fato interessante é que nenhum espirita, mesmo entre os médiuns mais famosos relataram um déjavu ou lembrança do mundo espiritual que segundo eles entre uma reencarnação e outra ficaríamos um longo tempo chegando a milhares de anos sendo treinados e preparados no mundo espiritual. Sempre os supostos conhecimentos que recebem depende de um ser espiritual desencarnado que está do outro lado.”

      Será que você pode obter esses conhecimentos diretamente, sem intermediários?

      Há ainda o interessante trabalho de Ian Stevenson, graduado em medicina, professor de psiquiatria e diretor da Divisão de Estudos da Personalidade (atualmente, Divisão de Estudos da Percepção) da Universidade de Virgínia. Ele dedicou mais de 40 anos à pesquisa da reencarnação e escreveu mais de 200 artigos e livros fundamentais sobre o tema.

      Sua principal obra publicada “Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects” (Praegar Publishers, 1997), dividida em dois volumes, cada qual com mais de mil páginas repletas de ilustrações, essa obra fundamental examina em minúcias 225 casos escolhidos entre os quase três mil disponíveis nos arquivos do autor.

      • Só complementando, se me permite, o cientista Ian Stevenson nunca afirmou ter provado a reencarnação, mas sempre se referiu aos casos estudados como “sugestivos” de reencarnação.
        O cético Carl Sagan chegou, inclusive, a escrever:

        “No momento em que escrevo, acho que três alegações no campo da percepção extra-sensorial (ESP) merecem estudo sério: (1) que os seres humanos conseguem (mal) influir nos geradores de números aleatórios em computadores usando apenas o pensamento; (2) que as pessoas sob privação sensorial branda conseguem receber pensamentos ou imagens que foram nelas “projetados”; e (3) que as crianças pequenas às vezes relatam detalhes de uma vida anterior que se revelam precisos ao serem verificados, e que não poderiam ser conhecidos exceto pela reencarnação. Não apresento essas afirmações por achar provável que sejam válidas (não acho), mas como exemplos de afirmações que poderiam ser verdade. Elas têm, pelo menos, um fundamento experimental, embora ainda dúbio. Claro, eu posso estar errado. (SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios. Tradução de Rosaura Eichemberg. Companhia das Letras: São Paulo, 2006. P. 343.)

        “O Mundo Assombrado pelos Demônios: Ciência como uma vela no escuro” é um livro escrito pelo astrofísico Carl Sagan, que foi publicado em 1995. O livro destina-se a explicar o método científico para leigos, e para encorajar as pessoas a aprender o pensamento crítico ou cético . Ele explica métodos para ajudar a distinguir entre as ideias que são consideradas ciência válida e idéias que podem ser considerados pseudociência.

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